Flávio trucou com um 6 e vou meter um 9 na cara dele, afirma Lula ao aceitar abrir mais sigilos


O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse durante ato de campanha em Belo Horizonte nesta quarta-feira (21) que aceita as condições impostas pelo adversário Flávio Bolsonaro (PL) para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. "Hoje ele inventou um monte de mentira, ele trucou com um 6. Eu vou meter um 9 na cara dele agora. Eu estou com um às de copas, com um 7 de espadas. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro", disse Lula em discurso. Nesta terça, Flávio Bolsonaro enviou uma manifestação ao ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigindo que Lula divulgue gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, a agenda da primeira-dama Rosângela Janja Lula da Silva anterior a fevereiro de 2025 e dos registros de visitas dos filhos do petista ao Palácio da Alvorada, para que ele abra seu sigilo. Flávio pediu ainda que Lula divulgue informações sobre o uso de helicópteros e as despesas da residência oficial da Presidência, além de abrir o sigilo do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. No meio da tarde, o senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da corrida à reeleição, afirmou que a campanha petista vai protocolar na quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do candidato e de seus familiares. Segundo Camilo, Lula não se opõe às exigências, mas cobra que Flávio também cumpra as condições apresentadas pela campanha. Ele disse ainda que a autorização que será protocolada amanhã incluirá a quebra dos sigilos de Marcola, que, segundo o senador, também não se opõe à medida. “Todas as condicionantes que ele [Flávio Bolsonaro] colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. No entanto, que ele também cumpra e abra tudo o que o presidente protocolou no TSE”, disse. “Então, amanhã, às 11 horas da manhã, nós estaremos no Tribunal Superior Eleitoral para protocolar a resposta do presidente [Lula]. É o prazo que ele [Flávio Bolsonaro] vai ter também para estar lá, para abrir todo o sigilo bancário e telefônico que o presidente Lula propôs”, completou. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato de campanha em Belo Horizonte Cibelle Bouças/Valor
em 21/10/26 10:45 pm

Gol entra em conflito com agências de viagens após lançar promoção direta a consumidores


A Gol entrou em conflito com as agências de viagens no Brasil após lançar, na terça-feira (20), uma promoção com descontos de até 20% nas passagens aéreas. A oferta foi direcionada apenas aos consumidores finais, por meio de seus canais próprios (B2C), e deixou de fora as agências de viagens. A promoção começou na terça-feira. Latam e Azul também chegaram a fazer ofertas exclusivas aos canais B2C ao longo do dia, mas recuaram após conversas com as agências. A Gol, na contramão, manteve a oferta até a tarde desta quarta-feira (21), quando decidiu voltar atrás. A disputa foi antecipada pelo portal Panrotas e confirmada pelo Valor. Hoje, as agências de viagens são responsáveis por intermediar cerca de 60% das passagens aéreas vendidas no Brasil. A categoria é forte sobretudo no segmento corporativo, em que as compras de passagens são intermediadas por agências especializadas. Ao Valor, o presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), Siderley Santos, disse que o episódio traz insegurança aos negócios. “Esse tipo de postura prejudica, inclusive, os clientes finais [corporativos] que têm contrato de desconto com as aéreas”, disse. A paridade dos descontos oferecidos às agências, embora seja praticada no setor há décadas, não seria regulada por um contrato que pudesse ser questionado judicialmente. Procuradas, Gol, Azul e Latam não se manifestaram sobre o tema. Avião da GOL Linhas Aéreas Divulgação/Gol
em 21/10/26 10:35 pm

Exclusivo: Em sinal de apoio a Lula, grupo entrega a Alckmin carta cobrando ajuste fiscal e reforma do Judiciário


Em um sinal de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o movimento Derrubando Muros, que reúne empresários, economistas, acadêmicos e representantes da sociedade civil, entregou, nesta quarta-feira (21), ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma carta com propostas econômicas e institucionais para eventual novo mandato. Entre os compromissos cobrados, estão limitar a 1,5% ao ano o crescimento real das despesas federais, alcançar superávit primário de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até o fim do mandato e promover uma reforma do sistema de Justiça, com mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e restrições ao foro privilegiado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 10:26 pm

Lucro líquido da Bradsaúde sobe 14,4% no 3º trimestre, para R$ 1,1 bilhão

A Bradsaúde, grupo que reúne os ativos de saúde da seguradora Bradesco, encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, o que representa um ganho de 14,4% quando comparado ao mesmo período de 2025. Essa alta na última linha do balanço ocorreu devido ao aumento das receitas totais, e maior resultado de equivalência patrimonial, principalmente, em função da evolução da Atlântica Hospitais. Além disso, houve ganhos de eficiência nas despesas administrativas e redução da alíquota efetiva de Imposto de Renda. A receita teve alta de 9,2%, para R$ 14,3 bilhões, entre julho e setembro. Desse valor, quase a totalidade vem da seguradora de saúde. Além da seguradora, o grupo detém participações relevantes na rede de hospitais Atlântica, OdontoPrev, Fleury, clínicas médicas Meu Doutor NovaMed, empresa de oncologia Croma, plataforma de processamento de transações de saúde Orizon e no fundo de investimentos Kortex Ventures. A taxa de sinistralidade da Bradesco Saúde ficou em 84,5%, variação positiva de 0,5 ponto percentual. A seguradora encerrou o período com 13,7 milhões de beneficiários, sendo 4,1 milhões de convênio médico. Entre julho e setembro deste ano, houve um incremento de 51 mil usuários de convênio médico e de 61 mil no plano dental. O grupo apurou um resultado financeiro de R$ 685 milhões no trimestre, o que representa uma queda de 5,2% sobre um ano antes devido, principalmente, à queda do IPCA, de 0,32%, em agosto, e pela queda da Selic. A Atlântica Hospitais — negócio hospitalar do Bradesco que tem sociedade com várias empresas como Rede D’Or, Mater Dei, Einstein e Grupo Santa — encerrou o terceiro trimestre com 23 hospitais, que juntos têm 4,4 mil leitos. O lucro líquido dessa operação hospitalar saltou 190%, para R$ 53,3 milhões devido às aquisições. A OdontoPrev apurou receita de R$ 645 milhões, alta de 7,8% sobre um ano antes. O lucro líquido da operadora dental subiu 12,9%, para R$ 145 milhões.
em 21/10/26 10:20 pm

M. Dias Branco pagará R$ 208,4 milhões por 80% da Grespan


A M. Dias Branco informou que pagará R$ 208,4 milhões pela aquisição de 80% do capital social da Grespan Pães Congelados, detalhando o valor da operação anunciada anteriormente ao mercado. Do total, serão retidos R$ 2,5 milhões para eventual ajuste de dívida líquida e capital de giro, que será realizado após o fechamento. A companhia ainda ressaltou que a conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de obrigações e condições precedentes usuais em operações dessa natureza.
em 21/10/26 10:14 pm

CVM rejeita acordos com assessores acusados de fraudes que causaram perdas de R$ 994 mil

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou propostas de acordo apresentadas por cinco acusados de participação em um suposto esquema de operações fraudulentas no mercado de capitais que teria provocado prejuízos de R$ 994,1 mil a investidores. Segundo a investigação, assessores de investimento teriam utilizado recomendações enviadas pelo aplicativo de uma corretora para induzir clientes a vender ativos por preços inferiores aos praticados no mercado, beneficiando o pai de um dos profissionais envolvidos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 10:12 pm

Eneva conclui venda da usina Itaqui e assume controle total do Hub Ceará


A Eneva informou nesta quarta-feira (21) a conclusão da operação de troca de participações societárias anunciada em setembro, finalizando a venda da termelétrica Itaqui e garantindo o controle integral do Hub Ceará. Confira os resultados e indicadores da Eneva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Com a operação, a companhia transferiu 100% da Itaqui Geração de Energia para a Diamante Geração de Energia e recebeu os 50% restantes da Porto do Pecém Transportadora de Minérios (PPTM), passando a deter a totalidade do capital da empresa. Além da participação societária, a Eneva recebeu R$ 365,3 milhões em dinheiro da Diamante, valor que já considera os ajustes previstos em contrato. O acordo prevê ainda um pagamento adicional contingente de até R$ 467 milhões, corrigido monetariamente, caso ocorra a antecipação do início do período de suprimento de potência previsto no contrato firmado no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
em 21/10/26 10:12 pm

Apesar dos resultados, principal tema em torno da Tesla neste tri é a possibilidade de fusão com a SpaceX


A Tesla reportou receita estável no terceiro trimestre e um fluxo de caixa livre positivo surpreendente, apesar dos pesados investimentos em inteligência artificial e robótica. Ao mesmo tempo, as discussões sobre uma possível fusão com a SpaceX levantam questionamentos sobre o futuro da fabricante de veículos elétricos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 10:02 pm

Associação de restaurantes vai à Justiça contra a Keeta


A Associação Nacional de Restaurantes (ANR) entrou com ação civil pública contra a Keeta, aplicativo de delivery da chinesa Meituan, para suspender a chamada compra intermediada. Na modalidade, a plataforma oferece restaurantes com os quais não tem contrato e envia um entregador ou comprador ao estabelecimento para retirar o pedido. A entidade pede à Justiça que proíba imediatamente a prática em restaurantes que não tenham autorizado por escrito sua inclusão no aplicativo. Também solicita multa diária de R$ 10 mil por estabelecimento listado sem autorização. A iniciativa expõe a divergência entre entidades do setor de alimentação fora do lar sobre o modelo, que a Keeta apresenta como uma forma de ampliar o acesso dos consumidores a restaurantes ainda não integrados à plataforma. Enquanto a ANR questiona a inclusão de estabelecimentos sem consentimento, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defende a modalidade como alternativa à exclusividade contratual que restringe a atuação de empresas no mercado de delivery. Segundo a ANR, a Keeta reproduz sem autorização nomes, marcas, fotografias e cardápios de restaurantes e divulga preços com descontos que podem chegar a 60%. Para a associação, a prática interfere na estratégia comercial dos estabelecimentos, que perdem o controle sobre os preços apresentados aos consumidores, e pode gerar conflitos com contratos de exclusividade firmados com outras plataformas. A entidade também aponta riscos à reputação dos restaurantes. Como os estabelecimentos não controlam os pedidos intermediados, podem ocorrer divergências de preços, indisponibilidade de produtos e problemas na entrega, situações pelas quais os consumidores poderiam responsabilizar os próprios restaurantes, segundo a ANR. A associação questiona ainda as condições de transporte e conservação dos alimentos. No julgamento definitivo, a ANR pede que a Keeta seja proibida de oferecer o serviço sem autorização prévia e por escrito dos estabelecimentos e obrigada a retirar do aplicativo nomes, marcas, cardápios e fotografias de restaurantes que não sejam parceiros. A entidade afirma ter procurado a empresa, antes de recorrer à Justiça, para pedir o encerramento da prática, sem obter uma solução. Em nota, a Keeta afirma que a compra intermediada é um projeto-piloto desenvolvido para ampliar o acesso dos consumidores a restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma. Segundo a empresa, a iniciativa busca atender a clientes em um mercado no qual contratos de exclusividade impedem muitos estabelecimentos de escolher livremente suas plataformas de delivery. A empresa diz que as opções aparecem no aplicativo identificadas como “Intermediada”, com imagens ilustrativas dos pratos e sem os logotipos dos restaurantes. O consumidor também seria informado ao longo da compra de que se trata de um serviço intermediado. A descrição diverge da apresentada pela ANR, que acusa a plataforma de reproduzir marcas e fotografias sem autorização. A Keeta afirma ainda que analisa reclamações e aplica sua política de reembolso sem prejuízo aos restaurantes. Segundo a companhia, o modelo foi desenvolvido para o mercado brasileiro e segue a legislação local. Já o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, afirma que a modalidade permite que empresas entrantes atendam aos consumidores em um ambiente de exclusividades que restringem a concorrência e prejudicam os clientes. Para ele, a prática “gera valor para o ecossistema como um todo”, incluindo entregadores e restaurantes, que podem ampliar suas vendas.
em 21/10/26 09:56 pm

Lula abriu o sigilo bancário, fiscal e telefônico? Entenda


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento em que autoriza a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares, contanto que seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo. Na prática, quebrar sigilo é permitir acesso a informações privadas que bancos, operadoras telefônicas ou órgãos fiscais, como a Receita Federal, normalmente não podem fornecer a terceiros, como: Sigilo bancário: Contas, saldos, extratos, depósitos, saques, transferências (incluindo Pix), aplicações, empréstimos e operações de câmbio. Ou seja, permite verificar quanto dinheiro entrou e saiu, de quais contas veio e para quais foi enviado; Sigilo fiscal: Declarações de Imposto de Renda e outros dados mantidos pela Receita: rendimentos, fontes pagadoras, bens, direitos, dívidas, participações em empresas, despesas declaradas e informações tributárias. Permite verificar o patrimônio e a renda declarados ano a ano e sua compatibilidade com as movimentações financeiras; Sigilo telefônico: Números que fizeram ou receberam chamadas, datas, horários e duração. Também pode incluir dados das antenas utilizadas, que podem indicar localização aproximada. Com isso, é possível checar com quais contatos houve comunicação e com que frequência, mas não recupera o áudio de telefonemas antigos. No requerimento de Lula ao TSE, ele autorizava a quebra desses sigilos referentes aos últimos oito anos, e incluiu sua esposa, Janja, e seus cinco filhos. Essas informações, caso tornadas públicas, poderiam ser disponibilizadas no sistema DivulgaCand, onde é possível consultar informações sobre candidaturas, segundo pediu a campanha de Lula no requerimento. Efeito mais político do que jurídico Segundo juristas ouvidos pelo Valor anteriormente, o pedido tem mais efeito político, de pressionar o adversário a prestar contas, do que jurídico. Isso porque não existe um instrumento no Direito Eleitoral que determine a divulgação voluntária dessas informações. Lula poderia obter e divulgar seus próprios dados sem recorrer ao Judiciário, desde que respeitados os direitos de terceiros. "Em nosso ponto de vista, trata-se de uma estratégia de marketing eleitoral, aceita na democracia, e não de uma questão que exija a intervenção da Justiça", disse Wilton Gomes, advogado especialista em Direito Eleitoral, em entrevista ao Valor. No TSE, o pedido foi distribuído ao ministro André Mendonça. No STF, que também recebeu um requerimento semelhante, ainda não há relator definido. Sigilos de Flávio Bolsonaro Além do rival, Lula também condiciona a entrega de suas informações à quebra de sigilo da família de Flávio: sua esposa, seus pais (o que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado) e seus três irmãos, Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro. O amigo pessoal de Flávio, o advogado Willer Tomaz, também é alvo do pedido. Lula listou uma série de empresas relacionadas a Flávio, incluindo a Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que tem como sócio Tomaz. A Polícia Federal identificou, na investigação da Operação Sem Desconto, que o senador seria “usuário master” da conta utilizada pela empresa. Tomaz é investigado sob suspeita de usar empresas de bets para lavagem de dinheiro. Em resposta, a defesa de Flávio Bolsonaro protocolou uma petição aceitando abrir seus sigilos dos últimos 20 anos além de dados de seus familiares e de suas empresas, com a condição de que o petista faça o mesmo e amplie os objetos das quebras de sigilos. Ele pede que sejam abertos: Sigilos de assessores próximos, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete; Empresas de familiares e sócios, incluindo o Instituto Lula; Divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro em dezembro de 2024; Esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB); Abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, e de agendas institucionais da primeira-dama, Janja, desde o primeiro ano de mandato. Em resposta ao pedido de Flávio Bolsonaro, a campanha de Lula disse que não se opõe às reivindicações feitas pelo candidato do PL. Segundo Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha petista, Lula não se opõe às exigências, mas cobra que Flávio também cumpra as condições apresentadas. Santana disse ainda que uma nova autorização será protocolada nesta quinta-feira no TSE, em Brasília, e que incluirá a quebra dos sigilos de Marcola, que, de acordo com o coordenador, também não se opõe à medida. Para “todas as condicionantes que ele [Flávio Bolsonaro] colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. No entanto, [pede] que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo o que o presidente protocolou no TSE”, disse Santana.
em 21/10/26 09:40 pm

Meta cria nova classe de ações sem direito a voto para financiar inteligência artificial


O conselho de administração da Meta aprovou a criação de uma nova classe de ações ordinárias Classe C, sem direito a voto, como parte de uma reformulação de sua estrutura de capital voltada a financiar os pesados investimentos em inteligência artificial, infraestrutura e crescimento futuro da companhia. Segundo a Meta, a nova classe de ações permitirá captar recursos para financiar investimentos, remunerar funcionários, realizar eventuais aquisições e atender a outras necessidades corporativas sem diluir o controle do fundador e CEO, Mark Zuckerberg. Em comunicado que acompanhou o balanço do terceiro trimestre, a companhia destacou que a transformação promovida pela inteligência artificial exige investimentos de grande escala para expansão de data centers, capacidade computacional e desenvolvimento de novos produtos, tornando necessária maior flexibilidade financeira. A empresa planeja distribuir um dividendo extraordinário de uma ação Classe C para cada ação Classe A e Classe B atualmente em circulação.
em 21/10/26 09:22 pm

Lula e Marcola não se opõem a abrir sigilos, afirma coordenador de campanha do PT


O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (21) que a campanha petista vai protocolar na quinta-feira (22), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autorização para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do candidato e de seus familiares. A medida atende às condições impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para também abrir seus dados. Flávio condicionou a abertura de seus sigilos bancário e fiscal à divulgação de informações financeiras de familiares de Lula e do ex-assessor da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola. O senador também exigiu a quebra do sigilo do cartão corporativo da gestão petista. Segundo Camilo, Lula não se opõe às exigências, mas cobra que Flávio também cumpra as condições apresentadas pela campanha. Ele disse ainda que a autorização que será protocolada amanhã incluirá a quebra dos sigilos de Marcola, que, segundo o senador, também não se opõe à medida. Para “todas as condicionantes que ele [Flávio Bolsonaro] colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. No entanto, [pede] que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo o que o presidente protocolou no TSE”, disse. “Então, amanhã, às 11 horas da manhã, nós estaremos no Tribunal Superior Eleitoral para protocolar a resposta do presidente [Lula]. É o prazo que ele [Flávio Bolsonaro] vai ter também para estar lá, para abrir todo o sigilo bancário e telefônico que o presidente Lula propôs”, completou. A campanha de Lula também prepara uma ofensiva judicial contra a Meta por sua atuação durante o período eleitoral. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, a equipe jurídica da campanha apresentará representações contra a empresa à Justiça Eleitoral ainda nesta quarta-feira. “A Meta é motivo de preocupação para a gente e para o mundo democrático. A interferência das big techs nas eleições e na democracia dos países, a gente não vai aceitar esse tipo de coisa”, ressaltou Sidônio.
em 21/10/26 09:20 pm

Tarifa aérea média cai 0,5% em setembro, para R$ 746,62


A tarifa aérea média paga pelos brasileiros para voar domesticamente, considerando todas as rotas e todas as empresas, foi de R$ 746,62 por trecho em setembro, redução real de 0,5% em relação a igual mês de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Contra setembro de 2024, a tarifa média representou um crescimento de 1,9%. Os valores foram corrigidos pelo IPCA até setembro deste ano. Já o preço médio do QAV (combustível de aviação) praticado no Brasil no período foi de R$ 5,66/litro, aumento de 54,4% em relação a setembro de 2025 e de 32,5% comparado a setembro de 2024, em valores de setembro de 2026, atualizados pelo IPCA. Quanto às faixas tarifárias verificadas no período, 36,2% dos assentos comercializados no mês se situaram na faixa abaixo de R$ 500 por trecho, sendo que 7,8% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil. A metodologia da Anac para o cálculo das tarifas médias engloba todos os bilhetes aéreos adquiridos em setembro pelos passageiros domésticos, rota a rota, considerando apenas o preço pago pelo serviço de transporte aéreo, não incluindo taxas adicionais, como serviços adquiridos à parte (franquia de bagagem, marcação de assentos, entre outros) e taxas de embarque. Desses bilhetes aéreos, são excluídos do cálculo apenas os adquiridos com algum desconto não disponível ao público em geral, como passagens adquiridas com milhagem, com tarifas corporativas e aquelas comercializadas para funcionários das empresas aéreas.
em 21/10/26 09:12 pm

Atividade econômica da Argentina cresce abaixo do esperado em agosto


A atividade econômica da Argentina teve uma leve recuperação em agosto, mas abaixo das expectativas, após a forte queda registrada em julho, indicando que o crescimento continua fraco no segundo semestre do ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O Indicador Mensal de Atividade Econômica (Emae) avançou 0,1% em agosto em relação ao mês anterior, quando registrou retração de 2,9%, a mais intensa desde a pandemia. O resultado ficou bem abaixo da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam alta de 1,5%. Na comparação com agosto do ano passado, a segunda maior economia da América do Sul encolheu 1,7%, acumulando dois meses consecutivos de queda na comparação anual. Com isso, o crescimento acumulado nos primeiros oito meses de 2026 desacelerou para 1,2%, meio ponto percentual abaixo do registrado até julho. Os dados refletem as dificuldades do governo do presidente Javier Milei para sustentar a recuperação da economia argentina. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu no segundo trimestre e projeções do mercado indicam a possibilidade de nova contração no terceiro trimestre na comparação trimestral, o que caracterizaria uma recessão técnica. Setores que puxaram a atividade para baixo Segundo o Indec, dez setores registraram queda na comparação anual em agosto, com destaque para a pesca, que recuou 15,7%. Outras contribuições negativas vieram da indústria de transformação, com retração de 3,2%, e do comércio atacadista, varejista e de reparação, com queda de 3,5%. Juntos, os dois setores reduziram a variação anual do Emae em 0,9 ponto percentual. Por outro lado, cinco setores registraram crescimento na comparação anual. Os destaques foram mineração e extração de petróleo e gás, com alta de 11,1%, e eletricidade, gás e água, com avanço de 4,3%. Essas atividades tiveram as maiores contribuições positivas para o resultado, seguidas por hotéis e restaurantes, que cresceram 3,1%. Juntos, os três setores contribuíram com 0,6 ponto percentual para a variação anual do Emae. Indústria argentina, Ministério da Produção e Trabalho_Argentina_Facebook Reprodução / Facebook / Ministério da Produção e Trabalho
em 21/10/26 09:06 pm

