Petróleo opera misto com retomada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz


Os contratos futuros do petróleo operavam sem direção única nesta sexta-feira, após a reabertura do Estreito de Ormuz aliviar os temores sobre a oferta da commodity. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 05:59 am

Hitachi Energy compra fornecedora canadense de materiais para transformadores Canduct


A Hitachi Energy planeja adquirir a Canduct, fornecedora canadense de materiais e peças para transformadores, em uma iniciativa para garantir capacidade de produção na América do Norte. A compra deverá ser concluída no próximo trimestre, informou a empresa do grupo Hitachi nesta quinta-feira. O valor da aquisição não foi divulgado. Fundada em 1982, a Canduct possui mais de 300 funcionários e fabrica materiais para transformadores, kits de isolamento e componentes. Entre seus clientes corporativos está a Hitachi Energy. A capacidade de produção da Hitachi Energy está concentrada principalmente na Europa. A empresa busca expandir sua presença na América do Norte, região que passa por um crescimento significativo de data centers. A Hitachi adquiriu a divisão de redes elétricas da fabricante suíça de equipamentos elétricos pesados ABB em 2020, renomeando posteriormente a subsidiária resultante para Hitachi Energy.
em 19/06/26 05:32 am

Executivos indonésios são presos por corrupção após investimento fracassado em startup


Quatro ex-executivos de duas empresas estatais de capital de risco da Indonésia foram condenados por corrupção e sentenciados a penas de prisão de dois a cinco anos na quinta-feira por investirem US$ 25 milhões em uma startup agrícola que faliu. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 05:02 am

Unicórnio chinês Momenta mira IPO de US$ 1 bilhão em Hong Kong


O valor de mercado da empresa chinesa de condução autônoma Momenta atingiu cerca de US$ 9 bilhões à medida que ela se prepara para abrir capital em Hong Kong, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 04:45 am

Japão planeja reformas legais contínuas em inteligência artificial para combater ameaças


O Japão irá "revisar ativa e continuamente" as leis relacionadas à inteligência artificial para aprimorar sua capacidade de resposta às ameaças representadas por modelos de alto desempenho, como o Claude Mythos, da Anthropic, de acordo com uma nova proposta de política governamental sobre inteligência artificial divulgada nesta quinta-feira. As principais considerações incluem a detecção precoce de empresas que desenvolvem e utilizam inteligência artificial de alto desempenho perigosa, a avaliação das vulnerabilidades e da segurança da inteligência artificial desenvolvida por elas e o combate às que desenvolvem e fornecem inteligência artificial considerada perigosa. A proposta inclui medidas para fortalecer o Instituto Japonês de Segurança em Inteligência Artificial, do governo, inclusive por meio da contratação de pessoal especializado e do aumento do quadro de funcionários. O governo pretende aprovar a proposta logo após o período de consulta pública. Com a expectativa de que a corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial continue acelerando, a importância de avaliar de forma rápida e precisa as vulnerabilidades e a segurança de novos modelos antes que cheguem ao mercado torna-se cada vez maior. O projeto afirma que o Japão "participará de esforços internacionais de padronização de inteligência artificial". As regras atuais que regem o desenvolvimento e o uso de inteligência artificial variam de país para país. O governo também está considerando como lidar com situações em que determine que um modelo de inteligência artificial apresenta alto risco de uso indevido. De acordo com as leis de inteligência artificial vigentes no Japão, o governo pode investigar o uso e os riscos. Embora possa fornecer orientação e aconselhamento às empresas, conforme necessário, esse regime regulatório não permite a aplicação de penalidades. O governo discutirá se as leis devem ser alteradas para permitir punição aos desenvolvedores. A Anthropic, com sede nos Estados Unidos, implementou o Mythos gradualmente para um conjunto limitado de organizações, levando em consideração o risco de uso indevido. Se um desenvolvedor de inteligência artificial fornecesse indiscriminadamente um modelo de inteligência artificial com um nível de desempenho comparável, ele poderia ser usado para uma ampla gama de crimes cibernéticos. Crescem as preocupações com o uso de inteligência artificial em ataques cibernéticos e no desenvolvimento de armas biológicas e químicas. O governo está trabalhando para fortalecer a capacidade de resposta da Agência Nacional de Polícia. O plano também inclui medidas para combater deepfakes gerados por inteligência artificial. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria liderará o apoio ao desenvolvimento de tecnologia para determinar se o material foi gerado por inteligência artificial. Os setores de saúde, finanças e outras infraestruturas críticas estão particularmente vulneráveis a ataques cibernéticos. O Hospital Nippon Medical School Musashikosugi, em Kawasaki, foi alvo de um ataque cibernético de ransomware realizado por um grupo de hackers estrangeiro em fevereiro, resultando no vazamento de informações pessoais de mais de 130 mil pacientes e funcionários.
em 19/06/26 04:42 am

Japão: Vice-presidente do BoJ alerta para risco de adiar aumentos de juros


Elevar as taxas de juros pode frear a atividade econômica, mas o vice-presidente do Banco do Japão (BoJ) enxerga um perigo ainda maior em apertar a política monetária de forma muito lenta. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 04:16 am

Política industrial de Trump coloca Nippon Steel em equilíbrio delicado após compra da U.S. Steel


Desde que adquiriu a U.S. Steel há um ano, a Nippon Steel descobriu que, embora a "golden share” (ação de ouro) do governo federal possa ocasionalmente forçar a empresa japonesa a tomar decisões, estabelecer conexões com autoridades e se comunicar com o público são mais importantes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 03:57 am

Pelo menos seis petroleiros atravessam Estreito de Ormuz após acordo EUA-Irã


O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz começou a ser retomado um dia após os Estados Unidos e o Irã assinarem um memorando de entendimento que suspendeu a guerra, com a confirmação da passagem de pelo menos seis petroleiros pela via navegável. "Hoje, as forças americanas suspenderam o bloqueio a todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos e áreas costeiras iranianas, de acordo com a diretriz do presidente", disse o Comando Central dos Estados Unidos na quinta-feira. O memorando, assinado na quarta-feira, estipula que o bloqueio de Ormuz deve ser totalmente suspenso em 30 dias e que a navegação pela hidrovia será permitida por 60 dias sem cobrança de pedágio. De acordo com o site de informações marítimas MarineTraffic, os petroleiros que estavam posicionados na costa norte dos Emirados Árabes Unidos começaram a se movimentar por volta das 19h (horário de Brasília) de quarta-feira. Isso ocorreu pouco depois da notícia da assinatura. Após as 2h da manhã de quinta-feira, dois petroleiros e um navio transportador de gás natural liquefeito (GNL) saíram do Golfo Pérsico e entraram no Golfo de Omã. Eles contornaram a Ilha de Larak, conforme designado pelo Irã. Mais tarde, por volta das 11h, o Tenzan, um navio petroleiro de grande porte pertencente à empresa japonesa Kyoei Tanker, também passou pela mesma rota marítima. Os dados de navegação indicaram que ele viajava quase totalmente carregado, sem exibir seu destino. Por razões de segurança, muitos navios têm seus sistemas de identificação automática (AIS) desligados, o que significa que outros navios provavelmente passaram pelo estreito sem serem detectados. O petroleiro Shaden, operado pela empresa de navegação saudita Bahri, transmitiu sua localização no Golfo de Omã por volta de 0h de quinta-feira. A embarcação foi vista pela última vez no Golfo Pérsico e acredita-se que tenha passado recentemente por Ormuz. Atualmente, está se dirigindo para o porto de Kiire, no Japão. Outros dois petroleiros operados pela Bahri também estavam transmitindo suas localizações fora do Golfo Pérsico, elevando o número total de grandes petroleiros que passaram pelo estreito para pelo menos seis. No Golfo Pérsico, outros petroleiros e navios de carga começaram a navegar em direção ao estreito. Na quarta-feira, 871 embarcações estavam retidas no Golfo Pérsico, segundo a empresa de inteligência marítima Windward. Isso inclui 67 petroleiros. Os preços do petróleo bruto caíram significativamente. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, chegaram a atingir US$ 73,58 o barril na quinta-feira, uma queda de 4% em relação ao fechamento de quarta-feira — a primeira vez desde o início de março que caíram abaixo de US$ 74. Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina comum foi de US$ 3,99 na quinta-feira, caindo abaixo de US$ 4 pela primeira vez desde 30 de março. Daan Struyven, chefe de pesquisa de petróleo do Goldman Sachs, prevê que o tráfego no Estreito de Ormuz se normalize em julho e que os contratos futuros de petróleo bruto WTI atinjam uma média de US$ 75 no último trimestre do ano. Um navio leva cerca de três semanas para chegar ao Japão partindo do Golfo Pérsico, o que daria algo como meados de julho para a chegada do combustível.
em 19/06/26 03:52 am

México é a primeira seleção a se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer Coreia do Sul


A seleção do México venceu o time da Coreia do Sul por 1 a 0 pelo grupo A da Copa do Mundo 2026 na noite de quinta-feira, no estádio Akron, em Guadalajara, e foi a primeira seleção a se garantir na segunda fase da competição. A vitória mexicana teve a ajuda do goleiro sul-coreano, Kim Seung-Gyu, que saiu do gol para pegar uma bola alta, trombou com um companheiro da zaga e deixou a bola no pé do mexicano Romo, que empurrou para o gol. Os sul-coreanos tentaram uma reação no fim do jogo, pressionando bastante os mexicanos, mas o goleiro Rangel fez duas defesas em sequência em cima da linha de gol e garantiu a vitória. Com os três pontos, o México manteve a liderança do grupo A e foi a primeira seleção a se garantir na segunda fase. Somando agora 6 pontos, os mexicanos também garantiram a 1ª posição da chave, já que o primeiro critério de desempate é o confronto direto. Os sul-coreanos estão com 3 pontos e só podem igualar a pontuação, mas o primeiro critério de desempate é o confronto direto, no qual perdem para os mexicanos. Na outra partida do grupo A, República Tcheca e África do Sul empataram em 1 a 1 e estão com um ponto cada na competição. Na terceira e última rodada do grupo A, na próxima quarta-feira (24), às 22h (de Brasília), o México enfrenta a República Tcheca na Cidade do México e enquanto a Coreia do Sul joga contra a África do Sul em Monterrey (México).
em 19/06/26 03:44 am

Por que o técnico do Haiti nunca pisou no país da seleção que ele comanda


O Haiti, que enfrenta o Brasil nesta sexta-feira (19), está de volta à Copa do Mundo em 2026 após 52 anos. O feito de estar no torneio foi conquistado pelo francês Sébastien Migne, que lidera a seleção desde abril de 2024, mas que nunca pisou no país devido à violência que domina a terceira maior ilha do Caribe. Essa é a segunda vez que o país participa da Copa do Mundo — a primeira foi em 1974 com uma eliminação precoce na fase de grupos. Segundo a última atualização do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH, na sigla em inglês), mais de 1,6 mil pessoas foram mortas e 745 ficaram feridas no país no primeiro trimestre de 2026. Desse total, 27% foram responsabilizados pelas gangues, 4% por grupos de autodefesa e 69% por operações das forças de segurança realizadas contra os grupos violentos. “É impossível [ir ao Haiti] porque é muito perigoso. Normalmente moro nos países onde trabalho, mas não posso nesse daqui. Não há mais voos internacionais aterrissando lá”, afirmou Migne à revista France Football, em novembro de 2025. Naquele ano, foram registradas 5.915 mortes, um aumento de 5% em relação a 2024, e 2.708 pessoas feridas, alta de 22% na mesma comparação, segundo o órgão da ONU. Na entrevista, Migne disse também que se baseou em informações sobre jogadores locais fornecidas por telefone por dirigentes da federação haitiana de futebol. "Eles me deram as informações e eu gerenciei a equipe remotamente." Com craques internacionais no elenco, Migne precisou também convencer alguns desses atletas a defenderem a camisa haitiana, como Jean-Ricner Bellegarde (Wolverhampton, na Inglaterra), Josué Casimir (Auxerre, na França), Hannes Delcroix (Lugano, na Suíça) e Wilson Isidor (Sunderland, na Inglaterra), todos convocados para o mundial deste ano. Próxima fase de um Estado falido O professor Alexandre Pires, de Relações Internacionais do Ibmec, afirma que o Haiti enfrenta a maior crise de toda sua história. Segundo ele, o país representa "a próxima fase de um Estado falido", sem perspectivas futuras devido ao amplo controle de grupos armados sobre o território. Segundo ele, a atual crise humanitária e de violência, sem precedentes, se intensificou após o assassinato do então presidente Jovenel Moïse, em 2021, episódio que desencadeou uma espécie de guerra civil. "A partir desse momento, o Haiti, que sempre foi um país politicamente instável e economicamente em crise, passa a ver essas gangues controlando rotas comerciais, estruturas econômicas, centros de distribuição de alimentos, de combustíveis e estradas", informa o professor. Policial e civil em meio troca de tiros entre gangues e forças de segurança, em Porto Príncipe, Haiti Odelyn Joseph/AP Desde então, o país não conseguiu consolidar um Estado funcional. Segundo o especialista, todas as eleições realizadas após o assassinato do presidente foram inviabilizadas pela ação de gangues. Nesse cenário, diferentes grupos armados da capital se uniram em uma coalizão voltada ao controle territorial. Atualmente conhecida como Viv Ansanm, essa aliança figura como um dos polos do conflito: de um lado, enfrenta civis haitianos que se armaram para se proteger; de outro, resiste às tentativas de intervenção humanitária lideradas pela ONU e pelos Estados Unidos. "Até as embaixadas que vivem ali operam muitas vezes no mínimo ou não operam. É extremamente arriscado você ir para o país, pois você pode ser sequestrado, [cujo resgate] é uma das fontes de renda dessas gangues", afirma Pires. "Por isso, o Migne não está lá, pois a sua vida está sempre exposta." A ajuda humanitária internacional tenta entrar no país há dois anos, mas não obteve grandes conquistas devido à falta de um Estado consolidado e do alto domínio dos grupos criminosos, conclui o especialista. *Estagiária sob supervisão de Diogo Max
em 19/06/26 03:01 am

Neymar ainda manda nos patrocínios, mas é o feed de Vini Jr. que mais bomba


Neymar ainda é o jogador com mais contratos de patrocínios entre os atletas da Seleção brasileira, estando a frente inclusive de Vinícius Júnior, o jogador mais caro do elenco, avaliado em 140 milhões de euros (R$ 821,8 milhões), e atual destaque do Brasil, que joga nesta sexta-feira (19) contra o Haiti. Ao ser convocado para a Copa do Mundo da Fifa, no último dia 18 de maio, as primeiras celebrações de Neymar em suas redes sociais vieram em publicações junto às marcas parceiras. A varejista Mercado Livre publicou um vídeo explorando o conceito de entrega, conectando a promessa do atleta de dar o máximo pelo Brasil. Já a Canção, marca brasileira de alimentos, respondeu a uma provocação do Burger King, que dizia que Neymar não estaria entre os presentes no álbum da Copa do Mundo, produzido pela Panini. No vídeo, o atacante aparece dizendo que ele “virou” figurinha mais uma vez. A Red Bull mostrou o atacante chutando bolas que representam todos os anos que foi para o torneio, já a Puma mostrou Neymar rasgando um papel que dizia que ele não estava na lista final, marcando sua presença na Seleção. Desde então, o jogador do Santos também fez publicações em parceria com a casa de apostas Blaze, o jogo de futebol virtual Efootball, desenvolvido pela produtora Konami, e a Loovi, uma empresa de tecnologia voltada ao mercado de seguros. Mesmo sem entrar em campo, o que diminui a exposição do atleta, Neymar lidera o ranking elaborado pela PressFC consultorias, e soma 20 contratos com patrocinadores diferentes. Enquanto isso, Vini Jr., titular da seleção, vem em segundo lugar, contando com 16 parcerias. Feed de Vini Jr. está mais movimentado Após a convocação, porém, é o feed de Vini Jr. que tem se movimentado mais. Apesar de ter feito menos publicações, 12 desde a primeira em colaboração com a Vivo um dia depois da convocação, o Instagram do atleta do Real Madrid divulgou campanhas de 10 anunciantes diferentes, enquanto Neymar fez 17 publicações, mas de apenas 7 marcas diferentes. A Apple lançou uma campanha publicitária global estrelada por Vini Jr. para promover os novos fones de ouvido AirPods Pro 3. Já o Fortnite, da Epic Games, um dos cinco jogos mais acessados do mundo, lançou um personagem utilizável do Vini Jr. para a Copa do Mundo. Marriott Bonvoy, o programa de fidelidade global da Marriott International, a maior rede de hotéis do mundo, lançou uma campanha em parceria com a Visa e Vini Jr para a Copa do Mundo Fifa, na qual o jogador aparece ao lado do astro norueguês Erling Haaland. Outras marcas que apareceram nas redes do atacante foram Rexona, Nike, Visit Dubai, Lego e Havaianas. Confira o ranking de atletas com mais patrocinadores da seleção brasileira: Neymar (20) - Canção, Mercado Livre, Loovi, Viva Sorte, Faanz, Popper, Next 10, Blaze, Puma, Sintta Stay, Lavitan, Ixina Kitchen, Due Incorporadora, Pley by Ney, Aiwa, Ibrahim Al.Qurashi, Campline Horses, Tropicool, Aspetar e Red Bull Vini Jr (16) - Clear, Omo, Gatorade, Rexona, Playstation, Pepsi, Betnacional, Vivo, Prada, Dubai Tourism, Bos, Unesco (agência especializada da ONU), Havainas, Nike, Visa e Marriott Bonvoy Raphinha (9) - Gillette, Rayovac, Dream League Soccer, UFL, Adidas, Coristina D, Realme, Modelo e Calvin Klein Endrick (6) - Gillete, New Balance, Red Bull, Hypera/Neosaldina, Sicoob e EA Sports Alisson (5) - JBL, Tommy Hilfiger, Nike, Reusch Goalkeeper Gloves e AXA Seguros Matheus Cunha (4) - Nike, Jordan, Azul Linhas Aéreas e Qualcomm Snapdragon Casemiro (2) - Adidas e Azul Linhas Aéreas Weverton (2) - Puma e Poker Luiz Henrique (2) - Philips e Adidas Gabriel Martinelli (1) - Adidas e One Hyperbarics Ederson (1) - Puma Wesley (1) - Nike Marquinhos (1) - Nike Gabriel Magalhães (1) - Adidas Bremer (1) - Adidas Léo Pereira (1) - Nike Bruno Guimarães (1) - Adidas Lucas Paquetá (1) - Nike Danilo Santos (1) - Gênesis Benefícios *Estagiário sob supervisão de Diogo Max
em 19/06/26 03:01 am

Que horas é o jogo do Brasil contra Haiti? Veja horário e local da partida


O Brasil enfrenta a seleção do Haiti nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo 2026. O Brasil busca a primeira vitória para encaminhar a classificação para fase 16 avos, a primeira fase do mata-mata ampliado do Mundial, após empatar por 1 a 1 com o Marrocos na estreia. Depois de enfrentar o Haiti, a Seleção encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24 de junho (quarta-feira), às 19h. No grupo C, a Seleção brasileira tem 1 ponto e divide a segunda posição com time marroquino. A liderança é da Escócia, que soma 3 pontos depois de vencer o Haiti por 1 a 0 no último sábado (13). A seleção da América Central ocupa a última colocação, ainda sem pontuar. Possíveis datas na próxima fase Se avançar em primeiro lugar do grupo, o Brasil joga a segunda fase no dia 29 de junho, às 14h. Caso termine em segundo, entra em campo no mesmo dia, às 22h. Uma classificação como um dos melhores terceiros colocados abre diferentes possibilidades de datas e horários entre os dias 29 e 30 de junho. Formato da Copa do Mundo 2026 O Mundial de 2026 tem um formato inédito, com 48 seleções. A mudança inclui a criação de uma fase extra de mata-mata — os 16 avos de final — antes das oitavas. Avançam os dois primeiros colocados de cada um dos 12 grupos, além dos oito melhores terceiros no geral.
em 19/06/26 03:00 am

Amazon pode rivalizar com Nvidia em meio a negociações para vender chips de IA


As ações da Amazon subiram nesta quinta-feira (18) depois que a empresa confirmou estar em negociações para vender chips de inteligência artificial e entrar em um mercado em forte crescimento ainda dominado pela Nvidia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 19/06/26 01:20 am

Canadá goleia o Catar e consegue sua primeira vitória em Copas


O jogador Jonathan David marcou três vezes na goleada do Canadá sobre o Catar — que terminou a partida com nove jogadores em campo — por 6 a 0, nesta quinta-feira (18), garantindo a primeira vitória em Copas do Mundo da seleção canadense, que assumiu a liderança do Grupo B, à frente da Suíça. A vitória teve um preço, porque o meia canadense Ismaël Koné foi retirado de maca, após uma entrada de Assim Madibo no início do segundo tempo, que lhe rendeu cartão vermelho. O Catar já havia ficado com 10 jogadores aos 34 minutos do primeiro tempo, quando Homam Ahmed foi expulso por uma falta em Tajon Buchanan, que inicialmente resultou na marcação de um pênalti. A revisão (VAR) determinou que a falta ocorreu fora da área. Cyle Larin aproveitou um rebote para abrir o placar. Depois vieram dois tentos de David. Nathan Saliba marcou o quarto gol do Canadá, ao cobrar falta. O quinto gol foi contra, de Mohamed Manai. Finalizando a goleada, David marcou o seu terceiro na partida nos acréscimos com um chute de pé esquerdo. O Canadá igualou a Suíça com quatro pontos em duas rodadas, mas lidera o Grupo B pelo saldo de gols e encerrará a fase de grupos contra os suíços em 24 de junho, em Vancouver. O Catar enfrentará a Bósnia em Seattle no mesmo dia.
em 19/06/26 12:45 am

US$ 30 milhões em produtos irregulares deixaram de circular com monitoramento de IA, diz Anvisa


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estima que US$ 30 milhões em produtos irregulares foram retirados de circulação após iniciativa com uso de inteligência artificial de monitoramento e combate à comercialização indevida de produtos regulados pela autarquia federal. O montante considera o projeto piloto que utilizou a ferramenta Epinet e vigorou entre 2021 e 2024 por meio da cooperação técnica entre a Anvisa e o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Agora, o contrato foi renovado com um custo de US$ 50 mil por mês, informou a gerente-geral de inspeção e fiscalização sanitária da agência, Renata Lima Soares. “Esse monitoramento digital amplia a nossa capacidade de identificação e remoção de anúncios irregulares em larga escala de um modo que só com equipe humana não seria possível”, afirmou durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira (18). Ela afirmou que a ferramenta é capaz de atuar também na chamada deepweb, além de ambientes ilícitos como fóruns maliciosos e grupos privados dos aplicativos de mensagem Telegram e WhatsApp. Receitas falsas Entre um dos produtos nos quais a iniciativa foi bem-sucedida está a venda do medicamento Venvanse, um psicoestimulante cujo princípio ativo é o lisdexanfetamina, que era comercializado, por exemplo, com receitas falsas. “O ambiente digital ampliou a velocidade, o alcance e a sofisticação da comercialização irregular de produtos sujeitos ao acompanhamento sanitário e a Anvisa tem atuado também com o auxílio de inteligência artificial para conseguir monitorar esse ambiente”, completou.
em 19/06/26 12:19 am

Oposição e governo discutem transição democrática na Venezuela


Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que receberam com satisfação uma reunião entre Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, e Dinorah Figuera, ex-deputada da oposição, para discutir uma transição democrática no país sul-americano, incluindo o fortalecimento do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). O encontro, realizado em Caracas, foi a primeira aproximação pública entre integrantes do partido governista e da oposição em quase três anos, desde que ambos os lados assinaram um acordo para a realização das eleições presidenciais de 2024. Nem Figuera, que integrou uma legislatura controlada pela oposição até 2020 e retornou à Venezuela nesta quinta-feira após cerca de sete anos vivendo na Espanha, nem Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, forneceram muitos detalhes sobre a reunião. Em uma breve nota, a Assembleia Nacional informou que o encontro teve como foco a criação de uma plataforma para fortalecer a “democracia e a consolidação da paz”, sem apresentar mais informações. “Os Estados Unidos entendem que essa agenda inclui prioridades fundamentais, como a reconstrução das instituições democráticas da Venezuela, o fortalecimento do CNE, o restabelecimento de garantias duradouras para a participação política e a garantia das liberdades civis essenciais para um debate político aberto”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, em comunicado.
em 18/06/26 11:34 pm

Tiros provocam correria na Times Square, em Nova York


Tiros foram ouvidos na tarde desta quinta-feira (18) na Times Square, em Nova York, provocando momentos de pânico em um dos pontos turísticos mais movimentados da cidade. Segundo o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), que isolou a área após os disparos, um suspeito foi preso e uma arma de fogo foi apreendida. O Corpo de Bombeiros relatou que uma pessoa foi levada a um hospital, mas não divulgou mais detalhes. Imagens de câmeras de monitoramento mostram ao menos duas pessoas vestidas de preto abrindo fogo em um cruzamento lotado antes de fugir. Policiais que patrulhavam a região iniciaram imediatamente a perseguição aos suspeitos. O incidente ocorreu pouco tempo depois de um desfile em homenagem ao título do New York Knicks na NBA, que reuniu milhares de torcedores nas ruas de Manhattan. Cerca de 10 mil policiais haviam sido mobilizados para reforçar a segurança do evento. Agentes do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) investigam disparos ouvidos na Times Square, um dos principais pontos turísticos da cidade, após desfile em homenagem ao título do New York Knicks na NBA Andrew Hofstetter/Reuters
em 18/06/26 11:04 pm

Secretário Nacional do Consumidor quer protocolo para asfixiar financeiramente a pirataria


O secretário nacional do Consumidor e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), Ricardo Morishita, afirmou que pretende propor ao colegiado o desenvolvimento de um protocolo que promova a asfixia financeira do crime organizado no âmbito da pirataria. “O programa Brasil Contra o Crime Organizado entende que sem asfixia financeira do crime organizado, ele se perpetua, ele se potencializa, ele se amplia. Nós queremos, junto com o mercado, com os representantes do mercado, junto com os demais órgãos públicos, se articular”, afirmou em referência ao programa anunciado pelo governo. Durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira (18), o secretário afirmou que a iniciativa será submetida ao comitê de governança, que vai trabalhar junto às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOS) dos Estados. Na visão do secretário, quando a atividade de pirataria está relacionada, mesmo que indiretamente, ao crime organizado, ela se confunde com o próprio crime organizado. “A partir desse protocolo, o tratamento fica claro no âmbito das operações, e é importante que ele se realize. Se tiver sanções administrativas, que sejam aplicadas pelos seus órgãos competentes. Mas, se houver a camada criminal, e ela existe, e se também tiver uma relação com o crime organizado, que seja tratado dessa forma”, afirma. A iniciativa se soma às outras frentes de atuação que estão sendo mantidas relacionadas à rastreabilidade, comércio eletrônico, além das grandes operações de combate à pirataria. Segundo dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), as perdas com o mercado ilegal (contrabando, falsificação, pirataria, fraudes e evasão fiscal) no Brasil alcançaram R$ 473 bilhões em 2025. Além disso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por exemplo, cita perdas anuais de R$ 179,2 bilhões para o mercado ilegal, considerando as vendas formais que deixam de ser feitas. O valor considera os segmentos de combustíveis (R$ 100 bilhões), vestuários (R$ 30,6 bilhões), eletroeletrônicos (R$ 28,1 bilhões) e farmácia (R$ 20,2 bilhões). A instituição também cita outros R$ 74,8 bilhões de evasão fiscal associada. Pixabay
em 18/06/26 10:56 pm

Guimarães diz que Wagner tem 'todo direito e proteção' para dar sua versão


O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), terá "todo o direito e proteção" para dar sua versão sobre os fatos, após ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). Segundo ele, a orientação da gestão federal é para continuar as investigações envolvendo o Banco Master, "doa a quem doer". "Nós queremos que, doa a quem doer, que as apurações sejam feitas. Com relação ao nosso senador Jaques Wagner, é uma liderança importante e ele terá todo o direito e a nossa proteção para ele se explicar e dar a versão dele sobre esse fato", afirmou o ministro nesta tarde, durante participação de agendas em Sergipe. "Buscar cada vez mais a transparência, que é uma atitude do nosso governo. Transparência total, investigação total", complementou. "Nós queremos que tudo seja apurado ao rigor da lei, com direito ao contraditório, à autodefesa, mas não vamos botar nada para debaixo do tapete." Ele defendeu, ainda, que as investigações aconteçam com "rigor" e defendeu a autonomia da Polícia Federal (PF) nas apurações. "Recebemos [a notícia da nova fase da Operação Compliance Zero] com a absoluta naturalidade, porque no nosso governo a Polícia Federal tem a autonomia para investigar, apurar tudo", comentou. Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). As ações estão destalhadas na decisão do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da investigação do Master e que autorizou as medidas de busca e apreensão da PF. Segundo o ministro da Corte, a PF descreveu conversas por telefone e por mensagens entre Wagner e o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Ferreira Lima, que indicam que o senador não seria “mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”.
em 18/06/26 10:48 pm

BP-Beneficência Portuguesa em SP abre processo para 1º vestibular de medicina


Dois meses após a aprovação pelo Ministério da Educação (MEC), o curso de medicina do Hospital BP-Beneficência Portuguesa em São Paulo abriu seu primeiro processo seletivo, cujas provas do vestibular ocorrem entre outubro e novembro. O novo curso de medicina, que conta com 100 vagas anuais, recebeu investimento de R$ 70 milhões. A Faculdade BP já tem graduações em psicologia e enfermagem, além das residências, cursos técnicos e pós-graduação. A ideia é fazer uma integração entre alunos das três cadeiras. Os cursos de medicina ligados a hospitais buscam ir na contramão do que ocorre no setor. Um terço das faculdades — a maioria privada — teve desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e há uma nova onda de cursos abertos por meio de liminar judicial. O Moinhos de Vento, de Porto Alegre, matriculou sua primeira turma de medicina no começo deste ano. Houve 1,2 mil candidatos para 60 vagas. O curso conta com 1 mil horas a mais do que a carga horária exigida para medicina. Recentemente, o Moinhos obteve autorização para ofertar mais 20 vagas para alunos do Fies, programa de financiamento estudantil, e ProUni, que dá bolsa de estudos a alunos carentes. O Hospital Sírio-Libanês, que também foi autorizado a ter curso de medicina, está em segunda turma. A Rede D’Or aguarda visita do MEC para dar prosseguimento ao processo de aprovação de sua graduação em medicina. A expectativa é que o curso seja aberto, no máximo, em 2027.
em 18/06/26 10:34 pm