Plenário do TSE não deve endossar proposta para barrar canais políticos de WhatsApp


Caso a cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prossiga com a ideia de levar ao plenário a minuta que prevê o bloqueio de canais políticos no WhatsApp nas 48 horas anteriores à eleição de domingo (25), a proposta não deve contar com o apoio da maioria dos ministros da corte. O Valor confirmou com quatro dos sete ministros que eles não vão endossar a medida caso o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, insistam na ideia. O TSE tem sessão presencial nesta quinta-feira (22). O encontro deve ser o último antes do pleito, se nenhuma sessão extra for convocada. A proposta que pode barrar canais no WhatsApp com mais de 200 mil membros nas 48 horas anteriores à eleição é de Mendonça. O texto equipara as listas de transmissão do WhatsApp à propaganda eleitoral impulsionada. Se aprovada, a medida atingiria o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e que já conta com mais de 7 milhões de integrantes. A lista de transmissão é considerada um trunfo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma eventual virada na disputa presidencial. O canal preocupa a equipe do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Historicamente, a direita sempre dominou a narrativa nas redes sociais, o que torna o novo momento, com a esquerda mais participativa nas plataformas digitais, um fenômeno inédito. Em nota, o gabinete de Mendonça disse que cabe ao vice-presidente do TSE redigir atos normativos, mas que a minuta não seria uma “iniciativa individual”, já que a elaboração partiu de um “entendimento construído em conjunto” com os demais integrantes da corte. A proposta foi discutida pelos ministros do TSE na noite de terça-feira (20), antes da sessão plenária. A auxiliares, Nunes Marques não descartou a possibilidade de suspensão dos grupos, mas ele tem dado declarações desencontradas. Ministros consultados, no entanto, afirmam que o teor da minuta que circulou nesta quarta-feira (21) não refletiu o que eles haviam discutido e que, por isso, não votariam a favor da proposta. Segundo o texto ao qual o Valor teve acesso, “canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores têm potencial de interferir no alcance da propaganda, da mesma forma que conteúdos impulsionados”. Ainda de acordo com o documento, o período que compreende as 48 horas anteriores e 24 horas posteriores da disputa “concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”. A minuta também diz que há “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos” e que ferramentas digitais “que alteram o teor ou a repercussão de propaganda eleitoral merecem tratamento normativo equiparado ao do impulsionamento de conteúdos”. Hoje, a legislação já veda a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral nas 48 horas anteriores e 24 horas posteriores aos turnos. Não há, no entanto, qualquer equiparação entre canais e conteúdos impulsionados. Canal já foi alvo de decisões O "Exército do Lula" já foi alvo de decisões de Nunes Marques. Na semana passada, o presidente do TSE se valeu de uma ordem administrativa - que não é submetida ao crivo dos demais colegas - para suspender a lista de transmissão, contrariando o relator do caso, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que liberou o funcionamento do canal. Na sequência, Nunes Marques determinou que o grupo poderia funcionar, desde que registrado no TSE pela campanha de Lula. Cumprida a exigência, ele liberou o canal, mas não sem antes aplicar uma suspensão de 48 horas. O argumento foi que a legislação eleitoral estabelece que sítios eletrônicos ligados a candidatos só podem ser utilizados dois dias após o registro no TSE. O “Exército do Lula” acabou suspenso por quase um dia. Por fim, o TSE decidiu, em julgamento colegiado, que canais de terceiros, como o de Janones, só devem estar vinculados aos candidatos se houver suporte material das campanhas, o que, em tese, desobriga o registro pela campanha do petista. As decisões de Nunes Marques foram duramente criticadas por colegas. Segundo eles, houve atropelo ao relator. Além disso, ao dar uma ordem administrativa, o presidente do TSE teria driblado o plenário, já que determinações desse tipo não são analisadas pelos demais ministros. Integrantes do TSE também apontaram que Nunes Marques não restringiu por 48 horas canais ligados ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que também foram registrados no TSE no mesmo dia da regularização do "Exército de Lula". Pexels
em 21/10/26 09:03 pm

Motta se reúne com PSB e PDT e partidos formalizam apoio à sua reeleição na Câmara


Em mais um passo das articulações para a sua recondução à Presidência da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) se reuniu nesta quarta-feira (21) com representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que formalizaram apoio à reeleição. Em nota divulgada pelas legendas, as agremiações defendem aliança para enfrentar “o avanço da extrema direita” na composição da Câmara. “Diante da atual conjuntura política e institucional, marcada pelo avanço da extrema direita na composição da Câmara dos Deputados, entendemos que a construção de uma maioria com o centro democrático é fundamental para assegurar governabilidade, enfrentar as ameaças autoritárias e preservar o equilíbrio entre os Poderes, a autonomia das instituições e o sistema de freios e contrapesos, pilares essenciais da democracia brasileira”, diz a nota assinada pelos dois partidos. “PSB e PDT reafirmam, portanto, seu apoio à reeleição de Hugo Motta, em defesa da estabilidade institucional, do diálogo democrático, da democracia brasileira e do avanço das pautas de interesse do povo brasileiro. As duas siglas ligadas ao campo progressista se unem ao bloco formado por partidos do centrão que já sinalizaram que caminharão unidos em 2027. União Brasil, Partido Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD), Republicanos, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Federação PSDB-Cidadania e Podemos já haviam declarado que Motta terá apoio do bloco para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara. O PDT e o PSB destacaram na nota divulgada após a reunião que ao longo da gestão de Motta, a Câmara dos Deputados avançou em temas classificados como “fundamentais para o país”, como o fim da escala 6x1, a reforma tributária, a PEC que garante financiamento contínuo do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e medidas voltadas ao fortalecimento dos Microempreendedores Individuais (MEIs), “entre outras iniciativas importantes para a promoção da justiça social, o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população”, diz o texto. “Nesse contexto, os dois partidos reconhecem a importância de dar continuidade à construção de uma agenda legislativa comprometida com os direitos dos trabalhadores, a redução das desigualdades e o desenvolvimento do Brasil. Assim como avançarmos em temas essenciais para o fortalecimento da nossa democracia, com uma maior transparência na destinação das emendas parlamentares e a aprovação de uma reforma política”, afirmam as siglas. Motta vem buscando atrair apoio dos partidos de centro e também de esquerda para sua recondução em meio às especulações sobre a eleição para a Mesa Diretora da Câmara após o resultado das urnas no primeiro turno – quando o PL conquistou a maioria das cadeiras na Casa. O partido de direita elegeu 121 deputados, tornando-se a maior bancada da Câmara e passou a ventilar que apoiaria um nome alternativo ao de Motta para a Presidência da Casa. Como o Valor mostrou, apesar da resistência de parte expressiva da bancada do PL ao nome de Motta para presidir a Casa – diante da sinalização de apoio do deputado ao candidato do PT na eleição nacional, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, fez um acordo com o dirigente do Republicanos, Marcos Pereira, e trocou o apoio da sigla à Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno por votos no PL para a recondução de Motta. Deputados do PL ouvidos pelo Valor, no entanto, defendem que por ter uma bancada expressiva, há direito de pleitear a presidência. Um dos principais nomes citados é o do deputado Altineu Côrtes (PL-RJ). Há ainda um mapeamento de quantas comissões o PL teria direito proporcionalmente ao tamanho da bancada. Para frear a tentativa do PL de ocupar os principais postos na Casa, o centrão e os partidos de esquerda já se articulam para manter a força e a divisão de espaços na Mesa Diretora e Comissões Partidárias. Apesar de ainda não ter uma posição formal, nos bastidores, parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) também defendem uma composição com Motta para frear as pretensões do PL de lançar uma candidatura adversária.
em 21/10/26 08:59 pm

Bacardi investe em vodca de R$ 2.500 para avançar no mercado de luxo


A Bacardi, dona de marcas como o vermute Martini e o gin Bombay Sapphire, está lançando hoje no Brasil a Grey Goose Altius, com preço sugerido de R$ 2.500 a garrafa. O valor é cerca de 13 vezes superior ao da Grey Goose tradicional, que custa cerca de R$ 189,90. Importado da França, o produto terá distribuição inicial em estabelecimentos premium como bares, restaurantes e hotéis, em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 08:58 pm

Ex-marido de produtora do filme 'Dark Horse' negocia delação com PGR


O ex-marido de Karina Gama, produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, procurou a Procuradoria-Geral da República (PGR) neste mês para tentar um acordo de colaboração premiada no âmbito da investigação sobre suspeita de desvio de emendas parlamentares que foram enviadas para ONGs ligadas à empresária. O Valor confirmou a informação com três fontes ligadas ao caso. A reportagem apurou ainda que a expectativa é de que nada deve avançar antes do fim do segundo turno, marcado para domingo (25). O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As tratativas com Wemerson Marinho da Gama ainda estão em fase inicial e, neste momento, não envolveriam a Polícia Federal (PF). A expectativa é de que Wemerson possa apresentar novas provas de fraudes envolvendo a rede de empresas e ONGs mantida por Karina, incluindo a produtora Go Up Entertainment, que é a responsável pelo filme Dark Horse. O ex-marido de Karina decidiu procurar as autoridades após ser alvo de buscas da PF em setembro deste ano, em uma operação determinada por Dino para investigar suspeitas de desvio de emendas parlamentares indicadas pelo deputado Mario Frias (PL-SP) a ONGs e projetos de Karina. O nome de Wemerson entrou no radar dos investigadores, pois ele tinha autorização para movimentar as contas de uma das entidades que recebeu emenda e também por ter prestado serviços ao gabinete de Frias. Além destas suspeitas envolvendo emendas parlamentares, Karina Gama e sua rede de empresas e ONGs também aparecem ligadas ao financiamento do próprio filme "Dark Horse". Os repasses foram feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje, candidato à Presidência. Esses repasses são investigados em outro inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, que mira as suspeitas de evasão de divisas, corrupção e organização criminosa envolvendo Flávio. "Doação privada" O filho do ex-presidente vem negando irregularidades nos repasses e diz que se tratou de um pedido de doação privada para um filme sobre Bolsonaro. Outro escândalo envolvendo Karina Gama é a suspeita de fraude em um contrato de uma entidade dela com a prefeitura de São Paulo para fornecimento de wi-fi em diferentes pontos do município. A Polícia Civil chegou a fazer buscas em endereços ligados à empresária, e Dino determinou que toda a investigação iniciada pelas autoridades paulistas fosse enviada ao Supremo. Procurada, a defesa de Wemerson e a PGR informaram que não iriam se manifestar. A reportagem entrou em contato também com as defesas de Karina Gama, da Go Up e com a assessoria de Mario Frias e de Flávio Bolsonaro, mas ainda não obteve retorno.
em 21/10/26 08:53 pm

Lucro da Tesla cai 44% no trimestre, mas resultado supera expectativa de Wall Street


O lucro da Tesla caiu 44% no terceiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, atingindo US$ 787 milhões. Diluído por ação, o lucro ficou em US$ 0,22, ou US$ 0,48 no critério ajustado, segundo resultados divulgados nesta quarta-feira (21). Entre julho e setembro, a receita total da companhia somou cerca de US$ 28,04 bilhões, estável na comparação anual. Já as receitas automotivas totais caíram 3%, para US$ 20,56 bilhões. O desempenho da companhia foi prejudicado, principalmente, pelo aumento de 39% nas despesas operacionais, que atingiram 4,77 bilhões no trimestre. Apesar disso, Wall Street já esperava números mais fracos e os resultados acabaram vindo levemente acima das expectativas do mercado americano, que projetava um lucro por ação ajustado de US$ 0,45, com receitas de US$ 28,06 bilhões, segundo analistas consultados pela FactSet. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou US$ 3,9 bilhões, piora de 8% no ano, enquanto a margem Ebitda ajustada ficou em 13,9%, ante os 15% apresentados um ano antes. No trimestre encerrado em setembro, a produção total da Tesla atingiu 464,4 mil veículos, avanço de 4% na base anual, enquanto as entregas caíram 2%, para 486,5 mil unidades. Tesla AP Photo/Damian Dovarganes
em 21/10/26 08:50 pm

Meta Platforms, dona do Facebook, lucra US$ 9,86 bi no 3º tri e supera estimativas do mercado


A Meta Platforms, controladora do WhatsApp, Facebook e Instagram, registrou lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, equivalente a um aumento de 264% sobre o lucro de US$ 2,71 bilhões reportado um ano antes. O lucro por ação saiu de US$ 1,05 para US$ 3,83. Apesar da forte melhora, a base de comparação é fraca. Os resultados do terceiro trimestre de 2025 incluíram um encargo único e não monetário de Imposto de Renda de US$ 15,93 bilhões nos Estados Unidos. Entre julho e setembro de 2026, a gigante de tecnologia teve receita de US$ 64,6 bilhões, 26% superior ao faturado no mesmo período de 2025. Analistas esperavam receita de US$ 63 bilhões e lucro ajustado de US$ 6,54 por ação. No trimestre, o lucro operacional da Meta somou cerca de US$ 13 bilhões, queda de 37% contra o ano passado, com margem operacional de 20%, impactado pelo crescimento de 68% nos custos e despesas, que somaram US$ 51,61 bilhões. Esse valor inclui a despesa judicial divulgada ao logo do trimestre. Em agosto de 2026, a Meta anunciou um acordo com 52 procuradores-gerais estaduais para encerrar litígios relacionados à saúde mental de adolescentes e às redes sociais, prevendo pagamentos de até aproximadamente US$ 18,59 bilhões. Os custos e despesas do terceiro trimestre de 2026 incluem uma despesa de US$ 9,89 bilhões relacionada a esse acordo. A maior parte do faturamento da Meta vem da venda de anúncios digitais em seus aplicativos, principalmente no Facebook e Instagram. A divisão respondeu por US$ 63,06 bilhões da receita líquida da Meta, avanço anual de 25,9%. Na Reality Labs, linha responsável pelos negócios de metaverso, a receita caiu 5,7% no ano, para US$ 443 milhões. Por outro lado, compensando as maiores despesas, as provisões para Imposto de Renda diminuíram 83% em um ano, totalizando US$ 3,14 bilhões no último trimestre, em razão do evento extraordinário do terceiro trimestre de 2025. “Alcançamos marcos importantes neste trimestre na missão de levar a superinteligência pessoal para todos, incluindo o lançamento do Muse e do Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, afirmou Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, em carta aos acionistas. “Nossos investimentos estão gerando resultados, o negócio principal segue forte e estamos vendo avanços acelerados em todas as frentes.” Para o quarto trimestre de 2026, a companhia espera que a receita total fique na faixa de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões. A Meta ainda espera que as despesas totais do ano completo de 2026 fiquem na faixa de US$ 175 bilhões a US$ 179 bilhões, incorporando a despesa de US$ 9,9 bilhões relacionada a processos judiciais. Anteriormente, a faixa prevista ia de US$ 165 bilhões a US$ 169 bilhões. “Excluindo a despesa jurídica registrada no terceiro trimestre, continuamos esperando que o lucro operacional de 2026 fique acima do lucro operacional de 2025”, diz a companhia. Além disso, a Meta Platforms agora prevê investimentos de capital em 2026, incluindo pagamentos de principal relacionados a arrendamentos financeiros, entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões, faixa mais estreita em relação à projeção anterior, de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões. Por volta das 17h23, as ações da Meta subiam 3,5% no pós-mercado da Nasdaq, cotadas a US$ 721,71. No pregão regular, os papéis fecharam em alta de 0,5%.
em 21/10/26 08:49 pm

Governo abre amanhã chamamento de bancos e FIDCs para o Desenrola 3.0, diz Durigan


O governo federal publicará nesta quinta-feira (21) o primeiro edital de chamamento de interesse para instituições financeiras e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) no âmbito do Desenrola 3.0. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a jornalistas na sede da pasta, em Brasília. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 08:48 pm

IBM registra lucro maior no 3º trimestre com a concretização de negócios adiados


A International Business Machines (IBM) registrou um lucro maior no terceiro trimestre e um aumento na receita em seus segmentos de software e infraestrutura, em um momento que a empresa busca provar aos investidores que o desempenho decepcionante do segundo trimestre foi apenas um contratempo pontual. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 08:48 pm

Flávio teve vitórias acima de sua média em áreas de milícia e dominadas pelo crime no Rio


O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) teve vitórias acima de sua média de votação em áreas de milícia e dominadas pelo crime organizado na região metropolitana do Rio de Janeiro. Candidatos de direita como o governador eleito, Douglas Ruas (PL), além de deputados e senadores de direita, também tiveram votações mais favoráveis em territórios controlados por milicianos. É o que aponta um estudo do pesquisador do Centro de Segurança Pública e Analytics da FGV (FGV-Analytics) e do Centro de Política e Economia do Setor Público (FGV-CEPESP) Bruno Pantaleão. O levantamento foi feito com dados do Instituto Fogo Cruzado e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O mapeamento apontou que Flávio teve em média 5,6 pontos percentuais dos votos a mais em áreas de milícias quando comparadas com outras áreas. Isso equivale a cerca de 107 mil a mais que o esperado, segundo o cálculo da pesquisa. No caso de Ruas, a média foi de 4,7 pontos a mais nessas áreas, o que corresponde a 84 mil votos a mais que do esperado. Flávio também teve vantagem em áreas dominadas por facções criminosas como Comando Vermelho, apesar da superioridade ser menor em comparação com as áreas controladas por milicianos. Na comparação entre partidos, as áreas de milícia se associam a mais votos de direita em legendas como o PL e menos da esquerda como PT e o Psol. O PL teve vantagem nesses territórios de 4,6 pontos percentuais (148,4 mil votos) para senador; 2,6 pontos percentuais (46,3 mil) para deputado estadual e 1,9 ponto (33,4 mil) para deputado federal. Em uma tendência oposta, o PT teve desvantagem de 2,9 pontos percentuais (91,7 mil) para senador; 1,9 pontos para deputado estadual (34,3 mil) e 2,7 pontos para deputado federal (48,4 mil) nessas regiões. Os dados do estudo apontam ainda que candidaturas ao legislativo revelam uma concentração ainda mais visível de votações de candidatos em áreas sob controle armado. Alguns dos nomes mais votados do estado alcançaram a maior parte dos votos nesses locais. O deputado estadual eleito Márcio Canella (União), por exemplo, teve 83% de sua votação nessas áreas. Antonio Rueda (União), eleito para deputado federal com uma campanha feita em dobradinha com Canella, teve 77% dos votos de áreas dominadas pelo crime. Segundo deputado estadual mais votado do Rio nestas eleições, Canella foi preso na semana passada sob suspeita de ser "patrono político" e "articulador" de uma organização criminosa armada que usaria postos de combustíveis para lavar dinheiro. De acordo com o autor da análise, a participação de grupos criminosos nas eleições é mais direta para candidaturas ao legislativo. Ele aponta que nos dados analisados, é possível observar que alguns candidatos tem votações desproporcionalmente concentradas em poucos locais de votação, sugerindo uma focalização de seus recursos em poucas áreas. "Em contextos de governança criminal, isso pode representar a capacidade desses candidatos em se articularem com lideranças criminais locais para intermediar a transação de votos por práticas clientelistas, assim como impedir o acesso de candidatos concorrentes para fazer campanha nas comunidades", afirma Pantaleão. Ele ressalta ainda que esse é efeito é “muito menor” em eleições majoritárias onde eleitores teriam preferências mais sólidas e onde a concentração eleitoral é, por definição, uma estratégia frágil. O levantamento analisou 5.034 locais de votação no Estado. Desses, 2.030 foram identificados como estando em áreas sob influência de milícia ou facções criminosas. O Valor questionou Flávio, Ruas, Canella e Rueda sobre os resultados da pesquisa, mas ainda não teve retorno.
em 21/10/26 08:39 pm

Ibovespa fecha em queda e dólar tem leve alta após Quaest mostrar acirramento da disputa entre Flávio e Lula


Ibovespa fecha em queda e dólar tem leve alta após Quaest mostrar acirramento da disputa entre Flávio e Lula Juros futuros ficam perto da estabilidade após dia volátil; bolsas de NY sobem Juros futuros ficam perto da estabilidade após dia volátil com foco em eleição. Dólar à vista tem leve alta com ajuste externo e atenção à disputa presidencial. Ibovespa recua com acirramento da disputa eleitoral e sem o apoio de Vale. Bolsas de NY sobem com impulso de ‘techs’ após o forte balanço da SpaceX
em 21/10/26 08:36 pm

Juros futuros ficam perto da estabilidade após dia volátil com foco em eleição


Os juros futuros se ajustaram próximos da estabilidade nesta quarta-feira, com alguma distensão de prêmios de risco que beneficiou os vértices de longo prazo da curva a termo. A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, o foco novamente ficou sobre a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a indefinição sobre quem sairá vencedor no próximo domingo (25) fez com que as taxas tivessem dificuldade de firmar uma direção e exibissem maior volatilidade ao longo do dia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 se ajustou estável a 12,775%; a do DI de janeiro de 2029 oscilou de 12,56%, do ajuste de ontem, a 12,565%; e a do DI de janeiro de 2031 teve queda de 12,635% para 12,605%.
em 21/10/26 08:28 pm

Ibovespa recua com acirramento da disputa eleitoral e sem o apoio de Vale


Depois de abrir o pregão oscilando em torno da estabilidade, o Ibovespa se firmou em queda durante a manhã, diante de novas pesquisas eleitorais que reforçaram o acirramento da corrida eleitoral a poucos dias do segundo turno. Hoje, a Quaest mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que implica queda da vantagem do bolsonarista. Além disso, o levantamento mostrou que a rejeição de Lula recuou de 53% para 47%, o que contribuiu para o menor apetite no mercado acionário local. Ao mesmo tempo em que o cenário eleitoral elevou a cautela nos negócios, a queda mais intensa das ações da Vale, Petrobras e alguns bancos ajudou a intensificar o movimento negativo no índice. O tombo registrado pela WEG, após a divulgação do balanço, também pesou sobre os negócios. Assim, após oscilar entre os 205.988 pontos e os 209.245 pontos, o Ibovespa encerrou em queda de 0,86%, aos 206.495 pontos. Blue chips de commodities cederam em bloco: as ON da Vale recuaram 2,15%, ao passo que as PN da Petrobras perderam 0,79%. Já bancos terminaram mistos: as units do Santander foram destaque, ao subirem 0,90%, enquanto as units do BTG Pactual lideraram as perdas, no valor de 1,41%. A queda mais intensa da Vale foi provocada pela percepção de analistas de que a mineradora enfrenta uma chance razoável de não alcançar metas anuais tanto de volumes produzidos quanto de custos unitários em 2026. Para a XP, o plano da Vale para expandir sua produção de cobre para 700 mil toneladas até 2035 encontra sustentação na base geológica de reservas e recursos da companhia, transferindo o debate sobre a capacidade de execução da mineradora. Em relatório, os analistas apontam que a consolidação dessa expansão deve reposicionar a estrutura de resultados da companhia, historicamente concentrada no minério de ferro, aumentando a participação das operações de metais básicos dos atuais 28% para até 43% em 2035. Os papéis da WEG, por sua vez, encerraram em queda de 7,34%, após resultados ligeiramente abaixo do esperado no terceiro trimestre, com margens pressionadas pela alta nas cotações do cobre e tarifas comerciais nos Estados Unidos, na avaliação do Citi. Além de acompanhar os balanços, investidores continuaram atentos ao cenário eleitoral. Participantes do mercado ouvidos pelo Valor avaliam que os números da Quaest surpreenderam, especialmente a oscilação da rejeição de Lula, que caiu de 53% para 47%, ao passo que a de Flávio variou de 54% para 52%, o que ajudou a reforçar a cautela nos negócios. "Os volumes de negócios estão mais fracos, porque o momento é de cautela: quem já está posicionado espera o resultado da eleição, e quem está menos exposto ou ainda sem posição também está aguardando", diz a fonte. Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa no pregão foi de R$ 24,6 bilhões, chegando a R$ 36,8 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq subiu 1,05%; o Dow Jones ganhou 0,69%; e o S&P 500 avançou 0,58%.
em 21/10/26 08:23 pm

TCU dá 120 dias para Minas e Energia informar futuro das obras na usina nuclear Angra 3


O Tribunal de Contas da União (TCU) definiu um prazo de 120 dias para o Ministério de Minas e Energia (MME) dar informações sobre o futuro das obras da usina nuclear Angra 3. As explicações foram solicitadas pela Corte de Contas diante do impacto financeiro negativo na Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e de sua subsidiária Eletronuclear. O MME deverá apresentar todos os estudos e informações necessárias para o futuro do empreendimento ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A documentação encaminhada deverá ser articulada com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). O CNPE também terá um prazo de 120 dias, depois de posse das informações do governo, para se manifestar conclusivamente sobre a viabilidade do empreendimento Angra 3. A Corte de Contas determinou a elaboração de um plano de ação visando a realização de concurso público para adequar a situação de pessoal. O Valor já publicou que, na avaliação de integrantes da equipe do Executivos, a definição sobre o futuro do empreendimento dificilmente seria feita antes das eleições, e uma eventual mudança de governo tende a tornar ainda mais remota a perspectiva de uma decisão no curto prazo. A obra tem elevados custos. Iniciada na década de 1980, está paralisada desde 2015 depois de investigação de corrupção pela Operação Lava-Jato. Desde então, diferentes ministros de Minas e Energia, em governos distintos, chegaram a sinalizar favoravelmente à retomada ou à continuidade das obras de Angra 3. Nenhuma das gestões, porém, tomou uma decisão definitiva sobre o empreendimento, seja para concluir a construção, seja para encerrar o projeto. O MME defendeu publicamente a obra, levando uma proposta favorável ao CNPE. O tema foi levado ao CNPE em três oportunidades desde 2024. Porém, enfrentou resistências da Casa Civil e do Ministério da Fazenda, que eram contrários à continuidade do empreendimento diante de seu elevado custo. O processo no TCU, sob relatoria do ministro Benjamin Zymler, faz um acompanhamento de aspectos macrofiscais, orçamentários e de gestão da ENBPar e de sua subsidiária Eletronuclear, estatais. Zymler disse que a constatação evidente do processo é a fragilidade econômico-financeira da Eletronuclear, decorrente da paralisação das obras de Angra 3 e da ausência de decisão do CNPE sobre a tarifa e autorização da outorga da usina. "Esse hiato decisório, que é bem típico do Brasil, implicou gastos adicionais, e continua implicando gastos adicionais, de R$ 2,5 bilhões à Eletronuclear entre 2024 e meados de 2026, e vai inviabilizando paulatinamente a retomada de Angra 3", afirmou o ministro relator. Zymler declarou ainda que os efeitos da paralisação afetaram a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), porque fornece combustível nuclear para Angra 1 e Angra 2. Afirmou que a estatal registrou prejuízo líquido de R$ 150 milhões em 2025 diante da inadimplência da Eletronuclear, que não tem efetuado os pagamentos. O relator declarou que o cenário pode colocar em risco a cadeia de combustível nuclear no país. O ministro disse que a controladora ENBPar também foi atingida, com declínio dos resultados recentes, apesar de ter sido beneficiada com resultados da Itaipu. "Contudo, mantida a atual situação da Eletronuclear, há um risco relevante de serem necessários aportes da controladora nessa empresa controlada, da ENBPar para a Eletronuclear", declarou Zymler.
em 21/10/26 08:19 pm

FT: Plataformas cripto correm para oferecer mercados preditivos a clientes nos EUA


Plataformas de criptomoedas estão correndo para lançar mercados preditivos, buscando novas fontes de receita diante de uma desvalorização prolongada dos ativos digitais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 08:16 pm

Bolsas de NY sobem com impulso de ‘techs’, após forte balanço da SpaceX


As bolsas americanas encerraram em alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelo desempenho do setor de tecnologia, após o forte resultado trimestral da SpaceX reviver o otimismo com relação à tese de inteligência artificial (IA) antes da divulgação dos resultados de Meta e Tesla. A possibilidade de uma fusão entre as empresas de Elon Musk também deu suporte às ações das companhias, enquanto a Netflix teve queda firme e freou os ganhos dos índices. O índice Dow Jones encerrou em alta de 0,69%, aos 52.856,86 pontos, o S&P 500 ganhou 0,58%, aos 7.757,22 pontos, e o Nasdaq subiu 1,05%, aos 26.702,86 pontos, refletindo os ganhos do setor de tecnologia (+1,61%). As ações de chips e semicondutores foram beneficiadas pelos fortes resultados da SpaceX (+7,79%), indicando a melhora de humor com a narrativa de inteligência artificial. O salto da Super Micro (+9,55%), após a companhia projetar uma receita trimestral e uma margem de lucro acima das estimativas, também deu suporte ao segmento. A Netflix, por sua vez, caiu 5,31%, depois de as projeções de receita decepcionarem. Elon Musk, CEO da SpaceX, em tela na Times Square Adam Gray/Bloomberg
em 21/10/26 08:16 pm

Dólar à vista tem leve alta com ajuste externo e atenção à disputa presidencial


O dólar à vista devolveu um pouco do movimento de apreciação do real dos últimos dias, em meio a um ajuste externo, com a moeda americana mais forte em boa parte dos mercados emergentes. A aproximação do segundo turno da eleição presidencial também pode ter começado a engatilhar um comportamento mais defensivo dos agentes, ainda que predomine a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Encerradas as negociações, o dólar à vista fechou em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,0272, depois de ter batido na mínima de R$ 5,0116 e encostado na máxima de R$ 5,0428. Já o euro comercial apreciou 0,15%, a R$ 5,6472. Perto das 17h10, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, seguia estável (-0,01%), aos 101,686 pontos. O dólar abriu a sessão em alta, chegou a reverter o sinal ao longo da manhã, mas voltou a apreciar, em linha com a dinâmica das moedas pares. O real hoje não esteve entre as piores das divisas do dia, mas seguiu pressionado. Para a casa de análise Convex Research, a valorização recente do real chama atenção porque ocorre em um momento em que o dólar se fortalece no mercado global, e parte relevante desse movimento reflete a incorporação, pelos preços, de um dos desfechos possíveis do segundo turno.] “O real está se valorizando mesmo com o dólar se fortalecendo no mundo. Isso tem um lado positivo, mas também exige atenção”, afirma Thaise Saeter Rytenband, CEO da Convex Research. Para a casa, se o desfecho que o mercado precifica se confirmar, o espaço adicional de valorização do real tende a ser limitado. Se o resultado for outro, o mercado encontrará posições concentradas na aposta de valorização da moeda brasileira, e o ajuste tende a ser mais rápido. “O ponto relevante para o investidor é que o desfecho menos provável nos preços é justamente o que gera o maior ajuste”, diz Thaise. Para o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o câmbio pode ainda apreciar, caso o cenário desenhado pelo mercado se realize, mas a dinâmica tem magnitude limitada. “Boa parte da surpresa em relação às pesquisas já foi observada no primeiro turno. Vai ter uma melhora no real, caso a oposição vença, mas depois esse movimento vai ficar mais dependente das definições de governo e das políticas econômicas”, diz. Além disso, o economista lembra que, no fim do ano, é comum haver a pressão de saída de dólares do país, o que pode também deixar o câmbio mais depreciado. “Vemos esse nível atual de dólar a R$ 5,00 como um nível bastante fair [justo]”, afirma.
em 21/10/26 08:14 pm

Alckmin critica Flávio por não abrir sigilo: ‘Não dá para ter vida pública e não prestar contas’


O vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) criticou nesta quarta-feira (21) o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por não abrir seus sigilos bancário e telefônico. Alckmin afirmou que não é possível participar da vida pública se não prestar contas e ressaltou a falta de transparência sobre os R$ 134 milhões que o senador pediu ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. “É dever de quem está na defesa da vida pública prestar contas à população, permanentemente”, disse Alckmin, ao participar de evento da campanha presidencial em Campinas, no interior paulista. Na reta final da disputa pela Presidência, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aumentado a pressão para que Flávio preste conta de sua movimentação bancária e fiscal, para tentar apontar eventuais irregularidades. Lula protocolou, ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento em que autoriza a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico relativos aos últimos oito anos, e também os de seus parentes, desde que o seu adversário na disputa presidencial faça o mesmo. Flávio, no entanto, disse que só vai liberar seus sigilos pessoais se forem liberados os sigilos do ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além de informações sobre reuniões do presidente, de gastos com cartão corporativo da Presidência e informações sobre despesas da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja. “Ele está dando uma desculpa. Aliás, defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico. Vida pública é pública, quem não quiser ter vida pública vai para o setor privado, mas não dá para ter vida pública, ser candidato a presidente da República e não querer prestar contas”, afirmou o vice-presidente. Alckmin citou como exemplos da falta de transparência de Flávio o fato de ele não ter prestado conta dos R$ 134 milhões do Banco Master, supostamente arrecadados para um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Alckmin tem feito uma série de atividades da campanha presidencial sem Lula, para ampliar o alcance da candidatura. Ao lado do ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato derrotado ao governo de São Paulo, o vice-presidente fez o “ato pela virada” em Campinas. Segurar despesa Ao falar com a imprensa, Alckmin disse que o governo precisa “seguras as despesas”, mas também é necessário fazer com que o PIB cresça para “poder melhorar a relação dívida-PIB”. O vice-presidente defendeu a reeleição de Lula e indicou que se Flávio for eleito, o país enfrentará um retrocesso e poderá “mudar para pior”. Alckmin criticou ainda o modelo de governo da Argentina, do presidente Javier Milei, defendido por Flávio. “O que houve na Argentina? Recessão, empresa fechando, desemprego e perda de salário.” “Eleição é comparação. Primeiro, defender a democracia. Esse é um valor, quem não acredita na democracia não devia disputar a eleição, porque quem manda é o povo, ele que elege, ele que deselege, enfim. Então, a democracia tem que ouvir e dialogar, e quem ouve mais erra menos. As ditaduras só ouvem os poderosos e os ricos, não dá a menor bola para a população.” Eleição apertada Coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Haddad disse que o resultado desta eleição será muito apertado e que nesses últimos dias antes do segundo turno a campanha está fazendo a “conscientização do que está em risco no Brasil”. O petista reforçou a ideia de que não só a democracia, mas também a soberania corre risco no país.
em 21/10/26 08:13 pm

Vinci Compass anuncia aquisição da investida AustralRe


A Vinci Compass anunciou a aquisição da AustralRe, companhia de resseguros cujos principais sócios já eram controladores como pessoa física e que era investida de um fundo de participações (FIP) que reúne acionistas minoritários como o IFC, braço de investimento privado do Banco Mundial, e o Banco Genial Investimentos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 08:11 pm

Aliados de Flávio minimizam Quaest e atribuem queda da rejeição de Lula a ‘bondades’


Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) relativizaram o resultado da pesquisa Quaest divulgada hoje, que mostrou empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, mas atribuem a queda da rejeição ao presidente Lula às medidas de apelo popular promovidas pelo governo na reta final da campanha. O levantamento apontou Flávio com 45% das intenções de voto e Lula, 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. No levantamento anterior, divulgado na semana passada, Flávio tinha 46% e Lula, 44%. O candidato do PL, portanto, oscilou um ponto para baixo, enquanto o petista manteve o mesmo percentual. Os dois se enfrentam no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25). Parte dos aliados de Flávio ouvidos pelo Valor minimiza os números sob o argumento de que a última pesquisa do instituto antes do primeiro turno apontou um desempenho de Flávio inferior ao registrado nas urnas. Outros aliados avaliam que a margem estreita entre os candidatos deve servir de estímulo à mobilização nos últimos dias da disputa. Eles apontam otimismo e confiança na vitória de Flávio, mas defendem a manutenção das agendas de rua e mobilização dos eleitores para buscar votos, reduzir abstenções e atrair os indecisos. “Eu olho estas pesquisas vendo o lado positivo, ou seja, embora estejamos na frente, a margem pequena nos faz trabalhar mais para elegermos Flávio Bolsonaro”, afirmou um aliado. A leitura também é de que é preciso evitar “salto alto” de achar que a eleição está garantida. Como o Valor mostrou, nas semanas que sucederam o primeiro turno, o clima de entusiasmo tomou conta da campanha bolsonarista e por um momento, inclusive, articuladores já negociavam espaços na Esplanada e no Congresso Nacional, embora publicamente o discurso fosse de que ainda há uma eleição a ser ganha. A redução da rejeição ao presidente Lula também chamou a atenção de aliados do candidato do PL, que atribuem o movimento ao “pacote de bondades” do governo Lula. O percentual daqueles que rejeitam o petista recuou de 53% para 47% em uma semana. Enquanto isso, a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 54% para 52% em igual período. No levantamento anterior, divulgado dia 14, os dois candidatos eram rejeitados pela maior parte dos eleitores: Flávio por 54% e Lula por 53%. Os dados de hoje mostram que a rejeição ao presidente Lula caiu seis pontos percentuais desde então, para os atuais 47%. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, dentro da margem de erro. Na leitura de aliados de Flávio, a curva de redução da rejeição de Lula é atribuída a medidas populares lançadas pelo governo nas últimas semanas, como a aprovação no Congresso Nacional do fim da escala 6x1, o aumento do limite do MEI e perdão da dívida de microempreendedores, o anúncio sobre a proposta de tarifa zero de ônibus aos fins de semana e a antecipação do Bolsa Família. “Muita bondade”, disse um aliado. “Vamos ver quem vai pagar a conta”, completou.
em 21/10/26 08:11 pm

BlackRock adiciona ETF de robótica à crescente gama de produtos com foco em IA


A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, lançou nesta quarta-feira mais um fundo negociado em bolsa (ETF) de uma série voltada para a inteligência artificial (IA). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 07:59 pm

Quem está na frente para presidente no segundo turno? Últimas pesquisas revelam favorito em cada faixa salarial


Apesar de estarem tecnicamente empatados nas pesquisas consolidadas da Quaest e Datafolha mais recentes, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem entre os eleitores que recebem até dois salários mínimos (R$ 3.242) e entre os autodeclarados pretos e pardos. Considerando os mesmos recortes de cor e de faixa salarial, o senador Flávio Bolsonaro lidera entre aqueles que recebem mais do que dois salários mínimo e entre os autodeclarados brancos. Segundo a pesquisa consolidada Quaest mais recente, divulgada nesta quarta-feira (21), Flávio Bolsonaro possui 45% da intenção de votos no segundo turno, contra 44% de Lula. Já no último levantamento Datafolha, de 15 de outubro, Flávio Bolsonaro lidera com 47%, enquanto Lula soma 45%. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na liderança com 56.104.503 votos (47,03%), enquanto o petista somou 53.879.538 votos (45,16%), de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa Quaest mais recente, divulgada nesta quarta-feira (21), ouviu 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. O levantamento foi contratado pelo O Globo e a TV Globo e foi registrado na Justiça Eleitoral como BR-08535/2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O último Datafolha foi divulgado na última quinta-feira (15). O levantamento ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo, custou R$ 384.552,00 e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026. Confira abaixo os resultados das pesquisas estimuladas da Quaest e do Datafolha, nos recortes de renda familiar e cor: Renda Segundo a última pesquisa estimulada Quaest, Lula lidera entre aqueles que possuem renda de até 2 salários mínimos, enquanto Bolsonaro tem a vantagem nas demais faixas de renda. Intenções de voto por renda familiar, segundo a Quaest O mesmo cenário se repete na pesquisa estimulada Datafolha. Intenção de votos por renda familiar, segundo Datafolha Cor No levantamento estimulado da Quaest, analisado pelo recorte racial, Lula tem maior intenção de votos entre as populações pretas e pardas, enquanto Flávio Bolsonaro lidera entre os brancos. Intenção de voto por cor, segundo a Quaest O cenário é similar na pesquisa estimulada do Datafolha. Intenção de votos por cor, segundo o Datafolha
em 21/10/26 07:58 pm

AGU pede que Justiça apreenda R$ 190 milhões em bens de integrantes do PCC e do Comando Vermelho

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com quatro ações em que pede a apreensão de R$ 190,3 milhões em bens de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). Os processos estão em segredo de Justiça. Segundo a instituição, o objetivo é desarticular financeiramente organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas, contrabando transnacional de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro. As ações da AGU se baseiam na Lei Antifacção, aprovada no início do ano e que facilita a apreensão de bens antes do trânsito em julgado dos casos. “A iniciativa representa uma nova frente de atuação do Governo brasileiro no combate ao crime organizado, com o objetivo de identificar, bloquear e recuperar patrimônio de origem ilícita”, disse a Secretaria de Comunicação Social (Ascom) da Presidência da República em nota divulgada nesta terça-feira (20). Três das ações, que pedem R$ 82 milhões em perdimento de bens, tratam de 87 réus e têm relação com esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. O último processo pede R$ 108,2 milhões em apreensão de bens. A ação busca recuperar patrimônio relacionado ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de capitais. “As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 230 milhões, além de imóveis, aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas. Também foram identificadas conexões de investigados com integrante do Comando Vermelho (CV), sem comprovação de vínculo formal com a facção”, diz a nota. A atuação da AGU contará com a colaboração dos ministérios da Justiça e da Fazenda, e da Controladoria-Geral da União (CGU).
em 21/10/26 07:51 pm

Petróleo fecha perto da estabilidade, mas avança no pós-mercado com ataque à Saudi Aramco


Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam perto da estabilidade e os do WTI caíram nesta quarta-feira (21), enquanto investidores passaram o dia monitorando os desdobramentos das negociações para acabar com os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. Após o encerramento das negociações, no entanto, os preços passaram a subir, diante de relatos de ataques à estrutura energética da Arábia Saudita. O petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em dezembro terminou o pregão perto da estabilidade (+0,03%), cotado a US$ 108,82 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 0,67%, a US$ 97,15 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, concordou com a realização de negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Ucrânia sobre um possível acordo de paz, segundo o Kremlin. Ontem, o rumor de que teria sido apresentada uma nova proposta de cessar-fogo aos Estados Unidos e ao Irã por intermediadores levou a uma firme queda nos preços do petróleo, mas não houve confirmação, enquanto o conflito segue sem perspectiva de acabar. Após o fechamento, os preços do petróleo apresentavam forte valorização, após relatos de ataques a instalações da Saudi Aramco no Arábia Saudita. Além disso, de acordo com a agência de notícias Reuters, o Departamento de Estado dos EUA estaria se preparando para determinar a saída de parte de seu pessoal e de familiares das embaixadas americanas na região do Golfo P, ampliando os temores de uma escalada nas hostilidades. Por volta das 16h30 (de Brasília), o Brent subia 0,59%, a US$ 109,43. Campo de exploração da Saudi Aramco REUTERS/Maxim Shemetov
em 21/10/26 07:51 pm

Quem é Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro e maior apostador em bets no Brasil?