PGR dá parecer contrário aos pedidos de suspensão cautelar da Lei da Dosimetria


A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou, na quinta-feira (18), manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra os pedidos de suspensão cautelar da Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não analisou o mérito da norma, apenas os pedidos de suspensão de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e partidos políticos, que questionavam a constitucionalidade da nova lei. Ao analisar os pedidos, Gonet afirmou que não se tratava de consolidar um “juízo definitivo” sobre a norma, mas de verificar se havia “plausibilidade jurídica” nas alegações de inconstitucionalidade. Sendo assim, apontou, a norma deve permanecer válida até que o STF julgue a questão. As entidades apontavam, por exemplo, que houve desvio de finalidade na tramitação da lei, uma vez que ela teria sido construída para beneficiar os condenados pelo 8 de janeiro, em uma espécie de “anistia”. Segundo Gonet, no entanto, é válido que “acontecimentos concretos, as controvérsias públicas ou os diagnósticos institucionais provocados por situações históricas” provoquem alterações legislativas e que isso não os torna “indevidamente casuísticos”. Também questionaram pontos do processo legislativo, como a apreciação do veto pelo Senado e mudança do texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Sobre esse ponto, o PGR avaliou ainda que não cabe ao Poder Judiciário “se substituir ao Congresso Nacional nas deliberações tomadas sobre tema não regrado pelo constituinte”. Em maio, o ministro Alexandre de Moraes, relator das ações, suspendeu a aplicação da lei até que o plenário da Corte julgue as ações. Antes de analisar o tema, o ministro determinou o envio de informações dos envolvidos e a manifestação da PGR e da Advocacia-Geral da União (AGU). A decisão de suspensão foi dada em uma ação de uma pessoa condenada pelos atos de 8 de janeiro. Na ocasião, Moraes afirmou que as ações representavam um “fato processual novo e relevante”, que poderão “influenciar no julgamento” e recomendam a “suspensão da aplicação da lei, por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo Supremo”. Ele adotou o mesmo entendimento em outras processos que pediam a aplicação da lei, afirmando que era preciso antes apreciar as ações que questionavam a constitucionalidade do texto. A lei, promulgada em maio, pode beneficiar, por exemplo, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O texto aprovado pelos parlamentares, em dezembro de 2025, era uma alternativa ao PL da anistia defendido por bolsonaristas e que previa o perdão integral da pena a condenados pelos atos de 8 de janeiro. A lei aprovada muda o cálculo para progressão de regime e a forma como penas são calculadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto neste ano, mas parte do veto foi derrubado pelo Congresso. O texto aprovado pelos parlamentares altera trechos da Lei de Execução Penal, de 1984, e do Código Penal, de 1940. Os vetos derrubados retomam os artigos da lei que tratam do chamado concurso formal de crimes. Pelo novo texto, fica estabelecido que, em casos de “crimes contra as instituições democráticas” (como o de tentativa de golpe de Estado) praticados no mesmo contexto, em vez de somar as várias penas imputadas ao réu, deve-se aplicar o “concurso formal próprio”. Dessa forma, considera-se para o cálculo somente a pena do crime mais grave. A defesa de Bolsonaro, por exemplo, argumentava que o STF não deveria somar as penas dos crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito. Essa interpretação pode ser adotada se a lei for aplicada como está e a pena do ex-presidente pode ser reduzida. Em outro trecho, a lei diz que a pena será reduzida entre um terço e dois terços se determinados crimes “forem praticados em contexto de multidão”. A previsão se encaixa na demanda de advogados de condenados pelo 8 de janeiro, que argumentavam que as condutas deveriam ser individualizadas.
em 18/06/26 10:29 pm

Banrisul vai pagar R$ 1,3 bilhão pela folha de pagamento do governo do RS


O Banrisul informou que chegou a um acordo com o governo do Rio Grande do Sul para administrar a folha de pagamento do Estado por cinco anos. O banco vai pagar R$ 70 por CPF, totalizando R$ 1,264 bilhão. Serão R$ 1,229 bilhão pela folha direta, incluindo ativos, inativos e pensionistas vinculados ao IPERGS; e R$ 35 milhões pelas folhas de autarquias e fundações ligadas ao governo estadual. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 10:29 pm

TRF-1 aplica protocolo de julgamento sob perspectiva de gênero para manter licença de servidora


Uma servidora pública federal, que havia pedido licença sem remuneração para acompanhar esposo em razão de mudança do local de trabalho para o exterior, garantiu o direito de manter a licença independentemente da dissolução do vínculo conjugal. A decisão é da 9ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que manteve sentença da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal sob a regência do protocolo para julgamento sob a perspectiva de gênero e o princípio da integral proteção às crianças e aos adolescentes. A decisão unânime. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 10:27 pm

Lula visita Minas Gerais sem a presença de pré-candidatos ao governo do Estado


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Minas Gerais amanhã para participar da entrega de um hospital em Divinópolis (MG) e conversão do Hospital Luxemburgo em unidade 100% SUS, em Belo Horizonte. Ainda sem palanque definido no Estado, o presidente cumprirá as agendas sem a presença dos pré-candidatos avaliados pelo PT para um possível apoio nas eleições. O presidente deve aproveitar a viagem para conversar com lideranças locais sobre a formação de palanque no Estado para sua candidatura à reeleição. Nesta quinta-feira, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, se reuniu virtualmente com representantes da legenda em Minas para discutir o cenário eleitoral, mas sem avanços. Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao governo de Minas Gerais, o diretório estadual do PT definiu a preferência pelo lançamento de uma candidatura própria, sem descartar o apoio de um candidato de outra legenda. Um dos nomes cotados é do ex-presidente da Câmara dos Vereadores Gabriel Azevedo (MDB), que não participará dos eventos com o presidente Lula. Outro nome avaliado pelo PT para um possível apoio, o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, informou que “gostaria muito de estar com o presidente da República”, mas está fora do Brasil nesta semana. Ele observou que o Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, é um dos sete hospitais regionais previstos para serem concluídos com recursos do Acordo de Brumadinho, fechado entre a Vale e órgãos públicos em 2021. O ex-procurador geral teve papel decisivo nas negociações que garantiram o acordo. O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), cujo nome ainda é defendido por uma ala do PT, embora tenha sido descartado por Edinho, também ficará fora das agendas com o presidente amanhã. Segundo a assessoria de imprensa, Kalil não tem motivos para participar das agendas. Nem a pré-candidata ao Senado, ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) participará da agenda com Lula. Ela está em viagem de pré-campanha no interior do Estado. Pela manhã, Lula visita o Hospital Luxemburgo, da Rede Mário Penna, em Belo Horizonte, que será transformado em unidade com atendimento 100% feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele será acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deve anunciar novos recursos para o hospital. Além de investimentos para aumento do número de leitos, o hospital contará com novo equipamento de radioterapia para tratamento de câncer. À tarde, Lula participa, junto com os ministros Leonardo Barchini (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), da inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, na região centro-oeste do Estado. A unidade, voltada ao atendimento de média e alta complexidade em clínica médica, cirurgias e materno-infantil, faz parte da Rede HU Brasil e será referência em assistência a saúde, ensino e pesquisa. Construído e equipado pelo Governo de Minas Gerais, o hospital foi doado à Universidade Federal São João Del-Rei. A rede HU Brasil assumiu a gestão da unidade por 20 anos, ao custo previsto de R$ 341 milhões por ano. São R$ 111 milhões do Ministério da Saúde e R$ 220 milhões do Ministério da Educação. O hospital terá, ao todo, 198 leitos e fará atendimento 100% pelo SUS. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), não participará do evento. Ele cumpre agenda em Governador Valadares (MG), na região leste do Estado. A inauguração de hospitais regionais é uma das principais bandeiras do governador e pré-candidato à reeleição. Aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo), Simões faz oposição a Lula.
em 18/06/26 10:26 pm

Suíça deslancha no segundo tempo e vence a Bósnia com dois gols de reserva


A Suíça venceu a Bósnia por 4 a 1, com a ajuda de dois gols do reserva Johan Manzambi no segundo tempo, e assumiu a dianteira no Grupo B da Copa do Mundo da Fifa nesta quinta-feira (18), no Estádio de Los Angeles. Após um primeiro tempo sem grandes acontecimentos, os suíços finalmente romperam a defesa bósnia quando Manzambi, três minutos após sair do banco de reservas, acertou um chute de primeira para abrir o placar aos 29 minutos da etapa final. A favorita Suíça marcou novamente com Rubén Vargas, e Manzambi acrescentou mais um, antes de Ermin Mahmic descontar para a Bósnia. O capitão suíço, Granit Xhaka, marcou o quarto gol de pênalti, fechando a vitória. A Suíça, que soma quatro pontos e precisa de mais um na última rodada da fase de grupos para garantir vaga nos 16 avos de final como líder ou vice-líder do grupo, enfrenta o Canadá em Vancouver na próxima quarta-feira (24), às 16h. A Bósnia, com um ponto, joga contra o Catar em Seattle, no mesmo dia e horário. Granit Xhaka (camisa 10) marca o quarto gol da Suíça, de pênalti, e fecha a vitória de 4 a 1 sobre a Bósnia Lisi Niesner/Reuters
em 18/06/26 10:13 pm

Conselho da Sanepar elege novo diretor financeiro e autoriza projeto no norte do Paraná


O conselho de administração da Sanepar aprovou, nesta quinta-feira (18), a eleição de Ozires Kloster para exercer o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, em substituição a Abel Demetrio, em razão do término do mandato. Os demais membros da diretoria foram reconduzidos aos cargos. Confira os resultados e indicadores da Sanepar e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Adicionalmente, o conselho autorizou a execução do projeto do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (Sainp), sob a modalidade de locação de ativos (built to suit). De acordo com a companhia, a autorização foi fundamentada em parecer econômico-financeiro, parecer regulatório e na certificação emitida pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace). O colegiado autorizou, ainda, o pedido de licitação referente à implantação de infraestrutura do Sainp, em regime de locação de ativos, para atendimento dos municípios de Apucarana, Rolândia e Arapongas.
em 18/06/26 10:09 pm

Dólar fecha em forte alta e bate R$ 5,17 após surpresas com Copom e Fed; Ibovespa tem leve queda


Dólar fecha em forte alta e bate R$ 5,17 após surpresas com Copom e Fed; Ibovespa tem leve queda Juros futuros longos disparam após ruídos na comunicação do BC; em NY, bolsas terminam com ganhos BC demorou para ganhar credibilidade e perdeu rapidamente, diz Kanczuk: ‘Desmereceu mandato’. Dólar tem forte alta e bate R$ 5,17 após Fed conservador e ruído do Copom. Ibovespa encerra em leve queda após comunicados do Copom e do Fed. Bolsas de NY avançam com suporte de 'techs' e recuo de Treasuries. Juros longos disparam e curva inclina com ruído sobre decisão do BC
em 18/06/26 09:50 pm

Juros longos disparam e curva inclina com ruído sobre decisão do BC


O mal-estar dos investidores com a comunicação da decisão de política monetária, ontem, do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, provocou uma inclinação relevante da estrutura a termo da curva de juros futuros, com as taxas de médio e longo prazo em alta, ao passo que os vértices de curtíssimo prazo recuaram. O movimento reflete a expectativa por uma Selic mais baixa nos próximos meses, mas que deve ser compensada com um novo aperto monetário ao longo do tempo, tendência que indica uma desconfiança do mercado sobre a capacidade do Copom de perseguir a meta de inflação de 3%. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 14,30%, do ajuste de ontem, para 14,235%; a do DI de janeiro de 2028 aumentou de 14,56% a 14,70%; a do DI de janeiro de 2029 anotou forte alta de 14,595% para 14,765% e a do DI de janeiro de 2031 foi de 14,485% a 14,69%. Ontem, o BC optou por prosseguir com o ciclo de calibração da política monetária e cortou a Selic em 0,25 ponto, a 14,25%, o que não foi surpresa para o mercado. A comunicação, porém, foi alvo de críticas. Para justificar a continuidade dos cortes mesmo com a deterioração recente do quadro inflacionário, o Copom apontou para uma simulação com um cenário alternativo para a taxa Selic em relação a do relatório Focus e que levaria a uma inflação abaixo de 3% no primeiro trimestre de 2028, que será o horizonte relevante do colegiado a partir da sua próxima reunião, em agosto. Ao alongar o horizonte relevante da decisão de ontem (quarto trimestre de 2027), os investidores especulam se o BC revelou uma preferência por prosseguir com os cortes independentemente do que os dados econômicos apontam. Nesse sentido, a função de reação e a própria credibilidade da autarquia é questionada. Para Ian Lima, gestor de renda fixa ativa da Inter Asset, ainda é cedo para falar em perda de credibilidade pois o Copom terá uma oportunidade de corrigir os erros da comunicação de ontem na ata que será divulgada na próxima terça-feira. Ainda assim, ele optou por um “caminho exótico de forma deliberada”, o que justifica o incômodo dos agentes e a reação dos preços no mercado hoje. “Foi uma comunicação um pouco confusa, sim. Há dois textos no comunicado: uma primeira metade bastante conservadora, com descrições sobre a aceleração da atividade, piora da inflação e das expectativas, adição de um quarto risco de alta no balanço, e uma segunda metade em que ele explica porque cortou apesar disso tudo”, diz o gestor. Para Lima, era mais adequado o Copom ter cortado, mas sinalizado de forma mais explícita que poderia parar o ciclo de afrouxamento se o cenário não melhorar até a próxima reunião, em agosto. Ou então, caso quisesse adotar um cenário alternativo de Selic constante, poderia comunicar isso de forma mais clara e, pelo menos, indicar ao mercado que novos aumentos da Selic não serão necessários. No entanto, ao justificar a flexibilização dos juros por meio de um alongamento do horizonte, o BC fortalece a percepção de que a meta de inflação de 3% é “inatingível”, segundo Lima. “Agora, o mercado já precifica uma Selic de 15% na curva. Se o BC comunica sua decisão melhor, o comportamento do mercado seria outro e não teria esse questionamento [sobre a capacidade de a meta ser atingida]. No limite, tudo é uma escolha e há o risco de manter a inflação desancorada por mais tempo”, alerta. “Quando ele fala que vai acomodar a inflação em um horizonte mais longo, em alguma medida ele vai contra o regime de metas e tolera uma inflação mais alta.” Além da forte inclinação da curva, as medidas de inflação implícita do mercado extraídas das NTN-B (títulos públicos atrelados ao IPCA) também foram fortemente impactadas pelo comunicado do Copom. Com a confiança dos agentes abalada em relação à persecução da meta, a inflação implícita da NTN-B com vencimento em agosto de 2028 saltou de 5,34% para 5,49% hoje, ao passo em que a da NTN-B de agosto de 2030 disparou de 5,46% para 5,63%. Para Ian Lima, a própria comunicação do Copom na próxima semana, seja por meio da ata ou do Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, irá definir se a tendência negativa na qual o mercado embarcou hoje vai se estender ou se será revertida. “É uma chance de se explicar melhor. O que aconteceu ontem gerou um ponto de interrogação, mas dá para consertar”, conclui. Ruy Baron/Valor
em 18/06/26 09:49 pm

Exclusivo: Governo estuda permitir uso do FGTS para cobrir até 100% da dívida do consignado para celetistas


O governo estuda permitir que o trabalhador use o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para cobrir até 100% do valor nominal da dívida contratada dentro do programa Crédito do Trabalhador, a linha de crédito consignada para trabalhadores celetistas (CLT). A linha foi reformulada pelo governo Lula e lançada no ano passado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 09:42 pm

Governo argentino emite alerta após roubo de césio-137 em Rosário


Autoridades da Argentina emitiram um alerta nacional após o roubo de uma cápsula com césio-137 em um centro médico de Rosário, que fica a 300 km de Buenos Aires. O roubo ocorreu na terça-feira (16) em um instituto médico no centro de Rosário, que acionou protocolo de emergência. De acordo com a Autoridade Reguladora Nuclear, a fonte radioativa era usada para calibrar equipamentos de medicina nuclear. O césio-137 estava em forma de gel e era mantido em uma garrafa plástica transparente. O órgão disse que o material estava dentro de sua embalagem protetora e divulgou uma imagem semelhante ao que a população pode encontrar. O governo argentino confirmou o episódio ontem e disse que o risco radiológico é baixo. Risco radiológico baixo "Embora o risco radiológico seja muito baixo, caso encontre o objeto, não o toque nem o manipule", disse a Casa Rosada, em comunicado. A investigação apura como o material saiu do laboratório e quem poderia ter acesso ao local. O jornal argentino La Nación informou que apenas quatro pessoas tinham acesso à sala onde a cápsula era mantida. O césio-137 é um isótopo usado em procedimentos e controle de qualidade na medicina nuclear, mas exige cuidados por ser radioativo. Maior acidente radioativo do Brasil O mesmo material esteve ligado ao maior acidente radioativo do Brasil, em Goiânia, em 1987, que inspirou a série “Emergência Radioativa”, da Netflix. Trinta anos após o ocorrido, que provocou quatro mortes relacionadas diretamente ao acidente, 1.292 pessoas ainda convivem com cicatrizes. Casa Rosada, sede do governo argentino, em Buenos Aires Pixabay
em 18/06/26 09:39 pm

Preço pode afastar potenciais compradores da CSN Cimentos, dizem fontes


A venda da unidade de cimento da siderúrgica CSN entra na reta final com um possível entrave: o preço pedido pela empresa, considerado acima do esperado e capaz de reduzir o número de interessados, disseram à Reuters três pessoas próximas ao processo. Confira os resultados e indicadores da CSN e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A CSN apresentou, neste ano, um amplo plano de desinvestimentos centrado em sua divisão de cimento e em uma possível venda de participação minoritária em seu negócio de infraestrutura, buscando reduzir o endividamento. No entanto, com a aproximação do prazo de 7 de agosto para a apresentação de propostas vinculantes pela unidade de cimento, as diferenças entre as expectativas de valor do negócio ficaram mais evidentes, disseram as fontes. A CSN está buscando entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões pela unidade, acima da faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões que vários licitantes esperavam, acrescentaram. A CSN informou à Reuters, nesta quinta-feira (18), que as propostas vinculantes para a unidade de cimento devem ser recebidas na primeira metade de agosto, com previsão de assinatura do contrato de venda no terceiro trimestre. A CSN acrescentou que, por questões de confidencialidade, não faz comentários sobre participantes específicos do processo de due diligence, mas afirmou que o grupo de possíveis interessados é diverso e reúne agentes relevantes do Brasil, da Ásia e da Europa. A siderúrgica também disse que, conforme anunciado no início de 2026, o programa de desinvestimentos está relacionado ao processo de desalavancagem, com potencial de geração de recursos entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, considerando todos os movimentos em curso. Mas o caminho para a conclusão desses negócios pode não ser simples. Entre as empresas chinesas que vinham avaliando a unidade de cimento da CSN, pelo menos uma, a Anhui Conch Cement, neste momento, já não é mais vista como uma participante provável da próxima fase do processo, disseram as três fontes. “Os grupos chineses estão tendo dificuldades com o preço”, disse uma das pessoas. Huaxin Cement e Sinoma International também estão negociando com a CSN, mas ainda não se sabe se irão para a fase de apresentação de propostas vinculantes, acrescentaram as fontes. Duas das fontes disseram que uma grande acionista da Huaxin está resistindo a avançar para a etapa seguinte. No entanto, uma terceira fonte afirmou que a empresa chinesa continua conduzindo sua diligência na cimenteira e ainda pode apresentar uma oferta. Conch, Huaxin e Sinoma não responderam aos pedidos de comentário. Uma das fontes acrescentou que cinco potenciais compradores ainda permanecem interessados na aquisição da unidade de cimento. Entre as empresas brasileiras, Votorantim e Polimix Concreto ainda estariam no processo de due diligence, embora ainda não se saiba se vão apresentar propostas vinculantes, disseram as fontes. A Votorantim não quis comentar. A Polimix não respondeu a um pedido de comentário. No início deste ano, a Reuters noticiou que a J&F, conglomerado controlador da processadora de carnes JBS, havia se desinteressado pela aquisição da unidade de cimento da CSN porque estava disposta a investir não mais do que cerca de R$ 10 bilhões no negócio. A CSNiniciou o processo de venda de sua unidade de cimento com o apoio do banco de investimento Morgan Stanley. Procurada, a instituição preferiu não comentar.
em 18/06/26 09:29 pm

BC facilita abertura de contas em moeda estrangeira no país


O Banco Central (BC) decidiu ampliar as possibilidades de abertura e movimentação de contas de depósito em moeda estrangeira no país. Exportadores, emissores de dívida externa e empresas com acionista estrangeiro são algumas das categorias contempladas pela medida. A norma entra em vigor em 1º de outubro. A regulamentação atual já permite a utilização dessas contas por determinados agentes econômicos, como instituições financeiras, embaixadas, seguradoras e empresas de setores específicos. A medida aprovada amplia esse rol. Agora, poderão ser titulares de contas em moeda estrangeira no Brasil pessoas jurídicas exportadoras de bens, empresas com dívidas externas, sociedades com participação estrangeira em seu capital e entidades não residentes que realizem operações de crédito externo ou investimento direto no país. Chamou a atenção de agentes do mercado o fato de que exportadores poderão ter conta em dólar no país. Hoje grandes companhias exportadoras podem estar deixando parte do caixa no exterior justamente porque está em dólar. Profissionais avaliam que, com a medida, talvez haja mais internalização de capital, ainda que não especifiquem em que sentido isso poderia influenciar o fluxo cambial. A ampliação, diz o BC, busca “acompanhar a crescente integração da economia brasileira ao ambiente internacional e a evolução do mercado financeiro”. “A norma não altera as regras que restringem o uso de moeda estrangeira para pagamentos no território nacional, nem interfere na formação da taxa de câmbio”, afirma em comunicado a autoridade monetária. O BC definiu condições específicas para o uso dessas novas possibilidades de contas em moeda estrangeira, como a vedação a saques e depósitos em espécie. Além disso, no caso de exportadores, os valores creditados deverão ter origem em receitas de exportação ou em transferências do exterior. Para operações relacionadas a crédito externo e investimento estrangeiro, será exigida comprovação junto ao BC e observância das regras de capitais internacionais. O objetivo é aumentar os controles de segurança. Ainda de acordo com o regulador, permanecem válidas todas as exigências relacionadas à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. (Colaborou Arthur Cagliari) Toru Hanai/Bloomberg
em 18/06/26 09:22 pm

De Motoboy a CEO de um Império de R$ 300 Milhões: Junior Duarte Acelera Expansão do Grupo Bauru para os Estados Unidos


Rio de Janeiro, RJ - O setor de food service brasileiro, que movimentou mais de R$ 62 bilhões apenas no segundo trimestre de 2025, tem testemunhado a ascensão meteórica de um novo gigante. O Grupo Bauru, fundado em 2009, é avaliado em mais de R$ 300 milhões, com faturamento anual superior a R$ 200 milhões e responsável pela geração de mais de 1.000 empregos diretos. Por trás dessa operação colossal está Junior Duarte, um ex-motoboy e camelô que, munido de suas economias e de uma visão de negócios implacável, transformou uma lanchonete simples em Duque de Caxias em um império de 14 megalojas. A trajetória de Duarte, conhecido como Junior Bauru, é a personificação da resiliência empreendedora. Criado por uma mãe solo como o caçula de quatro irmãos, ele começou vendendo queijos pelas ruas e fazendo entregas de moto. Hoje, aos comandos das marcas Bauru Oficial, Hall Pizza e Bauru Queijos, ele orquestra uma operação que atende multidões. Em um único dia de operação com 10 unidades, a rede chegou a registrar 18 mil clientes e R$ 1,5 milhão em faturamento, números que atestam a força da marca. "Tudo começou com um sonho e uma moto", relembra o CEO, que acumula mais de 20 anos de experiência como empreendedor e 154 mil seguidores no Instagram, onde compartilha os bastidores de sua rotina corporativa. "Hoje, o Bauru representa mais do que sabor: representa superação, identidade e conexão. Não apenas servimos comida, mas servimos uma experiência em cada prato." Inovação e o primeiro restaurante futurista do Brasil A agressiva estratégia de expansão de Duarte tem redesenhado o mapa gastronômico do Rio de Janeiro. Além das unidades consolidadas em Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Barra da Tijuca, o grupo inaugurou recentemente em São João de Meriti o primeiro restaurante futurista do Brasil. O projeto, que demandou um investimento de R$ 6 milhões, possui capacidade para 500 pessoas, um parque kids de 100 m² e foi responsável pela geração de 120 empregos diretos na região. A conquista da América e a meta de 84 lojas A consolidação no mercado fluminense, que lhe rendeu o título de Cidadão Belforroxense pela Câmara Municipal de Belford Roxo, é apenas o começo. O próximo grande marco do Grupo Bauru é a internacionalização. A primeira unidade da marca nos Estados Unidos já está em fase avançada de estruturação na cidade de Kissimmee, região de Orlando, na Flórida. A operação americana faz parte de um plano estratégico audacioso revelado pelo CEO: expandir a rede para um total de 84 lojas nos próximos anos. Formando a nova geração de líderes Além de sua atuação à frente do Grupo Bauru, Junior Duarte assumiu um novo papel: o de mentor. Através da criação do "Clube dos Empresários", ele tem dedicado parte de sua agenda para orientar e estruturar negócios de outros empreendedores. "Eu não aprendi isso em curso. Aprendi fazendo, caindo, reerguendo, vendendo, liderando e construindo todos os dias", afirma Duarte, que utiliza sua vivência prática para ensinar estratégias de contratação de alta performance, inovação comercial e escalabilidade de negócios. O impacto de Junior Duarte transcende os números de sua empresa; ele se consolidou como uma voz ativa e inspiradora no ecossistema de negócios do Brasil, provando que a visão estratégica aliada à execução impecável pode transformar uma pequena lanchonete de bairro em uma multinacional do food service. Sobre o Grupo Bauru Fundado em 2009 em Duque de Caxias (RJ), o Grupo Bauru é um conglomerado do setor de food service que engloba as marcas Bauru Oficial, Hall Pizza e Bauru Queijos. Com 14 megalojas no Rio de Janeiro e uma unidade em implantação nos Estados Unidos, o grupo é avaliado em mais de R$ 300 milhões, fatura mais de R$ 200 milhões anuais e gera mais de 1.000 empregos diretos.
em 18/06/26 09:21 pm

Atlas Lithium avança na instalação de planta industrial no Brasil e prevê inauguração em 2027


A Atlas Lithium Corporation fez avanços na implantação da planta industrial de processamento de lítio no Brasil. A unidade de processamento por separação por meio denso (DNS), fabricada na África do Sul, já está em território brasileiro, pronta para montagem. A companhia já selecionou quatro fornecedores para dar início às obras. A expectativa é que a planta comece a operar entre o terceiro e o quarto trimestres de 2027. A planta industrial foi trazida para o Brasil em navio fretado, que desembarcou no porto de Santos (SP). “Foram 143 contêineres, de 140 cúbicos metros cada um. Estão aqui em Minas Gerais, em um local seguro, aguardando o início da montagem”, afirma Marc Fogassa, CEO e presidente da Atlas Lithium, ao Valor. A planta usa a técnica DNS, na qual o espodumênio passa por britagem e por um processo de decantação para separação do material com maior concentração de lítio. O processo dispensa o uso de barragens porque não gera rejeito líquido. O custo da planta é estimado entre US$ 25 milhões e US$ 26 milhões, incluindo frete, impostos e taxas. A unidade terá capacidade inicial para produzir 146 mil toneladas de concentrado de lítio a partir de espodumênio por ano, com potencial para dobrar de tamanho, o que dependerá das condições do mercado, segundo Fogassa. A unidade faz parte do Projeto Neves, principal ativo da companhia, localizado em Araçuaí, na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, com 557 quilômetros quadrados em direitos minerários, área quase três vezes maior que a da Sigma Lithium. O investimento previsto na implantação do projeto é de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões. O negócio tem uma taxa interna de retorno estimada em 145%, com valor presente líquido de US$ 539 milhões e retorno previsto em 11 meses. A Atlas Lithium já escolheu quatro empresas para dar início às obras. A Promon Engenharia será responsável por etapas de engenharia detalhada. A TSX Engineering fará a gestão da implementação do projeto. A Cerne Construções fará a construção das estruturas administrativas e operacionais, e a RETC Infraestrutura fará as obras de terraplenagem e construção civil. “Acredito que, nos próximos dois ou três meses, concluímos a escolha dos fornecedores”, diz Fogassa. A empresa também negocia a contratação de fornecedores para outras etapas do projeto. A previsão é que sejam gerados entre 3,5 mil e 4,5 mil empregos diretos e indiretos durante as obras e 500 empregos diretos na fase de operação industrial. O CEO diz que a média salarial dos funcionários da Atlas em Araçuaí é de R$ 12.703 por pessoa, bem acima da média salarial da região, de R$ 2.222, segundo o IBGE. Demanda de inteligência artificial Segundo ele, o custo projetado para a mina é de US$ 489 por tonelada de concentrado de lítio produzido, o que torna a operação atrativa, considerando que o preço internacional do concentrado gira em torno de US$ 2,5 mil por tonelada. “Há uma demanda crescente de data centers para inteligência artificial, que não podem ficar sem energia nem um milésimo de segundo. E a única forma de garantir isso é fazendo backup com bateria de lítio”, observa Fogassa. A produção já tem destino certo. A Atlas Lithium conta com três parceiros para fornecimento da produção esperada. A Mitsui comprará 15 mil toneladas da produção inicial de 150 mil toneladas da companhia. As chinesas Chengxin e Yahua investiram, cada uma, US$ 5 milhões e se comprometeram a adquirir 60 mil toneladas em cinco anos, com pagamento antecipado de US$ 20 milhões. A Yahua é uma fornecedora da Tesla, e a Chengxin é uma importante fornecedora da BYD. Além do Projeto Neves, a empresa tem outros alvos, incluindo o Projeto Salinas, localizado próximo à antiga área da Latin Resources, adquirida pela Pilbara Minerals, em 2024, por US$ 370 milhões. As perfurações iniciais em Salinas indicaram mineralização de lítio próxima à superfície. A área é considerada uma provável segunda fronteira de expansão. A Atlas Critical Minerals, subsidiária da Atlas Lithium, também apresenta avanços no projeto de extração de grafite. A empresa anunciou, em março, a consolidação do corredor mineralizado contínuo de grafite de 11 quilômetros em Minas Gerais. A área total do projeto foi ampliada em 124%, para 2,8 mil hectares. Os testes, segundo Fogassa, revelaram teores de carbono grafítico de até 19,4%. “Enviamos várias amostras a um laboratório em Illinois, nos Estado Unidos, e purificaram esses concentrados, alcançando 99,9% de pureza de carbono. Isso qualifica o grafite para uso em reatores nucleares”, disse Fogassa, que também é CEO e presidente da subsidiária. Ele observa que uma tonelada de grafite para uso nuclear é vendida, em média, a US$ 30 mil, enquanto no caso do grafite para bateria de carro elétrico, que tem uma exigência de pureza menor, o preço gira em torno de US$ 15 mil a tonelada. A Atlas Lithium é listada na Nasdaq e possui mais de 10 mil acionistas. Os maiores acionistas da empresa são o fundador, Marc Fogassa, com 17,66% do capital, o conglomerado japonês Mitsui & Co., que investiu US$ 30 milhões na empresa e detém hoje 6,34% das ações, e a gestora de fundos americana Citadel, que aportou outros US$ 10 milhões e tem 4,04% do capital. A empresa detém 21% de participação na Atlas Critical Minerals, também listada na Nasdaq.
em 18/06/26 09:01 pm