O advogado Willer Tomaz é amigo pessoal do senador e candidato à presidente da República Flávio Bolsonaro (PL). Ambos afirmam que a relação é pessoal e negam manter vínculos comerciais. Tomaz é proprietário do escritório Willer Tomaz Advogados Associados e tem parceria com Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, no escritório Aragão e Tomaz. Ele tem negócios nos setores imobiliário, de aviação e de comunicação. É proprietário do Sistema Difusora de Comunicação, no Maranhão, com televisão e rádios. Na advocacia, Tomaz atuou na defesa da Eldorado Brasil Celulose, do grupo J&F, no âmbito da Operação Greenfield, que investigava irregularidades em investimentos de fundos de pensão, e representou o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) em tribunais superiores. Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro Reprodução Redes Sociais Relação com políticos Com tráfego em Brasília, ele também mantém fortes laços com o senador Weverton Rocha (PDT). Com Flávio, há viagens em conjunto e convivência familiar pública. Com Weverton, além da amizade, a relação também é profissional, com Willer Tomaz atuando em processos defendendo o senador. Em agosto deste ano, uma foto encontrada pela PF no celular de Weverton Rocha e revelada pela revista piauí mostra uma confraternização na piscina do Rancho Tomaz, propriedade do advogado em Planaltina. Entre os presentes estavam Arthur Lira, então presidente da Câmara, Juscelino Filho, então ministro das Comunicações, Alexandre Ramagem, Elmar Nascimento, Paulo Azi e o próprio Weverton. Foto encontrada pela Policia Federal PF no celular do Senador Weverton Rocha com um grupo de políticos reunido em uma piscina na propriedade do advogado e empresário Willer Tomaz, em Planaltina, no Distrito Federal. Aparecem na foto Efraim Filho, Arthur Lira, Paulo Azi, Juscelino Filho, Weverton Rocha, Elmar Nascimento, Angelo Coronel, Alexandre Ramagem, Willer Tomaz e Diogo Coronel entre outros. Foto: Divulgação Divulgação O encontro foi organizado por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”, e a fotografia teria sido tirada em 23 de abril de 2023. Na época, o nome de Tomaz chegou a ser cotado para uma vaga do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reservada à Câmara. A indicação sofreu resistências e não prosperou. Suspeito de lavagem de dinheiro com bets Tomaz está em um novo inquérito da PF, enviado no início desta semana ao STF, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolve também Flávio Bolsonaro. A investigação começou no Rio Grande do Sul para para apurar o uso de casas de apostas virtuais para lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mas levou à exploração de apostas esportivas no Rio de Janeiro. Segundo o relatório, há “elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato de Willer Tomaz sobre a Rede Loto”, empresa do setor. Na terça (20), uma nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, apontou que Tomaz movimentou R$ 5 bilhões em bets em 2025, com R$ 258 milhões depositados na Foggo, empresa responsável pela Blaze. Isso dá a ele, segundo a pasta, o título de brasileiro que mais fez depósitos em apostas online no ano passado. O montante de R$ 5 bilhões não corresponde ao total de recursos efetivamente depositados na plataforma, mas sim a soma de depósitos e a reutilização de ganhos em novas apostas. Além da suspeita de lavagem de dinheiro, a Polícia Federal investiga se Tomaz não seria um sócio oculto da Blaze e de outras empresas que administram bets. Willer nega relação societária ou comercial com a plataforma. Alvo de operações Willer Tomaz já foi alvo de duas operações federais: A primeira foi em 2017, a Operação Patmos, da PF, em um desdobramento da Lava Jato. Em maio aquele ano, ele foi preso preventivamente sob a suspeita de intermediar pagamentos a um procurador para obter informações sigilosas e interferir nas investigações da Greenfield, relacionadas ao grupo J&F. O MPF o denunciou por corrupção ativa, violação de sigilo e obstrução de investigação de organização criminosa. A prisão foi revogada em agosto de 2017 e, em 2021, o TRF1 rejeitou a denúncia por falta de justa causa, entendendo que as delações não tinham corroboração suficiente. A segunda, neste ano, foi a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. A etapa investigava suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao esquema de descontos indevidos do INSS, incluindo movimentações financeiras e patrimoniais. A defesa negou envolvimento e afirmou que a busca decorria da propriedade de uma aeronave utilizada pelo senador Weverton Rocha. Ainda, nesta semana, uma outra operação da PF envolve Tomaz sem tê-lo como alvo de mandado. Tratou-se de um mandado de busca contra Humberto Pradera, o ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeita de vazar informações internas de processos da corte ao advogado. Nesta linha de investigação, a PF identificou em dados da nuvem de Willer Tomaz que ele teria recebido informações de processos do STJ por intermédio de Pradera. LEIA MAIS: PF afirma que Willer Tomaz era 'hub financeiro' do senador Weverton Rocha Pradera foi exonerado do STJ na última sexta-feira (16) por determinação do presidente do tribunal, Luis Felipe Salomão, após o caso ser revelado pelo UOL. Em nota, Salomão afirmou que já havia determinado apuração do caso internamente. Procurados, o ex-secretário e a campanha de Flávio não comentaram o caso. Tomaz negou irregularidades por nota: “O advogado Willer Tomaz nega categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter interferido em qualquer manifestação. As insinuações são falsas, configuram desinformação e revelam desconhecimento elementar, ou deliberada distorção, do funcionamento dos tribunais.”
em 21/10/26 07:50 pm

Papa Leão XIV não precisará de tratamento adicional após cirurgia, dizem médicos


O papa Leão XIV não precisará de nenhum tratamento adicional após ter sido submetido a uma cirurgia contra o câncer de pulmão na semana passada, disseram seus médicos nesta quarta-feira (21), indicando que o tumor não havia se espalhado. Leia também: Papa Leão XIV volta a sair às ruas após cirurgia contra câncer de pulmão Papa Leão deixa hospital, quatro dias após cirurgia para tratar câncer de pulmão Após retirada de tumor, papa mantém, por ora, viagem à América do Sul O anúncio ocorreu em meio às incertezas sobre a realização de uma viagem planejada pelo papa, nascido nos Estados Unidos, ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista para os dias 6 a 17 de novembro. O pontífice, de 71 anos, teve o lobo inferior do pulmão direito removido em uma cirurgia em 13 de outubro e foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão. Os exames histológicos finais e as análises de biologia molecular do tecido removido confirmaram o diagnóstico, com a doença permanecendo localizada, disseram os médicos em um comunicado divulgado pelo Vaticano. "Uma avaliação oncológica posterior confirmou que nenhum tratamento adicional é necessário", afirmaram o principal cirurgião do papa, Stefano Margaritora, e seu médico pessoal, Luigi Carbone. Leão XIV recebeu alta hospitalar no sábado e está retomando gradualmente suas atividades habituais. Nesta quarta-feira, ele voltou à Praça de São Pedro para sua audiência semanal com peregrinos. Margaritora afirmou na semana passada que não havia "razões clínicas" que impedissem o papa de viajar à América do Sul, mas o secretário de Estado do Vaticano indicou que o pontífice poderá precisar ajustar o ritmo de sua agenda para favorecer a recuperação.
em 21/10/26 07:40 pm

Dentalclean amplia linha Cherry Moment com antisséptico bucal de 1 litro e sabor exclusivo de cereja


A Dentalclean, empresa de higiene bucal com mais de 30 anos de mercado, amplia seu portfólio de antissépticos bucais com a chegada da versão de 1 litro do Cherry Moment, produto com sabor de cereja e zero álcool. A novidade aumenta o volume disponível da linha e aposta em uma característica pouco comum na categoria: um sabor frutado que busca tornar o uso do antisséptico mais agradável no dia a dia. Segundo a empresa, o Antisséptico Cherry Moment é o único produto do mercado com esse sabor. A expansão acompanha a estratégia da marca de desenvolver produtos que aliam funcionalidade e diferenciação na experiência de consumo. Tradicionalmente associado à sensação de frescor após a escovação, o antisséptico bucal ganha, com a versão Cherry Moment, uma alternativa que explora o sabor como atributo de diferenciação. A nova embalagem de 1 litro amplia a quantidade disponível para o uso cotidiano e passa a integrar as opções oferecidas pela Dentalclean ao consumidor. "O Cherry Moment nasceu com uma proposta de trazer uma experiência diferente para uma categoria em que o frescor costuma ser o principal atributo percebido pelo consumidor. O sabor de cereja ajuda a construir essa identidade, enquanto a nova versão de 1 litro amplia as possibilidades de uso do produto na rotina. Queremos mostrar que os cuidados com a saúde bucal também podem incorporar novas experiências, sem perder de vista a função do produto", afirma Leonardo Filoso, diretor de trade e marketing da Dentalclean. Além do sabor, o produto tem como proposta complementar a rotina de higiene bucal. De acordo com as informações da marca, o antisséptico atua em regiões da boca que a escova não alcança e oferece proteção por até 12 horas, conforme a comunicação do produto. Seu uso deve seguir as orientações da embalagem e não substitui a escovação nem a limpeza interdental, etapas fundamentais para a manutenção da saúde bucal. A chegada da embalagem de 1 litro também representa uma ampliação das opções de apresentação da linha Cherry Moment, permitindo que o consumidor encontre o produto em um formato de maior volume. A iniciativa reforça a aposta da Dentalclean em diversificar seu portfólio e explorar atributos que diferenciem seus produtos em um segmento no qual sabor, sensação de frescor e praticidade fazem parte da experiência de uso.
em 21/10/26 07:33 pm

Mover abre vagas gratuitas em cursos profissionalizantes para pessoas negras


O Movimento pela Equidade Racial (Mover) está com inscrições abertas para 7 mil vagas gratuitas em cursos de formação profissional voltados a pessoas pretas e pardas a partir de 16 anos. A oferta é feita em parceria com a Cogna Educação, por meio da Faculdade Anhanguera. On-line e com duração de quatro meses, os cursos têm carga horária média de 60 horas e estão divididos em quatro eixos temáticos. Em tecnologia e inovação, os conteúdos incluem lógica de programação, introdução à inteligência artificial e desenvolvimento de aplicações com IA, com temas como robótica, processamento de imagens e visão computacional. O eixo de gestão e estratégia aborda administração financeira e análise de investimentos, negociação e marketing empresarial, liderança e recursos humanos, com tópicos como recrutamento, seleção e comunicação interna. O eixo de comunicação e marketing reúne cursos sobre ferramentas da área, redação digital, com técnicas de UX writing, copywriting, web writing, e planejamento, com estratégias de fortalecimento de marca e relacionamento com públicos. Bain abre inscrições para mentoria gratuita voltada a profissionais negros Quebec abre vagas de emprego e programas de estudo para brasileiros Atech, Editora Globo, Ford, JBS, Pirelli e Smart Fit abrem programas de estágio Já o eixo de sustentabilidade e inclusão traz introdução à agenda ESG, com conceitos e tendências relacionados a práticas ambientais, sociais e de governança, e um curso sobre liderança voltada à diversidade e à equidade. Formação do Mover em parceria com a Faculdade Anhanguera dura quatro meses e recebe inscrições até 26 de outubro Pexels As inscrições podem ser feitas pelo site até 26 de outubro.
em 21/10/26 07:32 pm

EUA decidem reduzir funcionários em Riad ante possibilidade de ataques


O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e familiares deixem suas missões na Arábia Saudita e planeja retirar familiares de funcionários de várias outras missões americanas no Golfo, disseram autoridades americanas à Reuters. Leia também: FT: Exportações de petróleo do Oriente Médio voltam aos níveis pré-guerra no Irã Presidente do Irã discute esforços de mediação com chefe do Exército do Paquistão Reino Unido mobilizará caças para defender Arábia Saudita de ataques dos houthis O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma publicação na rede social X que o órgão determinou a saída da Arábia Saudita de "funcionários do governo americano que não desempenham funções essenciais em situações de emergência e seus familiares", em meio a ataques dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país. Initial plugin text Washington havia enviado novamente parte de seu pessoal diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos funcionários foram retirados quando Teerã lançou ataques de retaliação contra instalações americanas, após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro. "Os houthis apoiados pelo Irã têm intensificado as hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas essenciais, que resultaram em mortes de civis e graves interrupções nas viagens", disse Pigott. Quatro autoridades americanas disseram à Reuters que missões dos EUA em outros países do Golfo também determinariam a saída de familiares de funcionários. Pigott não comentou mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita. A embaixada dos EUA em Riad emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita, após recentes ofensivas que deixaram mortos, incluindo um ataque ao aeroporto de Riad.
em 21/10/26 07:32 pm

Falta de vagas no Consulado Italiano de São Paulo dificulta o reconhecimento da cidadania para filhos menores


A dificuldade para conseguir agendamentos no Consulado Geral da Itália em São Paulo tem gerado preocupação entre famílias ítalo-brasileiras que buscam regularizar a situação dos filhos menores de idade. Com a mudança na legislação italiana sobre cidadania, em vigor desde 2025, parte dos casos passou a depender de uma declaração formal de vontade dos pais e de um procedimento específico de atendimento consular. Diante desse cenário, a Ferrara Cidadania chama a atenção para a necessidade de maior previsibilidade na abertura de vagas e de uma estrutura de atendimento compatível com a demanda. A questão ganhou relevância após a aprovação da Lei italiana nº 74/2025, que converteu, com alterações, o Decreto-Lei nº 36/2025 e modificou as regras de transmissão da cidadania italiana a filhos menores nascidos no exterior. Para determinados casos, o reconhecimento deixou de ocorrer automaticamente com base no nascimento e passou a depender de uma declaração de vontade acompanhada da documentação exigida. A mudança criou uma nova etapa administrativa para famílias que já possuem um dos pais reconhecido como cidadão italiano por nascimento. Segundo Camila Malucelli, CEO da Ferrara Cidadania, o problema não se resume à existência de um procedimento burocrático, mas à dificuldade de acesso ao atendimento necessário para concluí-lo. "Estamos acompanhando famílias que já buscaram informações, organizaram documentos e estão prontas para dar andamento ao processo dos filhos, mas encontram dificuldades para conseguir um agendamento. Quando as vagas são limitadas e não há uma previsão clara para novas aberturas, os pais ficam sem saber quando poderão avançar. É uma situação que gera insegurança e frustração", afirma. O Consulado Geral da Itália em São Paulo utiliza o portal Prenot@mi e, em determinados procedimentos para menores, também adotou etapas prévias de mapeamento dos interessados. Em comunicado publicado em outubro de 2025, a representação consular explicou que o levantamento tinha como objetivo dimensionar o número de beneficiários e organizar um calendário de convocações. Em fevereiro de 2026, informou o início do envio progressivo de e-mails para agendamento com base nos resultados de um segundo mapeamento. Nesse modelo, o acesso ao calendário ocorre por meio de um link individual enviado aos interessados. Embora essas iniciativas tenham como objetivo organizar a demanda, a disponibilidade de horários continua sendo uma preocupação para famílias que precisam cumprir as exigências legais. Para Camila, a divulgação de informações sobre o procedimento é importante, mas precisa vir acompanhada de condições efetivas para que os cidadãos consigam concluir as etapas exigidas. "Não basta que exista um caminho previsto na legislação se as famílias não conseguem acessar o atendimento necessário para percorrê-lo. É fundamental que haja transparência sobre a abertura de vagas, comunicação clara sobre os próximos períodos de agendamento e capacidade operacional para atender quem tem direito. A previsibilidade permite que os pais se organizem e reduz a sensação de que dependem da sorte para conseguir uma oportunidade", avalia a executiva. Mudanças na lei exigem atenção aos prazos A reforma italiana também alterou os procedimentos e os prazos aplicáveis à aquisição da cidadania por benefício da lei. De acordo com as orientações oficiais atualizadas pelo Consulado de São Paulo, os menores que já tinham essa condição em 24 de maio de 2025 podem, desde que atendidos os requisitos legais, apresentar a declaração até 31 de maio de 2029. Para crianças nascidas a partir de 25 de maio de 2025, a declaração deve ser apresentada em até três anos do nascimento ou do estabelecimento da filiação, inclusive por adoção. Essas regras não se aplicam indistintamente a todos os filhos de italianos. Existem situações específicas em que a transmissão da cidadania segue critérios diferentes, como nos casos previstos para filhos de cidadãos exclusivamente italianos no momento do nascimento ou de pais que tenham residido na Itália por pelo menos dois anos consecutivos após adquirir a cidadania e antes do nascimento do filho. Por isso, a análise individual dos requisitos é essencial para identificar o procedimento adequado. A prorrogação dos prazos para determinados menores foi confirmada pela Embaixada da Itália em Brasília em março de 2026, após a publicação da Lei italiana nº 26, de 28 de fevereiro daquele ano. A atualização ampliou até 31 de maio de 2029 o prazo aplicável a menores nascidos antes de 25 de maio de 2025 que se enquadram nas condições estabelecidas pela legislação. Para a CEO da Ferrara Cidadania, a ampliação do prazo é uma medida relevante, mas não elimina a necessidade de acesso aos serviços consulares. "A prorrogação oferece mais tempo para as famílias que se enquadram nessa regra, mas não resolve, por si só, a dificuldade de conseguir atendimento. Os responsáveis precisam entender em qual situação seus filhos se encontram, preparar corretamente a documentação e ter condições concretas de apresentar a declaração dentro do prazo aplicável", destaca Camila. Previsibilidade e capacidade de atendimento A Ferrara Cidadania defende que a ampliação da oferta de agendamentos, aliada à divulgação de um calendário regular e à comunicação transparente sobre os procedimentos, pode contribuir para reduzir a incerteza enfrentada pelos requerentes. A empresa também recomenda que as famílias acompanhem as orientações oficiais do Consulado, verifiquem os critérios aplicáveis ao caso e mantenham a documentação organizada antes de iniciar as etapas de agendamento. "Nosso objetivo ao trazer esse tema para o debate é dar visibilidade a uma dificuldade que afeta diretamente a rotina de muitas famílias. É preciso que os cidadãos tenham informações claras e uma perspectiva realista de atendimento. Um processo administrativo precisa ser compreensível e acessível para quem tem direito a utilizá-lo", conclui a executiva. A Ferrara Cidadania orienta que os interessados consultem as informações oficiais do Consulado Geral da Itália em São Paulo antes de realizar qualquer procedimento, uma vez que os critérios, os documentos exigidos e os canais de agendamento podem variar conforme a situação de cada menor.
em 21/10/26 07:32 pm

Ataque a campo de petróleo na Arábia Saudita deixa dois mortos; operações não são afetadas


Duas pessoas morreram em um ataque ao campo de petróleo de Shaybah, na Arábia Saudita, depois que as defesas aéreas do país interceptaram um drone que tentava atingir uma instalação petrolífera, informou a agência estatal de notícias nesta quarta-feira (21), citando uma autoridade do Ministério da Energia. Leia também: Reino Unido mobilizará caças para defender Arábia Saudita de ataques dos houthis Arábia Saudita adia ‘Davos do deserto’ após ataques dos houthis Egito pode se envolver militarmente no conflito entre Arábia Saudita e houthis A interceptação provocou um incêndio em um veículo fora do perímetro da instalação, mas não afetou as operações no campo, segundo o ministério. "A tentativa de ataque resultou na morte de dois residentes, um filipino e um nepalês, e deixou outros dois feridos, um paquistanês e um indiano, devido à queda de destroços após a interceptação", afirmou a pasta. O episódio ocorre em meio à escalada do conflito entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, grupo apoiado pelo Irã que tem intensificado os ataques contra o território saudita. Neste mês, a sede da gigante petrolífera Saudi Aramco, em Dhahran, e um oleoduto que atravessa o país também foram atingidos. O aeroporto de Riad foi outro alvo dos houthis, em ataques que deixaram mais de dez mortos e provocaram interrupções nos voos. Em resposta às ofensivas, a Arábia Saudita realizou uma série de bombardeios contra locais de lançamento de mísseis utilizados pelo grupo iemenita. O governo saudita prometeu proteger o território nacional e afirma ter interceptado diversos mísseis balísticos disparados pelos houthis. A deterioração das condições de segurança também começa a afetar a agenda econômica do país. Os ataques levaram ao adiamento para o próximo ano da Future Investment Initiative, principal conferência internacional de investimentos da Arábia Saudita, conhecida como "Davos do Deserto". A medida é vista como um revés para Riad, que busca atrair investimentos estrangeiros e consolidar sua posição como um dos principais polos de negócios do Golfo.
em 21/10/26 07:29 pm

Avanço da IA expõe gargalos de infraestrutura e abre mercado para soluções integradas de tecnologia no Brasil


O avanço da inteligência artificial e da automação nas empresas brasileiras está ampliando uma demanda que vai além dos softwares: a necessidade de infraestrutura para processar dados, garantir conectividade e assegurar o fornecimento de energia. O desafio é que a modernização tecnológica nem sempre acompanha a capacidade das empresas de integrar esses sistemas ou a disponibilidade de infraestrutura para colocá-los em funcionamento. Esse cenário está abrindo oportunidades para fornecedores especializados em projetos que combinam diferentes tecnologias. A pressão já aparece no planejamento energético brasileiro. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de eletricidade no país deverá crescer, em média, 3,4% ao ano até 2036, alcançando 979 terawatts-hora (TWh). A projeção, apresentada no Plano Decenal de Expansão de Energia 2036, considera o avanço da eletrificação e de novas demandas, como a expansão dos data centers. O cenário amplia a necessidade de investimentos não apenas em geração e transmissão, mas também em armazenamento e gestão da energia. O desafio também alcança setores tradicionais da economia, como agronegócio, indústria e mineração. Nessas atividades, projetos de automação, eletrificação e aumento da capacidade produtiva podem depender de investimentos simultâneos em energia, conectividade, segurança e sistemas de controle. A dificuldade não está necessariamente na ausência de tecnologias disponíveis, mas na capacidade de reunir diferentes soluções em projetos técnica e financeiramente viáveis. "Durante muito tempo, o mercado de distribuição de tecnologia trabalhou com uma lógica muito concentrada na venda de equipamentos. Mas uma empresa que precisa modernizar sua operação não resolve o problema apenas comprando um produto. Ela precisa de infraestrutura, integração e conhecimento técnico para que aquela tecnologia funcione dentro da realidade do negócio", afirma Tarcisio Dario, fundador e CEO da IP77, distribuidora especializada em soluções tecnológicas de alto valor agregado. Criada em abril de 2023, em Goiânia, a IP77 surgiu a partir dessa percepção. A empresa atua na distribuição de tecnologias para infraestrutura de TI, conectividade, data centers, segurança com inteligência artificial e armazenamento de energia, fornecendo equipamentos e suporte técnico a integradores responsáveis pela implantação das soluções. Entre seus parceiros comerciais estão fabricantes internacionais como Huawei Digital Power, Hikvision, Eaton, Legrand e R&M. No agronegócio, um dos exemplos dessa demanda está na irrigação. Propriedades rurais localizadas em regiões com limitações de infraestrutura elétrica podem enfrentar dificuldades para instalar sistemas que exigem maior disponibilidade de potência. Nesses casos, a integração de geração renovável, armazenamento em baterias e gestão inteligente do consumo pode permitir a ampliação da atividade produtiva sem depender exclusivamente de novas conexões à rede. Os sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS, permitem acumular eletricidade para utilização posterior e administrar a oferta de energia conforme a necessidade da operação. A aplicação também pode contribuir para projetos industriais e de mineração que buscam reduzir a dependência de geradores a diesel, ampliar a automação ou garantir maior previsibilidade energética. "Em muitas operações, a limitação não está na capacidade de produzir mais, mas na infraestrutura necessária para isso. Um produtor pode ter terra, água e condições de ampliar a produção, mas não conseguir instalar irrigação porque a rede elétrica não entrega a potência de que ele precisa. O armazenamento de energia, associado a outras tecnologias, pode mudar essa equação", explica Dario. A necessidade de integração também aparece nos projetos de data centers, que reúnem equipamentos de processamento, sistemas de rede, climatização, distribuição de energia e controle de acesso. A IP77 afirma participar atualmente de 34 projetos relacionados ao segmento, fornecendo soluções de diferentes fabricantes para atender às exigências desses ambientes. O mercado também enfrenta desafios relacionados à disponibilidade de potência elétrica, à eficiência energética e à necessidade de manter operações contínuas. Na área de segurança, o avanço da inteligência artificial embarcada em equipamentos também vem alterando as aplicações do videomonitoramento. Sistemas com análise automatizada de imagens podem identificar movimentações em perímetros extensos, diferenciar determinados tipos de presença e gerar alertas para equipes responsáveis pela operação. A tecnologia encontra aplicações em propriedades rurais, instalações industriais, universidades e subestações de energia. A demanda por soluções mais complexas acompanha a expansão da IP77, que começou suas atividades com sete funcionários e atualmente reúne 38 profissionais e mais de 10 mil empresas cadastradas em seu ecossistema comercial. Após aproximadamente um ano e meio de operação, a companhia recebeu investimento de um family office ligado ao Grupo KLT, destinado a apoiar o fortalecimento da estrutura operacional e financeira. Para 2027, a distribuidora prevê ultrapassar R$ 100 milhões em faturamento, impulsionada pela atuação em segmentos que exigem infraestrutura tecnológica especializada. Para Dario, o avanço dessas tecnologias coloca o Brasil diante de um desafio que ultrapassa a aquisição de novos equipamentos. A modernização das atividades produtivas depende da capacidade de adaptar soluções desenvolvidas globalmente às condições de infraestrutura, investimento e operação das empresas brasileiras. "O Brasil tem oportunidades importantes em automação, energia e infraestrutura digital. O desafio é fazer essas tecnologias chegarem às empresas de uma forma que resolva problemas de produtividade e competitividade. Não basta trazer equipamentos de outros mercados. É preciso compreender onde eles podem ser aplicados e como integrar as soluções", conclui.
em 21/10/26 07:27 pm

87% das empresas replicam dados sensíveis para testes e ampliam desafios de segurança


A expansão da inteligência artificial nas empresas está expondo uma fragilidade na gestão de informações corporativas, o controle sobre os dados nem sempre acompanha sua circulação entre sistemas, equipes e ambientes tecnológicos. Uma pesquisa da K2view, a 2026 State of Enterprise Data Compliance, divulgada em março de 2026, mostra que 76% das organizações registraram incidentes envolvendo dados sensíveis em ambientes não produtivos nos três anos anteriores ao levantamento. O estudo também aponta que apenas 4% consideram seus ambientes de desenvolvimento e testes totalmente aderentes aos requisitos de privacidade. O cenário ganha complexidade com a evolução da IA agêntica, na qual sistemas deixam de apenas produzir respostas e passam a executar tarefas, consultar diferentes fontes e interagir com aplicações corporativas. Para André Muniz, Head de Cloud & Data da DOMVS iT, o desafio é superar um modelo de acesso baseado em cópias de bases, permissões predefinidas e solicitações pontuais, adotando mecanismos capazes de acompanhar a utilização dos dados de forma contínua. "Durante anos, as empresas evoluíram significativamente na velocidade de desenvolvimento de software, mas a disponibilização de dados não acompanhou esse ritmo. Ainda dependemos de cópias de produção, processos manuais e longos ciclos de provisionamento. Com a inteligência artificial, essa diferença se torna ainda mais evidente. Precisamos de um modelo que permita disponibilizar dados com agilidade, segurança e governança, sem comprometer a inovação", afirma Muniz. O levantamento feito pela K2view identificou ainda que 87% das organizações replicam dados sensíveis para ambientes não produtivos, como desenvolvimento, testes, analytics e inteligência artificial. Quando essas cópias não recebem o mesmo tratamento de segurança da base original, informações pessoais, financeiras e estratégicas podem ficar expostas a acessos indevidos. A multiplicação de versões também dificulta identificar onde cada informação está, quem a utiliza e se continua armazenada após o encerramento de um projeto. A questão se torna ainda mais relevante quando agentes de IA passam a acessar dados para executar atividades em diferentes sistemas. Nesses casos, não basta definir previamente quem pode consultar uma base: é necessário estabelecer quais informações cada agente pode utilizar, em quais circunstâncias, com quais permissões e por quanto tempo. A capacidade de rastrear consultas e operações também se torna essencial para investigar incidentes e identificar desvios. A preocupação acompanha discussões de organismos internacionais. Em fevereiro de 2026, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST) publicou um documento conceitual sobre identidade e autorização de agentes de software, abordando desafios relacionados à identificação dessas ferramentas, ao controle de privilégios e à auditoria de suas atividades. A iniciativa reforça a necessidade de adaptar práticas de segurança à atuação de sistemas capazes de acessar diferentes recursos e executar tarefas com autonomia. "Com a IA agêntica, deixamos de falar apenas de sistemas que consultam informações e passamos a lidar com agentes capazes de tomar decisões e executar ações. Isso muda a forma como precisamos pensar a segurança. Não basta controlar quem acessa o dado, mas também o que pode ser feito com ele, em qual contexto e com quais privilégios. Governança, rastreabilidade e proteção precisam fazer parte dessa arquitetura desde o início", explica o executivo da DOMVS iT. A mudança também pressiona os processos tradicionais de disponibilização de dados. A criação de cópias completas de ambientes de produção, seguida por etapas manuais de atualização e liberação, pode aumentar o volume de informações dispersas e atrasar projetos de inovação. Segundo o 2026 Test Data Management Report for AI-Ready Enterprises, da Perforce Delphix, 98% das 518 organizações pesquisadas ainda mantêm alguma etapa manual na gestão de dados de teste. O dado evidencia o desafio de conciliar a demanda crescente por informações com agilidade, consistência e controle. Entre as alternativas estão a automação do provisionamento, a virtualização de dados e técnicas de mascaramento e anonimização. Essas abordagens permitem disponibilizar conjuntos de informações para desenvolvimento, testes e outras atividades sem exigir, necessariamente, a replicação integral das bases originais. A escolha depende da finalidade do uso, da sensibilidade dos dados e dos requisitos de cada ambiente. Para André Muniz, a transformação exige que a governança deixe de ser tratada como uma etapa isolada da implantação de sistemas. "O desafio não é simplesmente disponibilizar mais dados para a inteligência artificial, mas garantir que eles estejam acessíveis, protegidos e preparados para diferentes aplicações. As organizações que continuarem dependendo de processos manuais, cópias descontroladas e modelos rígidos de acesso terão dificuldades para escalar suas iniciativas de IA. A capacidade de inovar estará cada vez mais relacionada à maturidade na gestão e governança dos dados", conclui. Nesse contexto, a DOMVS iT atua em projetos de arquitetura, cloud e gestão de dados, incluindo iniciativas de virtualização e mascaramento com Delphix. A abordagem busca apoiar organizações na disponibilização de informações para diferentes ambientes de uso, considerando requisitos de segurança, eficiência operacional e governança.
em 21/10/26 07:24 pm

Grupo Pumatronix apresenta três pré-lançamentos com inteligência artificial para segurança pública em eventos no Brasil e nos EUA


O Grupo Pumatronix apresentará três pré-lançamentos voltados à segurança pública durante o SEG Summit - Expo Facilities 2026, que acontece no dia 21 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e a IACP Annual Conference and Exposition 2026, realizada entre os dias 24 e 27, em Orlando, nos Estados Unidos. Entre as novidades estão as câmeras ITSCAM 450 ULTRA e ITSCAM 600+, além de um sistema de gravação de vídeo (NVR) com inteligência artificial, desenvolvidos para ampliar as possibilidades de identificação veicular, videomonitoramento e análise de imagens em operações de segurança. A ITSCAM 450 ULTRA é voltada à identificação veicular em alta velocidade, com recursos de reconhecimento automático de placas e classificação de veículos processados no próprio equipamento. A tecnologia pode ser utilizada em projetos de cercamento eletrônico, fiscalização e monitoramento de pontos estratégicos de circulação. Já a ITSCAM 600+ foi desenvolvida para aplicações de identificação veicular, incluindo operações embarcadas em viaturas. Com captura e processamento realizados na própria câmera, o equipamento conta com GPS, conectividade móvel e proteção para instalação externa em veículos, permitindo sua utilização em rondas e operações de abordagem. O terceiro pré-lançamento é o NVR com inteligência artificial, que reúne recursos de gravação centralizada e análise inteligente de imagens, incluindo busca de faces por foto. A solução permite localizar registros de interesse em sistemas de videomonitoramento, facilitando o trabalho das equipes responsáveis pelo acompanhamento de ocorrências. Tecnologias ampliam possibilidades de monitoramento e segurança Além dos pré-lançamentos, a Pumatronix apresentará as câmeras PTZCAM, THCAM e IPCAM 611+, com aplicações que incluem monitoramento de grandes áreas, rastreamento automático, identificação de intrusões, detecção de objetos abandonados e vigilância térmica. Outro destaque é a IPCAM 310+, que combina reconhecimento automático de placas, detecção de objetos e gravação de vídeo no próprio equipamento. Com processamento embarcado, a câmera pode encaminhar informações diretamente aos sistemas de gestão, sem a necessidade de um servidor intermediário, sendo utilizada em aplicações como monitoramento urbano, estacionamentos, condomínios e controle de acesso. A empresa também levará a VTR 600+, voltada à identificação de veículos com registros de roubo, furto ou outras restrições durante operações móveis, e a ITSCAM 450+, utilizada em sistemas inteligentes de transporte. Complementam o portfólio aplicações de inteligência artificial capazes de identificar comportamentos de risco no trânsito, como uso de celular ao volante, ausência de cinto de segurança e avanço de sinal vermelho. "O desafio da segurança pública não é apenas captar mais imagens, mas transformar os dados em informações úteis para quem precisa tomar decisões. Com o processamento embarcado e a integração entre diferentes tecnologias, conseguimos ampliar a capacidade de monitoramento e facilitar a identificação de situações que exigem atenção das equipes em campo e nos centros de comando", afirma Alexandre Krzyzanovski, diretor de Engenharia da Pumatronix. Grupo também apresenta soluções para mobilidade e monitoramento ambiental Na área de mobilidade, o grupo apresentará o PSAT (Sistema de Análise de Tráfego), plataforma modular que reúne recursos de visão computacional, inteligência artificial, radares Doppler e sensores de pesagem em movimento (HS-WIM). A solução permite realizar contagem e classificação de veículos, leitura automática de placas, monitoramento de velocidade e análise de dados de tráfego em um único ambiente de gestão. A Plugfield, empresa do grupo especializada em monitoramento climático e ambiental, levará a Plugstation Sônica Pro e o Plugsensor Nível de Líquido Sônico. As tecnologias permitem acompanhar condições meteorológicas e variações no nível da água, fornecendo dados para o monitoramento de áreas sujeitas a alagamentos e o planejamento de medidas preventivas em rodovias e ambientes urbanos. Com quase 20 anos de atuação, o Grupo Pumatronix desenvolve hardware e software próprios, com fabricação e suporte técnico no Brasil. No SEG Summit, estará no estande 702, enquanto a participação na IACP reforça sua presença em eventos internacionais voltados à segurança pública.
em 21/10/26 07:21 pm

Melvin leva soluções para digitalização da manutenção à EXPOMAN 2026


A transformação digital da indústria passa também pela forma como as empresas cuidam de seus equipamentos. Em um cenário no qual falhas, paradas não planejadas e informações dispersas podem comprometer produtividade e custos, a digitalização da manutenção ganha espaço entre as estratégias para aumentar o controle sobre os ativos. É nesse contexto que a Melvin, empresa especializada em tecnologia para gestão da manutenção industrial, participa da EXPOMAN 2026, realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo. A EXPOMAN integra a programação do 41º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos (CBMGA), promovido pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (ABRAMAN). O encontro reúne profissionais, empresas e especialistas ligados a manutenção, confiabilidade, engenharia e gestão de ativos, com uma programação voltada a tecnologias, soluções e tendências para o setor. Para a Melvin, a participação representa uma oportunidade de aproximar a tecnologia dos profissionais que lidam diariamente com os desafios da manutenção industrial. A empresa desenvolve soluções voltadas à organização dos processos de manutenção, acompanhamento das atividades e utilização de informações para apoiar a tomada de decisão. "A manutenção está deixando de ser vista apenas como uma área que reage quando um equipamento apresenta problema. Hoje, existe uma oportunidade muito maior de transformar os dados gerados pela operação em informação para planejamento, prevenção e tomada de decisão. Estar na EXPOMAN é também participar dessa discussão sobre como a tecnologia pode tornar a manutenção mais integrada ao negócio", afirma Igor Silveira, CEO e cofundador da Melvin. O movimento acompanha uma transformação na própria função da manutenção dentro das organizações. Com a digitalização dos processos, informações sobre ordens de serviço, histórico de equipamentos, falhas, custos e indicadores deixam de ficar restritas a planilhas, documentos ou registros isolados e passam a formar uma base para acompanhamento da operação. A discussão é especialmente relevante diante da necessidade de qualificação e modernização da indústria. O Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo SENAI, aponta a necessidade de formar e qualificar cerca de 14 milhões de profissionais da indústria até 2027, considerando a demanda por formação inicial e treinamento continuado. Nesse contexto, ferramentas digitais também podem contribuir para padronizar processos e preservar o conhecimento produzido pelas equipes. "Quando uma empresa concentra o conhecimento da manutenção apenas na experiência de algumas pessoas ou em registros que não conversam entre si, ela perde capacidade de análise. A tecnologia não substitui o profissional que conhece o equipamento e a operação; ela ajuda a organizar esse conhecimento e transformá-lo em uma informação que pode ser compartilhada e utilizada pela equipe", explica Igor. Além da exposição de tecnologias e soluções, a EXPOMAN 2026 terá uma programação dedicada a temas como inteligência artificial, robótica, tecnologias emergentes, confiabilidade, gestão de ativos e custos do ciclo de vida. A presença da Melvin no evento também reforça a discussão sobre o papel estratégico da manutenção na indústria. Em vez de atuar apenas após a ocorrência de uma falha, a área passa a ter acesso a indicadores e históricos que podem ajudar gestores a identificar gargalos, priorizar atividades e acompanhar a evolução dos ativos. "A indústria está produzindo cada vez mais dados, mas o valor não está simplesmente em acumular essas informações. O desafio é fazer com que elas estejam organizadas e disponíveis no momento em que uma decisão precisa ser tomada. É essa ponte entre a rotina da manutenção e uma gestão mais orientada por dados que queremos fortalecer", afirma Eymard Barroso, CSO e cofundador da Melvin. A EXPOMAN 2026 será realizada de 27 a 29 de outubro, no São Paulo Expo, Pavilhão 4, em São Paulo.
em 21/10/26 07:16 pm

Protestos de caminhoneiros provocam escassez de alimentos na Itália


Um protesto de caminhoneiros italianos contra os preços dos combustíveis e o custo de vida está provocando escassez de alimentos no comércio, com interrupções nas entregas e produtos frescos apodrecendo, disseram varejistas nesta quarta-feira (21). Leia também: Após protestos, Macron promete ordem na França e chama críticas externas de ‘estúpidas’ Crise de confiança nas instituições é global Os protestos, que começaram no sul da Itália na semana passada, também prejudicaram as operações de pelo menos dois aeroportos regionais na Calábria, que não conseguem receber entregas de combustível de aviação. Com o trânsito congestionado em várias partes do país, longas filas se formaram na rodovia A1, perto da cidade de Nápoles, no sul, depois que caminhoneiros restringiram o acesso. Caminhões e tratores entraram na praça central da cidade de Ravenna, no nordeste do país, à medida que os protestos se espalharam e agricultores se juntaram às manifestações. O grupo ANCD-Conad, que representa varejistas que operam sob a marca de supermercados Conad, afirmou que grandes quantidades de produtos perecíveis, incluindo frutas e verduras, além de leite e carne, estavam retidas em caminhões e armazéns. "A liberdade de protestar não pode significar comprometer o direito dos cidadãos de receber alimentos frescos ou destruir o valor criado pelas cadeias de abastecimento agroalimentar da Itália", disse o presidente do grupo, Maurizio Pelliconi. O gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni planeja se reunir na quinta-feira para aprovar um pacote que reúne medidas de auxílio a caminhoneiros e agricultores, informou seu gabinete em comunicado. O governo reservou cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,1 bilhão) neste ano para ajudar os caminhoneiros a enfrentar a disparada dos custos dos combustíveis e substituir veículos antigos por modelos menos poluentes. O vice-ministro da Infraestrutura, Edoardo Rixi, pediu o fim dos protestos, afirmando que eles também estavam prejudicando o abastecimento de hospitais, e alertou que o governo estava preparado para adotar uma postura mais dura contra os transportadores. "Se alguém está infringindo a lei, então, em determinado momento, a lei precisa ser aplicada", disse ele a jornalistas. Em meio às fortes tensões provocadas pelas dificuldades econômicas na Itália, episódios de violência no fim de semana levaram grupos formados principalmente por jovens a promover depredações em Milão e outras cidades do norte do país. O governo respondeu na terça-feira com um novo decreto de segurança voltado a infratores menores de idade. Veículos bloqueiam uma rua em Palermo durante um protesto de caminhoneiros contra a disparada dos custos dos combustíveis e do transporte REUTERS/Igor Petyx
em 21/10/26 07:11 pm

Black Friday já começou para a IA: marcas precisam disputar recomendações antes de novembro


A Black Friday acontece apenas em novembro, mas a disputa pela atenção do consumidor já começou e, em 2026, ela também acontece dentro das ferramentas de inteligência artificial. Além de pesquisar preços em buscadores, marketplaces e redes sociais, consumidores passaram a recorrer a plataformas como ChatGPT e Gemini para descobrir produtos, comparar alternativas, verificar promoções e decidir quais marcas considerar. Pesquisa Nova Lógica de Compra, conduzida pela Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da Stefanini Marketing, em parceria com a First Answer, mostra que 7 em cada 10 consumidores online entrevistados já utilizam inteligência artificial para comprar, pesquisar ou comparar produtos e serviços. O levantamento, realizado com mil compradores online, aponta ainda que 52% pretendem intensificar o uso da tecnologia nos próximos meses. Já um segundo levantamento da Stefanini Marketing, dedicado à Black Friday 2026, mostra que 86% dos consumidores pretendem utilizar recursos tecnológicos para apoiar suas compras na data, alta de 11 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Entre os principais usos estão comparar preços (49%), verificar se uma promoção é realmente vantajosa (47%) e checar a confiabilidade de lojas e marcas (42%). Fora da Black Friday, 40% dos entrevistados afirmam já recorrer a ferramentas como ChatGPT e Gemini para pesquisar produtos. A influência da IA também já chega à conversão. Levantamento da Branddi aponta que 54% dos brasileiros entrevistados já compraram algum produto ou serviço a partir de recomendações feitas por ferramentas de inteligência artificial. Entre eles, 34% afirmam ter repetido esse comportamento mais de uma vez. Para Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina, plataforma global de marketing de afiliados e parcerias digitais, esse comportamento cria uma nova frente de preparação para as empresas. Além de preço, estoque, mídia e infraestrutura, as marcas precisam observar como aparecem quando consumidores pedem recomendações às ferramentas de inteligência artificial. "Quem deixar para pensar nisso às vésperas da Black Friday já estará atrasado. Assim como outras frentes de mídia exigem planejamento, a presença de uma marca nas respostas geradas por inteligência artificial também é construída ao longo do tempo. As empresas precisam entender como são mencionadas hoje pelas LLMs, como se posicionam em relação aos concorrentes e quais conteúdos podem fortalecer sua relevância nos próximos meses", afirma Genoveze. Do SEO ao GEO: marcas passam a disputar espaço nas respostas da IA Durante anos, uma das principais preocupações das empresas no ambiente digital foi conquistar as primeiras posições nos mecanismos de busca. Com o avanço da inteligência artificial generativa, essa disputa ganha uma nova camada. Além do SEO (Search Engine Optimization), estratégias voltadas à presença em respostas produzidas por ferramentas de IA começam a entrar no radar das marcas. A mudança acompanha uma transformação na maneira como o consumidor encontra informações. Em vez de necessariamente acessar diferentes páginas para pesquisar um produto, ele pode pedir diretamente a uma ferramenta de IA que apresente opções, compare características ou recomende marcas. Nesse cenário, o conteúdo produzido fora dos canais proprietários das empresas também ganha importância. Sites especializados, publishers, creators e outros parceiros digitais podem contribuir não apenas para levar tráfego ao e-commerce, mas também para ampliar a presença de informações sobre uma marca na internet. "Durante muito tempo, quando falávamos com os anunciantes sobre afiliados, uma parte importante da discussão estava na criação de links e no tráfego orgânico direcionado ao site da marca. Com a transição de SEO para GEO, a diversificação dos conteúdos produzidos pelos parceiros ganha uma nova importância, porque esses conteúdos também ajudam a construir o posicionamento das marcas dentro das LLMs", explica Genoveze. Segundo o executivo, a Awin já trabalha para identificar parceiros de conteúdo que aparecem como referências utilizadas pelas ferramentas de inteligência artificial. A estratégia permite observar como determinada marca está posicionada em relação aos concorrentes e acompanhar a evolução dessa presença a partir da produção de conteúdos com parceiros relevantes para cada tema. "Hoje conseguimos mostrar para uma empresa como ela está posicionada em relação a um concorrente para determinado tema e identificar parceiros de conteúdo que já são referência para as LLMs. A partir daí, a marca pode investir na criação de conteúdo com parceiros qualificados e acompanhar se esse posicionamento melhora ao longo do tempo", afirma. IA acrescenta uma nova camada à jornada de compra A inteligência artificial acrescenta uma nova camada à jornada que o marketing de afiliados já acompanha em diferentes pontos de contato. Creators, publishers, comparadores, plataformas de cashback e cupons podem participar da descoberta, consideração e conversão de uma compra. Com as ferramentas de IA, parte da pesquisa e da comparação passa a acontecer também dentro de uma interface conversacional, sem necessariamente gerar um clique naquele momento. Para a Awin, a mudança amplia o desafio de entender quais fontes e parceiros contribuíram para a decisão do consumidor, mesmo quando essa influência acontece antes de uma visita ao site da marca. "Há alguns anos, a discussão era sobre ir além do último clique. Agora, com a inteligência artificial, precisamos começar a pensar além do próprio clique. Nosso trabalho passa também por ajudar marcas e parceiros a entenderem como monetizar e gerar vendas em uma jornada na qual o clique pode deixar de existir em algumas etapas", diz Genoveze. A mudança não significa que modelos como cashback, cupons, creators e publishers percam espaço. A IA adiciona uma nova camada a um ecossistema que já vinha se diversificando e torna mais complexa a tarefa de identificar quais pontos de contato contribuíram para a conversão. Na Black Friday, essa transformação acrescenta uma nova etapa ao planejamento das empresas. Além de estoque, preço, mídia, promoções e capacidade operacional, as marcas precisam considerar como estarão posicionadas quando consumidores recorrerem à IA para pesquisar produtos e comparar alternativas. "Quando pensamos na Black Friday, a pergunta deixa de ser apenas qual promoção a marca vai oferecer. Também precisamos olhar para como ela estará posicionada quando o consumidor recorrer à inteligência artificial para pesquisar aquela categoria. Esse trabalho precisa começar antes, porque não se constrói relevância dentro de uma LLM de uma semana para outra", afirma Genoveze. Para o executivo, a tendência é que a jornada fique cada vez menos linear, com buscadores, criadores de conteúdo, sites, plataformas de cashback, comparadores, redes sociais e ferramentas de IA participando de diferentes momentos antes da conversão. "As marcas precisam começar a olhar não apenas para onde o consumidor clica, mas para onde ele busca informação, quem influencia essa decisão e quais fontes ajudam a construir a recomendação que ele recebe. A inteligência artificial acrescenta mais uma camada a essa jornada e faz com que a preparação para a Black Friday precise começar cada vez mais cedo", conclui.
em 21/10/26 07:10 pm