IA e drones redefinem prioridades da defesa global


A rápida incorporação da inteligência artificial e dos drones às estratégias militares tem colocado essas tecnologias no centro das discussões sobre segurança e defesa em todo o mundo. Impulsionados pelas transformações observadas nos conflitos recentes, governos, centros de pesquisa e empresas vêm ampliando investimentos e buscando novas formas de cooperação internacional em áreas consideradas estratégicas para a soberania tecnológica. Esse cenário pautou os debates da XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, realizada no Rio de Janeiro, um dos principais fóruns de diálogo entre América Latina e Europa sobre temas ligados à geopolítica, defesa e inovação. Entre os participantes está a JMMTech, que aproveita o encontro para avançar em conversas voltadas ao desenvolvimento de parcerias entre Brasil e Europa em inteligência artificial e tecnologias autônomas aplicadas ao setor. O presidente da JMMTech, Ernani Machado, destaca que o uso estratégico da tecnologia se consolidou como uma das principais agendas internacionais e abre espaço para novas cooperações entre empresas, universidades e centros de pesquisa. "Estamos participando de um ambiente de alto nível, em que os debates estão concentrados em defesa e nas transformações provocadas pela inteligência artificial. A JMMTech tem mantido conversas para estabelecer colaborações entre Brasil e Europa em soluções avançadas, fortalecendo um ecossistema de inovação voltado para a soberania tecnológica e para o desenvolvimento de capacidades estratégicas", afirma Ernani. Outro tema que vem ganhando protagonismo nas discussões do fórum é a utilização de drones em operações militares. A evolução dos conflitos recentes elevou esses equipamentos ao status de prioridade estratégica nos campos de batalha modernos, ampliando a demanda por soluções de monitoramento, reconhecimento e sistemas autônomos. A área é uma das especialidades da JMMTech, que desenvolve tecnologias voltadas à integração entre inteligência artificial e plataformas não tripuladas. "Os drones passaram a ocupar uma posição central nas estratégias de defesa em todo o mundo. Hoje, eles são capazes de ampliar a consciência situacional e aumentar a eficiência das operações. Essa é uma área em que a JMMTech possui expertise e na qual estamos buscando ampliar as possibilidades de cooperação tecnológica com parceiros internacionais", ressalta o executivo. Segundo Machado, a participação no fórum ocorre em um momento importante para a empresa, que finaliza os preparativos para colocar em operação seu novo Centro de Inteligência Artificial. A estrutura já está pronta e passa pela fase de mobiliário e instalação dos últimos equipamentos, com inauguração prevista para os próximos meses. "O Centro de IA da JMMTech representa mais um passo na consolidação de uma infraestrutura dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias avançadas. Estamos estruturando um ambiente que permitirá acelerar projetos e ampliar a cooperação com parceiros nacionais e internacionais em áreas consideradas estratégicas", acrescenta. Com o tema "Reprogramando o Poder: tecnologia e geopolítica em um mundo fragmentado", a XXIII Conferência do Forte reúne autoridades, especialistas, representantes das Forças Armadas, diplomatas e integrantes do setor privado para discutir os impactos das novas tecnologias sobre a segurança internacional e os desafios da defesa contemporânea. Além da Conferência do Forte, a JMMTech vem sendo convidada para alguns dos mais relevantes fóruns internacionais dedicados à inteligência artificial. A empresa participou, em janeiro, das discussões sobre IA promovidas no âmbito do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e, em fevereiro, esteve presente no IndiaAI Summit, realizado na Índia, considerado um dos maiores encontros globais sobre inteligência artificial e que reúne governos, cientistas e líderes empresariais de diversos países. Em 2027, a próxima edição do summit internacional será realizada na Suíça, dando continuidade ao modelo itinerante do evento. "Temos buscado estar presentes nos principais espaços globais onde se discute o futuro da inteligência artificial e suas aplicações estratégicas. Esses encontros permitem construir pontes entre países, identificar tendências e estabelecer parcerias que possam resultar em desenvolvimento tecnológico para o Brasil. Acreditamos que a colaboração internacional será cada vez mais determinante para o avanço das tecnologias estratégicas", acentua Ernani Machado.
em 18/06/26 08:47 pm

Bolsas de NY avançam com suporte de 'techs' e recuo de Treasuries


As bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira (18) em alta, em especial os índices Nasdaq e S&P 500, impulsionados pelos fortes ganhos do setor de tecnologia. O alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), sobretudo dos vencimentos intermediários, também deu fôlego à melhora de Wall Street, após a liquidação causada pelo tom mais conservador do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), na véspera. O índice Dow Jones encerrou em alta de 0,14%, aos 51.564,70 pontos, o S&P 500 ganhou 1,08%, aos 7.500,58 pontos, e o Nasdaq avançou 1,91%, aos 26.517,93 pontos. A recuperação do setor de tecnologia (+2,68%) foi liderada, em especial, pelo bom desempenho de ações de chips. Os papéis da Intel dispararam 10,64%, após o presidente Donald Trump afirmar que a companhia havia fechado um acordo com a Apple (+0,70%). As ações da Nvidia (+2,95%) e Arm (+4,91%) estiveram entre as altas mais relevantes. O otimismo no cenário geopolítico se dissipou ao longo do dia, mesmo com a assinatura do memorando de entendimento pelos Estados Unidos e Irã, ontem. O líder supremo do país persa, Mojtaba Khamenei, disse, mais cedo, que as novas tratativas, que acontecerão durante o cessar-fogo de 60 dias, não significarão aceitar “a posição do inimigo”. Além disso, Israel realizou novas ofensivas militares em território libanês. Operador na bolsa de valores de Nova York (Nyse) Michael Nagle/Bloomberg
em 18/06/26 08:41 pm

Rumble e Trump Media pedem à Justiça dos EUA que Moraes seja julgado à revelia


A Rumble e a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediram nesta quinta-feira (18) que a Justiça da Flórida reconheça formalmente que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não apresentou defesa dentro do prazo previsto em uma ação movida pelas companhias contra ele. A medida representa um passo preliminar para um eventual julgamento à revelia. As empresas afirmam que Moraes foi citado por email em maio, por meio de um procedimento alternativo autorizado pela própria Corte, e que o prazo para resposta terminou em 15 de junho sem manifestação do ministro. Segundo os advogados da Rumble e da Trump Media, os documentos da ação foram enviados por meio de dois emails. Embora uma das mensagens tenha retornado com aviso de que a caixa não estava habilitada para receber emails, os autores afirmam ter recebido confirmação de entrega da mensagem enviada ao endereço vinculado ao gabinete do ministro. Na petição, as empresas sustentam que Moraes "não compareceu, respondeu, solicitou prazo adicional ou apresentou qualquer defesa" após a citação. Com base nisso, pedem que a secretaria da corte registre formalmente o descumprimento do prazo processual pelo réu. O pedido foi apresentado três dias após a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressar no processo. A Rumble argumenta que a iniciativa do governo brasileiro não impede o reconhecimento de que Moraes deixou transcorrer o prazo sem apresentar defesa. Ao anunciar a medida, a AGU afirmou que a ação representa uma tentativa de submeter atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira à jurisdição de um tribunal estrangeiro, o que configuraria afronta à soberania nacional e à independência do Judiciário. Na manifestação protocolada nesta quinta, porém, os advogados da Rumble afirmam que a atuação do governo brasileiro não substitui uma resposta de Moraes. Segundo eles, a República Federativa do Brasil não representa o ministro individualmente no processo e não possui autoridade para responder em seu nome. Os autores destacam ainda que, embora o governo brasileiro tenha pedido para intervir na ação e solicitado seu arquivamento, Moraes não apresentou defesa própria nem pediu prorrogação do prazo para se manifestar. A medida solicitada pelas empresas não encerra o processo nem representa uma vitória automática dos autores. Caso o pedido seja aceito, a ação seguirá para uma nova fase processual, na qual a Rumble e a Trump Media poderão buscar uma decisão favorável com base na ausência de defesa apresentada pelo réu. A disputa judicial teve início após a Rumble e a Trump Media contestarem decisões de Moraes relacionadas à moderação de conteúdo e ao bloqueio de contas em plataformas digitais. Em 22 de maio, a Justiça dos EUA autorizou a citação do magistrado por email. Segundo a decisão, foram frustradas as tentativas de notificação formal por meio de cooperação internacional entre os dois países. Com a citação efetivada, passa a correr prazo de 21 dias para apresentação de resposta, sob pena de decretação de revelia. As empresas alegam que as determinações do ministro produzem efeitos nos Estados Unidos e violam garantias previstas na Constituição americana. Ministro Alexandre de Moraes durante sessão de julgamento no plenário do STF Antonio Augusto/STF
em 18/06/26 08:41 pm

Polícia Civil pede a Moraes autorização para ouvir Bolsonaro em inquérito sobre apreensão de arma


Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, em Brasília, em 2025 Diego Herculano/Reuters A Polícia Civil do Distrito Federal pediu nesta quinta-feira (18) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para ouvir Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz. A arma foi encontrada na segunda-feira (15), durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar de Brasília. O objeto estava com o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-chefe do Executivo. O equipamento foi encontrado no assoalho do carro do militar. “Venho, por meio do presente requerer a autorização e a respectiva intimação do Exmo. Sr. Jair Bolsonaro para comparecimento à audiência a ser realizada por videoconferência, por meio da plataforma Zoom, no dia 24 de junho de 2026, às 15h”, disse o delegado Thiago Boeing em ofício enviado a Moraes. Boeing também afirmou que tentou intimar Bolsonaro, mas que a “equipe de escolta” responsável pela segurança do ex-presidente “não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimado”. Na quarta-feira (18), a defesa de Bolsonaro admitiu que o ex-presidente tinha uma arma em casa. Disse, no entanto, que o equipamento estava inoperante e deixou a residência para reparos. Segundo o relato, a arma estava devidamente registrada e teria deixado a casa para ser consertada após seguranças tornarem o equipamento inoperante. De acordo com os advogados, auxiliares do ex-presidente retiraram o percussor da arma, para que ela não funcionasse, por conta de temores envolvendo o quadro psiquiátrico de Bolsonaro. “Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas, capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, disse a defesa. Bolsonaro teria constatado que a arma não funcionava, mas não conseguiu identificar o motivo. Por isso, teria pedido ao auxiliar, que foi pego com o equipamento na blitz, que verificasse o armamento. Ao cobrar explicações, Moraes determinou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, responsável pelas medidas de segurança durante o regime domiciliar de Bolsonaro, esclarecesse se está sendo cumprida a ordem de revista nos carros que saem da residência do ex-presidente. Em ofício enviado à Corte, a PM disse que, como os veículos utilizados por agentes que seriam do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) não entram na garagem, pois ficam estacionados em via pública, eles não são submetidos a vistorias. O GSI, no entanto, afirmou em nota que não é responsável pela segurança de ex-presidentes, inclusive de Bolsonaro, e que Silva Filho, com quem estava a arma, não integra os quadros do órgão. “Os servidores à disposição dos ex-presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI”, explicou.
em 18/06/26 08:37 pm

Ibovespa encerra em leve queda após comunicados do Copom e do Fed


Depois de ceder até os 167.911 pontos, o Ibovespa devolveu parte das perdas e passou a oscilar próximo à estabilidade ou em leve queda durante a tarde, dinâmica que se manteve até o fechamento. Ao contrário do câmbio doméstico e dos juros futuros intermediários e mais longos, que pioraram bastante ao longo do pregão, a reação ao tom mais “hawkish” (mais inclinado ao aperto monetário) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e ao comunicado lido como mais “confuso” e “dovish” (menos inclinado ao aperto monetário) do Comitê de Política Monetária (Copom) foi bem menos intensa na bolsa local. Embora a manutenção dos juros americanos e o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano, fossem esperados, a sinalização de ambos os bancos centrais gerou incertezas sobre a inflação e o nível da Selic, o que acabou pesando mais sobre o dólar à vista e os juros futuros. Após oscilar entre os 167.911 pontos e os 169.542 pontos, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,10%, aos 168.278 pontos. O desempenho misto de blue chips também dificultou uma performance mais positiva do índice no pregão. As maiores desvalorizações ficaram para as units do Santander, que cederam 1,33%. Na ponta contrária, as units do BTG Pactual lideraram os ganhos, ao subir 0,91%. Já ações de commodities subiram em bloco: as PN da Petrobras avançaram 0,73%, enquanto as ON da Vale ganharam 0,20%. A primeira decisão do Fed sob o comando de Kevin Warsh trouxe a projeção de nove dirigentes favoráveis a uma alta dos juros ainda em 2026, sinalizando uma postura mais conservadora do que a esperada pelo mercado. A percepção foi reforçada pelo próprio Warsh, que afastou a possibilidade de cortes no curto prazo ao indicar mudanças na estratégia de comunicação do banco central. Entre elas, está a retirada do chamado “forward guidance” (orientação futura), instrumento que o dirigente classificou como inadequado para o atual ambiente econômico. Para um gestor de uma grande casa estrangeira, que falou sob condição de anonimato, Warsh acertou ao descartar a necessidade de guidance. O executivo também se disse surpreso com uma postura muito mais focada nos riscos inflacionários, em um momento em que parte do mercado esperava uma comunicação mais dovish. “Ele é muito inteligente e gostei de sua postura”, afirmou. Nesse cenário, cresceu a percepção de que as taxas de juros deverão subir nos EUA a partir de setembro, enquanto, no Brasil, participantes do mercado ficaram intrigados com o fato de o Copom ter citado um horizonte relevante mais longo do que o habitual. Para o diretor-executivo da Sicredi Asset, Ricardo Sommer, o Copom acertou ao colocar mais um risco altista ligado à demanda agregada, mas ao mesmo tempo pode ter dificultado o seu trabalho nas próximas decisões ao alongar o horizonte relevante. Nesse contexto, o diretor-executivo diz que a casa entende que as expectativas de inflação mais longas tendem a seguir se deteriorando nas próximas divulgações do Focus, porque o Banco Central sinalizou maior flexibilidade, o que pode ser interpretado pelo mercado como uma tentativa de continuar cortando juros sem as condições ideias. Em meio a um cenário de Selic mais elevada por mais tempo no Brasil e de uma possível alta dos juros pelo Fed, Sommer avalia que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa local deve permanecer mais contido, em virtude do menor apetite a risco global e de um cenário doméstico ainda marcado por incertezas políticas e fiscais. Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 19,7 bilhões e de R$ 26,3 bilhões. O movimento local diferiu do visto em Wall Street, em que os principais índices terminaram em alta forte: o Nasdaq ganhou 1,91%, o S&P 500 avançou 1,08%, e o Dow Jones subiu 0,14%.
em 18/06/26 08:34 pm

Setores afetados pelo comércio ilegal defendem integração público-privada para combate de crimes

Ao menos dois dos setores econômicos afetados pela infiltração do crime organizado em seus mercados defenderam a colaboração público-privada para combate do mercado ilegal, que resulta na perda de participação de mercado pelas companhias que atuam pelas vias legais e, consequentemente, em menor arrecadação de tributos. Durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira (18), o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, citou a Operação Carbono Oculto, que desarticulou uma rede bilionária de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sonegação no setor de combustíveis, como um exemplo bem sucedido dessa articulação. “É estratégica a aliança público-privada. Por exemplo, a operação apreendeu quatro ou cinco navios da Refit, que tinham 200 milhões de litros de combustíveis. A Receita Federal não tinha como fazer alienação e guardar o que foi apreendido. Então, em 15 dias, o ICL e Receita publicaram acordo para indicar empresa para estocar”, afirmou em referência à viabilização deste ponto da ação do Fisco. Para ele, a operação e seus desdobramentos, que ainda estão em andamento, foram um ponto de virada para o setor, que já não acreditava na reversão do quadro de incorporação do mercado ilegal no legal. “Oito entidades nacionais que não se falavam se juntaram e começaram a mostrar, vociferar na sociedade que o crime organizado estava tomando conta do mercado. Não é só nosso mercado, mas eles inviabilizam o resto. Eu não consigo crescer, competir, fecho, vou embora do Brasil”, afirmou. A troca de informações entre o setor privado e as autoridades públicas foi citada como importante também pelo consultor da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), André Faissal, que disse que a iniciativa viabiliza a conscientização da população sobre o que está acontecendo no mercado ilegal. No caso do setor, ele destacou que o produto brasileiro tem uma carga tributária que corresponde entre 80% e 90% do valor total, contra 13% do cigarro contrabandeado do Paraguai via fronteira levando a uma diferença de preço da ordem de 40%. Ele citou ainda que só dois bilhões dos 50 bilhões de cigarros produzidos no país vizinho por ano são consumidos internamente, sendo que o restante é escoado para os demais países da América Latina, incluindo o Brasil. Ele pontuou que, não só neste setor, mas de modo geral, as organizações tornaram-se empresas “que se utilizam da prática de mercados ilegais, do não pagamento de tributos e que, portanto, têm investimento financeiro sem nenhuma regra de compliance, o que os permite fazer o que quiser com os recursos obtidos”. O consultor afirmou ainda que o recente aumento da tributação sobre o segmento deve aumentar o contrabando e sugeriu que outras medidas arrecadatórias poderiam ser adotadas para evitar que isso se confirme.
em 18/06/26 08:32 pm

Presos em ação que investiga elo com facção criminosa tinham cargo na Rioluz


Presos em flagrante na operação que apura envolvimento de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro (TCP), o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo e a atual companheira dele, Suelen Silva dos Reis, foram nomeados na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz) no ano passado. Michael de Azevedo é ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa (PRD), principal alvo da operação do Ministério Público do Estado (MPRJ) e da Polícia Civil que investiga a ligação de agentes públicos com o TCP. Ele foi alvo de mandado e busca e apreensão, mas acabou preso junto com Suelen por porte ilegal de arma de fogo, informou o MP. Apesar de não ser alvo da ação, Suelen dos Reis, conhecida como Suelen Bacana, é citada na investigação por ser viúva do ex-vereador Jair Barbosa Tavares, o Zico Bacana, morto a tiros em 2023. Após a morte de Zico, ela concorreu pela primeira vez a vereadora, pelo PRD, e acabou como suplente. O PRD também emplacou Raphael Thompson na presidência da Rioluz, no início do quarto mandato do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). Thompson foi candidato a vereador pelo partido em 2024, mas não conseguiu se eleger. Ele foi exonerado da empresa pública de luz após revelações de que a cobertura onde reside o ex-governador Cláudio Castro (PL) pertence ao irmão dele, o advogado Mauro Farias. A prefeitura do Rio informou que Suelen dos Reis foi exonerada em 1º de junho. Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de amanhã do Diário Oficial. Segundo o município, o servidor foi nomeado em 4 de fevereiro de 2025 e, na ocasião, a secretaria de integridade não encontrou elementos para vetar a nomeação dele. Nomeação barrada Outro alvo de busca e apreensão, o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins teve a nomeação para um cargo na prefeitura do Rio barrada. Suplente de vereador por dois mandatos, Marins não se elegeu nas eleições de 2024. Um ano depois, em novembro de 2025, ele foi indicado para um posto no município, mas teve a nomeação anulada uma semana depois após análise e reprovação pela secretaria de integridade, informou a prefeitura. De acordo com as investigações, Ulisses e deputado Val Ceasa teriam tentado interferir nas operações para impedir a demolição de imóveis de luxo do TCP em comunidades do Rio. Um deles ficou conhecido como o ‘resort’ do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefes da facção. O deputado negou ter atuado para impedir a operação e afirmou ser alvo de perseguição política. Os demais citados não foram localizados. Pelas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes afirmou que a operação desta quinta-feira teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado. Servidor da Rioluz faz manutenção em fiação elétrica, na capital do Rio de Janeiro Divulgação/Rioluz
em 18/06/26 08:30 pm

Assembleia Nacional de Cuba aprova maior abertura econômica desde 1959


Os legisladores cubanos aprovaram por unanimidade amplas reformas apoiadas pelo Partido Comunista e pelo ex-líder Raúl Castro, que privatizariam uma vasta parcela da economia socialista do país em uma tentativa de sobreviver às severas sanções dos Estados Unidos. As medidas, se implementadas conforme aprovadas, representariam a maior mudança no modelo socialista de Cuba desde a revolução de 1959 liderada por Fidel Castro e uma importante guinada em direção a uma economia de mercado. As reformas abrem caminho para o desenvolvimento imobiliário privado na ilha caribenha, propõem transformar empresas estatais em empreendimentos comerciais privados com ações e participações societárias e permitiriam a entrada de bancos privados no setor financeiro cubano, até então dominado pelo Estado. Elas também permitiriam a “venda de propriedades estatais a pessoas físicas e jurídicas nacionais e estrangeiras, incluindo cubanos residentes no exterior”, de acordo com uma apresentação transmitida pela TV aos legisladores — uma mudança significativa em um país onde o Estado há muito tempo mantém o controle sobre a terra e a indústria. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, em um discurso pouco antes da votação de quinta, pediu aos legisladores que mantivessem a confiança no passado socialista de Cuba. “O que está sendo debatido aqui é o dilema de como continuar o processo de construção socialista, que sofreu o bloqueio mais longo da história imposto pela maior potência do mundo”, disse Díaz-Canel em referência às sanções dos EUA. “Não estamos renunciando ao socialismo.” O primeiro-ministro Manuel Marrero disse aos legisladores que as medidas reconhecem o mercado como “um instrumento para a alocação eficiente de recursos”, em uma concessão bastante incomum para um dirigente do Partido Comunista em Cuba. Mas ele também apresentou as mudanças como compatíveis com as raízes socialistas de Cuba. “A atualização do modelo econômico e social tem como objetivo essencial melhorar a qualidade de vida de nossos compatriotas.” A lista de mais de 175 medidas, apresentada em um discurso de quase duas horas aos legisladores pelo primeiro-ministro, recebeu aprovação unânime no final da tarde de quinta pela Assembleia Nacional. Não ficou imediatamente claro com que rapidez — nem por quais mecanismos — a vasta gama de novas medidas seria implementada, deixando muitas questões sem resposta após a votação legislativa. Pressão dos EUA Muitas das medidas para liberalizar a economia cubana vêm sendo discutidas há anos, tanto dentro quanto fora de Cuba, mas a pressão extrema dos Estados Unidos as trouxe novamente para o centro do debate. A economia estatal cubana, burocrática e ineficiente, tem enfrentado dificuldades para atender às necessidades da população desde o colapso da União Soviética, que durante muito tempo ajudou a sustentar a versão cubana do socialismo. Mas as severas sanções impostas pelo governo do presidente Donald Trump — incluindo um bloqueio de petróleo que durou meses — deixaram Cuba com pouca margem de manobra, devastando uma economia já debilitada, provocando a saída de empresas estrangeiras e destruindo a vital indústria do turismo. Díaz-Canel disse aos legisladores que a decisão de abrir a economia cubana “não está relacionada às negociações” entre os dois países, iniciadas no começo daquele ano, mas que aparentemente haviam estagnado. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O histórico líder do Partido Comunista, Raúl Castro — indiciado nos EUA em maio por acusações de homicídio — apoiou fortemente as medidas, que reverteriam muitas das reformas socialistas implementadas após a revolução dos irmãos Castro em 1959. Em uma carta apresentada primeiro ao politburo na quarta-feira e posteriormente aos legisladores na quinta, ele classificou as medidas como “benéficas” e defendeu sua rápida implementação. Aberto para negócios Carros clássicos cubanos com o prédio do Capitólio de Havana na quarta-feira (18/06) REUTERS/Norlys Pere O pacote transformador reduziria significativamente o protagonismo das empresas estatais em Cuba, ao mesmo tempo em que liberaria a iniciativa privada, há muito limitada por um Estado burocrático e desconfiado do capital privado. Pela primeira vez, as empresas em Cuba poderiam contratar mais de 100 funcionários. Os empreendedores também passariam a poder possuir múltiplos negócios privados — outra novidade. Marrero afirmou que a movimentação de capital privado seria facilitada por um sistema bancário privado mais ágil, supervisionado pelo Estado, bem como por um mercado cambial digital em tempo real com agentes autorizados. Cuba há muito oferece aos seus cidadãos serviços públicos fortemente subsidiados, incluindo educação gratuita ou de baixo custo, assistência médica e transporte. Muitos desses serviços entraram em colapso nos últimos anos devido à ineficiência governamental e à deterioração da economia As novas medidas estabeleceriam um novo sistema tributário e tornariam as empresas dos setores público e privado, nacionais e estrangeiras, parcialmente responsáveis pelo financiamento dos serviços públicos.
em 18/06/26 08:28 pm

Defesa diz ao STF que pai de Vorcaro foi assediado por família de ‘Sicário’ e nega tentativa de comprar silêncio


O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de seus advogados, que a família de Luiz Philipe Mourão, conhecido como "Sicário" o teria assediado buscando pagamentos por contratos que os dois possuíam. Henrique - que está preso, assim como seu filho - alega que não houve nenhuma tentativa de comprar o silêncio de Joana Mourão, irmã de Sicário, como afirmou a Polícia Federal em relatório encaminhado ao STF. A defesa do empresário apresentou novos argumentos para pedir a soltura dele e afirmou que as documentações que provariam sua versão não foram analisadas pelo STF na sessão que manteve Henrique preso. Ainda segundo a defesa, Henrique Vorcaro possuía relação contratual legítima com Mourão e com Manoel Rodrigues, conhecido como Manolo - apontado pela PF como bicheiro -, relativos a empreendimentos imobiliários e que são estes contratos que justificam o pagamento de R$ 400 mil reais menais ao integrantes da chamada "Turma", o grupo que atuava como uma espécie de milícia particular para Daniel Vorcaro e sua família, segundo a PF. "O peticionário não está procurando testemunhas para silenciá-las. O sinal é invertido: é ele que está sendo procurado para a quitação de dívidas e antecipação de créditos, sob a ameaça de ir para a prisão. Isso pode ser percebido no próprio relatório da PF, mas fica totalmente claro com a documentação que ora juntamos", afirma a defesa na manifestação ao STF. Os advogados pedem que Henrique seja solto e que ele e a própria Joana Mourão sejam ouvidos sobre o episódio para esclarecer os fatos. Mensagens apresentadas pela PF ao Supremo e tornadas públicas pelo ministro André Mendonça nesta quarta-feira (17) mostra que a irmã de Sicário procurou Henrique Vorcaro e Manolo cobrando pagamentos e afirmando que tinha informações suficientes para "acabar com a família inteira". As investigações identificaram que ela teve acesso aos dados da nuvem do celular de Sicário, que se matou na carceragem da PF em Minas após ser preso em março deste ano na operação Compliance Zero. O Valor apurou que a própria PF, porém, já tem acesso e está analisando o material desta nuvem, independente da irmã de Mourão. Contratos Na petição apresentada ao STF, a defesa de Henrique Vorcaro traz mais detalhes sobre os contratos existentes envolvendo seu cliente, Mourão e Manolo. Segundo a defesa, a contratação de ambos tinha relação com um empreendimento chamado Projeto Campo Grande, um conjunto habitacional a ser construído em um terreno de 120 hectares na zona oeste do Rio de Janeiro. A empresa de Henrique era a incorporadora do empreendimento e, segundo sua defesa, coube a Philippi Mourão, por meio de sua empresa, King Participações comprar uma parcela do terreno do empreendimento em troca de receber um percentual de 20% depois de o projeto Campo Grande ficar pronto. Segundo a defesa de Henrique Vorcaro, por ser ele o incorporador do empreendimento, caberia a ele fazer os pagamentos à empresa de Mourão. Com a morte dele após a prisão, a familia teria passado então a reivindicar a quitação "integral e antecipada" dos valores que seriam devidos. " Não obstante, ao longo dos últimos anos, parte dessa obrigação foi sendo antecipada pela controladora, Sierra Inv. Part. S/A, na forma de diversos pagamentos realizados entre 2023 e 2026, em parcelas mensais de R$ 100 mil e algumas de R$ 500 mil, que totalizam R$ 5,737 milhões", afirmou a defesa de Henrique Vorcaro. Segundo os advogados, o contrato de intermediação imobiliária que justifica estes pagamentos foi assinado somente em 2025 e foi apreendido pela PF nas buscas nos endereços de Henrique Vorcaro. "Foi nesse cenário que Manoel foi até Joana em BH [Belo Horizonte] e juntos buscaram uma solução na tentativa de transferir os contratos em nome de Philippi Mourão para sua genitora. Foi exatamente isso que foi repassado para Henrique por Manoel: 'vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela, mãe, para resolver a questão, amanhã dr André já entrará em contato com o dr Thiago para alinhar isso'", afirmou a defesa na petição Em relação a Manoel Rodrigues, apontado como integrante do jogo do bicho no Rio de Janeiro, a defesa de Henrique Vorcaro afirma que ele entrou no negócio por meio de Sicário e que ele tinha exclusividade para "intermediação da compra e venda de um outro terreno, adjacente àquele inicial (a Fazenda São Bento), e constituído por três lotes (7, 8 e 9), no “Barro Vermelho". Além da intermediação da compra do terreno, a empresa de Manolo teria prestado "serviços de mediação para composição extrajudicial de conflito com cerca de 10 posseiros, que ocupavam irregularmente partes dos terrenos adquiridos". Os pagamentos relativos a estes serviços foram acertados em contrato que, segundo a defesa, justifica o pagamento de parcelas mensais de R$ 400 mil a Manolo. Para a PF, os valores pagos mensalmente serviram para pagar os serviços prestados pelo grupo “A Turma” à família de Vorcaro. Cabe agora ao ministro André Mendonça analisar todos os argumentos apresentados e decidir se mantém Henrique Vorcaro preso ou não. O empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, do Banco Master Reprodução/LinkedIn
em 18/06/26 08:21 pm