CVM proíbe gestor de atuar por 51 meses por administrar recursos sem autorização


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou Rodrigo Xavier Teles à proibição de atuar, direta ou indiretamente, no mercado de valores mobiliários por 51 meses, o equivalente a quatro anos e três meses, por administrar recursos de investidores sem autorização da autarquia. Segundo o processo, um dos clientes transferiu R$ 319 mil para a conta pessoal de Teles, que utilizava uma conta própria na corretora Nova Futura para realizar as aplicações. De acordo com o voto do diretor João Accioly, acompanhado por unanimidade pelo colegiado da CVM, Teles decidia onde aplicar o dinheiro, definia as estratégias e o nível de risco das operações. Embora o contrato firmado com o investidor fosse denominado de consultoria financeira, previa remuneração de 0,5% sobre os resultados positivos dos investimentos. Para a autarquia, essas características comprovam o exercício profissional da atividade de administração de carteiras, que exige autorização prévia. A investigação teve início após denúncia apresentada por um investidor em outubro de 2023. Segundo o relatório da área técnica, entre maio de 2019 e fevereiro de 2023, a conta de Teles na Nova Futura recebeu 305 depósitos, que somaram R$ 482,7 mil. O relator esclareceu, porém, que esse período corresponde ao relacionamento do acusado com a corretora, enquanto a infração analisada no processo ocorreu entre agosto de 2021 e janeiro de 2023. Em manifestação à CVM durante a investigação, Teles alegou que administrava informalmente recursos de um grupo restrito de amigos e que desconhecia as exigências regulatórias. O diretor rejeitou os argumentos, considerando que havia contrato, remuneração e continuidade na prestação dos serviços. Accioly também destacou que o acusado não devolveu os recursos aos investidores. Teles não apresentou defesa formal no processo sancionador. A pena foi fixada inicialmente em 60 meses, mas reduzida em 15% em razão dos bons antecedentes do acusado. A decisão foi tomada em julgamento realizado na terça-feira (20) e ainda cabe recurso, com efeito suspensivo, ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). No mesmo julgamento, a CVM absolveu a R&M Auditores Independentes e Consultores da acusação de descumprimento das regras do Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC). O caso levou a diretora Marina Copola a rever seu entendimento sobre a aplicação de penalidades por irregularidades cometidas antes da emissão de ofícios de alerta pela autarquia. A mudança ocorreu após uma decisão do CRSFN, conhecido como Conselhinho, que reverteu uma condenação da CVM em processo semelhante. Em sua manifestação de voto, Copola explicou que reviu seu entendimento com base em uma decisão anterior do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), conhecido como Conselhinho, envolvendo a Inforcont, outra empresa de auditoria. Naquele processo, relatado pela própria Copola na CVM, a empresa havia sido condenada por descumprir regras de educação profissional continuada. O Conselhinho, porém, reverteu a condenação por entender que não seria possível punir a empresa pela repetição de irregularidades cometidas antes do recebimento de um ofício de alerta. Isso porque a finalidade do alerta é justamente dar ao regulado a oportunidade de corrigir sua conduta. Embora as decisões do CRSFN não sejam obrigatoriamente seguidas pela CVM, Copola afirmou que os fundamentos daquele julgamento a levaram a mudar de posição e acompanhar a absolvição da R&M Auditores. A diretora acompanhou o voto do relator, Accioly, pela absolvição da R&M, considerando que as irregularidades ocorreram antes do alerta e que a situação foi regularizada no mesmo ano de sua emissão. Segundo comunicado da autarquia, “o presidente da CVM, Otto Lobo, está em missão no exterior e não participou da sessão de julgamento”.
em 21/10/26 07:09 pm

CEO da Nvidia celebra potencial da IA na Europa cercado por ‘patos-robôs’


O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, acredita que a expertise em engenharia da Europa lhe confere uma vantagem em inteligência artificial física e robótica, segundo afirmou nesta quarta-feira (21), enquanto a gigante tecnológica americana anunciava parcerias ampliadas com fabricantes e startups europeias. “Todas as empresas na Europa se tornarão empresas de IA”, disse Huang na conferência GTC da Nvidia em Berlim, que encerra uma turnê europeia que já o levou a Londres, Paris, Estocolmo e Dublin. “Nenhuma região se dedicou à produção de mecatrônica, eletrônica e sistemas mecânicos com o mesmo nível de precisão e habilidade que a região europeia.” Em uma demonstração da criatividade europeia em IA, Huang dividiu o palco com pequenos robôs de formato similar à silhueta de patos, treinados em IA e desenvolvidos pela startup francesa Pollen Robotics em colaboração com a Hugging Face, pedindo-lhes que dessem cambalhotas. A Nvidia afirma ter investido quase US$ 10 bilhões no ecossistema tecnológico europeu. A empresa assumiu a liderança no fornecimento de processadores e softwares necessários para os “cérebros” de robôs, o que lhe confere um interesse comercial no sucesso da indústria europeia. Entre as parcerias anunciadas nesta quarta-feira, a alemã Agile Robots planeja produzir de mil a 2 mil robôs humanoides de pequeno porte no próximo ano em colaboração com a Nvidia, disse o presidente-executivo Zhaopeng Chen à Reuters. A produção deve começar no fim deste ano. Huang afirmou que a Europa — frequentemente deixada para trás pelos EUA e pela Ásia na corrida da IA e sem um verdadeiro “player” nacional do tamanho de uma Nvidia, Anthropic ou OpenAI — precisa garantir um papel central. “Para fazer parte dessa economia da IA, você não quer apenas consumir IA; você quer produzir IA. Nós poderíamos fazer tudo isso aqui na Europa”, disse ele. Em outro evento nesta quarta-feira, a Nvidia apresentou um novo design chamado DSX POD para módulos de data center pré-fabricados, utilizando sua plataforma Vera Rubin. A empresa afirmou que os módulos poderiam ser implantados em apenas duas semanas, em vez dos seis meses anteriores. No entanto, nem tudo correu como planejado no palco. Os “patos-robôs” mostraram que, mesmo com o poder da IA, fazer com que robôs sigam instruções não é infalível. Três deles prontamente se renderam quando Huang ordenou que tirassem uma soneca, mas o quarto precisou de um pouco mais de persuasão. Um deles parecia distraído e estava virado para o lado errado enquanto Huang terminava seu discurso. “Prestem atenção, mantenham o foco”, disse ele com firmeza. Presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang Reuters/Kim Soo-hyeon
em 21/10/26 07:08 pm

Após o diagnóstico de autismo, quais são os próximos passos? Entenda como funciona a jornada terapêutica


Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode trazer alívio por esclarecer dúvidas sobre o desenvolvimento da criança, mas também levantar questionamentos sobre os próximos passos. Quais terapias procurar? Como definir as prioridades do tratamento? E de que maneira a família pode participar desse processo? A jornada terapêutica começa com o acolhimento e a compreensão das necessidades individuais da criança, etapas que orientam a construção de um plano de cuidados. A dimensão dessa demanda aparece nos dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico declarado de autismo no país, o equivalente a 1,2% da população. Entre crianças e adolescentes de até 19 anos, o número chegou a aproximadamente 1,1 milhão, com maior proporção de diagnósticos na faixa dos 5 aos 9 anos, na qual o percentual foi de 2,6%. Nesse cenário, compreender o percurso após a confirmação do TEA é importante para que as famílias encontrem informações e saibam como buscar acompanhamento adequado. Segundo Ronaldo Ranieri, diretor da CompletaMente, rede especializada no atendimento multidisciplinar de crianças e adolescentes com TEA e outros atrasos no neurodesenvolvimento, o primeiro passo é compreender que o diagnóstico não determina sozinho quais intervenções serão necessárias. "Cada criança tem características, habilidades, interesses e necessidades próprias. Por isso, o atendimento precisa começar com uma escuta cuidadosa da família e uma avaliação que permita entender como ela se comunica, interage, aprende e realiza as atividades do cotidiano. É a partir desse conhecimento que conseguimos estabelecer prioridades e construir um plano terapêutico coerente com a realidade daquela criança", afirma. Conforme as orientações do Ministério da Saúde, o cuidado deve considerar diferentes dimensões do desenvolvimento e resultar em um Projeto Terapêutico Singular (PTS), elaborado com a participação da equipe de saúde, da pessoa atendida e de seus familiares. Na prática, esse processo envolve conhecer o histórico da criança, identificar habilidades já desenvolvidas e aspectos que demandam apoio, além de definir objetivos que possam ser acompanhados ao longo do tempo. A escolha das intervenções e a frequência dos atendimentos devem considerar as necessidades individuais, sem pressupor que todas as crianças com TEA precisem seguir o mesmo percurso. Dependendo da avaliação, o acompanhamento pode reunir especialidades como Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicopedagogia e outras áreas, conforme as necessidades identificadas. Mais do que oferecer diferentes terapias, o desafio é fazer com que os profissionais compartilhem informações e alinhem objetivos. Na CompletaMente, a discussão dos casos entre os integrantes da equipe busca conectar as estratégias utilizadas nos atendimentos e acompanhar a evolução da criança em diferentes contextos. "Não basta estabelecer objetivos isolados para cada especialidade. Precisamos entender como os aprendizados se relacionam e de que maneira podem contribuir para a comunicação, a autonomia e a participação da criança nas situações do dia a dia. O plano terapêutico deve ser acompanhado e revisto conforme os avanços, as dificuldades observadas e as novas necessidades que surgem durante o desenvolvimento", explica Ranieri. A família também tem papel importante nessa trajetória. A orientação parental ajuda pais e responsáveis a compreenderem os objetivos do tratamento, compartilharem informações sobre o comportamento da criança fora da clínica e incorporarem estratégias à rotina, respeitando as possibilidades de cada contexto. Isso não significa transferir aos familiares a responsabilidade pelas intervenções, mas oferecer suporte para participarem das decisões e acompanharem o desenvolvimento dos filhos. O cuidado com as dúvidas, as expectativas e o bem-estar dos próprios responsáveis também faz parte desse acolhimento. Para Ranieri, a informação e o diálogo ajudam a tornar o início do acompanhamento menos incerto. "O diagnóstico pode trazer muitas perguntas, e a família não precisa ter todas as respostas de imediato. O importante é construir esse caminho com profissionais que escutem os responsáveis, respeitem as particularidades da criança e expliquem os objetivos de cada etapa. O acompanhamento não se resume às sessões: ele envolve observar o desenvolvimento ao longo do tempo e ajustar as estratégias sempre que necessário", conclui.
em 21/10/26 07:07 pm

Flávio Bolsonaro protocola no TSE autorização sobre quebra sigilo, mas impõe condições a Lula


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus advogados protocolaram nesta quarta-feira (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento manifestando que ele aceita o desafio proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abrir os sigilos bancário e fiscal dele e de familiares, mas impôs condições. Dentre elas, a abertura de dados do ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, e do cartão corporativo da gestão petista. Leia mais: No documento enviado ao ministro André Mendonça, que é relator da autorização de Lula para a abertura dos sigilos, chamou o desafio do candidato do PT de "promessa vazia" e de "demagogia barata". Ele também acusa o presidente da República de ter o patrimônio dele em nome de terceiros. "O pedido é mais uma promessa vazia de Luiz Inácio Lula da Silva. É mais uma tentativa de ludibriar o eleitorado com palavras bonitas, porém despidas de qualquer substância. A abertura proposta não mostraria nada ao eleitor, e o candidato sabe disso. Seria uma verdadeira quebra para inglês ver, um mero gesto feito para as câmeras, nada mais do que demagogia barata a cinco dias do segundo turno. Afinal, a irregularidade do patrimônio de Luiz Inácio Lula da Silva não está escondida no seu próprio sigilo, mas em sigilos de terceiros que são por ele utilizados", registra a peça. A defesa de Flávio afirma que, nas condenações que Lula já sofreu — anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por vícios no processo — "o patrimônio [atribuído ao petista] aparecia em nome de outras pessoas". Por isso, o postulante do PL estabelece duas condições para que, na visão dele, a transparência das informações de Lula seja estabelecida e, assim, o senador libere os seus dados pessoais. Sigilo do Marcola A primeira é a liberação dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Marcola — investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência ligado à lobista Roberta Luchsinger — e de outros assessores que faziam e atendiam ligações em nome de Lula. "Marcola, como se sabe, era quem recebia e fazia as ligações em nome de Lula. Mas há mais. Marcola também era responsável por cuidar da família presidencial e ele, como se sabe, também recebeu bens e valores da lobista Roberta Luchsinger. Qual foi o destino desses valores? Foram empregados para pagar despesas pessoais de Lula e de Janja? A transparência, portanto, impõe também a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marcola", diz o bolsonarista. Empresas dos filhos, Instituto Lula e mais A segunda condição é o levantamento do sigilo bancário das empresas dos filhos do presidente da República, incluindo Lulinha, do Instituto Lula, e de outras pessoas que receberam recursos desta organização. Para o filho de Jair Bolsonaro, o petista deve dar publicidade às suas informações desde 2003, quando assumiu pela primeira vez a chefia do Executivo federal do Brasil. "Deverá, assim, apresentar termos individuais de autorização de levantamento dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, desde 2003, período que abarca o início do primeiro mandato e os crimes evidenciados pela Operação Lava Jato, assinados pelas próprias pessoas abaixo e pelos representantes legais de cada empresa", pontuou. Como mostrou o Valor, aliados de Flávio defendiam que ele não se manifestasse sobre essa quebra de sigilo para não "morder a isca" de Lula, que propôs tal desafio. Além disso, nesta terça-feira (20), o presidente tinha colocado como condição para a sua participação no debate da TV Globo, na próxima sexta-feira (23), que o bolsonarista topasse divulgar suas informações telefônicas e fiscais sigilosas. Entenda o desafio Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos para rebater as suspeitas de corrupção que pairam sobre as duas campanhas no debate da Band, no último domingo (18). Foi a primeira vez nessas eleições que os dois ficaram frente à frente, e o debate foi marcado por troca de acusações e pouca discussão de propostas. Na terça, Lula protocou documento no TSE autorizando a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que Flávio fizesse o mesmo. Um requerimento semelhante também foi protocolado no STF. No TSE, o ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso. No requerimento, os advogados solicitam que as informações sejam tornadas públicas no sistema DivulgaCand, onde é possível consultar informações sobre candidaturas. Também pediram que seja determinada a abertura de sigilo da empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio que também é investigado por suspeita de envolvimento nas fraudes do INSS. Lula listou uma série de empresas relacionadas a Flávio, incluindo a Alcazar Holdings, situada na Ilha da Madeira, em Portugal, e que tem como sócio Tomaz. A Polícia Federal (PF) identificou, na investigação da Operação Sem Desconto, que o senador seria “usuário master” da conta utilizada pela empresa. A informação consta de e-mails do escritório d de Tomaz. Quando a informação veio a público, Flávio e Tomaz negaram que o candidato do PL fosse responsável por gerir as contas da companhia. Lula afirmou que abriria o próprio sigilo e os sigilos da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e dos filhos Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. Em relação aos Bolsonaros, Lula desafiou Flávio e também a abertura dos sigilos do pai, Jair Bolsonaro, da mãe, Rogéria, dos irmãos, Carlos, Eduardo e Jair Renan, e da esposa, Fernanda.
em 21/10/26 07:06 pm

Itaú Unibanco reabre leilão de 139 imóveis com valores 20% menores e oportunidades a partir de R$ 34 mil


O Itaú Unibanco, em parceria com a Frazão Leilões, reabre o leilão de 139 imóveis realizado inicialmente em 14 de outubro, agora com valores 20% menores em relação à rodada anterior. As propriedades estão distribuídas por 15 estados brasileiros e pelo Distrito Federal, com oportunidades a partir de R$ 34 mil. As propostas recebidas até o dia 23 de outubro de 2026 serão analisadas pelo banco. O portfólio está distribuído por Amazonas (2), Bahia (9), Distrito Federal (1), Goiás (5), Maranhão (3), Minas Gerais (10), Mato Grosso do Sul (2), Mato Grosso (1), Pará (2), Pernambuco (3), Paraná (7), Rio de Janeiro (37), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (9), Santa Catarina (2) e São Paulo (45). São Paulo concentra o maior número de propriedades, seguido pelo Rio de Janeiro. Juntos, os dois estados somam 82 imóveis, o equivalente a aproximadamente 59% de todo o portfólio. Entre as oportunidades de menor valor está uma casa no Parque Esplanada II, em Valparaíso de Goiás (GO), com proposta mínima de R$ 34 mil, condicionada à aprovação do vendedor. O imóvel possui 120 m² de terreno e 64,48 m² de área construída, segundo dados do IPTU, com descrição que contempla sala, cozinha, dois quartos, banheiro, hall e área de serviço. Na outra ponta está uma casa no bairro Morro Nova Cintra, em Santos (SP). O imóvel, anteriormente ofertado por R$ 2,45 milhões, passa a ter valor de aproximadamente R$ 1,96 milhão após a redução. A propriedade possui 3.140,535 m² de terreno e 549,045 m² de área construída. As condições de pagamento variam conforme cada lote. Entre as modalidades previstas na nova rodada estão o pagamento à vista, sem desconto, ou opções parceladas. É possível realizar a aquisição com 20% de sinal e oito parcelas sem juros ou correção; 25% de sinal e saldo em 12 ou 24 parcelas, acrescidas de juros de 10% ao ano pela Tabela Price e IPCA anual; ou 30% de sinal e saldo em 36, 48 ou 78 parcelas, também com juros de 10% ao ano pela Tabela Price e IPCA anual. As condições de pagamento, características dos imóveis e eventuais responsabilidades relacionadas à aquisição variam conforme cada lote. Por isso, os interessados devem consultar previamente o edital e a documentação específica de cada propriedade antes de encaminhar suas propostas pelo site da Frazão Leilões: https://www.frazaoleiloes.com.br/leilao/3736/leilao-de-imoveis-do-banco-itau-3736
em 21/10/26 07:04 pm

EUA lideram viagens de fim de ano e América Latina concentra 28,9% das contratações de seguro viagem


As férias de fim de ano dos brasileiros estão ganhando novos contornos em 2026. Dados da Ciclic, empresa da BB Seguros, sobre seguros já contratados para viagens entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027 mostram que os Estados Unidos lideram entre os países, concentrando 20,6% das apólices, seguidos pelo Brasil, com 15,9%, e pela Argentina, com 10,6%. Espanha (7,6%), França (5,3%) e Chile (4,3%) também aparecem entre os destinos com maior participação. Quando os destinos são agrupados por região, a América Latina concentra 28,9% das contratações antecipadas para as próximas férias, seguida pela Europa, com 23,9%, e pelos Estados Unidos e Canadá, com 21,9%. As viagens nacionais representam outros 15,9%. No ano passado, a Europa liderava as compras antecipadas, com 30% do total. "Os dados mostram que as férias de fim de ano continuam bastante diversificadas, mas a América Latina ganhou espaço entre os viajantes que já começaram a se organizar. Destinos mais próximos convivem com mercados tradicionalmente fortes, como Estados Unidos e Europa, o que mostra que não existe um único perfil de viagem para esse período. Temos desde deslocamentos internacionais mais curtos até férias mais longas em outros continentes", afirma Paulo Pereira, superintendente de operações e finanças da Ciclic. Entre os países, a Argentina foi um dos destinos que mais ganhou participação. O país representava 8% das apólices para as férias de 2025/2026 e agora responde por 10,6%. O Chile passou de 3,7% para 4,3%. Na Europa, a Espanha avançou de 7,4% para 7,6%, enquanto a França recuou de 7,4% para 5,3%. Já os Estados Unidos ampliaram sua participação de 19,8% para 20,6%, mantendo a liderança isolada entre os destinos. O movimento acontece em um momento em que mais brasileiros já estão garantindo a proteção para as férias. Considerando as contratações realizadas até meados de setembro de cada ano, o volume de apólices para viagens entre dezembro e janeiro está 85,8% maior em 2026 do que no mesmo momento de 2025. Com destinos e perfis de viagem diferentes, a Ciclic orienta que o seguro viagem seja escolhido considerando as características de cada roteiro. O Seguro Viagem da empresa conta com opções de cobertura para despesas médicas, hospitalares e odontológicas, além de situações envolvendo bagagem e outros imprevistos previstos na apólice. "As férias de Natal e Réveillon costumam reunir viagens muito diferentes entre si, desde quem aproveita alguns dias em um país vizinho até quem passa semanas no exterior. Por isso, mais do que simplesmente contratar um seguro, é importante verificar o que está previsto no plano e escolher uma proteção compatível com o destino e com a duração da viagem", finaliza Paulo.
em 21/10/26 07:02 pm

STF: Maioria é favorável à exclusão do ISS do cálculo do PIS/Cofins


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na tarde de hoje, pela exclusão do ISS da base do PIS e da Cofins. A decisão pode ter um impacto de R$ 35,4 bilhões nos cofres públicos, segundo o Anexo Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 06:54 pm

Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes investe em eficiência


A modernização do varejo de combustíveis coloca eficiência operacional, investimentos em infraestrutura e diversificação de receitas no centro das decisões empresariais. Na Rede Paz, Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes acompanha esse movimento com foco na gestão de uma operação que reúne mais de 80 unidades, segundo informações da própria rede. A trajetória do executivo inclui experiência na Shell, antes de assumir a liderança de negócios ligados ao segmento. A passagem por uma companhia de grande porte integra seu repertório em um setor no qual logística, controle de custos, segurança e qualidade do atendimento influenciam diretamente o desempenho das operações. O tamanho da Rede Paz torna a padronização um desafio relevante. Cada unidade está inserida em um mercado com perfil de consumo, concorrência e condições de infraestrutura próprios. Por isso, a busca por escala precisa ser conciliada com decisões locais sobre equipes, serviços e investimentos. Para Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, a transformação dos postos não se limita à venda de combustíveis. A ampliação de conveniências e a incorporação de novas tecnologias criam possibilidades de atendimento, mas também exigem planejamento financeiro e análise da demanda. Entre as frentes de modernização está a recarga de veículos elétricos, incluindo equipamentos ultrarrápidos. A iniciativa acompanha a evolução da mobilidade, embora a rentabilidade de cada ponto dependa do fluxo de usuários, da disponibilidade de energia, do custo dos equipamentos e do tempo necessário para recuperar o capital investido. A transição energética não ocorre de forma uniforme. Em regiões onde a frota elétrica ainda é pequena, os combustíveis convencionais permanecem como principal fonte de movimento. Em outras localidades, serviços adicionais podem representar uma oportunidade de diversificação. O desafio gerencial é identificar quando cada solução se torna economicamente justificável. A Rede Paz mantém relações comerciais com marcas como Ipiranga e Vibra, em um ambiente no qual distribuidores e operadores dependem de cadeias de suprimento estáveis. A dinâmica do segmento exige atenção a estoques, transporte, padrões regulatórios e variações de preços, fatores que podem pressionar margens mesmo em operações de maior porte. Outro componente da estratégia é o aproveitamento dos espaços físicos. Projetos de arquitetura e circulação de veículos interferem na capacidade de atendimento, na segurança e na integração entre abastecimento, conveniência e recarga. Reformas e adaptações precisam considerar o funcionamento cotidiano das unidades e a continuidade dos serviços. O uso de tecnologia também pode ampliar a capacidade de acompanhamento dos negócios. Indicadores de vendas, produtividade e consumo ajudam a comparar unidades e identificar pontos de melhoria. Entretanto, a disponibilidade de dados, por si só, não substitui a formação das equipes nem a execução de processos consistentes. Na avaliação do cenário empresarial, Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes trabalha com a necessidade de equilibrar crescimento e disciplina operacional. Uma rede extensa pode obter ganhos de escala em compras, treinamento e administração, mas enfrenta maior complexidade para coordenar investimentos e preservar padrões de atendimento. A expansão, nesse contexto, não deve ser medida apenas pelo número de endereços. O desempenho de cada operação depende da combinação entre localização, demanda, estrutura de custos e capacidade de oferecer serviços relevantes. A diversificação pode ampliar oportunidades, desde que não comprometa a sustentabilidade financeira das unidades. O setor ainda convive com incertezas relacionadas ao ritmo da eletrificação, às exigências regulatórias e ao comportamento dos consumidores. Essas variáveis tornam necessária uma abordagem gradual, capaz de testar soluções e ajustar prioridades antes de replicá-las em escala. Ao conduzir a Rede Paz nesse ambiente, Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes representa uma agenda de gestão que combina a experiência do abastecimento tradicional com a preparação para novos modelos de mobilidade. A questão central não é apenas acompanhar tendências, mas transformar investimentos em operações mais eficientes e serviços compatíveis com as necessidades de cada mercado. A análise de retorno, o controle de despesas e a qualidade do atendimento são decisivos para sustentar a estratégia no longo prazo.
em 21/10/26 06:50 pm

Agentes de IA da OpenAI desativaram sistemas de monitoramento e tentaram enganar funcionários da empresa

Agentes de inteligência artificial (IA) da OpenAI desativaram sistemas de monitoramento e mecanismos de proteção destinados a detectar comportamentos inadequados dos robôs autônomos de IA, em um novo episódio que deverá aumentar a preocupação mundial com a segurança da tecnologia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 06:49 pm

STJ: Filho e noivado não bastam para comprovar união estável


A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por maioria de votos, rejeitou pedido de reconhecimento de união estável pós-morte baseado na existência de filho em comum e de noivado entre a autora da ação e o falecido. Ao manter acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que classificou a relação como namoro qualificado, o colegiado considerou que, no caso analisado, não ficou demonstrada a intenção atual de constituição de família – ou seja, pretensão de formação de núcleo familiar durante a relação, e não apenas a expectativa futura – nem a publicidade do relacionamento como se fossem casados. A ação foi ajuizada pela mulher após a morte do suposto companheiro, com o objetivo de obter o reconhecimento da união estável. Ela afirmou que os dois se conheceram pela internet, quando ele ainda era casado e morava em outro Estado. Segundo a autora, após descobrirem que teriam um filho, os dois decidiram construir uma vida juntos. A partir desse momento, o homem teria se separado e alugado um imóvel para ela em São Paulo, cidade onde já vivia anteriormente. A autora relatou que houve pedido de noivado e que o relacionamento era visto como uma união conjugal pelas pessoas de seu círculo social. Entretanto, os filhos do relacionamento anterior do falecido declararam que ela era apenas namorada do pai.​​​​​​​​ Com base nas provas documentais e testemunhais, as instâncias ordinárias entenderam que não havia elementos suficientes para demonstrar comunhão de vidas, economia comum e intenção de constituir família. A avaliação foi de que o homem controlava o próprio patrimônio e as questões relacionadas à vida pessoal, embora utilizasse seus recursos para dar melhores condições de vida à autora e, aparentemente, projetasse a formação de uma família. Ainda de acordo com as instâncias ordinárias, o aluguel teria sido um mero auxílio material prestado pelo falecido, inclusive porque o casal tinha um filho. Ao manter a sentença, o TJSP também apontou que, apesar de a autora ter sido indicada como beneficiária de um seguro de vida do falecido, o campo destinado à identificação de cônjuge ou companheira teria ficado em branco. Autor do voto que prevaleceu no colegiado, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva explicou que a principal diferença entre namoro qualificado e união estável é a existência de intenção atual de constituir família. Para ele, embora muitos namoros apresentem características objetivas da união estável – como convivência pública, contínua e duradoura –, é o elemento subjetivo da intenção que distingue os dois tipos de relação. Cueva ressaltou que o reconhecimento de união estável após a morte exige convivência pública, contínua e duradoura, acompanhada da intenção atual (ou seja, ao longo do relacionamento) de constituir família. No caso dos autos, ele salientou que a conclusão das instâncias ordinárias não se baseou apenas na falta de coabitação ou de colaboração patrimonial – requisitos que, de fato, não são indispensáveis para o reconhecimento da união estável –, mas nas circunstâncias específicas do relacionamento e de como se desenvolveram as relações afetivas entre a mulher e o falecido. "Assim, à vista de tão pormenorizada análise das provas pelas instâncias ordinárias, não há como modificar a conclusão do acórdão recorrido, senão por meio do reexame de todo o contexto fático-probatório dos autos, o que implica a incidência da Súmula 7 do STJ", concluiu Cueva ao negar provimento ao recurso especial (processo em segredo judicial). Ricardo Villas Bôas Cueva Luiz Roberto/TSE
em 21/10/26 06:39 pm

Nelita e Evvai estão na lista ampliada dos melhores restaurantes do mundo


Dois brasileiros estão na lista expandida do "The Worlds 50 Best Restaurants": o Nelita, da chef Tássia Magalhães, que estreia na 54ª posição, e o Evvai, do chef Luiz Filipe Souza, em 68º lugar. O ranking foi divulgado nesta quarta-feira (21). Apesar do nome, o 50 Best classifica restaurantes em duas listas principais: a ampliada, que reúne casas selecionadas entre a 51ª a e 100ª posições, e a principal, com endereços elencados entre a 50º e a 1º colocação, que será revelada dia 4 de novembro, em Lima, capital peruana. No Nelita, Tássia comanda uma cozinha formada exclusivamente por mulheres desde a inauguração, em 2021. O modelo de cozinha aberta permite que os clientes acompanhem o preparo dos pratos. "Acredito muito que não precisei abrir mão da minha identidade para alcançar reconhecimento internacional", diz a chef, que foi eleita a Melhor Chef Mulher da América Latina em 2025, título concedido pelo 50 Best. No ano passado, a casa ficou em 12º lugar no 50 Melhores Restaurantes da América Latina, sendo o segundo restaurante brasileiro mais bem colocado, atrás apenas do Tuju (8º). O Evvai, que subiu 27 posições em relação ao ano passado, foi aberto em 2017 com uma proposta de unir a herança da cozinha de imigrantes italianos com ingredientes brasileiros. Antes de inaugurar a casa, o chef Luiz Filipe passou temporadas em restaurantes na Itália como o Reale, em Castel di Sangro. O Evvai conquistou três estrelas Michelin em 2026 e opera apenas com menu-degustação. O cardápio atual, o Oriundi, é servido em 13 etapas. A Casa do Porco, Oteque e Tuju não aparecem na lista estendida deste ano. Em 2025, ocuparam, respectivamente, a 83ª, 81ª e 70ª posições na seleção. Em 2025, apenas um restaurante brasileiro integrou o grupo dos 50 melhores do mundo. O Lasai, do Rio de Janeiro, conquistou a 28ª posição, uma escalada de 30 lugares em relação a 2024, quando ocupava o 58º posto na lista estendida. A seleção é elaborada a partir dos votos de mais de 1.100 especialistas internacionais do setor, entre chefs renomados, jornalistas de gastronomia e especialistas do cenário culinário global. Os escolhidos estão espalhados entre 17 restaurantes da Ásia, 20 da Europa, seis da América do Norte, três da América do Sul, dois da África e dois do Oriente Médio. Criação do chef Luiz Filipe Souza, do Evvai, de São Paulo (SP), 68º lugar na lista ampliada do The Worlds 50 Best Restaurants 2026 Reprodução/The Worlds 50 Best Restaurants Lista do 51º ao 100º 51. Uliassi, Senigallia 52. La Cime, Osaka 53. Ling Long, Xangai 54. Nelita, São Paulo 55 Alcalde, Guadalajara 56 Sazenka, Tóquio 57 Koan, Copenhague 58 Frantzén, Estocolmo 59 Narisawa, Tóquio 60 Hiša Franko, Kobarid 61 Florilège, Tóquio 62 Fu He Hui, Xangai 63 The Jane, Antuérpia 64 Seroja, Singapura 65 Fyn, Cidade do Cabo 66 Willem Hiele, Oudenburg 67 Arpège, Paris 68 Evvai, São Paulo 69 Cocina Hermanos Torres, Barcelona 70 Kol, Londres 71 Salsify at the Roundhouse, Cidade do Cabo 72 Eatanic Garden, Seul 73 Chef Tam’s Seasons, Macau 74 Le Du, Bangkok 75 Belcanto, Lisboa 76 Nobelhart & Schmutzig, Berlim 77 Caprice, Hong Kong 78 Mosu, Seul 79 Huniik, Mérida 80 Txispa, Atxondo 81 Septime, Paris 82 Coda, Berlim 83 The Ledbury, Londres 84 Le Doyenné, Saint-Vrain 85 Tim Raue, Berlim 86 Eliane, Bruxelas 87 Arca, Tulum 88 FZN, Dubai 89 Burnt Ends, Singapura 90 Baan Tepa, Bangkok 91 Den, Tóquio 92 Lamdre, Pequim 93 SingleThread, Healdsburg 94 Neolokal, Istambul 95 Mil, Cusco 96 Rosetta, Cidade do México 97 Khufu’s, Gizé 98 Labyrinth, Singapura 99 Fauna, Valle de Guadalupe 100 Aponiente, El Puerto de Santa María
em 21/10/26 06:29 pm

Coligação de Lula apresenta mandado de segurança no TSE contra decisões de Nunes Marques

A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou hoje mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra decisões proferidas pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A medida contesta a ordem de suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e diz que houve conflito de competência entre a presidência do TSE e a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral. Protocolada no dia 18, a ação foi distribuída nesta quarta-feira ao ministro Floriano de Azevedo Marques. A defesa alega que o presidente da Corte Eleitoral invadiu a competência do corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que já conduzia uma ação sobre o mesmo canal. Segundo os advogados, Nunes Marques extrapolou suas atribuições ao utilizar regras administrativas de fiscalização de plataformas digitais para aplicar sanções e colher dados sobre a conta sem assegurar o contraditório à chapa. "Se nem o juiz da propaganda, ainda que fosse o próprio Presidente, pode, no exercício do poder de polícia, restringir conteúdo eleitoral em razão do seu teor, salvo quando atinja a integridade do processo eleitoral, a Presidência, no exercício da supervisão de planos de conformidade, tampouco pode", aponta um trecho do documento. Ao final, a coligação de Lula pede a anulação dos atos do procedimento administrativo conduzidos por Nunes Marques e o reconhecimento formal de que a Presidência do TSE não possui competência para determinar a suspensão de canais de apoiadores ou fixar a vinculação dessas contas a campanhas eleitorais.
em 21/10/26 06:26 pm

Meta é condenada a pagar US$ 25 bi em processo relacionado à Cambridge Analytica


A Justiça do Estado americano do Novo México determinou nesta quarta-feira (21) que a Meta pague US$ 25 bilhões após um júri concluir que a empresa enganou consumidores em um processo relacionado às alegações de que a Cambridge Analytica, consultoria política britânica envolvida na campanha presidencial do republicano Donald Trump em 2016, obteve dados de milhões de usuários do Facebook sem consentimento. Em sua decisão, o juiz Francis Mathew afirmou que a conduta do Facebook, de forma sistemática ao longo de vários anos e amplamente comunicada ao público, atingiu o cerne das práticas empresariais da companhia. Mathew concluiu que, com base na legislação estadual, uma multa superior a US$ 219 bilhões seria justificável, mas reduziu o valor para US$ 25 bilhões. Um porta-voz da Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O procurador-geral do Novo México processou a empresa em 2021, após as revelações de que a Cambridge Analytica coletou dados pessoais de até 87 milhões de usuários do Facebook por meio de um aplicativo de terceiros. O Estado acusou a Meta de enganar usuários da rede social no Novo México sobre quem tinha acesso a seus dados, como a empresa lidava com discursos de ódio e desinformação publicados na plataforma e outras políticas internas. Segundo o processo, a empresa sabia que terceiros possuíam amplo acesso a dados pessoais dos usuários e tolerava discursos de ódio e outros conteúdos prejudiciais quando isso beneficiava seus resultados financeiros. Usuários teriam sido enganados sobre privacidade Em 25 de setembro, os jurados concluíram que 26 de 29 declarações feitas pela empresa e por seus executivos sobre esses temas eram enganosas. Eles também determinaram que a Meta cometeu mais de 43 milhões de violações das leis de proteção ao consumidor do Novo México, com base no número de usuários do Facebook ou residentes no Estado que foram expostos a cada uma das declarações consideradas enganosas. A legislação estadual permite penalidades de até US$ 5 mil por infração e determina que os valores arrecadados sejam destinados ao sistema público de ensino do Novo México, afirmou o procurador-geral Raúl Torrez após o veredito. Em uma audiência realizada em 1º de outubro, Randi McGinn, advogada do Estado, pediu que o juiz fixasse a multa entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, argumentando que esse valor seria compatível com as garantias constitucionais de devido processo legal e com as conclusões do júri. “Este tribunal deve falar com a Meta na única linguagem que ela entende, que é o dinheiro e o valor de suas ações”, afirmou McGinn. Em documentos apresentados à Justiça, a Meta pediu que a multa fosse limitada a US$ 3,45 bilhões, alegando que uma penalidade maior poderia afastar empresas do Estado. A companhia também sustentou que as evidências demonstraram que ela não vende dados de usuários e que o Novo México não conseguiu provar que algum consumidor tenha sido efetivamente enganado. Segundo revés para a Meta em seis meses O veredito representa a segunda derrota da Meta em um processo movido pelo Novo México nos últimos seis meses. No primeiro julgamento, encerrado em março, um júri de Santa Fé, cidade no Novo México, concluiu que a empresa enganou usuários sobre a segurança de jovens em suas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, determinando o pagamento de US$ 375 milhões em penalidades civis. Após uma segunda fase desse processo, um juiz ordenou que a Meta destinasse US$ 567 milhões a um fundo do Novo México voltado à saúde mental de adolescentes e determinou a implementação de medidas para proteger usuários jovens do Facebook e Instagram no Estado. David Paul Morris/Bloomberg
em 21/10/26 06:19 pm

Micropensões são alternativa para complementar previdência pública, diz autor de projeto de lei


O marco legal das micropensões, formalizado por meio do projeto de lei complementar (PLP) 214/2026, é uma das apostas do setor para aumentar a cobertura para trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais e o contingente de prestadores ligados aos serviços de aplicativos de entregas e de transporte. O projeto, apresentado pelo deputado Tadeu Veneri (PT-PR) em julho, propõe alterar legislação de 2001 para permitir a criação de uma modalidade de plano com contribuições periódicas ou esporádica de valores livres. Possibilitaria ainda aporte de terceiros, como as plataformas de tecnologia, sem criar vínculo de emprego. Segundo Veneri, que preside a Frente Parlamentar Mista pelo fortalecimento das entidades fechadas de previdência, as micropensões são uma alternativa para complementar a previdência pública. "É fundamental para evitar que trabalhadores cheguem ao fim da vida laboral em situação de dependência e vulnerabilidade", disse Veneri ao participar do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Leia também: Ministro defende blindagem institucional da Previdência e critica desvinculação do salário mínimo Brasil cai para 44º em ranking de previdência e tem 5ª pior nota de sustentabilidade O projeto foi desenhado em conjunto com a entidade que representa o setor.O parlamentar comentou que mulheres frequentemente chegam à velhice com cobertura insuficiente, seja pela previdência privada, seja por rendimentos muito baixos. "As micropensões podem ser uma alternativa que pode alcançar mulheres, trabalhadores de aplicativos e pessoas que começam a trabalhar jovens", disse. O deputado criticou a sucessão de reformas previdenciárias que "retiraram direitos". Defendeu que o debate sobre ajuste das contas públicas inclua não apenas déficit fiscal, mas também métricas de déficit social, formado por milhões de pessoas que não sabem como será o dia seguinte. Ele citou estimativas de cerca de R$ 600 bilhões por ano em impostos não recolhidos ou desonerados no âmbito federal e outros R$ 600 bilhões nos Estados e municípios. No conjunto, são R$ 1,2 trilhão de incentivos que poderiam ser revistos. Veneri disse que, encerrado o período eleitoral, há uma reunião prevista com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para buscar espaço para pautar a matéria. Com a troca do Legislativo a partir de 2027, esse é um esforço que pode encontrar barreiras para avançar já neste ano. O deputado mencionou a Índia como referência, afirmando que o país teria mais de 69 milhões de pessoas com micropensões. Na sua avaliação, o modelo mostra que há alternativas para ampliar a proteção previdenciária. Ele relacionou o debate à jornada de trabalho, à produtividade e à qualidade de vida. Citou a jornada de cinco dias de trabalho por dois de descanso, recém-aprovada no Congresso, e argumentou que direitos como férias, 13º salário e limites de jornada foram historicamente tratados como ameaças à economia. Foi assim com a abolição da escravidão, no século 19, que resultou em compensação financeira do governo aos senhores que eram "donos" dessa mão de obra. Para Veneri, trabalhar sem descanso e sem perspectiva não produz uma vida plena. Ele defendeu que a previdência não deve ser vista como tema exclusivo de pessoas com 60 ou 70 anos, mas acompanhar toda a vida e permitir que o envelhecimento ocorra com dignidade. Deputado Tadeu Veneri (PT-PR) Câmara dos Deputados
em 21/10/26 06:18 pm

EUA desmantelam esquema de casamentos falsos para obtenção de green cards


Promotores federais apresentaram nesta quarta-feira (21) acusações contra seis pessoas por participação em um esquema de longa duração que teria organizado centenas de casamentos fraudulentos em Massachusetts para ajudar imigrantes a obter ilegalmente autorizações de residência permanente, conhecidas como green cards, e eventualmente a cidadania americana. Leia também: EUA indiciam 11 por esquema de casamentos falsos que burlava sistema de imigração ICE oculta localização de milhares de detidos com ordem definitiva de deportação A procuradora federal Leah Foley afirmou, durante uma entrevista coletiva em Boston, que Jennifer Gonzalez, apontada como mentora do suposto esquema, ajudou a organizar casamentos fraudulentos por mais de uma década em Massachusetts, Estado governado por democratas que a acusada descreveu como uma jurisdição "santuário", onde "você recebe muita ajuda como imigrante". O caso é o mais recente desse tipo apresentado pelo Departamento de Justiça dos EUA como parte da repressão à imigração promovida pelo presidente republicano Donald Trump. Em agosto, o departamento apresentou um dos maiores processos desse tipo ao acusar 11 pessoas em Nova York de participar de um esquema que, segundo os promotores, facilitou cerca de mil casamentos fraudulentos. Gonzalez, de 43 anos, disse a uma testemunha colaboradora que se passava por cliente que seu grupo havia ajudado a obter centenas de cartões de residência permanente, ou green cards, para estrangeiros que viviam ilegalmente em Massachusetts, cobrando de US$ 38 mil a US$ 40 mil por casamentos com cidadãos americanos, de acordo com uma denúncia criminal. As autoridades afirmaram que a operação funcionou por cerca de 12 anos e realizou, em média, de 18 a 20 casamentos fraudulentos por ano, gerando mais de US$ 6 milhões em lucros. Gonzalez, cidadã americana nascida nos EUA, disse à testemunha que seu objetivo era "que você conquistasse o sonho americano", mas que seu negócio havia se tornado mais difícil depois que Trump voltou ao poder, em 2025, segundo a denúncia. Foley, nomeada pelo governo Trump para chefiar a Procuradoria Federal no Estado, classificou a operação como um esquema sofisticado que Gonzalez conduzia "com impunidade durante o governo anterior". "Minha esperança é que hoje os acusados e outras pessoas como eles percebam que o sonho americano não está à venda", disse Foley. "Ele é conquistado. E, quando vocês tentam se apropriar dele para obter lucro, nós os responsabilizaremos." Gonzalez é acusada de abrigar imigrantes que vivem ilegalmente nos EUA e de fraude matrimonial. Seu advogado não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Entre os demais acusados estão pessoas suspeitas de ajudar no esquema de Gonzalez ou de contrair casamentos fraudulentos com imigrantes. Foley afirmou que a própria Gonzalez contraiu um casamento desse tipo e recebeu benefícios de assistência alimentar do Estado de Massachusetts sem declarar nenhuma renda proveniente do esquema, cujos recursos utilizou para comprar imóveis na República Dominicana. A procuradora disse que a investigação continua e poderá resultar em novas acusações contra qualquer pessoa que tenha obtido situação migratória regular por meio do esquema.
em 21/10/26 06:14 pm