Dólar tem forte alta e bate R$ 5,17 após Fed conservador e ruído do Copom


O dólar à vista exibiu forte valorização frente ao real nesta quinta-feira, dia de apreciação global da moeda americana após o tom conservador do Federal Reserve (Fed) na decisão de ontem. Apesar de o movimento do dólar forte ter sido global, aqui a apreciação ganhou intensidade maior em razão do aumento na percepção de risco após a decisão do Banco Central na noite de quarta-feira, que gerou ruídos no mercado. Diante disso, o prêmio de risco embutido no câmbio inflou neste pregão, e o real apresentou o segundo pior desempenho entre as 33 divisas mais líquidas. Encerradas as negociações desta quinta-feira, o dólar à vista registrou valorização de 1,30%, cotado a R$ 5,1740, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1281 e batido na máxima de R$ 5,1897. Já o euro comercial apreciou 0,97%, cotado a R$ 5,9270. Perto das 17h05, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,73%, aos 100,815 pontos. Desde o começo da sessão desta quinta-feira, o dólar à vista avançou frente ao real. Além da pressão vinda do cenário global menos favorável, com dólar forte em todos os mercados mais líquidos, houve uma maior percepção de risco local que afetou o câmbio doméstico. O diretor de investimentos (CIO) da SulAmerica Investimentos, Luis Garcia, diz que o componente externo hoje foi mais preponderante na formação de preço do câmbio, mas que houve também perda de credibilidade por parte do BC, o que se traduziu em pressão adicional ao real. No que tange o cenário externo, Garcia diz que a postura mais conservadora do Fed surpreendeu o mercado e isso levou a dois efeitos de alta no dólar. “O banco central americano surpreendeu todo mundo, com tom mais “hawkish” [favorável a aperto monetário], e isso se deu não só pela perspectiva de que pode haver juros mais elevados, mas também por conta do fortalecimento das instituições”, diz Garcia, acrescentando que, ao adotar uma postura mais dura do que era imaginado pelo mercado, o BC americano afastou o temor de uma perda de credibilidade, e isso resultou em fortalecimento da moeda americana. “Gosto de mencionar esse ponto porque no Brasil ocorreu justamente o oposto com a nossa moeda. Uma parte da desvalorização do real esteve relacionada ao aumento do risco país por conta da justificativa dada pelo Banco Central em sua decisão de ontem. Não foi a decisão o problema, mas a comunicação”, acrescenta. Foi esse mesmo ponto levantado por Breno Falseti, sócio e economista da Rubik Capital. Para ele, o ambiente global mais adverso faz com que o BC tenha menos espaço para errar em sua comunicação. “De forma simples, seria dizer que, se os juros lá fora [nos Estados Unidos] estão a 2%, o mercado aceita uma comunicação nota 7. Agora, se os juros sobem para 5%, o mercado não aceita uma comunicação nota 7”, diz. “É uma questão de custo de oportunidade. Se há um custo maior para investir aqui, o investidor global é menos leniente.” Falseti reconhece que dentro da própria comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) ontem houve sinais de que a autoridade segue atenta à pressão inflacionária. “A discussão se o BC está certo ou não é difícil. Qual é a diferença entre uma taxa de juros de 15% e uma de 14%? Difícil dizer. Se for levar ao pé da letra, é uma diferença muito marginal. Temos mais uma questão de credibilidade.” Apesar da piora observada hoje no câmbio, tanto Garcia, da SulAmérica, quanto Falseti, da Rubik, veem que há espaço para ajuste no cenário. “Vemos uma deterioração nos fundamentos lá fora, por conta da reprecificação sobre a postura do Fed, e também aqui, porque estamos ligados ao cenário externo e também porque temos nossas próprias questões”, diz Falseti. “Mas ainda não é o pior cenário. Se o Banco Central ajustar a comunicação não vejo a piora se estender e virar um cenário semelhante ao de 2024”, acrescenta. Já Garcia afirma que todos os vetores que apontavam para um dólar mais fraco estão na direção oposta e, portanto, no curto prazo o dólar tende a permanecer forte, mas no médio a longo prazo a dinâmica pode voltar a se alterar. “Se antes tínhamos uma combinação de Donald Trump adotando postura [geopolítica] que levava a enfraquecimento do dólar; investimento em ativos reais e commodities contra ativos ligados a tecnologia; e perspectiva de um Fed sem credibilidade, ‘dovish’, agora temos um ambiente oposto”, diz. “De toda forma, ainda acho que no longo prazo as forças estruturais para dólar fraco devem s manter presentes. A verdade é que os Estados Unidos, na questão institucional, são menos confiáveis, mas no curto prazo ninguém quer ficar de fora da festa da tecnologia.”
em 18/06/26 08:18 pm

ABF Expo apresenta franquias para todos os bolsos


O mercado de franquias brasileiro segue em expansão e deve atrair milhares de empreendedores para a 33ª edição da ABF Franchising Expo, que acontece entre os dias 24 e 27 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. Considerada a maior feira de franquias do mundo, o evento consolidou-se como um ambiente estratégico para geração de negócios, networking e expansão de marcas, favorecendo a comparação entre oportunidades e uma análise mais aderente aos objetivos e perfil de cada investidor. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o mercado de franquias registrou crescimento de 10,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando faturamento de R$ 72,7 bilhões. Nos últimos 12 meses, a receita acumulada chegou a R$ 308,4 bilhões, avanço de 10,7%. Do outro lado, segundo a pesquisa GEM do Sebrae, a vontade de ser dono de uma empresa registrou maior crescimento no ano passado (6 p.p.) na comparação com a edição de 2024, passando da 3ª para a 2ª posição, com 40% das menções. Com centenas de marcas expositoras, a feira oferece opções em diferentes faixas de investimento, regiões e segmentos, como Alimentação; Casa e Construção; Comunicação, Informática e Eletrônicos; Educação; Entretenimento e Lazer; Hotelaria e Turismo; Limpeza e Conservação; Moda; Saúde, Beleza e Bem-Estar; Serviços Automotivos e Serviços e Outros Negócios. Entre os destaques desta edição estão redes que vêm acelerando seus planos de expansão: Carflix A Carflix, rede especializada na intermediação da compra e venda de veículos seminovos, marcará sua estreia na ABF Franchising Expo 2026. Atualmente, com 30 unidades em operação e outras 20 em fase de implantação, a marca encerrou 2025 com faturamento de R$ 250 milhões e projeta atingir R$ 600 milhões até o fim de 2026. A expectativa da rede é negociar mais 60 franquias até o final do ano e ampliar a sua presença em diferentes regiões do país, principalmente no Sul e Sudeste. Milon A marca premium de moda infantil do Grupo Kyly completou 20 anos e registrou crescimento de 22% em 2025, com faturamento de R$ 250 milhões. Atualmente, com mais de 135 lojas, projeta alcançar 155 unidades até o fim de 2026. LavPop Especializada em lavanderias de autosserviço, a rede soma mais de 135 operações e registrou expansão de 370% no faturamento no último ano. A expectativa é inaugurar mais 100 unidades em 2026. Ensina Mais Turma da Mônica Com mais de 100 escolas, a rede educacional foi um dos destaques de crescimento do Grupo MoveEdu em 2025, com alta de 35% no faturamento. Para este ano, prevê-se a abertura de 32 novas unidades. Microlins Uma das maiores redes de capacitação profissional do país conta com mais de 400 escolas em operação. Em 2025, cresceu 12% em faturamento e pretende inaugurar 41 novas unidades em 2026. Prepara IA Referência em cursos profissionalizantes com foco em inteligência artificial, a rede possui cerca de 300 escolas. A marca registrou crescimento de 8% no faturamento médio por unidade e planeja abrir 12 operações neste ano. Yázigi Entre as redes de franquias mais antigas do Brasil, a rede de ensino de idiomas está presente em mais de 120 cidades. Atualmente soma 240 operações e atende cerca de 70 mil alunos por ano. Peça Rara Brechó Com mais de 130 unidades em operação e meta de alcançar 300 lojas até 2030, o Peça Rara Brechó é uma das principais redes de moda circular do país. A marca investe em um modelo de franquias escalável: o formato Pocket, com 100 m², para cidades entre 80 mil e 300 mil habitantes. Rede iGUi A TRATABEM, microfranquia da Rede iGUi especializada em limpeza e manutenção de piscinas, será destaque na ABF Franchising Expo 2026 com seu modelo Home Office, investimento a partir de R$ 12,5 mil e isenção de royalties. Mais informações sobre a feira podem ser consultadas no site oficial da ABF Expo.
em 18/06/26 08:14 pm

Governo Trump volta a criticar condenação de Eduardo Bolsonaro e fala em perseguição política


O Departamento de Estado do governo Donald Trump criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação da pasta foi publicada pela agência Reuters e confirmada pela reportagem. Um porta-voz do Departamento de Estado enviou posicionamento à reportagem dizendo que "este é o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de uso político do sistema judicial ('lawfare') pelos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos". Eduardo foi condenado na terça-feira (16) por unanimidade pela Primeira Turma do STF por coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista. O porta-voz do Departamento do Estado afirma ainda que "debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações". O ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, além do pagamento de uma multa de R$ 150 mil, perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado, e se torna "ficha suja" —impedido, assim, de disputar eleições por oito anos. Esta é a segunda manifestação contrária à decisão do caso que envolve o ex-deputado por meio do governo Trump. Em entrevista a jornalistas, na quarta-feira (17), Trump comentou sobre a condenação, porém se confundiu em relação aos membros da família Bolsonaro. Ele participou de encontro do G7 e disse que ouviu dizer "que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr." "Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele", completou Trump. A referência ao Texas pode estar ligada ao fato de Eduardo ter discursado durante o Cpac, maior evento conservador do mundo, no Texas, em março. Trump disse que as autoridades no Brasil "jogam pesado" e, em seguida, voltou a falar sobre os EUA. "Mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas." Reunião do senador Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump, na Casa Branca; o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (à dir. de Flávio) e o blogueiro Paulo Figueiredo participam do encontro Reprodução/Truth Social - Donald Trump
em 18/06/26 08:08 pm

Exclusivo: Oncoclínicas deve protocolar pedido de recuperação extrajudicial em 2 semanas, dizem fontes


A Oncoclínicas deve protocolar o pedido de recuperação extrajudicial em 15 dias, ou no máximo em três semanas. A rede de clínicas de tratamento para câncer está em negociações avançadas com os credores para a dívida de cerca de R$ 4 bilhões, segundo o Valor apurou. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 08:07 pm

Análise: Silvio Tini deu aval ao fim do ‘poison pill’ no GPA


O investidor Silvio Tini, com participação acionária em empresas como Bombril e Alpargatas, avançou rapidamente sobre o GPA, na lacuna que foi aberta desde o fim do ano passado, e o seu último movimento de derrubada da cláusula de “poison pill” do estatuto teve apoio de 100% de suas ações na pessoa física e de sua holding, a Bonsucex. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:54 pm

STJ debate tentativa extrajudicial antes de ação de consumo


O debate sobre a exigência de tentativa prévia de solução extrajudicial antes do ajuizamento de ações de consumo ganhou novo peso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2026. O tema foi discutido em audiência pública promovida pela Corte no dia 14 de maio de 2026 para avaliar se consumidores devem demonstrar busca administrativa anterior antes de recorrer ao Judiciário em litígios envolvendo relações de consumo e obrigações prestacionais. A discussão ocorre em meio ao crescimento expressivo do volume de demandas repetitivas no sistema judicial brasileiro, especialmente em setores como bancário, telecomunicações e serviços essenciais, além do avanço institucional de medidas voltadas ao enfrentamento da litigância abusiva e predatória no país. O tema também passou a ocupar espaço relevante no debate jurídico nacional diante da preocupação simultânea com acesso à Justiça, racionalização processual e preservação de direitos fundamentais do consumidor. Especialistas ouvidos em diferentes fóruns têm discutido se a exigência de tentativa administrativa prévia poderia reduzir judicialização excessiva ou, por outro lado, criar barreiras adicionais para consumidores em situação de vulnerabilidade. Paralelamente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem ampliado iniciativas voltadas ao monitoramento da litigância predatória, incluindo diagnósticos nacionais e diretrizes para identificação de práticas abusivas em demandas massificadas. Para Giuliana Pinheiro Bastos Neves, advogada especializada em Direito Bancário e Defesa do Consumidor, o debate exige diferenciação técnica entre litigância abusiva e litigância legítima de massa. Segundo ela, setores altamente judicializados refletem não apenas aumento de ações, mas também recorrência estrutural de conflitos nas relações de consumo. "O desafio institucional não está apenas em reduzir o volume processual, mas em estruturar mecanismos eficientes de desenvolvimento de estruturas para resolução de disputas que preservem o acesso à Justiça sem estimular práticas oportunistas ou inviabilizar a proteção do consumidor", afirma. Na avaliação da especialista, a criação de filtros obrigatórios de solução extrajudicial demanda cautela, principalmente em disputas envolvendo instituições financeiras, nas quais frequentemente há assimetria técnica e informacional entre consumidor e fornecedor. O tema ganhou ainda mais repercussão após decisões recentes do STJ rejeitarem interpretações automáticas que associam judicialização em massa à litigância predatória. "A construção de sistemas de mitigação de risco financeiro do consumidor depende justamente de identificar padrões reais de falhas operacionais e violações recorrentes nas relações bancárias", explica Giuliana. A experiência profissional da advogada está diretamente ligada à chamada advocacia de volume em disputas financeiras. Fundadora de escritório especializado em proteção financeira do consumidor, Giuliana desenvolveu modelos de concepção e implementação de sistemas jurídicos voltados à gestão estruturada de litígios bancários repetitivos. Sua atuação já envolveu mais de 2 mil processos relacionados a fraudes financeiras, cobranças indevidas, contratos abusivos e violações consumeristas. Nos últimos três anos, sua atuação resultou na recuperação aproximada de R$ 2,7 milhões para consumidores lesados por práticas bancárias abusivas. Além da atuação contenciosa, Giuliana também estruturou projetos voltados à inteligência jurídica aplicada ao setor financeiro, incluindo modelos de consultoria em estratégia de litígio e monitoramento de padrões repetitivos de conflito envolvendo instituições bancárias. Um dos projetos desenvolvidos pela especialista converte dados de litigância em relatórios estratégicos para análise de risco jurídico, compliance e prevenção de disputas recorrentes. "A litigância em massa não pode ser analisada apenas pelo número de processos. Muitas vezes ela funciona como indicador sistêmico de falhas contratuais, operacionais ou regulatórias que continuam produzindo dano em larga escala", detalha. Giuliana também atua na capacitação de advogados em estratégias de contencioso bancário e proteção do consumidor. Para a especialista, o avanço do debate no STJ tende a influenciar diretamente a forma como o Judiciário brasileiro irá equilibrar eficiência processual, prevenção de abusos e garantia constitucional de acesso à Justiça nos próximos anos.
em 18/06/26 07:49 pm

Decisão do USTR sobre Pix é 'altamente' política e reversão não é provável, dizem especialistas


A decisão do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que no início do mês criticou práticas concorrenciais do Brasil e disse que o tratamento dado ao Pix é injusto e discriminatório, ameaçando impor tarifas de 25% sobre o país, é altamente política e uma reversão não é provável. A avaliação é das advogadas Ana Frischtak e Carolina Leung, do escritório americano Kobre & Kim, especializado em disputas e investigações internacionais. O USTR mantém uma consulta aberta e as inscrições vão até 22 de junho. As manifestações enviadas passam a integrar o processo e, em tese, poderiam influenciar os desdobramentos da investigação, que tem audiência prevista para 6 de julho. “Por mais que o USTR tenha de apresentar argumentos, não é um processo judical, é uma decisão administrativa, discricionária e altamente política”, diz Frischtak, lembrando que, assim como no tarifaço do ano passado, é bem provável que os EUA façam exceções para muitos produtos brasileiros. Das 39 manifestações recebidas até agora pelo USTR, apenas oito citam a questão de “sistemas de pagamentos digitais”, onde se encaixa o Pix, sendo que cinco delas de maneira bastante superficial. A avaliação mais aprofundada foi feita por Gustavo Pessoa, professor da FGV. Em sua contribuição, ele inclusive propõe a criação de um “teste de neutralidade para pagamentos digitais”, que avaliaria cinco pilares: acesso, interoperabilidade, transparência, governança de dados e integridade financeira. Como o Valor mostrou, o fato de o USTR citar o Pix aumenta a pressão sobre o sistema financeiro brasileiro, mas não deve levar a impactos diretos no curto prazo. Para as advogadas do Kobre & Kim, mais importante é a decisão do governo americano de classificar Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (CVV) como organizações terroristas. A consultoria Eurasia apontou em relatório recente que, entre seis países latinos com grupos designados como terroristas, apenas o México teve instituições alvo de ações dos EUA. Frischtak esteve no México semana passada e aponta que as três instituições mexicanas na verdade não foram alvo de sanções, mas que a Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN), do Departamento do Tesouro americano, proibiu o sistema financeiro local de realizar transações com essas empresas do México. “Não são sanções porque não houve congelamento de ativos ou algo assim, mas cortar os laços com o mercado americano significou a morte dessas instituições”, conta. Ela lembra que uma das instituições tentou entrar na Justiça dos EUA contra a decisão da FinCEN, mas que isso geralmente não costuma levar a uma reversão da decisão. A advogada aponta que a Justiça americana não costuma entrar no mérito da questão, ou seja, se aquela instituição tem ou não ligação com a organização terrorista, detendo-se basicamente em um eventual abuso de autoridade por parte do Tesouro. “A barra para provar esse abuso é muito alta, algumas instituições conseguiram, mas a maioria não.” Outra possibilidade é a instituição financeira ser acusada de dar “apoio material” a uma organização terrorista, tornando-se alvo de uma ação criminal. Mas, para isso, é preciso provar dolo, ou seja, que o banco tinha ciência de que determinada pessoa pertencia a um grupo terrorista. “Se alguém consertar o telefone de um membro do grupo, isso não é ‘suporte material’. Na prática, é muito difícil o governo americano trazer um caso desses à Justiça e ganhar”, explica Frischtak. Leung afirma que uma maneira para as instituições financeiras se precaverem e evitarem eventuais punições é reforçar o compliance e a diligência. “Se ela identificou algum ponto de vulnerabilidade, tem de analisar o que pode fazer para evitar esse tipo de exposição. Ter um nível de sofisticação maior de que todas as prevenções estão sendo feitas.” Outra iniciativa interessante seria buscar uma proximidade maior com os reguladores americanos. “É muito difícil prever o que vai acontecer, essa designação de PCC e CV como organizações terroristas também é política, e são diversos reguladores diferentes envolvidos.”
em 18/06/26 07:46 pm

Republicanos criticam Trump por acordo com o Irã


O acordo provisório de Donald Trump para encerrar a guerra com o Irã está sendo duramente criticado por alguns de seus colegas republicanos após cópias do documento assinado ontem pelo presidente americano começarem a circular pelo Capitólio nesta quinta-feira. Um senador republicano classificou o acordo preliminar como o "pior erro de política externa em décadas". Outro afirmou que algumas das disposições divulgadas pareciam resultado de "mau aconselhamento". Comentaristas alinhados aos republicanos também romperam com Trump por causa do pacto. As críticas representam uma rara reprimenda de integrantes do Partido Republicano, que, em sua grande maioria, vêm demonstrando lealdade total ao presidente. No entanto, alguns deles demonstram crescente insatisfação à medida que os efeitos econômicos do conflito com o Irã prejudicam as chances de que vençam as eleições de meio de mandato em novembro, que definirão o controle do Congresso. Os democratas, que buscam ter maioria em pelo menos uma das duas Casas legislativas, também têm criticado o acordo. Parlamentares dos dois partidos afirmaram que querem mais informações da Casa Branca. Até a tarde de hoje, assessores do Congresso disseram que não havia ocorrido nenhuma sessão de esclarecimento sobre o acordo ou os planos do governo. Também não havia nenhuma reunião programada. Parte das críticas mais contundentes ao memorando são relativas à liberação, por parte do governo Trump, de ativos iranianos congelados, à criação de um fundo privado de US$ 300 bilhões para estimular investimentos para a reconstrução do Irã e ao alívio das sanções. "Reagan está revirando no túmulo", escreveu o senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, no X. "As ambições nucleares do Irã não foram contidas, e eles aprenderam que ameaçar o Estreito de Ormuz funciona e, sem dúvida, usarão isso a seu favor no futuro." Cassidy observou que, antes da guerra, o Estreito de Ormuz, estava aberto e o Irã enfrentava duras sanções. "Agora, 13 americanos estão mortos, as sanções serão suspeitas e os bombardeiros foram interrompidos. Este é o pior erro de política externa em décadas", acrescentou Cassidy, que perdeu as primárias republicanas em seu Estado para um candidato apoiado por Trump. Roger Wicker, do Mississippi, republicano que preside a poderosa Comissão de Serviços Armados do Senado, disse temer que o memorando "abra mão, por meio de negociação", dos sucessos militares dos EUA. Wicker também afirmou que seria um erro forçar Israel a interromper as ações contra o Hezbollah no Líbano e se opôs à suspensão de quaisquer sanções ao Irã ou ao desbloqueio de recursos iranianos "em troca do mero compromisso do Irã de negociar por mais 60 dias". Trump atacou seus críticos em uma publicação nas redes sociais. "Esses tolos, que acham que eu não fui duro o suficiente com o Irã, quando o mercado de ações acaba de atingir um recorde histórico e os preços do petróleo estão despencando, são invejosos, pessoas ruins ou estúpidos. MAKE AMERICA GREAT AGAIN!!!", escreveu. O acordo para encerrar o conflito e reabrir o economicamente vital Estreito de Ormuz é, sob alguns aspectos, positivo para Trump, que precisava de uma saída para um conflito que elevou os preços da energia e drenou recursos militares dos EUA. E o acordo definitivo, que ainda será negociado, pode proporcionar ganhos adicionais aos Estados Unidos. Mas os críticos argumentam que o acordo provisório oferece benefícios significativos ao Irã em troca de conceder aos Estados Unidos duas coisas que eles já possuíam antes: um estreito aberto e a promessa iraniana de não desenvolver uma arma nuclear. Ben Shapiro, comentarista conservador e apresentador de podcast que anteriormente havia apoiado os ataques contra o Irã, classificou o memorando de entendimento como um "desastre", mas atribuiu a culpa ao vice-presidente J.D. Vance. Segundo Shapiro, Vance falhou com Trump ao apoiar o acordo. "Pelo texto, este memorando parece ser um desastre que não alcança nenhum dos objetivos reais estabelecidos pelo governo", disse Shapiro à Fox News na quarta-feira. Mark Levin, um dos apoiadores mais vocais de Trump, também rompeu com o presidente por causa do acordo. Nesta quinta-feira, o comentarista conservador da Fox News criticou o senador republicano Roger Marshall, do Kansas, por sugerir que o Irã deveria poder manter mísseis balísticos para fins defensivos. "Esse homem jamais deveria ser eleito nem para síndico", escreveu Levin sobre Marshall em uma publicação no X nesta quinta-feira, chamando de "ultrajante" a decisão do governo de não incluir os mísseis balísticos no acordo. "Minimizar os danos que esses mísseis causam (perguntem aos países árabes o que pensam sobre mísseis balísticos) e a importância de não os incluir em qualquer acordo é totalmente irresponsável", escreveu Levin. "O Irã é um regime terrorista que matou nosso povo; quantas vezes mais precisaremos ser lembrados disso?" Ainda assim, muitos republicanos elogiaram o acordo. Em entrevista à KCMO Radio, Marshall elogiou Trump por escolher "um caminho para uma paz duradoura — e não mais uma guerra sem fim" e afirmou que haverá mecanismos de controle sobre como o Irã gastará os recursos recebidos e que o dinheiro não sairá dos contribuintes americanos. Os parlamentares poderão eventualmente analisar o acordo. Pela Lei de Revisão do Acordo Nuclear com o Irã, aprovada em 2015 após o pacto nuclear internacional firmado pelo presidente democrata Barack Obama, qualquer acordo envolvendo o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções deve ser submetido à revisão do Congresso. O governo Trump tem emitido sinais contraditórios sobre a intenção de fazê-lo, mas diversos parlamentares, incluindo o senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, um aliado próximo do governo, afirmaram que o acordo precisa ser enviado ao Capitólio. Trump em reunião bilateral na cúpula do G7, na França REUTERS/Evelyn Hockstein
em 18/06/26 07:45 pm

Petróleo encerra sem direção única com cenário geopolítico no radar


Os contratos futuros do petróleo encerraram sem direção única nesta quinta-feira (18), registrando um alto grau de volatilidade na sessão. Os preços da commodity seguem próximos dos níveis anteriores à guerra, suportados pelo acordo preliminar de paz entre os Estados Unidos e o Irã, embora novos ataques de Israel em solo libanês — um dos pontos-chave da negociação entre Washington e Teerã — tenha levantado receios sobre o andamento das tratativas. O petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em alta de 0,38%, cotado a US$ 79,85 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em julho perdeu 0,25%, cotado a US$ 76,60, na New York Mercantile Exchange (Nymex). O presidente Donald Trump publicou, hoje, na Truth Social, que espera um cessar-fogo completo em todas as frentes do Oriente Médio, incluindo entre Israel, Líbano e Hezbollah. A continuidade das operações militares israelenses é vista como um potencial fator de instabilidade para o processo de implementação do acordo entre Washington e Teerã. A fala do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, mais cedo nesta quinta, também adicionou cautela ao sentimento do mercado quanto ao andamento das negociações, no período de cessar-fogo de 60 dias. Khamenei disse que autorizou o memorando de entendimento assinado pelos presidentes do Irã e dos Estados Unidos e que as novas tratativas não significarão aceitar "a posição do inimigo". Funcionários de plataforma de petróleo da Petronas, estatal petroleira da Malásia Facebook/@petronas
em 18/06/26 07:44 pm

Celso Amorim diz que governo permanecerá ‘atento’ a tentativas de influência na eleição


O embaixador Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, disse hoje que o governo permanecerá "atento" a tentativas de influência externa nas eleições. A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Brasil se tornou um lugar "perigoso politicamente". "No Brasil, avançamos muito na compreensão do efeito da desinformação nas redes sobre o processo eleitoral. Permaneceremos atentos a tentativas de influência externa nas nossas eleições", disse o embaixador. Amorim participou do XXVI Seminário Ética na Gestão, promovido pela Comissão de Ética Pública. Ao comentar a declaração de Trump, após encerramento da Cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e disse que o líder americano pode ter suas próprias "preferências ideológicas". "Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania", pontuou o petista. "Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro. Do pai, do filho, do neto. Não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil", acrescentou. As declarações foram dadas na esteira das novas recomendações de imposição de tarifas que podem chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, resultado de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre práticas comerciais e de trabalho no Brasil.
em 18/06/26 07:39 pm

África do Sul arranca empate contra República Tcheca com gol de pênalti no final


A África do Sul marcou um gol de pênalti a sete minutos do fim da partida contra a Tchéquia e conseguiu empatar em 1 a 1 na Copa do Mundo da Fifa, nesta quinta-feira (18), após ter ficado atrás no placar logo no início do confronto do Grupo A. Teboho Mokoena converteu o pênalti depois que uma mão de Pavel Sulc deu uma chance de vida aos sul-africanos, que estavam à beira de uma possível eliminação precoce. Os tchecos abriram o placar aos seis minutos do primeiro tempo, quando Michal Sadilek marcou após um passe de Alexandr Sojka, na sequência de uma jogada de Adam Hlozek pela direita. Ambas as seleções somam, agora, um ponto, após terem perdido suas respectivas partidas de estreia, na quinta-feira da semana passada. A África do Sul volta a campo na quarta-feira (24), a partir das 22h, contra a Coréia do Sul, no Estádio El Gigante de Acero, em Monterrey, e a Tchéquia enfrenta, no mesmo dia e horário, o México, no Estádio Azteca, também na capital mexicana.
em 18/06/26 07:38 pm

Hospitais entram na era da gestão da saúde baseada em dados


Estruturas complexas, os hospitais enfrentam desafios na busca pela eficiência operacional sem comprometer a qualidade da assistência. Mas a tecnologia vem se tornando grande aliada para superar barreiras ao oferecer ferramentas que possibilitam uma gestão baseada em dados. O que antes dependia de planilhas e decisões fragmentadas agora pode ser acompanhado em tempo real com o apoio de modernas estruturas. Na Paraíba, a Unimed João Pessoa, operadora de planos de saúde com mais de 183 mil beneficiários, investiu na estruturação de um Command Center, uma central que monitora a jornada dos pacientes em suas unidades próprias. O Command Center funciona 24 horas por dia. Por meio de painéis dinâmicos, uma equipe acompanha indicadores de tempo e qualidade em três frentes assistenciais: pronto atendimento, centro cirúrgico e internação. O foco é atuar nos principais gargalos, evitando insatisfações e otimizando recursos. "O Command Center surge como estratégia de integração, monitoramento e inteligência corporativa, colocando o paciente no centro do cuidado", declara o presidente da Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho. Ao identificar situações como demora no pronto atendimento, atrasos no início de cirurgias ou subutilização de leitos, por exemplo, a equipe aciona a área assistencial envolvida no processo, o que viabiliza correções rápidas, melhora a eficiência operacional e permite tomar decisões mais rápidas e assertivas. "Um projeto como o Command Center prevê uma melhor experiência por possibilitar o monitoramento do fluxo dos pacientes em toda a jornada", destaca Wandeberg Gomes, coordenador médico do Command Center. Segundo os especialistas, dois indicadores importantes para a segurança do paciente são o de assertividade na previsão da alta e no tempo médio entre a alta e a saída do paciente — ou seja, o tempo que o paciente espera para ir para casa após ser liberado pelo médico. Em pouco mais de um ano, a assertividade na previsão de alta no Hospital Alberto Urquiza, o primeiro a contar com o Command Center, aumentou 10%, passando de 36% em março de 2025 para 46% em maio de 2026, com tendência de crescimento. O resultado é considerado bom no contexto hospitalar. Já o tempo médio de saída do hospital dentro da meta definida de até duas horas após a alta médica cresceu 15% no mesmo período, passando de 59% para 74%. "Nós conseguimos resolver o gargalo e diminuir o tempo de exposição do paciente em um ambiente hospitalar, melhorando a experiência", diz Eva Maria Coura, supervisora do Command Center. Para a operadora, a eficiência nas altas é sinônimo de otimização dos leitos e redução de custos. No Hospital Alberto Urquiza, que é o maior da Unimed João Pessoa com 249 leitos, pronto atendimento e 13 salas cirúrgicas, os custos com tempo de internação tiveram uma redução de 71% comparando o primeiro quadrimestre de 2025 com o de 2026. O custo evitado foi de R$ 167.204,33 por mês, de acordo com estudo apresentado pela equipe do Alberto Urquiza. No Brasil, existem poucas centrais de comando hospitalares em operação no modelo adotado pela Unimed João Pessoa. Uma das experiências mais antigas é a do Hospital Israelita Albert Einstein que, em 2018, implementou a Central de Comando Operacional (CCO). Após um período experimental, o Command Center da Unimed João Pessoa iniciou as atividades, efetivamente, em março de 2025 no Hospital Alberto Urquiza. Cinco meses depois, foi ampliado para o hospital pediátrico e, em março deste ano, chegou a uma unidade hospitalar focada em procedimentos de baixa e média complexidades e a um centro pediátrico que atende urgências. O próximo passo é ampliar o serviço para as outras 15 unidades próprias da operadora.
em 18/06/26 07:36 pm

Exclusivo: 'Quero resgatar a história do Pão de Açúcar', diz Silvio Tini


O investidor Silvio Tini disse ao Valor que pretende resgatar a história do GPA, dono dos supermercados Pão de Açúcar, tradicional varejista de alimentos fundada pela família do empresário Abilio Diniz. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:32 pm

Governo vê com pessimismo negociação com EUA e acha difícil evitar tarifa de 25%


Apesar das sucessivas rodadas de negociação sobre as tarifas propostas pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros, integrantes da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva avaliam com pessimismo o andamento das tratativas. A expectativa, até o momento, é que será improvável a construção de um acordo definitivo entre os dois países. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:26 pm

Governo 'não tem compromisso com erro' e 'PF tem independência’, diz Lindbergh após ação da PF


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) respondeu à declaração dada pelo senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, que disse que o Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia estava sendo implodido com a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Hoje, a Polícia Federal fez busca e apreensão em endereços ligados ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Lindbergh afirmou que o governo não tem compromisso com o erro. "Se alguém cometeu irregularidade, deve ser investigado e responder pelos seus atos. A diferença é que, no nosso governo, a PF trabalha com independência", afirmou o petista. Ele disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na PF para proteger a própria família, relembrando o episódio que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça em meio às investigações envolvendo suposto caso de rachadinhas de Flávio Bolsonaro. "No governo do presidente Lula, a PF tem autonomia para investigar qualquer pessoa. Não existe blindagem, investigação seletiva ou perseguição política: todos devem responder perante a lei, doa a quem doer, sempre com respeito à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa", escreveu o deputado petista na rede social X. "Agora, a pergunta que não quer calar: quando você irá explicar os 61 milhões de reais que tomou do Vorcaro?", questionou. Ele se refere ao suposto pagamento recebido por Flávio Bolsonaro do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Mais cedo, Flávio comentou sobre a operação de hoje da PF, que atingiu o líder do governo no Senado. "Como nós sempre dissemos, o cerne de todo esse problema era o PT da Bahia, e agora começa a vir à tona", afirmou o senador. Pelas redes sociais, Flávio usou a operação contra Wagner para voltar a pedir a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o escândalo do banco. Ele também usou a hashtag "PTMaster", buscando vincular o assunto ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
em 18/06/26 07:22 pm

Opep mantém projeção de forte demanda por petróleo e não vê pico no horizonte


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) segue sem prever um pico para a demanda global de petróleo e mantém a expectativa de crescimento robusto do consumo nos próximos anos, à medida que governos dos Estados Unidos, da Europa e de outras regiões buscam equilibrar segurança energética, preços acessíveis e metas climáticas. “O foco crescente na segurança e na acessibilidade energética alterou o cenário das políticas energéticas em todo o mundo”, afirmou a Opep. “Em muitos casos, essas mudanças refletem a reversão, o adiamento ou o cancelamento de metas e compromissos ambiciosos anteriores, que visavam reduzir a demanda por petróleo.” A demanda por petróleo deverá subir para 113,3 milhões de barris por dia em 2030 e para 124,1 milhões de barris por dia em 2050, ante 105,1 milhões de barris em 2025, segundo o relatório anual da Opep com perspectivas para a commodity. O crescimento da demanda global nas próximas décadas será liderado por Ásia, Oriente Médio, África e América Latina, projeta a Opep. A Índia deve acrescentar 8,1 milhões de barris por dia no período de projeção. A Opep avalia ainda que a produção de petróleo não convencional dos EUA já atingiu seu pico e projeta expansão limitada da oferta de produtores rivais, que deverão responder por cerca de metade do crescimento da demanda global nos próximos anos. Por fim, o cartel reiterou a necessidade de mais investimentos no setor de petróleo e estimou que a indústria demandará US$ 17,7 trilhões em aportes até 2050. Ronald Zak/AP
em 18/06/26 07:22 pm

QuintoAndar vai investir R$ 2 bi em tecnologia até 2028, com foco em IA


A plataforma imobiliária QuintoAndar anunciou que investirá R$ 2 bilhões em desenvolvimento de tecnologia nos próximos dois anos, com foco em inteligência artificial. Como parte desse investimento, o CEO, Gabriel Braga, afirma que a empresa vai rever, “em breve”, o seu aplicativo, para integrá-lo de forma mais radical à IA. A ideia é que o cliente acesse os serviços de locação e compra e venda de imóveis como se fizesse uma conversa, seja por texto ou por voz. Chats com a empresa pelo WhatsApp também serão integrados ao histórico do cliente no aplicativo, diz. Paradoxalmente, com mais tecnologia, a companhia espera atingir um público mais diverso em idade e também avesso às inovações tecnológicas. “Qualquer pessoa, por mais leiga que seja do ponto de vista de tecnologia, consegue conversar com a inteligência artificial por texto ou por voz”, afirma Braga. Investimentos não incluem fusões e aquisições Os R$ 2 bilhões serão investidos na própria equipe do QuintoAndar, diz, e não incluem fusões e aquisições. O recurso é fruto da própria operação da companhia. “Hoje, a empresa é lucrativa e já consegue se autossustentar”. A aplicação atual de inteligência artificial já tem melhorado a taxa de conversão e o número de operações feitas pela empresa, segundo o CEO, sem abrir números. Ele afirma não ter dúvida de que o retorno do aporte virá antes dos dois anos. Também há a percepção de que não investir em tecnologia agora significaria ficar para trás no setor. Na parte de precificação dos imóveis, além de ajudar a encontrar o valor adequado, a inteligência artificial auxilia na adesão dos clientes da empresa a esse preço, porque “conversa” com o usuário para entender a sua motivação para colocar a propriedade no mercado, conta. A tecnologia também participa da análise de créditos dos clientes e atua como “coach” dos corretores, conta Braga, indicando quais consumidores estão melhor preparados para fechar negócio e ajudando no gerenciamento da agenda. A função do corretor, porém, não é perdida, afirma. “Tem uma parte física no trabalho que é offline, tem que ver o imóvel”, detalha Braga, citando também a sensação de segurança que o corretor pode trazer ao cliente no fechamento do negócio. Ele afirma que a empresa tem ampliado sua rede de imobiliárias parceiras, mesmo com os investimentos em tecnologia. Perguntada sobre o número atual de parceiras e a taxa de crescimento, a QuintoAndar respondeu apenas que são “centenas” de imobiliárias. Sobre abertura de capital e nova sede em SP A companhia não abre dados de faturamento. Segundo o CEO, uma abertura de capital é “provavelmente o caminho” que a empresa seguirá “em algum momento”, mas não há data para tanto. A preferência é por um IPO no exterior. Apesar de a maior parte do time de IA ficar em Lisboa, onde a empresa também tem escritório, o anúncio do investimento em tecnologia coincide com a inauguração da nova sede em São Paulo, em um espaço de 7 mil metros quadrados, na Vila Leopoldina (zona oeste), crescimento de 75% sobre a área anteriormente ocupada pela empresa, na Vila Madalena, também na zona oeste. A QuintoAndar ainda tem escritório em Belo Horizonte e “hubs” para parceiros no Rio e em Porto Alegre. Em Lisboa, ocupa espaço em um coworking. A empresa não abre o valor investido na mudança de sede. De acordo com a consultoria Binswanger, o metro quadrado na Vila Leopoldina é locado, hoje, a R$ 100,77 por mês, o que faria o aluguel do espaço custar R$ 705,4 mil mensais. O empreendimento escolhido foi o Arquipeo, da Brookfield, que também abriga a operação brasileira da empresa de marketing e relações públicas WPP. Foram três meses de obras para adequar o escritório, conta a diretora-executiva de recursos humanos, Deborah Abi-Saber. Braga afirma que, embora a empresa tenha aumentado seu número de funcionários, a mudança não tem relação com isso, mas com a oferta de um tipo de escritório mais convidativo às equipes, que atuam no sistema híbrido. O modelo, que mescla dias no escritório e em casa, será mantido. “A gente não quer que as pessoas venham só porque foram obrigadas a vir”, afirma. Segundo Abi-Saber, a empresa tem hoje mais de 3 mil funcionários, sendo 1,8 mil em São Paulo, enquanto o novo escritório conta com 400 estações de trabalho.
em 18/06/26 07:21 pm

EUA apreenderam mais de 50 drones perto de locais da Copa do Mundo, diz DHS


Agências dos Estados Unidos apreenderam mais de 50 drones nas proximidades de locais que recebem jogos da Copa do Mundo da Fifa desde o início do torneio, na semana passada, disse nesta quinta-feira o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin. Em Kansas City, uma equipe conjunta de combate a drones formada por autoridades federais e municipais interceptou oito drones na quarta-feira durante eventos da Copa do Mundo de 2026 realizados no estádio de Kansas City (Arrowhead Stadium) e na Fifa Fan Festival. A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) proibiu voos de drones sobre partidas da Copa do Mundo de 2026 e eventos relacionados de torcedores em todo o território americano. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) informou que houve mais de 150 incursões de drones em espaços aéreos proibidos em oito locais de jogos, incluindo três dezenas de incidentes em Atlanta. Nos dias de partida, todas as operações aéreas, incluindo voos de drones, são proibidas em um raio de cerca de 5,5 quilômetros e até 900 metros de altitude ao redor dos estádios, salvo autorização específica dos controladores de tráfego aéreo. Nos eventos para torcedores, drones são proibidos em um raio de cerca de 1,9 quilômetro e até 300 metros de altitude em todo o país. A FAA informou que operadores de drones que entrarem em espaço aéreo restrito sem autorização poderão enfrentar multas de até US$ 100 mil, além de acusações criminais e da apreensão do equipamento. O FBI também dispõe de equipes especializadas em neutralização de drones, que serão posicionadas ao redor dos estádios da Copa do Mundo. Um homem se declarou culpado no ano passado após ser acusado de violar o espaço aéreo de defesa ao sobrevoar com um drone uma partida dos playoffs da Conferência Americana (AFC) da NFL, em Baltimore, em janeiro de 2025. Um homem de Massachusetts também foi acusado de operar ilegalmente um drone próximo à linha de chegada da Maratona de Boston, em abril de 2024, o que levou as autoridades a apreenderem o aparelho ainda no ar.
em 18/06/26 07:16 pm

PEC da segurança pública foi ‘desidratada’ no Congresso, afirma ex-secretário nacional


O ex-secretário nacional de Segurança Pública (Senasp) e ex-procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo Mario Luiz Sarrubo defendeu a aprovação da chamada “PEC da Segurança Pública”, criticou a tramitação do projeto e defendeu a criação de uma política nacional de segurança pública. “A PEC da Segurança foi absolutamente desidratada no Congresso Nacional. O Brasil nunca teve uma política nacional de segurança. Entendemos que tem que haver uma coordenação por parte da União. Lembrando que coordenação não é comando. Comandar a segurança pública dos Estados nunca foi a pretensão da PEC da segurança pública, nunca foi”, disse afirmando que a proposta deveria ter sido feita nos anos de 1990. “Enquanto o Estado anda de charrete, o crime organizado sentou em uma Ferrari potente”. A declaração foi dada durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira (18). Sarrubo ainda destacou a participação ativa entre o crime organizado e o comércio ilegal na conquista de territórios pelo crime. “Há espaços onde o Estado não tem acesso, não entram os serviços, a polícia não entra, políticos não podem fazer campanha. Há algo nesses territórios que alimenta esse processo de dominação territorial. A força motriz do domínio territorial é justamente o comércio ilegal. A economia do crime alimenta o domínio territorial”, afirma. Como noticiou hoje o Valor, o governo vê com ceticismo a possibilidade de a PEC da segurança pública ser aprovada até o fim do atual mandato presidencial. Apesar da aprovação, em março, na Câmara, a percepção no Palácio do Planalto é de que o distanciamento entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reduz as chances de avanço da matéria. No fim de sua fala, Sarrubo defendeu que operações violentas em áreas dominadas pelo tráfico, como ocorreu no Rio de Janeiro no fim do ano passado, não são o caminho e fez um apelo por mais recursos em inteligência e na “asfixia financeira” das organizações criminosas. Também presente no evento, o Coordenador-Geral de Combate ao Crime Organizado na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Getúlio Monteiro de Castro Teixeira, fez coro à fala do ex-secretário e também defendeu a PEC da segurança pública. “O Fórum Brasileiro de Segurança Pública fez um levantamento de que o mercado ilegal já chegou a mais de R$ 400 bilhões. O Fundo Nacional de Segurança Pública tem um pouco mais de R$ 2 bilhões. Urge a gente ter uma fonte de recursos e mecanismos de financiamento da segurança pública (...) A PEC direciona o caminho de robustecer o fundo nacional, para que esse investimento chegue à linha de frente e às forças estaduais e federais”, disse. Teixeira defendeu que, para além dos esforços em inteligência e alienação dos ativos do crime organizado, é também necessário um maior investimento na gestão destes ativos. “O que mais temos são pátios de veículos lotados sendo deteriorados com o tempo, isso é recurso e dinheiro. É necessário gestão, alienação do ativo e destinação do recurso para algum local”. No caso, o secretário defende o fortalecimento dos fundos estaduais de segurança pública com estes recursos. Mario Luiz Sarrubo Kebec Nogueira/Valor
em 18/06/26 07:16 pm

Diplomatas dos EUA deixam missão da OEA após atritos com aliado de Trump


Vários diplomatas de alto escalão dos Estados Unidos destacados para a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram demissão ou foram dispensados após conflitos com um embaixador nomeado por Donald Trump, segundo seis fontes familiarizadas com o assunto. As mudanças reduziram significativamente a experiência institucional disponível na tradicionalmente importante missão americana. Fundada em 1948, a OEA é o principal fórum multilateral do Hemisfério Ocidental e atua em temas como segurança regional, direitos humanos, democracia e desenvolvimento econômico. A organização, sediada em Washington, desempenhou papel central na resolução de disputas eleitorais na América Latina nos últimos anos e frequentemente reuniu aliados dos EUA para condenar violações de direitos humanos em países autoritários, como Cuba e Nicarágua. Nos últimos meses, porém, a missão americana junto à OEA enfrentou elevada rotatividade de pessoal. Segundo as fontes, deixaram seus cargos o vice-chefe da missão, o chefe de gabinete, um conselheiro político e pelo menos outro integrante do Serviço Diplomático dos EUA. As fontes, que falaram sob condição de anonimato por tratarem de questões de pessoal, afirmaram que esses funcionários representavam uma parcela significativa da missão americana, que normalmente conta com apenas alguns diplomatas de carreira em tempo integral, constituindo praticamente toda sua equipe de liderança. As saídas são mais um exemplo de como o governo Trump vem remodelando o corpo diplomático americano, frequentemente afastando diplomatas de carreira dos postos de maior influência. As mudanças também refletem o profundo ceticismo da administração em relação às instituições multilaterais, mesmo em regiões estrategicamente importantes como a América Latina, à qual Washington tem dedicado mais atenção e recursos. Segundo as fontes, parte dos funcionários que deixaram a missão entrou em conflito com o atual embaixador, Leandro Rizzuto Jr., amigo pessoal do presidente Donald Trump, cujo estilo de gestão foi considerado por muitos diplomatas de carreira como confrontador e errático. Em um episódio ocorrido no início deste ano, Rizzuto comparou funcionários que levaram preocupações sobre a missão diretamente à liderança do Departamento de Estado a “ratos”, disseram duas das fontes. Em entrevista à Reuters, Rizzuto contestou as críticas ao seu estilo de gestão, embora tenha reconhecido que vários diplomatas seniores pediram demissão ou foram dispensados recentemente. Ele diz que está tentando redirecionar o foco da OEA, afastando-o de temas como direitos humanos e democracia e aproximando-o de questões econômicas, mudança que, segundo afirma, desagradou parte dos funcionários do Departamento de Estado. Ele não respondeu a um e-mail posterior solicitando comentários especificamente sobre a declaração envolvendo os “ratos”. “Sou um homem de negócios. No fim das contas, quero resultados e, sem levar para o lado pessoal, se você não consegue fazer o trabalho, prefiro que tenha outro emprego”, afirmou Rizzuto. O Departamento de Estado não respondeu a uma lista detalhada de perguntas enviada pela Reuters. Os diplomatas seniores afastados não puderam ser contatados, não responderam aos pedidos de comentário ou se recusaram a comentar. Rizzuto afirmou que os funcionários que saíram foram substituídos por profissionais de alto desempenho. Foco no Hemisfério Ocidental Autoridades do governo Trump questionaram publicamente a relevância atual da OEA, assim como fizeram em relação a outras instituições multilaterais. Ao mesmo tempo, argumentaram que a organização poderia realizar reformas para demonstrar sua utilidade no século XXI, incluindo uma atuação mais destacada em temas de segurança hemisférica e combate ao crime. Desde que retornou à Casa Branca, Trump reafirmou fortemente o papel dos EUA na América Latina, de forma mais evidente por meio de uma operação militar que capturou o presidente da Venezuela e favoreceu a permanência de líderes mais alinhados a Washington. Rizzuto, herdeiro bilionário de uma fortuna do setor de cosméticos, foi indicado durante o primeiro mandato de Trump (2017-2021) para servir como embaixador em Barbados e em outras duas nações do Caribe. A indicação fracassou após revelações de que ele havia republicado teorias conspiratórias na rede X, incluindo uma alegação falsa de que a esposa do senador republicano Ted Cruz participava de um plano secreto para unificar os governos dos EUA, México e Canadá. Posteriormente, foi nomeado para o principal posto diplomático dos EUA nas Bermudas, cargo que não exige aprovação do Senado. Já no segundo mandato de Trump, Rizzuto obteve confirmação para o cargo de embaixador sem grandes controvérsias e assumiu a missão junto à OEA no final do ano passado. Após assumir o posto, mandou instalar um grande retrato a óleo de si mesmo no vestíbulo principal da missão americana junto à OEA, segundo três das fontes. Rizzuto não respondeu a perguntas enviadas por e-mail sobre o quadro. Na entrevista à Reuters, Rizzuto afirmou que foi responsável pelo afastamento do vice-chefe da missão e do chefe de gabinete, enquanto o conselheiro político decidiu pedir demissão. Descreveu-se como “o homem mais justo possível” e afirmou que sempre apoiou os funcionários que se dedicavam integralmente ao trabalho. As fontes rejeitaram a sugestão de que os funcionários do Departamento de Estado fossem incompetentes ou desinteressados. Sob o governo Trump, o Departamento de Estado passou por uma profunda transformação. Críticos afirmam que as mudanças frequentemente prejudicaram servidores públicos de carreira. Centenas de diplomatas foram dispensados em demissões em massa no ano passado e, em dezembro, a administração removeu quase 30 embaixadores de carreira, deixando muitos desses postos vagos.
em 18/06/26 07:14 pm

STF libera tramitação de processos sobre “pejotização”


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou, hoje, o levantamento da suspensão dos processos que discutem a chamada “pejotização”. A prática consiste na contratação de trabalhador autônomo ou de pessoa jurídica para a prestação de serviços. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:10 pm

Área técnica do TCU recomenda arquivar processo sobre empréstimo do governo do DF ao BRB


A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou arquivar o processo que pede para que a Corte analise a operação de crédito que será contratada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). O argumento é que a competência para analisar o assunto cabe ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:07 pm

Subadquirente usa IA para reduzir fraudes no e-commerce


O e-commerce brasileiro registrou 2,3 milhões de tentativas de fraude bloqueadas em 2025, com potencial de prejuízo de R$ 2,4 bilhões, segundo levantamento da Serasa Experian. O dado, no entanto, não contabiliza um custo paralelo: o das transações legítimas barradas pelo próprio sistema de proteção. Sistemas baseados em regras fixas geram elevados índices de falsos positivos — alertas que, na maioria dos casos, correspondem a boas compras recusadas indevidamente. Segundo o E-Commerce Brasil, o custo financeiro e reputacional de um falso positivo pode superar o de um chargeback real — o cliente bloqueado raramente volta, e o investimento de aquisição já foi embora. De acordo com o LexisNexis True Cost of Fraud 2025, cada US$ 1 perdido em fraude representa US$ 4,60 quando somados logística, SAC e multas. Segundo a Javelin Strategy & Research, os falsos positivos custam aos varejistas americanos US$ 118 bilhões por ano — 13 vezes mais do que as perdas reais com fraude. A diferença entre o modelo tradicional e sistemas baseados em inteligência artificial está na lógica de análise. Regras estáticas verificam limites fixos — e bloqueiam tudo que parece fora do padrão, independentemente do contexto. IA comportamental constrói uma linha de base para cada perfil de operação ao longo do tempo e sinaliza desvios com precisão crescente. O Banco Mercantil, em parceria com o Google Cloud, reduziu em 60% os custos operacionais com antifraude após adotar o modelo baseado em IA. Um estudo do MIT com dados de um banco europeu mostrou redução de 54% nos falsos positivos com a aplicação de machine learning. A diferença entre os dois modelos pode ser resumida nos seguintes pontos: Falsos positivos: sistemas de regras fixas geram elevados índices de alertas indevidos; IA comportamental reduz esse índice continuamente Calibração por nicho: regras fixas aplicam uma régua única para todos os lojistas; IA ajusta por ticket e segmento Adaptação a novos padrões: manual no modelo tradicional; automática com IA Decisão em tempo real: limitada em sistemas de regras; nativa em sistemas de IA É exatamente essa lógica que a FastPay Brasil, subadquirente com integração nativa ao Shopify e VTEX, aplica na configuração do antifraude de cada lojista. Em vez de um pacote genérico aplicado à base inteira, o modelo é calibrado por nicho e ticket médio de cada operação — construído caso a caso, a partir do comportamento real daquela loja. "O que os grandes players globais estão documentando agora é o que já observamos nos lojistas brasileiros: antifraude genérico bloqueia venda legítima. Um e-commerce de alto ticket tem perfil de transação completamente diferente de uma loja de giro rápido. Aplicar a mesma régua para os dois é garantir falso positivo em um e brecha para fraude no outro", afirma Eduardo Serra, Head of Payments da FastPay Brasil. O crescimento do Pix tornou a equação mais urgente. Com 42% do valor transacionado no e-commerce brasileiro em 2025 — segundo o Relatório Global de Pagamentos da Worldpay —, o método criou um ambiente em que decisões de antifraude precisam ser tomadas em segundos. "Sistemas com alto índice de falso positivo comprometem diretamente a taxa de conversão, não apenas a segurança da operação", explica. A Juniper Research projeta que as perdas globais com fraude devem saltar de US$ 44,3 bilhões em 2024 para US$ 107 bilhões em 2029 — e operações sem calibração adequada tendem a absorver parte crescente desse custo. "Antifraude eficiente não é o que bloqueia mais — é o que aprova o máximo do que deveria passar e barra apenas o que realmente é fraude. Esse equilíbrio só é possível quando o sistema conhece o negócio: o ticket, o nicho, o perfil do cliente. Régua genérica não chega lá", acentua o executivo. A adoção de IA no antifraude acelera globalmente, mas a eficácia depende de um fator que os grandes relatórios raramente detalham: a qualidade dos dados de calibração. Um modelo treinado com dados genéricos tende a replicar os mesmos erros do sistema de regras — só que com mais velocidade. "A abordagem que adotamos inverte essa lógica: o antifraude parte do comportamento específico de cada operação, não de uma média de mercado. Para o lojista brasileiro, isso representa uma mudança direta na taxa de aprovação e, consequentemente, na receita", conclui Serra.
em 18/06/26 07:06 pm

Eco Invest abre até amanhã 5º leilão voltado à inovação e pode mobilizar até R$ 55 bilhões


O governo federal deve abrir até sexta-feira (19) as inscrições para o quinto leilão do Eco Invest Brasil, programa do Ministério da Fazenda criado para mobilizar capital privado para projetos ligados à transição sustentável. A expectativa é que a nova rodada movimente entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões em investimentos, tornando-se a maior já realizada desde a criação da iniciativa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 07:06 pm

Tesouro dos EUA impõe sanções a autoridades do Líbano por ajudarem o Hezbollah


O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (18) sanções contra autoridades libanesas que, segundo Washington, são alinhadas ao Hezbollah, além de integrantes da rede empresarial de Alaa Hassan Hamieh, já sancionada anteriormente, por obstruírem o processo de paz no Líbano e atrasarem o desarmamento do grupo. O Departamento do Tesouro dos EUA informou que seu Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês) também está sancionando indivíduos no Líbano, na Síria, no Iraque e em Omã que, segundo o governo americano, arrecadam recursos e operam empresas de fachada para gerar receitas para o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã. O Hezbollah, um grupo muçulmano xiita classificado por Washington como organização terrorista, é armado e financiado por Teerã desde sua fundação pela Guarda Revolucionária iraniana, em 1982. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quarta-feira que conversou com o líder da Síria sobre o combate ao Hezbollah no Líbano, em meio a preocupações de que o grupo seja beneficiado por uma injeção de recursos do Irã após a assinatura, na quarta-feira, de um memorando de entendimento provisório entre Washington e Teerã, um passo em direção ao fim da guerra contra o Irã. Espera-se que o acordo interrompa as hostilidades em todas as frentes, incluindo no Líbano, onde o Hezbollah disparou contra Israel em solidariedade a Teerã em 2 de março, desencadeando uma ofensiva israelense que matou milhares de pessoas e levou Israel a invadir o sul do Líbano. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o Hezbollah precisa se desarmar para que o Líbano alcance um futuro seguro. "O Tesouro continuará a atingir as redes financeiras do Hezbollah e a responsabilizar aqueles que permitem que o grupo enfraqueça o Estado libanês e ameace as perspectivas de uma paz duradoura", disse ele em comunicado. Entre as pessoas e entidades atingidas pelas sanções estão: Sleiman Antoine Frangie, líder do Movimento Marada, do Líbano, que, segundo o Tesouro, recebeu apoio financeiro do Hezbollah em troca de ajudar o grupo a atingir as cadeiras parlamentares de deputados reformistas e independentes nas eleições legislativas libanesas; Mahmoud Qamati, vice-chefe do conselho político do Hezbollah, que, segundo o Tesouro, coordenou o contrabando de dinheiro do Irã para o Hezbollah; Globe SARL, braço técnico da empresa síria Al-'Ahd Company for Trade and Investment, ligada ao Hezbollah, por suas conexões com a rede empresarial sancionada de Alaa Hamieh; Al-Shafa Administrative Services Ltd e seu diretor-executivo, Wael Constanteen, por seus vínculos com Alaa Hamieh.
em 18/06/26 06:55 pm

O novo contrato social para economia de plataformas


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em 18/06/26 06:52 pm

Ao se diferenciar de Bolsonaro, Lula se aproxima de Dilma


O discurso mais recorrente de governistas em resposta à operação de busca e apreensão em endereços do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é o de que o episódio comprova a completa independência da PF. A situação, de fato, não era esta no governo Jair Bolsonaro, como o ex-juiz e hoje senador Sergio Moro (União-PR) contou antes de voltar para o colo da família. Se Lula se distancia de Bolsonaro, se aproxima da ex-presidente Dilma Rousseff. Até constrangimento fiscal já apareceu de novo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 06:50 pm

Alvo da PF, Jaques Wagner diz que apartamento era para ajudar filha e nega proximidade com Vorcaro


O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reagiu na quinta-feira (18) à operação de busca e apreensão deflagrada contra ele pela Polícia Federal (PF) e sustentou que todos os fatos investigados têm explicação documental e origem lícita. Em entrevista à BandNews TV e por meio de nota oficial, o petista rejeitou qualquer suspeita de recebimento de vantagem indevida e classificou a medida como desproporcional. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e busca esclarecer supostos benefícios concedidos a agentes públicos. Wagner, no entanto, fez questão de delimitar sua posição jurídica: não é réu, não foi denunciado e não responde a nenhuma acusação formal relacionada aos fatos apurados. Além disso, afirmou que, como líder do governo, orientou voto contrário em uma votação que beneficiaria o Master. Leia mais: Um dos principais pontos da investigação envolve um apartamento supostamente recebido como propina. Segundo o senador, o imóvel estava sendo adquirido para sua filha, mas o empreendimento ainda se encontrava em construção. Por esse motivo, ele relatou ter pedido ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master, que realizasse a compra inicial, com o compromisso de posterior recompra. “Pedi ao Augusto Lima para comprar o apartamento e eu iria recomprar”, afirmou. A assessoria do parlamentar reforçou que o imóvel “jamais integrou o patrimônio do parlamentar”. Sobre a apreensão pela Polícia Federal de US$ 55 mil e 33,5 mil euros, Wagner ofereceu a mesma linha de defesa apresentada em sua nota oficial. De acordo com o senador, o dinheiro tem origem regular e corresponde a diárias acumuladas para viagens oficiais realizadas no exercício do mandato, que não foram usadas e foram devidamente declaradas. “O dinheiro encontrado era de diárias para viagens”, disse. O senador também buscou afastar a percepção de proximidade com Vorcaro. Segundo Wagner, os dois se encontraram apenas duas vezes: a primeira quando o empresário se apresentou após se tornar sócio de Augusto Lima, e a segunda quando Vorcaro procurava um nome para prestar consultoria jurídica ao Banco Master. Foi nesse contexto, afirmou, que indicou o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski. “Minha relação com Vorcaro é praticamente zero”, declarou. Apesar de considerar a medida desproporcional, ele afirmou respeitar a atuação das instituições responsáveis pela apuração. “Pessoas com muitos mais milhões não tiveram busca e apreensão, mas respeito a Polícia Federal e o ministro André Mendonça”, declarou. O senador acrescentou que acompanha o caso com tranquilidade e que permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, “com a certeza de que a verdade prevalecerá”. No campo político, o líder governista relatou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo após a deflagração da operação. Segundo Wagner, Lula telefonou para manifestar solidariedade e reafirmar sua confiança política. “Falei com o presidente Lula hoje [quinta] e acho difícil que ele mexa na minha posição como líder”, afirmou. “Lula ligou para se solidarizar comigo e dizer que mantém a confiança.” O senador, que ocupa posição estratégica na articulação do Palácio do Planalto no Senado, descartou qualquer mudança em seus planos e garantiu que segue na disputa por uma vaga na Casa em 2026: “Minha candidatura ao Senado está absolutamente mantida”. Jaques Wagner 'tem toda nossa confiança', diz presidente do PT Alcolumbre cita direito de defesa e declara apoio a petista PT está em péssimo dia, diz Flávio sobre ação contra Jaques Wagner Questionado sobre a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Master, Wagner confirmou ter assinado o requerimento de instalação do colegiado, ainda que sem convicção sobre o alcance da investigação parlamentar. “Assinei a CPI do Master, mesmo sem saber no que pode contribuir”, disse. A defesa de Augusto Lima seguiu na mesma direção. Em nota à imprensa, sua assessoria afirmou que as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que o empresário está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. Segundo o comunicado, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nessa fase da investigação são rigorosamente lícitos. A defesa sustentou ainda que Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública. A operação amplia a pressão sobre o líder do governo e adiciona um novo componente político às investigações ligadas ao Banco Master. Os alvos, contudo, sustentam de forma uníssona que os fatos apontados possuem explicação documental e negam qualquer ilicitude.
em 18/06/26 06:49 pm

Deputado Val Ceasa diz que é alvo de perseguição política por operação que apura elo com facção


O deputado estadual Val Ceasa (PRD) afirmou ser alvo de perseguição política e negou ter atuado para tentar impedir uma operação contra imóveis usados pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel, na zona norte do Rio. O parlamentar é um dos três alvos de uma ação deflagrada nesta quinta-feira (18) pelo Ministério Público do Rio e a Polícia Civil. Além dele, também são investigados o ex-vereador Ulisses Marins e Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor parlamentar do deputado e funcionário da RioLuz. Segundo o Ministério Público, Val Ceasa e Ulisses teriam ido ao 16º Batalhão de Polícia Militar, em dezembro de 2023, para tentar saber se havia uma operação sigilosa planejada para demolir imóveis usados pelo TCP. Entre os imóveis estava o resort do traficante conhecido como Peixão, um dos chefes da facção. A jornalistas, o parlamentar negou a ida ao batalhão e disse que só pediu para o então prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) criar uma vila olímpica na região. "Todo servidor público tem que ser investigado. A Justiça tem direito de investigar. Isso aí é perseguição política. Eu trabalho para os humildes", declarou. Pelas redes sociais, Paes, atual pré-candidato ao governo do Estado, afirmou que a operação desta quinta teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado. A prefeitura do Rio informou que o servidor Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de sexta-feira do Diário Oficial. Segundo o município, o servidor foi nomeado em 4 de fevereiro de 2025 e, na ocasião, nada que vetasse a nomeação foi encontrado pela Secretaria de Integridade. Já o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. Ele teve a a nomeação para um cargo na prefeitura barrada pela secretaria de integridade. Deputado estadual do Rio Val Ceasa Divulgação/Alerj
em 18/06/26 06:38 pm

EUA esperam ‘cessar-fogo total em todas as frentes’ após acordo com Irã, diz Trump


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira esperar um cessar-fogo completo em todas as frentes do Oriente Médio, incluindo entre Israel, Líbano e Hezbollah, um dia após Washington e Teerã anunciarem um acordo provisório para encerrar o conflito entre os dois países. Em publicação na plataforma Truth Social, Trump pediu que as diferentes forças atuando da região mantenham o compromisso com as negociações em andamento. Ele também destacou a reação positiva dos mercados financeiros ao cenário atual, citando a queda dos preços do petróleo e a alta das bolsas. “Os Estados Unidos estão comprometidos com a PAZ, e encorajamos todos na região do Oriente Médio a manterem seu compromisso de permitir que nossas negociações se desenvolvam de forma harmoniosa. Os mercados estão adorando o que está acontecendo, com os preços do petróleo em forte queda e as ações em forte alta. Esperamos um cessar-fogo completo em todas as frentes, incluindo Líbano, Hezbollah e Israel”, escreveu Trump. A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos para consolidar os entendimentos alcançados após a assinatura, na quarta, de um memorando de entendimento entre EUA e Irã. Apesar do avanço diplomático, Israel voltou a realizar ataques no Líbano nesta quinta. O país mantém uma campanha militar contra posições atribuídas ao Hezbollah no sul do território libanês e nos arredores de Beirute. A continuidade das operações militares é vista como um potencial fator de instabilidade para o processo de implementação do acordo entre Washington e Teerã. As ações israelenses também geraram críticas dentro do governo americano. Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal The New York Times, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, acusou Israel de demonstrar um “pânico estranho” e uma “reação exagerada” ao entendimento firmado entre Washington e Teerã. Os governos dos EUA e do Irã divulgaram na quarta-feira os principais termos do acordo, que incluem a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, além do compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares. O tráfego marítimo pelo estreito começou a ser retomado nesta quinta, após os EUA suspenderem restrições a embarcações com escala em portos iranianos.
em 18/06/26 06:37 pm

Como a LGPD redesenhou a arquitetura de IA empresarial e por que governança internacional virou requisito


A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aprovou, em 24 de dezembro de 2025, por meio das Resoluções CD/ANPD 30/2025 e 31/2025, o Mapa de Temas Prioritários para o biênio 2026-2027. Inteligência artificial figura como um dos quatro eixos centrais de fiscalização, ao lado de proteção de crianças e adolescentes, dados biométricos e tratamento de dados pelo poder público. A agenda regulatória prevê 20 ações de fiscalização específicas para sistemas de IA ao longo de 2027. A decisão acontece em paralelo à tramitação do Projeto de Lei 2.338/2023 na Câmara dos Deputados, que estabelece o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil. Aprovado pelo Senado em dezembro de 2024, o texto aguarda votação final da Câmara, com previsão de aprovação ao longo de 2026. Mesmo antes da nova lei entrar em vigor, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) já disciplina o uso corporativo de IA por meio de três dispositivos centrais: o artigo 6º (princípios de transparência e finalidade), o artigo 20 (direito à revisão de decisões automatizadas) e o artigo 37 (Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais para tratamentos de risco elevado). Multas previstas pela LGPD podem chegar a 2% do faturamento bruto da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração. Em paralelo, o Gartner projeta que mais de 80% das empresas terão utilizado APIs ou modelos de IA generativa em algum nível até o final de 2026. Em 2025, segundo dados públicos da própria ANPD, a autoridade recebeu 395 comunicações de incidentes de segurança da informação. A combinação produz pressão regulatória crescente sobre empresas que adotaram IA sem desenhar arquitetura de governança no início do projeto. Para Carlos Guerra Jr., consultor de negócios e fundador da Omni-Inbox.AI, plataforma brasileira sediada em Delaware que reúne dez agentes autônomos especializados de IA orquestrados pelo Brain AI, a transição regulatória redesenha o desenho técnico que empresas brasileiras precisam adotar. "O que era discussão jurídica virou decisão de arquitetura. A empresa que adotou IA como camada solta sobre ferramentas legadas, em 2024, está descobrindo em 2026 que o problema não é jurídico, é estrutural. Não dá para auditar o que não foi desenhado para ser auditável." A arquitetura que a Omni-Inbox.AI cunhou como "Möbius-Native", batizada a partir da metáfora geométrica da fita de Möbius, em que o fim e o início se tocam, parte do princípio de que o contexto operacional flui em loop contínuo entre os agentes especializados, sem transferência manual de dados entre módulos. Para o público corporativo brasileiro, o desenho responde a uma demanda regulatória específica: tratamento de dados em ambiente controlado, com rastreabilidade integrada e princípio de privacy by design instalado na camada arquitetural, não acoplado posteriormente. "Muita ferramenta brasileira é uma casca que envia o dado do cliente para fora. A Omni-Inbox.AI foi construída com arquitetura nativa, em que o dado é processado em ambiente controlado e a segurança está na primeira linha de código. Não é discurso. É auditável. E auditável é o que o regulador vai cobrar a partir de 2027." A sede em Delaware, segundo Carlos Guerra Jr., não é decisão financeira nem jurisdicional simples. Está alinhada à exigência crescente de empresas brasileiras que precisam operar com governança comparável à de fornecedores internacionais de tecnologia, especialmente em setores regulados como finanças, saúde e educação. "Empresa brasileira de porte médio que contrata um CRM americano em 2026 não negocia o nível de compliance, aceita o que vem. Quando a alternativa é uma plataforma brasileira com governança equivalente, a conta muda. Sede em Delaware não é vaidade societária. É pré-requisito de mesa de negociação com cliente corporativo." O conceito de privacy by design, explicitamente reforçado em notas técnicas recentes da ANPD (Notas Técnicas 1/2026 e 5/2025), exige que a proteção de dados seja considerada no desenho arquitetural da solução, não como camada de revisão posterior. Em sistemas de IA classificados como de alto risco pelo PL 2.338/2023, está prevista a obrigação adicional de realização de Avaliação de Impacto Algorítmico (AIA), documento equivalente ao Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (RIPD) da LGPD, mas focado em IA. Empresas que já operam com maturidade em LGPD partem com base estruturada para responder à nova camada. "O que separa a empresa que vai responder à fiscalização da empresa que vai pagar a multa não é a quantidade de IA contratada. É a coerência entre a arquitetura instalada e o que o regulador vai pedir para auditar. Empresa com IA em puxadinhos digitais não tem como auditar nada. Empresa com arquitetura nativa, sim." Para o ecossistema brasileiro de software corporativo, o efeito agregado da virada regulatória abre janela competitiva específica para plataformas desenhadas com governança nativa. Plataformas legadas que precisam adicionar camadas de auditabilidade enfrentam custo estrutural alto. Plataformas Möbius-Native, ou desenhos equivalentes em que o dado nunca sai do ambiente controlado, partem da posição contrária: a auditabilidade já está instalada. "A discussão sobre IA empresarial no Brasil acabou de mudar de tema. Saiu de qual ferramenta usar e foi para qual arquitetura instalar. Quem entender essa virada agora chega em 2027 com vantagem. Quem esperar a primeira multa chega tarde." Para Carlos Guerra Jr., a empresa brasileira que adota IA em 2026 escolhe, sem perceber, em qual lado da curva regulatória vai estar nos próximos cinco anos.
em 18/06/26 06:32 pm

O dilema do CEO brasileiro: comprar inteligência artificial ou construir dentro de casa


Toda semana, em alguma reunião de conselho no Brasil, um presidente de empresa precisa responder à mesma pergunta: o que estamos fazendo em inteligência artificial. A pergunta é legítima. O problema, na avaliação de quem acompanha essas decisões de perto, é a velocidade com que ela se transforma em decisão de compra antes de virar decisão de negócio. Guilherme Friol, fundador da Vircos, empresa que opera infraestrutura de IA para organizações, observa esse padrão se repetir. Para ele, o problema não está na falta de tecnologia disponível, mas na ordem em que as escolhas são feitas. Na maioria das vezes, diz, a empresa decide o que vai comprar antes de entender o que precisa resolver. O erro, na leitura dele, aparece de três formas, que se repetem independentemente do tamanho da companhia. A primeira é a adoção pela adoção. A empresa adota uma ferramenta de IA porque o concorrente adotou, ou porque o conselho espera ouvir a palavra na próxima apresentação. Guilherme Friol relata já ter participado de conversas em que a motivação foi admitida de forma direta: "Tinha cliente comprando inteligência artificial porque o conselho esperava ouvir aquela palavra. Não havia um problema definido por trás, havia uma expectativa a cumprir." Quando a motivação é essa, avalia ele, a tecnologia entra como encenação, e encenação não gera resultado. A segunda forma é confundir parecer com funcionar. Uma demonstração de IA convence em minutos, pondera o empresário, mas colocar a mesma solução para operar em produção, com os dados reais da empresa e sob a pressão do dia a dia, é o que separa a promessa do resultado. Boa parte das frustrações com IA, na experiência dele, não vem de tecnologia ruim, e sim da distância entre o que pareceu pronto na apresentação e o que de fato funcionou quando precisou rodar. É uma ideia que ele costuma resumir numa frase: "Parecer é rápido. Funcionar é outra conversa." A terceira é tratar, comprar e construir como se fossem a mesma decisão, tomada em momentos diferentes. Para Guilherme Friol, não são. São decisões de natureza distinta, e o requisito que separa uma da outra não é o preço, é o grau em que aquela capacidade é central para o que a empresa faz. É nesse ponto que ele oferece o requisito que diz usar para orientar quem precisa decidir. Se a capacidade de IA é periférica ao negócio, algo que apoia uma função de suporte, comprar pronto costuma ser a escolha certa, porque não faz sentido construir o que o mercado já entrega bem. Mas se a capacidade é central, se toca o que diferencia a empresa dos concorrentes ou os dados que ela não pode entregar a terceiros, então construir, ou ao menos operar com arquitetura própria, deixa de ser luxo e vira condição de soberania sobre o próprio negócio. É uma decisão de dono, e não de orçamento, na síntese dele. A pergunta certa não seria quanto custa, mas o que acontece com a empresa se essa capacidade ficar nas mãos de outro, em outro país, sob outra jurisdição. Quando a resposta é desconfortável, avalia, a empresa já sabe de que lado da decisão está, mesmo que ainda não tenha admitido. A própria Vircos, segundo o fundador, existe nesse ponto da decisão: opera a infraestrutura de IA de organizações que concluíram que essa capacidade era central demais para terceirizar por completo. Ele faz a ressalva de que não é o caso de toda empresa, nem defende que seja. O que defende é a ordem da decisão: primeiro o problema, depois o requisito de centralidade, e só então a escolha entre comprar e construir. Quando essa ordem se inverte, diz, a empresa compra rápido e descobre devagar que resolveu a pergunta errada. Para Guilherme Friol, o Brasil deve passar os próximos anos cheio de anúncios de estratégia de IA. Alguns vão sustentar resultado, outros vão envelhecer como encenação cara. A diferença entre os dois grupos, na visão dele, não estará na sofisticação da tecnologia escolhida, mas na qualidade da decisão que veio antes dela, uma decisão que continua sendo, como sempre foi, responsabilidade de quem dirige a empresa.
em 18/06/26 06:26 pm

Ouro recua com sinalização de alta de juros pelo Fed


Os preços dos contratos futuros do ouro fecharam em queda, após o Federal Reserve (Fed) sinalizar que o próximo movimento dos juros pode ser uma alta, cenário que reduz a atratividade do metal precioso, por não oferecer rendimento. A queda nos preços do petróleo, após o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã entrar em vigor, ficou em segundo plano. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou em queda de 3,09%, a US$ 4.381,4 por onça-troy. O Fed manteve as taxas de juros inalteradas, removeu a referência a ajustes adicionais e abandonou a perspectiva de afrouxamento monetário no comunicado. A taxa mediana dos juros para 2026 subiu para 3,75%, ante 3,375%, com nove dos 18 participantes do comitê de política monetária prevendo um aumento neste ano. “O gráfico de pontos e as declarações de Kevin Warsh em sua primeira coletiva de imprensa surpreenderem os mercados para o lado ‘hawkish’ (propenso ao aperto monetário)”, diz o Commerzbank, em nota. Metade dos membros do comitê agora espera uma alta de juros até o final do ano. “Os mercados reagiram de acordo e reforçaram a convicção em uma visão de política monetária mais restritiva.” Chris Ratcliffe/Bloomberg
em 18/06/26 06:19 pm

Augusto Lima pagou ingressos de show da Taylor Swift para parentes de Jaques Wagner nos EUA e SP


Augusto Lima, controlador do Banco Pleno, liquidado pelo BC Reprodução/O Globo O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, pagou ingressos para dois shows da cantora americana Taylor Swift para familiares do senador Jaques Wagner nos Estados Unidos e em São Paulo. A informação foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do Globo. Segundo as investigações, um dos shows foi realizado em agosto de 2023, em Los Angeles e os ingressos teriam sido comprados por meio da Reag, no valor de R$ 63.339. As informações sobre os pagamentos dos shows constam na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18). A decisão não cita o nome da artista norte-americana. Wagner e Lima estão entre os alvos das medidas de busca e apreensão de bens, valores e documentos. A investigação apura o suposto recebimento de vantagens indevidas pelo senador em troca da atuação dele em favor dos interesses de Lima e do Master. Uma dessas vantagens econômicas indevidas teria sido o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor. A representação não especifica qual cantora teria se apresentado, mas afirma que o show teria sido realizado em Los Angeles, na Califórnia (EUA), em agosto de 2023. Segundo a PF, Augusto Lima teria orientado sua secretária a adquirir ingressos em favor de familiares de Jaques Wagner. A compra teria sido realizada pela Reag Investimentos, supostamente envolvida nas fraudes do Master. A empresa também é investigada por suposto elo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Além deste ingresso, a investigação identificou que o senador recebeu outros ingresso para a turnê da artista em São Paulo, quando ela se apresentou no estádio Allianz Parque, em novembro de 2025. A autoridade policial relatou diálogos entre Wagner e Lima, em 23 de novembro de 2023, em que o senador questiona sobre os "ingressos de sábado", tendo recebido os arquivos de ingressos para camarote. Posteriormente, o parlamentar teria solicitado a ampliação do número de bilhetes para cinco, ao que Augusto respondeu: "Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs". O recebimento dos ingressos para o show é considerado por Mendonça como uma "questão lateral" envolvendo o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas. O ministro também classifica do mesmo modo o uso gratuito de aeronaves particulares de Lima e do Master pelo senador. De acordo com a decisão, a aeronave teria sido utilizada em ao menos duas ocasiões: para transportar familiares do senador de Salvador até a Ilha da Paixão, de propriedade de Lima, e para Wagner ir ao Rio de Janeiro. Entre as vantagens econômicas indevidas principais estariam a compra de um apartamento por R$ 2,45 milhões em Salvador e pagamentos e repasses à BN Financeira e outras empresas ligadas à família do senador. Os pagamentos teriam sido feitos por meio de uma empresa da esposa de seu enteado. A PF também relata indícios de atuação parlamentar de Wagner em temas de interesse do Master no Congresso. Em entrevista à BandNews nesta tarde, o senador negou ter recebido vantagens indevidas de Vorcaro, com quem afirma ter se encontrado somente em duas ocasiões. Ele também afirmou que o apartamento estava sendo adquirido para sua filha, mas o empreendimento ainda estava em construção. Por isso, relatou, pediu ao empresário Augusto Lima, que foi sócio do Banco Master, que realizasse a compra inicialmente, com o compromisso de que ele próprio recompraria o imóvel posteriormente. Sobre o dinheiro apreendido, Wagner disse que o recurso tem origem regular e foi recebido coo diárias em viagens realizadas no exercício do mandato. Ao comentar a operação, o senador afirmou respeitar a atuação das instituições responsáveis pela investigação, apesar de considerar desproporcional a medida adotada contra ele. “Pessoas com muitos mais milhões não tiveram busca e apreensão, mas respeito a Polícia Federal e o ministro André Mendonça”, disse. Os advogados de Augusto Lima afirmaram que as medidas realizadas nesta quinta-feira eram "desnecessárias" já que o empresário estaria à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos. No comunicado, a defesa diz que os fatos relacionados a Lima são "rigorosamente lícitos". "Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz a nota assinada por Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello. Operação Compliance Zero A PF deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master. Esse desdobramento da operação apura suspeitas de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o petista. Ao todo, policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo minstro André Mendonça, nos Estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Também estão sendo cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre os investigados e suspensão de passaporte. É a primeira vez que a operação mira um nome do alto escalão de governos petistas e que é próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além dele, a PF já fez buscas contra o senador e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro Ciro Nogueira (PP-PI) e também contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
em 18/06/26 06:16 pm

Após IPO recorde, SpaceX se prepara para emissão de títulos de pelo menos US$ 20 bilhões


Bancos contratados pela SpaceX, de Elon Musk, estão se preparando para realizar teleconferências com investidores já na próxima semana para discutir uma possível oferta de títulos após a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) recorde da empresa na semana passada, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto. Espera-se que os títulos sejam de pelo menos US$ 20 bilhões, e as teleconferências podem começar na segunda-feira (22), disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque não estão autorizadas a falar publicamente. Os planos e o cronograma podem mudar, disseram elas. O conglomerado de foguetes, satélites e IA de Musk planeja emitir títulos em dólares com grau de investimento pela primeira vez. Os recursos da emissão de títulos refinanciariam um empréstimo-ponte temporário de US$ 20 bilhões com vencimento em setembro de 2027. O empréstimo-ponte representa a maior parte da dívida de longo prazo da SpaceX, que totalizava US$ 29,1 bilhões em 31 de março, segundo o documento apresentado pela empresa à Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA). Bank of America Corp., Citigroup Inc., J.P. Morgan Chase & Co., Goldman Sachs Group Inc. e Morgan Stanley forneceram o financiamento-ponte e devem conduzir a operação, disseram as fontes. SpaceX e Bank of America não responderam aos pedidos de comentários. Citigroup, Goldman Sachs, J.P. Morgan e Morgan Stanley se recusaram a comentar. A histórica oferta pública inicial (IPO) da SpaceX transformou a startup em uma das empresas de capital aberto mais valiosas do mundo e seu fundador no primeiro trilionário do planeta. A adoção da IA ​​pela empresa com a aquisição da xAI de Musk em fevereiro transformou a abertura de capital em uma espécie de referendo sobre as perspectivas de IPO de concorrentes como a Anthropic e a OpenAI, ambas com planos de IPO ainda este ano. A empresa informou aos investidores que obteve classificações de grau de investimento de três importantes agências de classificação de risco, abrindo caminho para empréstimos mais baratos enquanto continua a captar recursos após o IPO. Musk tem utilizado amplamente os mercados de dívida para comprar ou expandir seus negócios, garantindo bilhões em compromissos bancários e estruturando financiamentos complexos. Mas nem tudo foram flores. A aquisição da rede social Twitter, atual X, em 2022 deixou a empresa com cerca de US$ 12,5 bilhões em empréstimos, criando um notório atoleiro de dívidas pendentes para os bancos de Wall Street, que inicialmente não conseguiam vendê-las aos investidores. Eles finalmente conseguiram fazê-lo no ano passado. “A empresa provavelmente desejará estabelecer um histórico nos mercados de dívida em breve”, disse o analista da CreditSight, Matt Woodruff, antes da potencial emissão de títulos. “Eles precisarão de dinheiro no futuro para despesas de capital; então, sob esta perspectiva, quanto antes, melhor”, afirmou. Em seu relatório, a SpaceX afirmou que as despesas de capital aumentarão “substancialmente” no futuro e que planeja usar “uma gama de soluções de financiamento de dívida e capital próprio” para financiar investimentos futuros. A SpaceX teve um prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões sobre uma receita de US$ 4,69 bilhões no primeiro trimestre deste ano, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 528 milhões sobre uma receita de cerca de US$ 4 bilhões um ano antes. Mas a empresa possui alguns contratos importantes que gerarão receita futura, incluindo um acordo com o Google, da Alphabet Inc., que concordou em pagar à SpaceX US$ 30 bilhões por poder computacional em um contrato de serviços em nuvem que se estende até meados de 2029. A empresa também possui um contrato de aproximadamente US$ 45 bilhões com a Anthropic pelos próximos três anos.
em 18/06/26 06:14 pm

Khamenei diz que aprovou acordo com os EUA, apesar de ter ‘posição diferente’


O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse nesta quinta-feira (18), em publicações nas redes sociais, que autorizou o memorando de entendimento assinado pelos presidentes do Irã e dos Estados Unidos, apesar de ter uma posição diferente. A autorização, segundo Khamenei, ocorreu após ele ter recebido garantias do presidente Masoud Pezeshkian e de outras autoridades de alto escalão de que os direitos da República Islâmica e os interesses do "Eixo de Resistência", grupo que se opõe à liderança dos EUA e de Israel, seriam preservados. Em uma mensagem escrita à nação iraniana, Khamenei afirmou que Pezeshkian, na condição de chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, assumiu a responsabilidade de garantir que o acordo proteja os interesses do país persa e se comprometeu a não ceder caso Washington apresente o que ele descreveu como exigências excessivas. Initial plugin text “Como vocês já sabem, foi assinado um memorando de entendimento entre os presidentes do Irã e dos Estados Unidos. No processo que levou a esta etapa, as autoridades, movidas pela preocupação e pela boa-fé, fizeram amplos esforços — e, evidentemente, foi o presidente americano quem, por desespero, recorreu a todos os tipos de instrumentos para que isso acontecesse”, escreveu o líder supremo em uma das postagens no X. Khamenei acrescentou que futuras negociações presenciais com os Estados Unidos não significarão aceitar "a posição do inimigo" e que “o estimado presidente afirmou que, se o lado americano tentar extrapolar os limites, eles não cederão”.
em 18/06/26 06:09 pm

Entidades empresariais lançam ‘carta compromisso’ aos candidatos contra o mercado ilegal


Um conjunto de 12 entidades empresariais lançou uma carta compromisso aos candidatos da eleição de 2026 contra o mercado ilegal de bens e mercadorias. A iniciativa, puxada pelo Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro, traz recomendações que vão desde a defesa de uma política tributária equilibrada e da propriedade intelectual, até o combate ao crime organizado e à pirataria. O documento foi lançado durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quinta-feira (18). A carta destaca que, em 2025, as perdas com o mercado ilegal (contrabando, falsificação, pirataria, fraudes e evasão fiscal) no Brasil alcançaram R$ 473 bilhões, segundo dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). “Queremos aqui reafirmar nosso compromisso em defesa dos interesses nacionais e na luta contra toda a forma de ilegalidade”, diz o comunicado. Durante o evento, o assessor especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Cassio Augusto Muniz Borges afirmou que o tema tem feito com que o setor empresarial tenha se sentido obrigado a assumir papéis típicos e próprios do Estado. “Sondagem feita no fim do ano passado mostra que cerca de 80% do empresariado aponta que esse novo custo, no modo de proteção privada, tem onerado demasiadamente o processo produtivo a ponto de ser identificado como mais um elemento do Custo Brasil”, disse, citando um prejuízo anual de R$ 107 bilhões. Na mesma ocasião, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) citou perdas anuais de R$ 179,2 bilhões para o mercado ilegal, considerando as vendas formais que deixam de ser feitas. O valor considera os segmentos de combustíveis (R$ 100 bilhões), vestuários (R$ 30,6 bilhões), eletroeletrônicos (R$ 28,1 bilhões) e farmácia (R$ 20,2 bilhões). A instituição também cita outros R$ 74,8 bilhões de evasão fiscal associada. Neste contexto, as recomendações da carta se fundamentam em dois postulados básicos. O primeiro é a defesa da legalidade, em benefício do consumidor e da leal concorrência, com um programa efetivo, que incorpore também a segurança pública, integrando a administração pública por meio de ações coordenadas envolvendo a União e os demais entes federativos. O segundo é o estímulo ao desenvolvimento econômico por meio de incentivos para a maior formalização das atividades econômicas, o empreendedorismo, inovação, a simplificação e equilíbrio do sistema tributário em todos os níveis. Neste item também é citado o aperfeiçoamento da gestão pública, “obedecendo as melhores práticas de governança existentes”. O documento é assinado por: Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP); Associação Brasileira Indústria de Brinquedos (Abrinq); Associação Brasileira da Indústria de Higiene, Perfumes e Cosméticos (Abihpec); Associação Brasileira da Indústria Textil (Abit); Associação Brasileira da Indústria de Bebidas (Abrabe); Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABDD); Associação dos Distribuidores e Importadores de Perfumes, Cosméticos e Similares (Adipec); Associação Pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice); Associação Brasileira da TV por Assinatura (ABTA); Grupo de Proteção à Marca (BPG); Instituto Brasileiro de Defesa da Competitividade e Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO). Documento foi lançado durante o seminário “Brasil Legal”, realizado na sede da Fiesp nesta quinta-feira Everton Amaro/Fiesp
em 18/06/26 06:03 pm

Mobilidade urbana amplia demanda por conectividade


A transformação digital das cidades tem ampliado a dependência de conectividade em serviços usados durante o deslocamento urbano. Pagamentos por aproximação em transporte público, desbloqueio de bicicletas e patinetes compartilhados, aplicativos de navegação, consumo de mídia e autenticações digitais em tempo real são exemplos de jornadas que dependem da disponibilidade de rede fora dos ambientes fixos. Esse movimento ocorre em um contexto em que políticas públicas e estudos setoriais tratam a conectividade como componente relevante da urbanização digital. A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, publicada no portal Gov.br, inclui entre seus objetivos a integração da transformação digital ao desenvolvimento urbano e o acesso equitativo à internet de qualidade. Nesse cenário, empresas de telecomunicações e tecnologia, como a Play Tecnologia, acompanham a ampliação da demanda por modelos capazes de integrar conectividade móvel a ecossistemas digitais de serviços. Conectividade passa a integrar a experiência urbana Com a expansão de serviços digitais em mobilidade, pagamentos e consumo de conteúdo, a experiência do usuário deixa de depender apenas do aplicativo e passa a incluir também fatores como disponibilidade de rede, troca entre conexões e continuidade de acesso durante deslocamentos. Em operações baseadas em smartphone, falhas de autenticação, lentidão em transações e interrupções de conexão podem afetar a conclusão da jornada digital. A série pública The State of Mobile Internet Connectivity 2025, da GSMA, reúne dados e análises sobre adoção da internet móvel, barreiras de uso e oportunidades de inclusão digital. A entidade destaca que a conectividade móvel não depende apenas da ampliação de cobertura, mas também da capacidade de as pessoas utilizarem a internet para atender às suas necessidades em diferentes contextos. MVNOs entram na discussão sobre controle da experiência Nesse ambiente, Operadoras Móveis Virtuais, conhecidas como MVNOs, passam a ser consideradas por empresas que buscam integrar conectividade móvel às suas próprias jornadas de serviço. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) define a MVNO como uma operação que presta Serviço Móvel Pessoal por meio de rede virtual, utilizando compartilhamento de rede com uma prestadora de origem. Para marcas com operação em mobilidade, varejo, serviços financeiros ou redes de atendimento distribuídas, esse modelo pode permitir que a conectividade seja tratada como parte do ecossistema de relacionamento com o cliente, e não apenas como um serviço externo à jornada. Visão da Play Tecnologia Segundo Ilber Ragno, CEO da Play Tecnologia, a conectividade móvel passou a ocupar papel mais direto na experiência do usuário em serviços digitais urbanos. "Quando uma transação depende do smartphone, a conectividade deixa de ser um elemento periférico e passa a fazer parte da jornada. Em pagamentos, mobilidade e autenticação, a continuidade de rede influencia a experiência operacional do serviço", afirma. A Play Tecnologia atua com estrutura white-label para empresas que desejam lançar operações móveis virtuais e integrar telefonia móvel aos seus ecossistemas. A empresa informa que sua plataforma apoia projetos com conectividade, gestão operacional e recursos voltados à implantação de MVNOs conforme o perfil de cada parceiro. Operações urbanas exigem integração entre rede e serviço Serviços digitais em trânsito envolvem diferentes pontos de contato: aplicativo, autenticação, pagamento, geolocalização, comunicação com o usuário e suporte. Em ambientes urbanos, esses pontos podem ocorrer durante deslocamentos entre casa, trabalho, transporte, comércio e espaços públicos. Para Ilber Ragno, esse cenário exige planejamento da conectividade como parte do desenho da operação. "Empresas que dependem de jornadas digitais em movimento precisam avaliar como a conectividade será entregue, monitorada e integrada ao serviço. O ponto não é apenas ter acesso móvel, mas organizar a operação para reduzir falhas de uso em momentos críticos", diz. Conformidade regulatória no modelo MVNO No Brasil, as operações móveis virtuais seguem regras e procedimentos vinculados à Agência Nacional de Telecomunicações. A página oficial da Anatel sobre MVNOs descreve modalidades como Autorizada de Rede Virtual e Credenciada de Rede Virtual, com diferentes formas de atuação dentro do Serviço Móvel Pessoal. A Play Tecnologia informa que suas operações e estruturas voltadas a MVNO seguem os procedimentos aplicáveis ao setor e são desenhadas para apoiar empresas que buscam integrar conectividade móvel a seus modelos de negócio em conformidade com as exigências regulatórias brasileiras. Sobre a Play Tecnologia A Play Tecnologia é especializada no desenvolvimento e gestão de infraestrutura para Operadoras Móveis Virtuais. A empresa atua como parceira tecnológica de negócios que buscam integrar telefonia móvel aos seus ecossistemas, com soluções white-label voltadas à conectividade, operação e escala. Em conformidade com as normas aplicáveis ao setor, a Play Tecnologia apoia marcas de diferentes segmentos na estruturação de operações móveis virtuais no Brasil.
em 18/06/26 06:02 pm

Israel matou mais de 1.000 em Gaza desde cessar-fogo de outubro, dizem palestinos


O número de palestinos mortos por disparos israelenses em Gaza ultrapassou 1.000 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro passado, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta quinta-feira (18), enquanto pelo menos quatro pessoas foram mortas nos ataques mais recentes. Médicos informaram que um ataque israelense atingiu um veículo na principal avenida Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza, matando três pessoas. A violência continua apesar de uma nova tentativa de trégua promovida pelos mediadores. O Exército israelense afirmou que o alvo eram militantes do Hamas. Mais tarde, nesta quinta, forças israelenses que operavam na região central de Gaza mataram uma pessoa, segundo médicos. As Forças Armadas de Israel não comentaram imediatamente o incidente. Incluindo o episódio mais recente, o número de palestinos mortos desde a trégua de outubro de 2025, negociada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a 1.009, segundo o Ministério da Saúde. Israel afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes palestinos no mesmo período. O governo israelense sustenta que seus ataques têm como objetivo impedir ações iminentes do Hamas e de outros grupos armados. O Hamas raramente divulga informações sobre a morte de seus combatentes. Israel e Hamas continuam em impasse sobre os próximos passos do plano de Trump para Gaza, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses. Nickolay Mladenov, enviado do Conselho da Paz de Trump para Gaza, realizou nesta semana conversas no Cairo com mediadores do Egito, Catar e Turquia, depois que o Hamas e outras facções palestinas apresentaram sua resposta ao chamado plano proposto por ele, segundo duas fontes próximas às negociações. Na quarta, disseram as fontes à Reuters, Mladenov entregou ao Hamas e às demais facções uma versão revisada do plano, abordando algumas de suas preocupações, mas preservando as “linhas vermelhas centrais” da proposta de Trump. As fontes não forneceram mais detalhes. Um dirigente do Hamas confirmou à Reuters que o documento está sendo analisado. As tropas israelenses ainda controlam mais de 60% do território de Gaza, onde ordenaram a retirada dos moradores e destruíram os edifícios remanescentes. Quase toda a população de 2 milhões de pessoas — a maioria deslocada diversas vezes durante o conflito — vive agora em uma estreita faixa de terra ao longo da costa, principalmente em tendas improvisadas ou edifícios danificados, sob controle do Hamas.
em 18/06/26 06:01 pm

Lula aguarda defesa de Jaques Wagner antes de decidir sobre liderança


Ainda sem agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá passar o dia no Palácio da Alvorada, ouvindo aliados e acompanhando a repercussão da operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (18), que teve como alvo o líder do governo no Senado e seu amigo próximo há mais de 40 anos, Jaques Wagner (PT-BA). Enquanto aliados medem os danos à pré-campanha de Lula à reeleição, o presidente não irá se manifestar publicamente sobre o fato, nem deverá afastar Wagner da liderança, se for o caso, antes que o aliado vá a público se defender. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 05:52 pm

Sintomas ignorados atrasam diagnóstico da endometriose


A crença de que a dor menstrual intensa faz parte da rotina feminina contribui para o atraso no diagnóstico da endometriose, condição frequentemente subdiagnosticada, segundo publicação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Dados divulgados pelo Jornal da USP estimam que a doença atinja entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. De acordo com estudo publicado no periódico científico Revista Foco, a endometriose é uma condição ginecológica de difícil diagnóstico, com impactos na saúde física, emocional e social das mulheres. A publicação também indica que a apresentação variável dos sintomas está entre os desafios clínicos relacionados à identificação da doença. O Dr. Victor Rodrigues, médico e cirurgião pélvico, aponta que os sintomas mais frequentes da endometriose são dor pélvica crônica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais que coincidem com o período menstrual — como dor para evacuar, diarreia ou constipação —, dor lombar que irradia para membros inferiores e piora durante a menstruação, sintomas urinários e dificuldade para engravidar. "Esses sintomas costumam ser ignorados ou confundidos com outros problemas de saúde. Muitas pacientes passam anos sendo tratadas com outros diagnósticos, como síndrome do intestino irritável, problemas urinários, lombalgia comum ou apenas 'alterações hormonais', sem investigação adequada da endometriose", comenta o médico. O especialista esclarece que é considerada normal, a cólica menstrual leve, que não interfere nas atividades diárias e melhora com medidas simples, como uso de analgésicos comuns. "Dor intensa, de piora progressiva e/ou incapacitante, levando a falta no trabalho, dificuldade para realizar atividades do dia a dia ou necessidade frequente de medicamentos fortes são sinais para investigação". Conforme acrescenta o Dr. Victor Rodrigues, dores que começam antes da menstruação e se prolongam por vários dias, associadas a sintomas intestinais, urinários ou dor durante as relações sexuais, merecem investigação especializada. "A dor nunca deve ser normalizada quando compromete a qualidade de vida da mulher". O médico alerta que o diagnóstico tardio impacta negativamente em diferentes aspectos na vida da mulher. Do ponto de vista físico, a doença pode evoluir causando inflamação crônica, aderências, comprometimento intestinal, urinário e dor persistente. "Emocionalmente, muitas pacientes enfrentam ansiedade, exaustão e sensação de invalidação após anos ouvindo que a dor era normal". Segundo o especialista, a endometriose pode afetar a fertilidade, principalmente quando compromete ovários, trompas ou provoca alterações inflamatórias importantes na pelve. "Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de controle da doença e preservação da qualidade de vida". A doença é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, podendo atingir estruturas como ovários, peritônio — tecido que reveste internamente a cavidade abdominal — e região retovaginal, segundo artigo da SciELO Brasil. A análise destaca que o diagnóstico pode ser indicado por avaliação dos sintomas da paciente e por exames físicos, laboratoriais e de imagem. Complexidade e tratamento cirúrgico De acordo com o Dr. Victor Rodrigues, a doença passa a ser considerada um caso mais complexo quando há endometriose profunda, ou seja, lesões que infiltram estruturas além da superfície do peritônio. Segundo ele, outras situações consideradas graves ocorrem quando a doença atinge intestino, bexiga, ureteres, ligamentos pélvicos, nervos da pelve e, em casos mais raros, regiões fora da cavidade pélvica. "São pacientes que frequentemente apresentam dor intensa, alterações funcionais importantes e necessidade de planejamento cirúrgico detalhado. A cirurgia costuma ser indicada quando há falha do tratamento clínico, dor persistente, comprometimento de outros órgãos, infertilidade associada ou suspeita de endometriose profunda", afirma o especialista. O cirurgião pélvico ressalta que atualmente a abordagem minimamente invasiva, principalmente por videolaparoscopia, permite tratar a doença com maior precisão, melhor visualização anatômica e menor trauma cirúrgico. "Isso geralmente proporciona recuperação mais rápida, menor tempo de internação, menos dor pós-operatória, retorno precoce às atividades habituais e melhores resultados funcionais quando o procedimento é bem planejado". Para o especialista, a principal orientação para mulheres que convivem há anos com dores intensas é não normalizar a dor e buscar avaliação especializada precocemente. Isso pode evitar sofrimento prolongado, reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida. "Escutar o próprio corpo e buscar investigação adequada é fundamental. Muitas mulheres convivem durante anos com sintomas importantes, acreditando que fazem parte da rotina feminina, quando, na verdade, podem estar diante de uma doença progressiva", alerta o médico. Um estudo publicado no periódico científico Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences reforça que o manejo ideal da endometriose exige um olhar integrado. Os pesquisadores apontam que, por ser uma condição inflamatória crônica e complexa, o sucesso no controle das dores crônicas e a recuperação da qualidade de vida das pacientes dependem diretamente de uma abordagem multidisciplinar, que combine o tratamento clínico especializado a estratégias de cuidado global com a saúde. Para mais informações, basta acessar o site oficial do Dr. Victor Rodrigues: https://drvictorrodrigues.com.br/
em 18/06/26 05:51 pm

BB amplia atuação em sociobioeconomia, com objetivo de levar crédito a 12 mil famílias


O Banco do Brasil realiza, nesta semana, em Brasília, a Formação dos Agentes da Sociobioeconomia, reunindo cerca de 140 participantes na agenda que integra crédito, sustentabilidade e desenvolvimento territorial. A ação visa ampliar o acesso a financiamento para até 12 mil famílias, com potencial de viabilizar aproximadamente R$ 420 milhões em novas operações. Segundo o BB, a iniciativa contempla a capacitação de agentes de crédito com atuação em biomas estratégicos como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. O foco está em promover crédito com propósito, direcionado a cadeias produtivas que integram geração de renda, conservação ambiental e inclusão produtiva. A oficina foi criada em parceria com instituições como BID, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Conexsus. O Banco do Brasil ficou com R$ 1,5 bilhão dos recursos no 4º leilão do Eco Invest, que tem foco em projetos de sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal. O leilão contém exigência de que ao menos 10% sejam destinados para projetos de sociobioeconomia. “Certamente, vamos aplicar bem mais que isso. Já temos uma carteira de sociobioeconomia de R$ 3 bilhões, com impacto positivo para cerca de 150 mil pessoas, a grande maioria na região amazônica. Esse novo leilão vai nos permitir ampliar bastante nossa carteira de sociobioeconomia”, disse, na ocasião, José Ricardo Sasseron, vice-presidente de governo e sustentabilidade do BB.
em 18/06/26 05:43 pm

Casa Branca envia texto do acordo provisório com o Irã ao Congresso


A Casa Branca enviou nesta quinta-feira ao Congresso dos Estados Unidos uma cópia do acordo provisório fechado com o Irã, assinado no dia anterior pelo presidente Donald Trump. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 18/06/26 05:43 pm

Instituto Allure expande cuidado multidisciplinar em Marabá


O Instituto Allure, em Marabá (PA), tem ampliado sua atuação como clínica especializada em cuidado integrado voltado à autoestima e saúde capilar, com foco em transplante capilar FUE, tratamentos para queda de cabelo e tecnologias aplicadas à saúde dos fios, como LED e laser, além de tratamento do lipedema. Com uma proposta multidisciplinar e foco em planejamento individualizado, o instituto reúne atendimento médico, suporte nutricional, estética e enfermagem, além da parceria com uma equipe capacitada de São Paulo para a realização dos procedimentos capilares. A clínica tem o propósito de ser uma referência regional em cuidado estético e funcional. O Dr. João Gilberto Sousa, médico e fundador do Instituto Allure, conta que idealizou criar em Marabá uma estrutura capaz de reunir saúde, tecnologia, estética e acompanhamento multidisciplinar, permitindo que pacientes da região tivessem acesso a tratamentos especializados sem precisar sair do estado ou percorrer grandes distâncias para encontrar esse tipo de atendimento. "Durante minha busca por especialização, passei a conhecer estruturas mais completas, primeiro através da área capilar e, posteriormente, durante minha formação voltada ao tratamento do lipedema. Por ser uma condição que exige uma abordagem multidisciplinar, ficou muito claro para mim o quanto a integração entre medicina, nutrição, enfermagem e estética pode impactar positivamente a jornada e os resultados dos pacientes", detalha. Para o fundador, o Instituto Allure busca se diferenciar na forma como enxerga cada paciente, compreendendo-o integralmente ao considerar aspectos físicos, emocionais e comportamentais que muitas vezes estão diretamente ligados à qualidade de vida e autoestima. "Muitas vezes, a queixa inicial é apenas uma parte de um contexto muito maior, que envolve hábitos, expectativas, autoestima e qualidade de vida. Acreditamos que os melhores resultados acontecem quando diferentes especialidades trabalham juntas, cada uma contribuindo dentro da sua área de conhecimento. Entendemos que cada paciente tem uma história, expectativas e desafios próprios", comenta o médico. Um levantamento feito no Reino Unido aponta que um quarto dos entrevistados relatou que a aparência dos fios abalou sua autoconfiança, enquanto 10% afirmaram que o problema impactou sua saúde mental, gerando quadros depressivos, conforme divulgado pelo O Globo. Ao mesmo tempo, o lipedema é frequentemente subdiagnosticado ou confundido com obesidade e linfedema, pela dificuldade no diagnóstico, pela falta de conhecimento entre profissionais de saúde e pela ausência de biomarcadores específicos, de acordo com a Associação Brasileira de Lipedema (ABL). Abordagem multidisciplinar O Dr. João Gilberto revela que a abordagem multidisciplinar adotada pelo Instituto Allure consiste em uma comunicação constante entre as diferentes áreas. O acompanhamento começa com uma avaliação médica detalhada para compreender, além da queixa principal, o contexto de saúde, os hábitos e os objetivos de cada paciente. A partir disso, são definidos quais profissionais irão participar da jornada deste paciente e quais estratégias fazem mais sentido para o caso. "Ao longo do processo, os profissionais contribuem com diferentes perspectivas. A troca de informações permite identificar necessidades, ajustar condutas e oferecer um cuidado mais próximo. Especialmente em condições crônicas e mudanças de estilo de vida, os melhores resultados surgem quando o paciente entende melhor o próprio corpo, desenvolve autonomia e recebe suporte contínuo para manter sua evolução", destaca. Segundo o fundador do instituto, a equipe investe constantemente em atualização profissional e acompanha as evoluções científicas das áreas de atuação, além de prezar pelo uso de tecnologias e técnicas que contribuam tanto para um diagnóstico mais preciso quanto para um acompanhamento mais eficiente dos pacientes. "Na área capilar, por exemplo, contamos com recursos como a dermatoscopia, que permite uma avaliação detalhada do couro cabeludo, e de ferramentas de avaliação corporal e acompanhamento evolutivo que auxiliam na definição de condutas mais individualizadas e na análise dos resultados ao longo do tratamento", acrescenta o Dr. João Gilberto. Tratamento fora dos grandes centros O médico enfatiza que o sucesso de um tratamento depende da continuidade do cuidado, dos ajustes realizados ao longo da jornada e da proximidade entre paciente e equipe. Ele observa que ter esse acompanhamento mais acessível favorece uma condução mais próxima e individualizada, especialmente em uma sociedade que se preocupa mais com qualidade de vida e associa o cuidado com a autoestima à saúde. "Hoje as pessoas estão mais informadas, entendem melhor o próprio corpo, conhecem mais possibilidades de tratamento e procuram ajuda mais cedo quando algo começa a impactar a saúde, o bem-estar ou a autoestima. As redes sociais e os meios digitais também contribuíram para aproximar informação de pessoas que antes não tinham acesso a esse tipo de conteúdo", avalia o profissional. De acordo com o fundador do Instituto Allure, a clínica se propõe a aproximar esse tipo de cuidado da realidade dos pacientes de Marabá e região, proporcionando acesso à avaliação, tratamento e acompanhamento especializado sem a necessidade de percorrer grandes distâncias. "Isso faz diferença não apenas do ponto de vista financeiro, mas também na adesão ao tratamento e na construção de resultados mais consistentes ao longo do tempo", relata. Para o Dr. João Gilberto, iniciativas como o Instituto Allure contribuem principalmente para ampliar o acesso da população da região a serviços que, geralmente, são encontrados nos grandes centros. "Durante muito tempo, era comum que pacientes precisassem viajar em busca de determinados tratamentos, o que envolvia custos adicionais, deslocamentos frequentes e dificuldades para manter um acompanhamento contínuo", reforça. Para conferir todos os serviços do Instituto Allure, basta acessar: https://drjoaogilbertosousa.com.br/
em 18/06/26 05:43 pm

Inovação e crédito impulsionam expansão de empresas do ecossistema Itaú


Diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo e dinâmico, a relação entre empresas e instituições financeiras vem mudando. O tema ganhou destaque no Web Summit Rio 2026, que discutiu, entre outras agendas, o sistema financeiro como parte da solução para os desafios do empreendedorismo no Brasil. Na análise dos especialistas, mais do que acesso a crédito, empresas em diferentes estágios de desenvolvimento buscam apoio para estruturar estratégias de expansão, acessar novos mercados, gerenciar riscos e identificar oportunidades. Afim de estimar o efeito concreto do relacionamento financeiro no desempenho dos negócios, o Itaú Empresas desenvolveu uma pesquisa em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os resultados revelaram que o apoio consultivo da instituição financeira garante mais fôlego às pequenas e médias empresas: as que contam com auxílio estratégico têm 30% mais chances de permanecer ativas após cinco anos na comparação com não clientes. Além disso, foram registrados impactos significativos, como ampliação de 25% no número de atividades (CNAEs), 70% mais chance de exportar e 50% mais de importar, e um efeito multiplicador relevante: cada R$ 1 concedido em crédito pelo Itaú Empresas gera R$ 1,56 em Produto Interno Bruto (PIB). “Quando o banco entende o momento e a realidade de cada companhia, consegue oferecer a solução certa no tempo correto e evitar que decisões financeiras isoladas comprometam o futuro do negócio. É essa combinação de crédito responsável e acompanhamento próximo que faz a diferença entre sobreviver e prosperar”, analisa Cadu Peyser, diretor de estratégias para PMEs do Itaú Unibanco. Outra pesquisa também executada pela FGV em parceria com o Itaú BBA analisou, por meio dos eixos de expansão, inovação e inserção internacional, a importância de um parceiro financeiro estratégico no desempenho das médias empresas, verificando também o impacto agregado na economia. Os resultados mostraram uma geração de aproximadamente R$ 105 bilhões em PIB por ano, R$ 49 bilhões na renda das famílias e R$ 34 bilhões na arrecadação de impostos a partir do crédito concedido pelo Itaú BBA. Fábio Villa, diretor comercial do Itaú BBA, responsável pelo middle market e corporate e pelos nichos tech e multinacionais Divulgação Outro aspecto relevante apontado na pesquisa foi a maior probabilidade de clientes se abrirem para exportação e importação, com aumentos expressivos em comparação com o período anterior ao início do relacionamento com o banco. Fábio Villa, diretor comercial do Itaú BBA, responsável pelo middle market & corporate e pelos nichos tech e multinacionais, atribui a estatística à inteligência setorial da instituição. Segundo ele, no Brasil, são mais de 90 escritórios proprietários em todas as capitais, além da forte atuação internacional, principalmente na América do Sul. “O banco também oferece como grande valor o networking, ser vindo como um hub de conexões entre os mercados, além do nosso modelo de atendimento, com soluções para apoiar os clientes desde as operações do dia a dia até as mais estratégicas, visando ao crescimento sustentável”, diz. Nesse sentido, os dados do estudo apontaram incremento de 70% nas exportações e 47% nas importações, com elevação de cerca de três pontos percentuais na probabilidade de exportar e de quatro pontos percentuais na de importar. Segundo os especialistas, essa abertura é estratégica para o crescimento e a competitividade, já que geram ampliação de mercados, ganhos em escala e eficiência, acesso à inovação e diversificação de receita. Cadu Peyser, diretor de estratégias para PMEs do Itaú Unibanco Divulgação PERSONALIZAÇÃO EM CADA FASE Nos últimos cinco anos, o banco triplicou sua carteira de crédito destinada a companhias. “Hoje, o Itaú Empresas é reconhecido por seus próprios clientes como um verdadeiro conselheiro de negócios, o que é um marco importante em um setor que historicamente se apoiava em relacionamentos muito mais operacionais”, afirma Peyser. O diferencial da instituição, segundo o executivo, é o ecossistema formado por Itaú Empresas e Itaú BBA, com olhares diferentes para as jornadas das organizações em todos os estágios de crescimento, do empreendedor que está estruturando seu primeiro negócio até o que avança rumo ao mercado de capitais. “Olhando para a capacidade de crescimento das pequenas e médias, criamos um ecossistema completo, cuidando de cada etapa”, diz Villa. O Itaú Empresas atende as pequenas e médias utilizando um modelo consultivo, indiv idualizado e orientado por dados. As médias que possuem maior grau de complexidade nas operações e as grandes empresas estão sob o guarda-chuva do Itaú BBA, que fornece inteligência setorial e regional (presente em mais de 2 mil municípios), apoio à governança, acesso ao mercado de capitais, networking e soluções financeiras equivalentes às concedidas às maiores corporações do país.
em 18/06/26 05:41 pm

DTA e transporte multimodal aumentam eficiência na logística


Com o Brasil batendo recorde de importação e exportação, empresas e operadores logísticos buscam transportar as cargas de maneira mais econômica e ágil. Uma etapa importante nesse processo é a Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA), documento utilizado para permitir o transporte de mercadorias sob controle da alfândega, a partir de portos ou aeroportos até o ponto de conclusão de trânsito, como, por exemplo, um Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (CLIA). "A DTA permite que a carga importada seja transferida entre diferentes recintos alfandegados com suspensão tributária, o que traz mais flexibilidade para o planejamento logístico e operacional das empresas", afirma Rosa Amador, diretora comercial da Samsung SDS, braço de logística e tecnologia da informação (TI) do Grupo Samsung. Em um cenário no qual os fluxos globais estão mais sensíveis a interrupções e custos adicionais, a DTA ajuda a reduzir gargalos portuários e ampliar a eficiência. Rosa Amador destaca a importância da logística multimodal, quando há mais de um meio de transporte envolvido, mesclando modais rodoviário, ferroviário e aéreo. "Ao combinar diferentes modais de transporte de forma estratégica, as empresas conseguem criar rotas mais flexíveis e resilientes, reduzindo a dependência de um único modal ou ponto de operação. Isso permite respostas mais rápidas diante de atrasos portuários, restrições operacionais ou oscilações de capacidade", pontua a executiva. Essa abordagem também é comumente utilizada em meio a eventos climáticos extremos. Um exemplo foi a forte seca na região Norte em 2023, quando a Samsung SDS utilizou rotas rodoviárias alternativas, balsas e cabotagem. "A combinação entre DTA e multimodalidade permite às empresas direcionar mercadorias para recintos alfandegados mais estratégicos, próximos aos centros de distribuição ou plantas produtivas, reduzindo tempo de armazenagem e custos logísticos", explica a diretora comercial da Samsung SDS. Outro ponto importante é a maior flexibilidade operacional, permitindo adequar o modal de transporte conforme prazo, custo ou necessidade da carga. "A Samsung SDS possui licença de DTA para operar em todos os portos e aeroportos do Brasil, por isso atua justamente na construção dessas soluções integradas, estruturando operações multimodais alinhadas às necessidades de cada cliente, com gestão centralizada, visibilidade ponta a ponta e inteligência operacional para otimizar o fluxo das importações", acrescenta. Apesar dos avanços, Rosa Amador avalia que ainda existem desafios importantes relacionados à infraestrutura, integração operacional e burocracia regulatória. Isso ocorre porque a operação multimodal exige alto nível de coordenação entre diferentes agentes logísticos, terminais alfandegados e modais de transporte, o que demanda processos muito bem estruturados e monitoramento constante. "Como operador multimodal e empresa certificada como Operador Econômico Autorizado (OEA), a Samsung SDS investe em plataformas digitais, monitoramento em tempo real e inteligência de dados para ampliar a previsibilidade das operações, otimizar fluxos logísticos e proporcionar maior controle sobre o transporte internacional e doméstico das cargas", detalha Rosa Amador. Para saber mais, basta acessar o site da Samsung SDS: https://www.samsungsds.com/la/index.html
em 18/06/26 05:30 pm

BC acaba com limite diário de R$ 500 do Pix por aproximação


O Banco Central (BC) publicou uma instrução normativa que acaba com o limite diário de R$ 500 em transações por aproximação via Pix, o sistema de pagamentos instantâneos. O texto, publicado na terça-feira (16), altera dispositivos no regulamento anterior, de 30 de agosto de 2024. As novas regras permitem que os usuários alterem os limites diários para a modalidade. O Pix por aproximação permite que o pagamento seja realizado sem que haja a necessidade de abrir o aplicativo do banco. Nessa modalidade, basta o usuário aproximar a carteira digital do smartphone à maquininha para efetuar o pagamento. O procedimento é similar ao feito com os cartões de crédito e débito nas carteiras digitais. O Pix por aproximação está liberado para aparelhos Android, com o Google Pay e Samsung Wallet. O correntista tem que vincular a conta bancária com a carteira digital e habilitar o Pix como forma de pagamento, assim como é feito com cartões de crédito e débito. Não está disponível, no entanto, para iPhones, porque o recurso exige que o aplicativo da carteira digital atue como um Iniciador de Transação de Pagamentos (ITP), modelo que a Apple não adotou. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve se posicionar até o fim do ano a respeito da continuidade de uma investigação de abuso de poder econômico por parte da Apple. O órgão apura se a Apple está ferindo a concorrência ao estabelecer o uso do Apple Pay como única alternativa em sua plataforma de compra de serviços de aplicativo. Segundo a instrução normativa, a funcionalidade para gestão de limites deve incluir a solicitação de aumento e redução do limite diário para transações relativas ao produto Pix automático e o cadastramento de contas ou de usuários recebedores para possibilitar o estabelecimento de limites diários específicos. Pexels
em 18/06/26 05:22 pm

Autoridade sueca recomenda voto contra expansão do sistema de direção autônoma da Tesla na UE


Uma autoridade de transportes da Suécia está recomendando um voto contrário à implementação do software de direção autônoma supervisionada da Tesla, o Full Self-Driving (FSD), em toda a Europa, a menos que a fabricante norte-americana de veículos elétricos desative a capacidade do sistema de exceder os limites legais de velocidade. Em uma carta datada de 30 de abril, obtida por meio de um pedido de liberdade de informação, a Administração Sueca de Transportes (TRV) afirmou que a funcionalidade “Full Self-Driving (Supervised)” da Tesla não deve ser aprovada para as estradas da União Europeia se a permissão para ignorar limites de velocidade não for removida. A carta foi enviada ao Comitê Técnico de Veículos Motorizados (TCMV) da UE, que se reunirá novamente em 30 de junho para discutir o assunto antes de uma votação sobre a introdução da tecnologia no bloco. Leia mais: Senadores dos EUA pedem revisão de dados de segurança de sistema assistência ao motorista da Tesla Waymo, da Alphabet, anuncia ‘recall’ de quase 4 mil robotáxis Tesla apresentou dados enganosos de segurança de sistema de assistência ao motorista a reguladores europeus Embora a Tesla já tenha obtido aprovação para o FSD em alguns países europeus, uma aprovação em toda a UE seria estratégica para impulsionar suas vendas diante da crescente concorrência de fabricantes chinesas. A Tesla, liderada por Elon Musk, não respondeu aos pedidos de comentários. No sistema FSD, os usuários podem configurar um “Speed Offset”, que permite ao veículo exceder os limites estabelecidos por uma margem definida pelo motorista. Em sua correspondência, a Administração Sueca de Transportes argumentou que “permitir que sistemas automatizados excedam sistematicamente os limites legais de velocidade... arrisca minar tanto o quadro jurídico quanto os benefícios de segurança esperados da automação veicular”. O órgão solicitou a remoção da funcionalidade e recomendou que o TCMV vote contra a introdução proposta caso o pedido não seja atendido. Documentos internos analisados indicam que a Agência Sueca de Transportes, responsável pela aprovação nacional, também levantou preocupações com a Tesla e com o regulador holandês, que, por sua vez, aprovou o uso do FSD em abril e apoia a expansão para toda a UE. Um porta-voz da Administração Sueca de Transportes confirmou que a posição sueca permanece inalterada e alinhada com a Agência Sueca de Transportes, indicando que o representante da Suécia no TCMV só votará a favor se a funcionalidade de exceder a velocidade for removida. Outros países nórdicos, como Finlândia e Noruega, também expressaram preocupações, embora Lituânia, Estônia, Dinamarca e Bélgica tenham permitido o FSD recentemente, seguindo o exemplo dos Países Baixos. Para que a aprovação ocorra em toda a UE, é necessária uma maioria qualificada de 15 dos 27 Estados-membros, representando pelo menos 65% da população. Caso a proposta seja rejeitada, a aprovação provisória holandesa expirará após seis meses, e as autorizações nacionais baseadas nela serão retiradas. Michel Euler/AP
em 18/06/26 05:21 pm

Análise: Acordo com os EUA fortalece o Irã e alarma rivais no Oriente Médio


O acordo entre os Estados Unidos e o Irã — o primeiro assinado por um presidente americano e um presidente iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979 — está sendo celebrado por seus apoiadores como o acordo do século. Mas, para os adversários de Teerã em todo o Oriente Médio — de Israel aos países do Golfo e facções no Líbano — ele parece mais uma maldição do século: um acordo que pode deixar o Irã mais seguro, mais legítimo e, em última instância, mais influente. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram o acordo provisório na quarta-feira (17), encerrando uma guerra de três meses. Trump escolheu formalizar o pacto em Versalhes, durante a cúpula do G7 — um cenário amplamente visto como simbólico da reconstrução da ordem internacional após um conflito. O acordo de 14 pontos prolonga o cessar-fogo por 60 dias, incluindo no Líbano, para permitir negociações sobre uma solução permanente e abordar questões como o programa nuclear iraniano. “Para Washington e Teerã, esta é uma grande barganha — o acordo do século, sem possibilidade de retorno”, afirmou o comentarista libanês Sarkis Naoum. “A probabilidade de sucesso supera o risco de fracasso. O Irã não pode suportar mais sofrimento econômico sob sanções, e Trump não tem incentivo para iniciar uma nova guerra.” Acordo é um revés para Israel O analista israelense Danny Citrinowicz descreveu o acordo como uma “catástrofe” estratégica. O que havia sido apresentado como uma campanha conjunta entre EUA e Israel para enfraquecer ou até derrubar a República Islâmica transformou-se, em sua visão, em um reconhecimento americano do Irã. “Fomos para derrubar o regime com apoio dos EUA e terminamos com Washington efetivamente legitimando e fortalecendo o mesmo regime que queríamos derrubar”, disse Citrinowicz, pesquisador sênior sobre o Irã no Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel. Segundo ele, o acordo não atende nenhuma das principais exigências de Israel: não impõe restrições ao programa de mísseis do Irã nem aos seus aliados regionais, tampouco estabelece um caminho claro para o desmantelamento de suas instalações nucleares. Até mesmo a campanha israelense no Líbano foi limitada pela estrutura de cessar-fogo imposta por insistência iraniana. As consequências são tanto políticas quanto estratégicas. O acordo enfraquece a narrativa de Benjamin Netanyahu sobre o Irã e expõe os limites de sua influência junto a um presidente americano considerado próximo de Israel. Citrinowicz afirma que o Irã ganhou margem de manobra e que o acordo corre o risco de consolidar sua posição enquanto aprofunda o isolamento de Israel. “Tudo é ruim”, afirmou de forma direta. “E só vai piorar.” Se o acordo se mantiver, o Irã parece garantir o resultado mais favorável: o fim da guerra, alívio gradual das sanções, retomada das exportações de petróleo e a perspectiva de amplos fundos para reconstrução, além da aceitação implícita de seu sistema político. Washington, por outro lado, fica aquém de objetivos que compartilhava com Israel: derrubar o regime teocrático, desmontar o programa nuclear iraniano e limitar sua influência regional. Em vez de alterar a posição do Irã, o acordo a restaura. Os EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, assassinando o líder supremo de 86 anos, aiatolá Ali Khamenei, e outras figuras importantes nos primeiros dias. O conflito se agravou, causando mais de 7 mil mortes, principalmente no Irã e no Líbano, elevando os preços da energia e aumentando os temores de uma crise alimentar em países em desenvolvimento. Irã ganha vantagem no Líbano Para o Líbano, o acordo desloca o equilíbrio em favor do Irã, reforçando o papel da milícia xiita Hezbollah, apoiada por Teerã, e inserindo o país em uma estrutura mais ampla de negociações entre EUA e Irã, enquanto marginaliza as conversas entre Beirute e Israel. O pacto vincula o Líbano ao cessar-fogo de 60 dias, comprometendo todas as partes a interromper operações em todas as frentes. O presidente libanês Joseph Aoun advertiu na semana passada que o Irã não pode negociar em nome do Líbano em questões como o cessar-fogo e a retirada israelense do sul do país. Entretanto, fontes próximas ao Hezbollah argumentam o contrário: que o eixo EUA-Irã fortalece a posição do Líbano ao elevá-lo para um nível superior de negociação. Na visão delas, Teerã e Washington podem pressionar seus respectivos aliados — Hezbollah e Israel — a alcançar um acordo. A preocupação é ainda maior nos países do Golfo, onde ataques iranianos abalaram a confiança nos tradicionais arranjos de segurança. Os Estados do Golfo emergem como os principais perdedores da guerra — meros espectadores de decisões que remodelaram seu ambiente de segurança e agora obrigados a lidar com as consequências. Israel pode ser um fator de instabilidade Fontes do Golfo afirmam que o acordo já está transformando o pensamento estratégico da região: reduzindo a confiança na proteção americana, consolidando o Irã como uma força regional duradoura e acelerando uma mudança em direção à acomodação em vez do confronto. O especialista em Irã Alex Vatanka, porém, contesta essa preocupação. Em vez de uma capitulação, ele vê o acordo como a menos ruim das alternativas após anos de tentativas fracassadas de coerção. “Tentaram derrubar o Irã pela via militar. Não conseguiram. A alternativa teria sido catastrófica — uma guerra mais ampla poderia devastar o Golfo por décadas”, afirmou Vatanka, pesquisador sênior do Middle East Institute, em Washington. Segundo ele, o verdadeiro teste ainda está por vir: na implementação do acordo, nas negociações nucleares ainda pendentes e nas reações regionais que ele provocará. “É algo grande, mas não é o fim da história. É apenas o começo.” Alguns analistas veem Israel como a principal incógnita. Embora seja improvável que consiga interromper um processo liderado por Trump, eles alertam que o risco permanece — especialmente no Líbano. “Israel ficou isolado, após esta guerra, tanto na região quanto no mundo”, afirmou um funcionário iraniano que pediu anonimato. “O Irã conseguiu o que queria... Não abandonamos nossos amigos, como o Hezbollah. Pelo contrário, estávamos até preparados para abandonar as negociações e voltar à guerra por causa deles”, acrescentou outro.
em 18/06/26 05:21 pm

Dra. Mariana Scribel explica cuidados com cabelos no inverno


Com a chegada do inverno, a combinação entre mudanças de temperatura e alterações na rotina pode impactar diretamente a saúde dos cabelos. O aumento do uso de água quente no banho e de ferramentas térmicas favorece o ressecamento dos fios e reduz sua resistência ao longo da estação. Segundo a dermatologista especialista em tricologia e transplante capilar, Dra. Mariana Scribel, esse cenário interfere no equilíbrio natural da pele e da fibra capilar. "O inverno impacta bastante a saúde do couro cabeludo e dos fios por uma combinação de fatores climáticos e comportamentais. O principal é que o frio altera a barreira de proteção natural da pele e reduz a hidratação", explica. Entre as manifestações mais comuns estão aumento do ressecamento, frizz, opacidade dos fios, sensibilidade e maior tendência à quebra. Em alguns casos, também podem ocorrer alterações na oleosidade e agravamento da caspa. A Dra. Mariana Scribel destaca que a temperatura da água durante o banho é um dos principais fatores associados a essas alterações. "Água quente remove a camada lipídica natural do couro cabeludo. Isso causa desidratação da pele, irritação, piora da descamação e fragilidade da fibra capilar", alerta. A redução da umidade do ar também contribui para o ressecamento dos fios, deixando o cabelo mais áspero e mais vulnerável à quebra. A dermatologista observa, ainda, que mudanças na rotina de lavagem podem interferir no equilíbrio do couro cabeludo. "No inverno, a umidade do ar cai. O couro cabeludo perde água mais facilmente e os fios ficam mais ásperos, sem brilho, com mais frizz e mais suscetíveis à quebra", afirma. "Muitas pessoas passam a lavar menos o cabelo no frio. Isso pode gerar acúmulo de oleosidade, proliferação de fungos associados à caspa e inflamação do couro cabeludo", acrescenta a Dra. Mariana Scribel. O uso do pré-poo é uma das estratégias indicadas para reduzir o impacto da lavagem nos fios. A técnica cria uma barreira protetora antes do shampoo e ajuda a preservar a hidratação da fibra capilar. "O objetivo é reduzir o ressecamento causado pela lavagem e proteger a fibra capilar da ação detergente do shampoo", orienta a Dra. Mariana Scribel. Uso de fontes de calor No inverno, o uso de secador, chapinha e modeladores térmicos se intensifica devido à secagem mais lenta dos fios, o que aumenta a exposição ao calor. Esse hábito pode comprometer a estrutura capilar. "Isso intensifica dano térmico e desidratação da fibra", destaca a médica. Por isso, o uso de protetor térmico passa a ser indispensável na rotina. "Nunca usar calor sem protetor térmico. O protetor térmico ajuda a reduzir a perda de água dos fios, minimizar dano térmico, diminuir quebra e proteger cutículas", ressalta a Dra. Mariana Scribel. A especialista também alerta para o uso de calor em cabelos ainda úmidos, o que pode comprometer a integridade da fibra capilar. A recomendação é aguardar a secagem completa ou parcial antes de qualquer procedimento térmico. Queda dos fios Além das mudanças visuais, o inverno pode evidenciar alterações no ciclo capilar. A queda de cabelo merece atenção quando há aumento persistente ou redução de volume dos fios. "A queda começa a merecer investigação quando existe aumento persistente, redução de volume ou sinais associados", explica a dermatologista. Entre os sinais de alerta estão afinamento progressivo, falhas localizadas e aumento da visibilidade do couro cabeludo. Para atravessar o período com mais saúde capilar, a médica recomenda constância nos cuidados e atenção à base dos fios. Ela reforça que o equilíbrio do couro cabeludo é determinante. "Muitas pessoas focam apenas nos fios e esquecem que a saúde capilar começa no couro cabeludo. Mesmo no frio, hidratação corporal e alimentação adequada influenciam no crescimento capilar, qualidade da fibra e resistência dos fios", conclui Dra. Mariana Scribel. Para saber mais, basta acessar o site marianascribel.com.br
em 18/06/26 05:18 pm

Ainda sem palanque, Lula cumpre agendas em Minas Gerais na sexta-feira


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Minas Gerais nesta sexta-feira (19) para participar da entrega de um hospital em Divinópolis (MG) e conversão do Hospital Luxemburgo em unidade 100% SUS, em Belo Horizonte. O presidente deve aproveitar a viagem para conversar com lideranças locais sobre a formação de palanque no Estado para sua candidatura à reeleição. Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de concorrer ao governo de Minas Gerais, o diretório estadual do PT definiu a preferência pelo lançamento de uma candidatura própria, sem descartar o apoio de um candidato de outra legenda. Um dos nomes cotados é do ex-presidente da Câmara dos Vereadores Gabriel Azevedo (MDB), que já conta com o apoio de lideranças petistas, como a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Marília Campos, e do ex-ministro e conselheiro do presidente Lula, Walfrido dos Mares Guia, com quem Azevedo almoçou na semana passada. Ele também teve encontro recente com Edinho Silva, presidente nacional do PT. Edinho disse a jornalistas no início da semana que dialoga com várias lideranças, "inclusive com o MDB". Ele descartou a possibilidade de apoiar a candidatura do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD). Outra opção do PT é apoiar um candidato do PSB. A legenda tem como principais nomes o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, e o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Josué Gomes da Silva. Nos bastidores, há rumores de que Jarbas poderia se tornar vice na chapa de Gabriel, mas Jarbas nega. Em Minas Gerais, Gabriel Azevedo também recebeu apoio do PV e dialoga com outras siglas como PCdoB, Avante, Agir, Solidariedade e União Brasil. A opção interna seria da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart. Pela manhã, Lula participa da cerimônia de assinatura de novos investimentos do Novo PAC, na sede da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), com participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Por meio do Programa de Revitalização de Recursos Hídricos, serão destinados R$ 1,6 bilhão para ações de revitalização das bacias de Furnas e do Rio São Francisco em Minas Gerais, beneficiando 140 municípios. Na sequência, o presidente visita no fim da manhã o Hospital Luxemburgo, da Rede Mário Penna, em Belo Horizonte, que será transformado em unidade com atendimento 100% feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além de investimentos para aumento do número de leitos, o hospital contará com novo equipamento de radioterapia para tratamento de câncer. O evento deve contar com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que vai apresentar dados sobre o programa Agora Tem Especialistas. À tarde, Lula participa, junto com os ministros Leonardo Barchini (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), da inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis, na região centro-oeste do Estado. A unidade, voltada ao atendimento de média e alta complexidade em clínica médica, cirurgias e materno-infantil, faz parte da Rede HU Brasil e será referência em assistência a saúde, ensino e pesquisa. Construído e equipado pelo Governo de Minas Gerais, o hospital foi doado à Universidade Federal São João Del-Rei. A rede HU Brasil assumiu a gestão da unidade por 20 anos, ao custo previsto de R$ 341 milhões por ano. São R$ 111 milhões do Ministério da Saúde e R$ 220 milhões do Ministério da Educação. O atendimento será 100% destinado ao SUS. O hospital conta com 31 leitos, e os demais serviços serão implementados no prazo de um ano. Ao todo, serão 198 leitos. O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), não participará do evento. Ele cumpre agenda em Governador Valadares (MG), na região leste do Estado. A inauguração de hospitais regionais é uma das principais bandeiras do governador e pré-candidato à reeleição. Aliado do ex-governador Romeu Zema (Novo), Simões faz oposição a Lula.
em 18/06/26 05:18 pm

Operação contra Val Ceasa apreende R$ 341 mil em espécie e cinco armas, diz MPRJ


Deputado estadual Val Ceasa (PRD), no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Alex Ramos/Alerj A operação deflagrada nesta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil contra o deputado estadual Val Ceasa (PRD), que investiga suspeitas de envolvimento do parlamentar com o Terceiro Comando Puro (TCP) apreendeu R$ 341 mil em espécie, cinco armas de fogo, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Leia também: Operação do MP do Rio mira deputado Val Ceasa por suposto elo com facção Crime organizado 'se entranhou nas vísceras' da Alerj, aponta MP do Rio Segundo o MPRJ, todo o material recolhido foi encaminhado para a Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, onde será submetido à perícia. O levantamento das apreensões ainda está em andamento e os números podem ser atualizados ao longo do dia. Além das apreensões, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava foram presos em flagrante por posse ilegal de arma. De acordo com o Ministério Público, a operação tem como objetivo reunir provas no âmbito da investigação sobre a suposta atuação do grupo criminoso e o eventual envolvimento do deputado estadual. Novas informações poderão ser divulgadas à medida que o cumprimento dos mandados seja concluído. Val Ceasa afirmou ser alvo de perseguição política e negou ter atuado para tentar impedir a operação contra imóveis usados pela facção. A jornalistas, o parlamentar negou a ida ao batalhão e disse que só pediu para o então prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) criar uma vila olímpica na região. "Todo servidor público tem que ser investigado. A Justiça tem direito de investigar. Isso aí é perseguição política. Eu trabalho para os humildes", declarou. Pelas redes sociais, Paes, atual pré-candidato ao governo do Estado, afirmou que a operação desta quinta teve origem em uma denúncia feita pela prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Seop), no âmbito da força-tarefa da prefeitura e o MPRJ para combater construções irregulares em áreas sob influência do crime organizado. A prefeitura do Rio informou que o servidor Michael Johnny Vianna de Azevedo vai ser exonerado na edição de sexta-feira do Diário Oficial. Já o ex-vereador Ulisses de Almeida Marins não integra os quadros de servidores municipais. A Alerj informou, em nota, que está à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Casa reiterou que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense.
em 18/06/26 05:16 pm

Presidente do conselho diz que BMW está ‘no caminho certo’, após alerta de lucro derrubar ações


A BMW está “no caminho certo” com sua nova geração de modelos, afirmou, nesta quinta-feira (18), o presidente do conselho de administração da empresa, Nicolas Peter, poucos dias após um inesperado alerta de lucro que pressionou as ações do grupo. As encomendas dos modelos Neue Klasse da BMW são fortes e representam uma “boa notícia tanto para a fabricante quanto para os fornecedores envolvidos no projeto”, disse Peter a jornalistas, em Paris. A Neue Klasse é uma família de novos modelos que sustenta uma ampla renovação da linha de produtos da BMW, em um momento de forte concorrência com fabricantes chineses. As ações da montadora alemã de veículos premium ampliaram as perdas nesta quinta-feira (18), atingindo o menor nível desde 2 de novembro de 2020, após cortes nos preços-alvo por corretoras, incluindo Citi e HSBC, na esteira do alerta de resultados. Analistas destacam o impacto da revisão das projeções, provocada pela fraqueza prolongada no mercado chinês, além da guerra no Irã. “A magnitude desta nova revisão para baixo — a terceira, impulsionada principalmente pela China, em igual número de anos — é maior do que esperávamos”, escreveram analistas do banco de investimento Berenberg, com sede em Hamburgo. “Isso pode levar a uma reformulação estratégica mais profunda sob o comando do novo presidente-executivo”, acrescentaram, em referência a Milan Nedeljkovic, que assumiu o cargo no mês passado, substituindo o veterano Oliver Zipse. Analistas afirmaram que a BMW pode anunciar cortes de capacidade na Europa como resultado desse cenário e acelerar sua estratégia de localização da produção na América do Norte e na China. Peter disse que a BMW continua bastante confiante no mercado norte-americano, que considera estável e importante, mas destacou que a empresa está vendendo menos na Europa do que produz na região, apesar de sua estratégia local. Ainda há espaço para montadoras estrangeiras na China, que continua sendo o maior mercado automotivo do mundo e enfrenta uma intensa guerra de preços entre fabricantes locais, acrescentou Peter.
em 18/06/26 05:07 pm

Redes sociais impulsionam turismo de saúde na Turquia


O turismo de saúde na Turquia vive uma fase de expansão acelerada, marcada por um fenômeno cultural impulsionado pelas redes sociais. Elementos da vida urbana de Istambul, como gastronomia, moda e experiências locais, passaram a ser incorporados à jornada de pacientes internacionais que buscam procedimentos médicos e estéticos no país. Essa integração entre tratamento e vivência cultural tem consolidado a cidade como um dos principais hubs globais de cirurgias estéticas, odontologia, transplante capilar e cirurgia bariátrica. Os números confirmam essa tendência. Em 2025, a Turquia recebeu mais de 64 milhões de visitantes, ultrapassando receita de US$ 65 bilhões e alcançando a quarta posição no ranking mundial de destinos turísticos. Dados apresentados pela Época Negócios apontam que, apenas no turismo médico, o país recebeu 1,39 milhão de visitantes em 2025, gerando cerca de US$ 3 bilhões em receitas. Para Ana Paula Oliveira, gerente-geral da Estego Clinic, localizada em Istambul, a evolução do setor é resultado de múltiplos fatores. "O turismo de saúde na Turquia evoluiu de forma muito acelerada na última década, passando de um destino alternativo para um dos principais hubs globais. Istambul se destaca pela combinação de alta qualificação médica, tecnologia avançada, preços competitivos e infraestrutura hospitalar moderna. Além disso, a localização estratégica entre Europa, Oriente Médio e Ásia facilita o acesso de pacientes de diferentes regiões", avalia. Segundo a executiva, as redes sociais têm desempenhado papel decisivo nesse processo, fazendo com que muitos pacientes brasileiros já cheguem ao país informados por conteúdos divulgados no Instagram e no TikTok, por exemplo, com relatos de outros pacientes. "Hoje, a jornada começa muito antes do contato formal, ela começa no digital, sem dúvida", afirma. A gerente-geral da Estego Clinic ressalta que os procedimentos mais procurados por brasileiros incluem transplante capilar, lipoaspiração, abdominoplastia, rinoplastia e tratamentos odontológicos, com destaque para procedimentos combinados e experiências completas que unem tratamento médico e vivência turística. "Observamos um aumento na procura por pacotes que oferecem não apenas o procedimento, mas também a oportunidade de conhecer a cidade e sua cultura", reforça. Para ela, a comunicação digital e o marketing de influência também têm sido determinantes para a reputação da Turquia como destino de saúde. "Eles ajudaram a mostrar resultados reais, reduzir barreiras culturais e aumentar a confiança dos pacientes internacionais. Hoje, a percepção de qualidade está muito associada à presença digital e à prova social", explica. Um relatório desenvolvido pela Influency.me em parceria com a Opinion Box reforça esse cenário. Segundo o levantamento, 65% dos brasileiros já compraram produtos recomendados por influenciadores, e 87% ficaram satisfeitos com essas compras. Além disso, 91% dos seguidores acompanham influenciadores pelo Instagram, e áreas como viagens/turismo (45%) e saúde/fitness (44%) estão entre os temas de maior interesse. Esses números ajudam a entender por que pacientes internacionais chegam a Istambul já influenciados por conteúdos digitais, ampliando a confiança e reduzindo barreiras culturais. No entanto, Oliveira alerta que esse movimento exige cuidados. "O principal risco é a banalização dos procedimentos e a criação de expectativas irreais. Já a grande oportunidade está na democratização do acesso à informação e ao tratamento de qualidade", avalia. "O desafio do setor é crescer com responsabilidade, mantendo ética, segurança e excelência no atendimento", conclui a executiva da Estego Clinic. Para saber mais, basta acessar o site oficial da Estego Clinic: https://estegoclinic.com/; e seu Instagram: https://www.instagram.com/estego.clinic/
em 18/06/26 05:05 pm

Mineradora Aura abre 40 vagas em cinco estados do Brasil


A Aura Minerals abriu 40 vagas de emprego distribuídas entre Currais Novos (RN), Pontes e Lacerda (MT), Almas (TO), Parauapebas (PA) e Crixás (GO). As posições são voltadas a diferentes perfis, como técnicos, operacionais e de gestão, com concentração de 30 oportunidades em Currais Novos (RN). Estão disponíveis posições em geologia, engenharia de processos, planejamento de mina, segurança do trabalho e manutenção industrial. A empresa também busca profissionais para funções administrativas como suprimentos, contabilidade e comunicação institucional. Os benefícios variam conforme o cargo e a localidade e podem incluir assistência médica e odontológica, vale ou cartão alimentação, refeição no local, transporte fretado, seguro de vida, programas de saúde e bem-estar, previdência privada e PLR/PPR. As inscrições devem ser realizadas pelo site da empresa. Formação em TI ajuda a aumentar salário de mulheres em 33% Cultura forte não se declara, se pratica ‘Para chegar lá, a primeira coisa é falar o que você quer’ Posições contemplam cargos técnicos, operacionais e de gestão em unidades de mineração no Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sudeste do país Pexels
em 18/06/26 05:00 pm

Acordo EUA-Irã abre caminho para cobranças em Ormuz, alerta setor marítimo


Executivos do setor de transporte marítimo temem que o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã tenha aberto caminho para a introdução de cobranças pelo uso do Estreito de Ormuz após 60 dias, estabelecendo um novo regime para a hidrovia, que anteriormente era de uso gratuito, noticiou o Financial Times nesta quinta-feira (18). O setor de transporte marítimo está preocupado com o fato de que essa redação abre a possibilidade de o Irã cobrar pelo uso da hidrovia ou criar um fundo semelhante ao do Estreito de Malaca, localizado entre a Malásia, a Indonésia e Singapura. “A conclusão dessas discussões deve reforçar o princípio fundamental de que o Estreito de Ormuz deve permanecer livre de cobranças”, afirmou Philip Belcher, diretor marítimo da Intertanko, associação da indústria de navios-tanque. John Stawpert, diretor marítimo da Câmara Internacional de Navegação, afirmou que a referência a “serviços marítimos” sugere “algo equivalente ao modelo de Malaca”. “É importante destacar que [em Malaca] existe um fundo voluntário para o qual os Estados contribuem, e não a indústria”, disse ele, acrescentando que o fundo financia auxílios à navegação e respostas a possíveis derramamentos de petróleo. “Isso não existia antes [em Ormuz], portanto surge a questão de por que, de repente, há necessidade disso nesta região”, acrescentou. Ormuz tornou-se uma peça central de negociação para o Irã durante seu conflito com os EUA e Israel. Após os ataques dos Estados e Israel em março, Teerã efetivamente fechou a hidrovia ao tráfego, exigindo uma taxa de US$ 2 milhões em bitcoin e alegando ter minado as principais rotas de navegação de entrada e saída do Golfo. O presidente americano Donald Trump mencionou anteriormente a possibilidade de os EUA administrarem o estreito por meio de uma sociedade com o Irã durante o conflito, enquanto a Casa Branca também considerou tentar criar uma faixa “VIP” para embarcações dispostas a pagar uma taxa. Em outras ocasiões, Trump e sua administração argumentaram que seria inaceitável que o Irã cobrasse tarifas obrigatórias pela passagem. J.D. Vance, vice-presidente dos EUA, afirmou na quinta que as hidrovias internacionais “devem ser livres de pedágios”. Ele acrescentou que o acordo prevê que Omã, o Irã e os países do Golfo estabeleçam “uma estrutura de segurança adequada para o estreito no futuro”. “Não se trata de cobrar pedágios, mas de garantir que o estreito nunca mais seja usado como um ponto de estrangulamento da economia global”, afirmou. Em vez de pagar um pedágio, os países cujas embarcações utilizam o Estreito de Malaca contribuem voluntariamente para um fundo destinado a compensar danos ambientais e financiar estudos sobre temas como rotas de navegação. O Japão é um dos maiores contribuintes desse fundo. O Estreito de Ormuz, significativamente mais largo que o de Malaca, deverá ser reaberto ao tráfego na sexta como parte do acordo de paz com o Irã, que se comprometeu a não cobrar taxas de trânsito por pelo menos 60 dias. Apesar de alertas das autoridades iranianas nesta quinta, alguns navios já retomaram a travessia, enquanto mais de 550 embarcações permanecem retidas no Golfo. O Irã já fez declarações que sugeriam a possibilidade de discutir com Omã futuras cobranças por “serviços marítimos”. Omã rejeita pedágios, mas admite avaliar cobranças por serviços ligados à segurança, navegação e proteção ambiental.
em 18/06/26 04:59 pm

Motores brushless ganham espaço no mercado


A busca por equipamentos mais eficientes e capazes de suportar rotinas de trabalho cada vez mais exigentes tem impulsionado a adoção de tecnologias inovadoras no setor de ferramentas elétricas. Entre elas, os motores brushless se destacam por oferecer maior aproveitamento da energia, menor aquecimento e mais durabilidade quando comparados aos sistemas convencionais com escovas de carvão. Rafael Bernardi, gerente de marketing do Âncora Group, empresa especializada no desenvolvimento de ferramentas elétricas, baterias e equipamentos de medição a laser, explica que o motor brushless funciona por meio de controle eletrônico e é composto por ímãs que interagem por magnetismo, dispensando o uso de escovas de carvão. Sem o atrito gerado por essas escovas, o motor apresenta menor perda de energia, o que resulta em maior eficiência e maior durabilidade. Entre os principais benefícios percebidos pelos profissionais no dia a dia ao utilizar ferramentas com tecnologia brushless, o especialista destaca a redução de ruído, o design mais compacto, a ergonomia aprimorada, a maior eficiência operacional e a baixa necessidade de manutenção. "Para aplicações industriais, o motor brushless proporciona melhor performance durante o uso, justamente por reunir essas características, o que resulta em ganhos de produtividade", afirma. Tradicionalmente mais presentes em equipamentos a bateria, os motores brushless se destacam pelo tamanho compacto, eficiência e menor necessidade de manutenção. No entanto, integrar essa tecnologia a ferramentas com fio exige um desenvolvimento avançado para conciliar a alta potência demandada por aplicações industriais severas com a leveza, a durabilidade e a versatilidade características desse tipo de motor. Maior eficiência e melhor aproveitamento da energia Conforme aponta o artigo "Brushless vs Brushed Tools: Is the Upgrade Worth It?", um dos principais diferenciais dos motores brushless está na eficiência energética. Enquanto motores convencionais com escovas convertem cerca de 70% a 75% da energia elétrica em potência efetiva, os modelos brushless atingem índices entre 85% e 90%. Na prática, isso significa que uma parcela significativamente menor da energia da bateria é desperdiçada em forma de calor e atrito, resultando em maior autonomia, menor aquecimento e desempenho mais consistente em aplicações de uso intensivo. Além disso, a redução das perdas energéticas contribui para aumentar a vida útil dos equipamentos e a produtividade do operador. Tecnologia mais acessível ao mercado Em relação aos custos, Bernardi afirma que as ferramentas com motor brushless já apresentaram preços significativamente mais elevados quando comparadas aos modelos convencionais. Porém, com a consolidação da tecnologia no mercado e o aumento da demanda por equipamentos desse tipo, o cenário mudou. "Atualmente, a diferença de preço não é tão discrepante, possibilitando ao público consumidor uma maior adesão a equipamentos com tecnologia brushless", destaca. Robustez e desempenho para aplicações intensivas A linha High Performance da Âncora Tools, pertencente ao Âncora Group, foi desenvolvida para combinar inovação tecnológica e robustez, buscando atender às demandas de ambientes de trabalho que exigem alto desempenho e uso contínuo. Uma das principais funcionalidades da categoria é a adoção de motores brushless em ferramentas com fio, tecnologia que propõe maior eficiência operacional, redução do aquecimento durante longos períodos de utilização e ampliação da durabilidade dos equipamentos. Em aplicações intensivas, como o uso de esmerilhadeiras ao longo de toda a jornada de trabalho, os motores brushless podem garantir maior eficiência, uma vez que a ferramenta apresenta menor aquecimento em comparação aos motores convencionais, mesmo sendo utilizada em condições severas de uso. "Além disso, trata-se de uma opção mais ergonômica, já que ferramentas com motor brushless tendem a ser mais leves. Isso se traduz em mais produtividade, segurança e conforto para o operador", detalha o representante. Para os próximos anos, Bernardi acredita que a tendência do mercado é a ampliação da tecnologia brushless para um número cada vez maior de ferramentas, tornando os equipamentos mais compactos, ergonômicos e eficientes. "Essa combinação é a chave para aumentar a produtividade sem abrir mão da segurança", conclui. Para mais informações, basta acessar: https://ancoratools.com.br/
em 18/06/26 04:54 pm