Febraban cria assistente de IA para educação financeira


A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta quarta-feira (21) o lançamento de um assistente de inteligência artificial generativa (GenIA) voltado à educação financeira. Desenvolvida em parceria com a Amazon Web Services (AWS) e a Flexa Cloud, a ferramenta integra o Meu Bolso em Dia, iniciativa da entidade para promover a educação financeira, e oferece orientação personalizada e gratuita para ajudar os consumidores a organizar o orçamento, administrar dívidas e planejar investimentos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 06:04 pm

Ouro tem leve alta com alívio nos preços do petróleo


Os contratos futuros do ouro encerraram esta quarta-feira (21) em leve alta, revertendo as perdas do início da sessão, ao encontrarem algum suporte no alívio dos preços do petróleo. O ativo, porém, segue negociado em uma faixa de preço estrita, visto que o choque energético tem sustentado a narrativa por uma política monetária mais restritiva nas principais economias globais. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para novembro encerraram em alta de 0,18%, cotados a US$ 4.135,4 por onça-troy. O consenso do mercado aponta para uma manutenção dos juros americanos pelo Federal Reserve (Fed), na semana que vem, e uma alta na reunião de dezembro, segundo dados compilados pelo CME Group. A perspectiva para o ano que vem é de taxas mais restritivas, com as apostas majoritárias indicando pelo menos três altas de hoje até junho. O alívio nos preços do petróleo, embora o ativo tenha operado volátil ao longo do dia, deu suporte à dinâmica positiva do ouro, hoje. As ameaças ao tráfego no Estreito de Ormuz, diante dos novos ataques na passagem, adicionaram prêmio de risco ao barril, mais cedo. Apesar de ainda haver algum ceticismo no mercado quanto às tratativas, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em retomar as mediações de paz dos Estados Unidos junto à Ucrânia, informou o Kremlin nesta quarta.
em 21/10/26 06:01 pm

Edinho diz que Quaest reflete avaliações internas do PT


O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou, nesta quarta-feira (21), que a pesquisa Quaest reflete as avaliações internas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem aumentado porque o Brasil está "interpretando o que ele representa". "O presidente Lula vem crescendo em relação à própria Quaest. Ele cresce de forma muito acentuada e, claro, a rejeição do Flávio aumenta, porque o Brasil está interpretando o que ele representa, as perdas de direitos que ele representa, porque uma coisa é o que ele diz na campanha, outra coisa é a trajetória do Flávio, enquanto legislador, enquanto liderança política", disse a jornalistas. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, a quatro dias da eleição, mostra o senador Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de votos, e o presidente Lula com 44%. O cenário é de empate técnico, levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento também mostra que a rejeição ao petista recuou de 53% para 47% em uma semana. Enquanto para Flávio Bolsonaro, oscilou de 54% para 52%. Edinho disse que acredita na virada. "Agora nós temos certeza de que nós vamos ganhar as eleições debatendo a vida do povo", afirmou, após evento com o presidente no Palácio do Planalto.
em 21/10/26 05:58 pm

Fluxo cambial registra entrada líquida de US$ 1,933 bi na semana de 16 de outubro


O Banco Central informou nesta quarta-feira (21) que o fluxo cambial de 13 a 16 de outubro registrou entrada líquida de US$ 1,933 bilhão. O saldo foi resultado do ingresso de US$ 1,889 bilhão pela conta comercial e da entrada de US$ 44 milhões pela conta financeira. Do lado comercial, o que explica a forte entrada foi a internalização de capital por parte dos exportadores. Como na semana passada o câmbio depreciou por conta da perspectiva de um segundo turno mais acirrado, as companhias exportadoras podem ter aproveitado a janela de dólar levemente mais alto para trazer parte de seus caixas de fora. Isso também ajuda a explicar a melhora que houve na semana no dólar casado, a diferença entre a cotação do dólar futuro e do dólar à vista. Com esses números de semana passada, o fluxo de outubro acumulado fica positivo em US$ 5,148 bilhões, resultado do ingresso de US$ 4,131 bilhões pela conta financeira e da entrada de US$ 1,016 bilhão pela conta comercial. No ano, o fluxo cambial está agora positivo em US$ 15,740 bilhões, com entrada de US$ 46,634 bilhões pela conta comercial e saída de US$ 30,894 bilhões pela conta financeira. Al Drago/Bloomberg
em 21/10/26 05:58 pm

Cirurgia da endometriose evolui com mais precisão


A endometriose atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Ministério da Saúde estima que a doença afete entre 5% e 15% desse público. Quando há indicação cirúrgica, o tratamento passou a incorporar técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia avançada e a cirurgia robótica. Para Patrick Bellelis, cirurgião ginecológico especializado em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva, doutor pela Faculdade de Medicina da USP e professor de cirurgia ginecológica, a cirurgia de endometriose mudou profundamente nas duas últimas décadas. "Evoluímos de uma abordagem muitas vezes direcionada apenas às lesões mais evidentes para uma cirurgia muito mais anatômica, sistematizada e individualizada, especialmente nos casos de endometriose profunda", afirma. Segundo Dr. Patrick Bellelis, exames de imagem mais precisos permitem mapear a doença antes da operação, e recursos como ópticas de alta definição, fluorescência e plataformas robóticas viabilizam o tratamento de lesões no intestino, na bexiga e nos ureteres sem recorrer, necessariamente, à cirurgia aberta. O médico pondera que o avanço principal foi conceitual. "Hoje entendemos melhor a anatomia pélvica e sabemos que o objetivo não deve ser simplesmente 'retirar a endometriose'. A cirurgia moderna da endometriose busca tratar de maneira completa as lesões que precisam ser abordadas, mas sem perder de vista a preservação dos órgãos e de suas funções. O desafio não é simplesmente retirar o máximo de tecido, e sim alcançar o melhor resultado possível com segurança, respeitando a anatomia, os sintomas e os objetivos reprodutivos de cada paciente", diz. Laparoscopia ou robótica Uma revisão científica publicada em 2024 no periódico Life concluiu que a via robótica não é inferior à laparoscopia convencional no tratamento da endometriose, mas que custos e exigências de infraestrutura limitam sua disponibilidade. "Não existe uma regra segundo a qual casos simples devam ser operados por laparoscopia e casos complexos pelo robô. Uma endometriose profunda extremamente complexa pode ser tratada com excelência por laparoscopia convencional quando realizada por uma equipe experiente", explica Dr. Patrick Bellelis. De acordo com o cirurgião, a escolha depende da localização e da extensão da doença, de cirurgias anteriores, da necessidade de reconstruções mais delicadas, das características da paciente, da experiência do cirurgião e da equipe e da disponibilidade da tecnologia. Visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados são vantagens do robô, úteis em determinados casos complexos. "Entretanto, até o momento, não existe evidência consistente de superioridade global da cirurgia robótica em relação a uma laparoscopia avançada bem executada", observa. Recuperação e retorno à rotina Em relação à cirurgia aberta, a laparoscopia está associada a menor sangramento, menos dor e internação mais curta, conforme artigo de revisão publicado em 2023. Dr. Patrick Bellelis acrescenta que cirurgias bastante extensas podem ser feitas por pequenas incisões e que, em muitos casos, a paciente recebe alta em 24 ou 48 horas. "O tempo de internação varia conforme a extensão da doença e os procedimentos realizados, especialmente quando há necessidade de intervenções intestinais ou urinárias. É importante não banalizar o procedimento: uma cirurgia de endometriose profunda com comprometimento intestinal ou urinário continua sendo uma cirurgia de grande porte, ainda que realizada por laparoscopia ou robótica", alerta. Preservação da fertilidade A OMS registra que o êxito da cirurgia na redução da dor e no aumento das taxas de gravidez costuma depender da extensão da doença. Para o Dr. Patrick Bellelis, a cirurgia deixou de mirar apenas a retirada da doença e passou a considerar também a preservação de função, já que as pacientes são frequentemente jovens. O endometrioma ovariano ilustra esse cuidado. "Uma cirurgia tecnicamente agressiva pode retirar completamente o cisto, mas também remover tecido ovariano saudável e comprometer a reserva ovariana. Portanto, operar mais não significa necessariamente operar melhor", resume. O cirurgião esclarece que a cirurgia da endometriose pode contribuir para melhorar as chances de gravidez espontânea em situações selecionadas, mas não deve ser encarada como uma solução universal para a infertilidade. Em algumas pacientes, especialmente quando há comprometimento da reserva ovariana, a reprodução assistida pode ser a estratégia mais adequada, com ou sem tratamento cirúrgico prévio. Acesso ao tratamento O tempo até o diagnóstico permanece um obstáculo, e a OMS calcula que ele varie, em média, entre quatro e 12 anos. Dr. Patrick Bellelis aponta a redução desse intervalo como o primeiro grande desafio, lembrando que cólicas menstruais incapacitantes foram normalizadas durante muito tempo. O segundo é ampliar o acesso a equipes capacitadas, já que a endometriose profunda pode exigir atuação de uma equipe multidisciplinar. "Hoje, não precisamos esperar anos nem submeter uma paciente à cirurgia apenas para confirmar a suspeita de endometriose. A avaliação clínica criteriosa e os exames de imagem especializados permitem avançar no diagnóstico e no planejamento terapêutico de forma mais precoce. É importante lembrar, porém, que exames de imagem normais não excluem endometriose, especialmente a doença superficial, e que a avaliação clínica continua sendo fundamental", defende o especialista. Na visão do cirurgião, levar o tratamento moderno a mais pacientes significa investir em diagnóstico precoce, formação de profissionais, centros de referência e linhas de cuidado. "Na cirurgia da endometriose, tecnologia é importante, mas não é ela que determina sozinha o resultado. O que faz diferença é a indicação correta, o conhecimento da anatomia, o planejamento e a experiência da equipe", conclui. Para mais informações, basta acessar: https://patrickbellelis.com/
em 21/10/26 05:50 pm

STF começa julgamento que pode ter impacto de R$ 35,4 bilhões para União


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou o julgamento sobre a possibilidade de exclusão do ISS da base do PIS e da Cofins. Derivada da chamada “tese do século”, a exclusão do ICMS do cálculo das contribuições sociais, a discussão envolvendo o imposto municipal poderá ter um impacto de R$ 35,4 bilhões nos cofres públicos, segundo o Anexo Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:46 pm

Tecnologia e exercício mudam a rotina de cuidado do idoso


Outubro concentra o debate sobre envelhecimento no Brasil, e duas pautas dividem espaço na rotina doméstica de quem tem 60 anos ou mais: o acesso a dispositivos conectados e a retomada do movimento. Na operação da Home Angels, esses temas aparecem em duas frentes complementares do atendimento. De um lado, a camada tecnológica, com botão de emergência acionável 24 horas em parceria com a TeleHelp, canal de orientação médica por telefone e atendimento por telemedicina. De outro, o acompanhamento presencial do cuidador supervisionado, que viabiliza o exercício dentro de limites definidos por profissional de saúde e ajusta o ambiente da residência. Conectividade cresce mais rápido entre quem tem 60 anos ou mais Levantamento do IBGE divulgado em julho de 2026 mostra que o uso da internet permanece menor entre os idosos de 60 anos ou mais, com 74,5% de usuários, em 2025, mas esse grupo etário apresenta acelerada expansão, com aumento de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024. Trata-se da maior expansão registrada entre todas as faixas etárias no período. A posse de aparelho acompanha o movimento: entre as pessoas de 60 anos ou mais, 80,3% tinham telefone celular para uso pessoal em 2025. A barreira remanescente é de domínio, não de infraestrutura. Entre os idosos que não utilizaram a internet no período pesquisado, 66,5% apontaram como principal motivo não saber utilizar. O dado ganha relevo quando se observa para que serve a conexão: conversar por chamadas de voz ou vídeo manteve-se como a finalidade mais informada, alcançando 95,3% dos usuários da internet em 2025. Ou seja, o principal uso da rede é justamente o contato humano, aquilo que a distância física entre gerações costuma dificultar. A tecnologia aplicada ao cuidado domiciliar No contexto do cuidado, o aparelho conectado assume funções que vão além da conversa. Um dispositivo de emergência vestível encurta o intervalo entre um evento agudo e o acionamento de socorro, intervalo que, sem esse recurso, depende de alguém estar por perto. A consulta por telemedicina retira do trajeto parte das idas a serviços de saúde para questões que dispensam exame presencial. A videochamada mantém o vínculo com filhos e netos que moram longe. Nenhum desses recursos funciona sozinho. Um botão de emergência exige que a pessoa idosa saiba acioná-lo e confie nele. Uma consulta remota exige que alguém organize o horário, prepare o aparelho e registre o que foi orientado. É nesse ponto que o cuidador presente na residência passa de acompanhante a mediador tecnológico, papel que raramente aparece nas descrições do serviço. O que a atividade física previne Do outro lado da rotina está o corpo. O Ministério da Saúde registra que a falta de movimento e o comportamento sedentário estão associados ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas e ao aumento do risco de quedas entre pessoas idosas. Entre os benefícios listados pela pasta para a prática regular estão a melhora da postura e do equilíbrio, com diminuição do risco de quedas, a manutenção da autonomia e da independência no envelhecimento, a proteção de ossos e articulações e a prevenção de fraturas. A lista inclui ainda o fortalecimento de vínculos, a prevenção do isolamento e o auxílio à memória, à atenção e ao raciocínio. Sobre como começar, a orientação oficial é gradual: iniciar devagar, com atividades leves, como caminhadas curtas, aumentar aos poucos a duração e a intensidade e, se possível, alcançar ao menos 150 minutos por semana. A mesma orientação pede atenção à segurança, com roupas e calçados adequados, hidratação, proteção solar ao ar livre, preferência por horários mais frescos e procura pela equipe de saúde em caso de dor ou mal-estar. A dimensão do problema das quedas Os números explicam a insistência do tema. O Ministério da Saúde informa que o país tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, aproximadamente 17% da população, com crescimento médio estimado em 1,1 milhão de idosos por ano. Sobre quedas, a pasta registra que estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 28% das pessoas idosas sofrem ao menos uma queda por ano, o que corresponde a aproximadamente 9 milhões de quedas anuais no país. As consequências vão além da lesão imediata, já que quedas podem causar fraturas, traumatismos cranianos e contusões musculares, além de gerar medo de cair novamente, o que pode levar à redução da mobilidade, perda de autonomia e dependência de cuidados. Entre as medidas indicadas pela pasta estão boa iluminação, instalação de barras de apoio, especialmente no banheiro, e ambiente organizado, já que a maioria das quedas acontece no domicílio. Onde o acompanhamento entra A supervisão técnica das unidades da rede é o que transforma essas orientações em rotina verificável. O plano de cuidados individual define o que a pessoa idosa está liberada a fazer, em que intensidade e com qual apoio. O cuidador executa esse plano no dia a dia, acompanha a caminhada, observa sinais de cansaço ou desequilíbrio, identifica tapetes soltos e obstáculos de circulação e reporta alterações a quem tem competência para reavaliar a conduta. "Tela e caminhada parecem assuntos distantes um do outro, mas resolvem o mesmo problema: manter a pessoa idosa em contato com o mundo e firme dentro da própria casa. Equipamento sem alguém que ensine a usar vira enfeite, e exercício sem alguém que acompanhe vira risco. O que sustenta os dois é presença qualificada", afirma Artur Hipólito, sócio da Home Angels. A oferta de dispositivos, modalidades de atendimento e cargas horárias segue o resultado da avaliação de cada caso e varia conforme a unidade que atende a região. Sobre a Home Angels Em comunicação institucional, a Home Angels declara mais de 18 anos de atividade no cuidado de pessoas e se posiciona como pioneira e maior rede de franquias de cuidadores da América Latina. A própria empresa aponta mais de 270 unidades e faturamento consolidado superior a R$ 208 milhões. O conjunto de serviços inclui cuidador domiciliar, botão de emergência 24 horas em parceria com a TeleHelp, orientação médica e telemedicina, acompanhamento em hospital e assistência domiciliar junto à Home Doctor.
em 21/10/26 05:45 pm

Black Friday: comprador decide cedo e vendedor precisa agir


Quase metade dos consumidores brasileiros chega ao último trimestre com a lista de compras da Black Friday definida. Segundo pesquisa do Google apresentada em 26 de agosto de 2026, 48% dos entrevistados já sabem o que pretendem adquirir na data, marcada para 27 de novembro; 44% acompanham preços com antecedência e 30% já escolheram a loja onde vão comprar. O movimento antecipa para as semanas que antecedem a Black Friday a janela de decisão do pequeno vendedor de marketplace, que precisa revisar a operação antes de ampliar o estoque. O mesmo estudo indica que 41% dos consumidores pretendem gastar mais do que em 2025 e que 81% das compras envolvem algum incentivo financeiro, como desconto, frete ou parcelamento. Na edição anterior, o comércio eletrônico faturou R$ 4,76 bilhões apenas na sexta-feira da Black Friday, alta de 11,2% sobre 2024, de acordo com a Confi Neotrust. O volume de pedidos subiu 28%, para 8,69 milhões, enquanto o tíquete médio recuou 12,8%, sinal de um comprador que distribui as aquisições e compara ofertas. Para a Dogama, empresa que desenvolve um sistema de gestão empresarial (ERP) para vendas online com marketplace B2B voltado ao dropshipping nacional, as projeções gerais do varejo têm alcance limitado para quem administra uma loja pequena. Esses números mostram o tamanho do mercado, mas não apontam o que gira no catálogo de cada vendedor, informação que só aparece no histórico da própria operação. Três contas antes de ampliar o estoque "O ponto de partida é a própria operação. Com a Dogama, o vendedor pode testar diferentes categorias e analisar quais produtos têm mais procura, vendas e margem", afirma Pedro Antônio Pagan, líder de produto da empresa. A revisão proposta envolve três frentes: a categoria que teve giro nos meses anteriores, o valor que sobra de cada venda depois da taxa do canal e do frete, e o prazo que o fornecedor leva para repor as mercadorias. A margem costuma ser o ponto menos visível dessa conta. As comissões cobradas pelas plataformas variam de 5,99% a 30%, conforme reportagem do jornal O Hoje, e o custo de envio pesa sobre produtos de menor valor. Para Pagan, o cálculo precisa partir do preço final. "A conta começa no preço de venda, que pode ser ajustado a partir de uma calculadora online de taxas. A partir daí, cabe ao lojista analisar os resultados das vendas e ir ajustando os valores e estratégias", explica. O desafio ganha peso diante da estrutura enxuta dos pequenos negócios digitais. O Radar Mercado Digital 2026, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o E-Commerce Brasil a partir de entrevistas com 3.081 empresários, mostra que 59,2% dessas empresas concentram a operação online em uma única pessoa. Entre os negócios que vendem pela internet, 28,1% utilizam marketplaces e 78,8% atuam em apenas um ou dois canais. O que o histórico de pedidos revela Reunir os pedidos de todos os canais em um único painel permite comparar giro e margem por categoria, em vez de avaliar cada plataforma de forma isolada. Pagan alerta que a leitura desses números exige atenção ao período analisado. "Um pico isolado pode enganar. A categoria ganha força quando unidades e receita crescem por um período e a venda não depende de um único produto", avalia. Os rankings de intenção de compra ajudam a entender o cenário, mas não substituem essa análise. Na pesquisa do Google, roupas e acessórios aparecem à frente, citados por 37% dos consumidores, seguidos por celulares, com 30%, e eletrodomésticos, com 29%. Um vendedor pode atuar em uma dessas categorias e, ainda assim, depender de poucos itens para sustentar o faturamento, situação que amplia o risco de encalhe caso a procura mude. Reposição e teste de novas categorias O prazo de reposição define até onde o lojista consegue ampliar a oferta com segurança. Na avaliação da Dogama, quando o fornecedor leva semanas para entregar, a decisão tomada apenas em novembro pode resultar em mercadoria que chega depois do pico de vendas ou em ruptura justamente nos dias de maior demanda. Para quem pretende experimentar uma linha diferente, o modelo de dropshipping reduz a necessidade de capital imobilizado. "O marketplace B2B da Dogama permite testar produtos de fornecedores parceiros via dropshipping, sem comprar estoque antes da venda. Isso permite que o usuário teste diferentes categorias sem se preocupar em se comprometer com um investimento em estoque", detalha o líder de produto. Com um consumidor que planeja e compara preços semanas antes da data, a disputa pela venda começa bem antes da vitrine promocional de novembro. Para Pagan, a preparação passa por escolhas baseadas em dados de giro, margem e reposição. "Preparar a Black Friday não é simplesmente estocar produtos. Para o pequeno vendedor, principalmente, vale mais concentrar a atenção em categorias com demanda e reposição conhecidas do que ampliar o catálogo no escuro", conclui o executivo. Para mais informações, basta acessar: https://dogama.com.br/
em 21/10/26 05:41 pm

Euforia dá lugar à proteção nas opções de bolsa antes do 2º turno


Após a euforia eleitoral impulsionar um fluxo expressivo de busca por opções de compra de EWZ e de Ibovespa antes do primeiro turno, os últimos dias foram marcados por uma virada no mercado local. Investidores aproveitaram o momento para reduzir as operações de opções de compra (“call”), após a assimetria de potenciais ganhos na bolsa ter ficado menor, e montar posições em opções de venda (“put”), com foco em proteção. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:39 pm

Abbott planeja cisão de negócios de nutrição para focar em segmentos mais rentáveis


A Abbott planeja realiza uma cisão da sua divisão de nutrição em uma companhia independente até o final do próximo ano, distanciando o grupo de uma unidade sob pressão que vinha pesando sobre seus resultados e sendo alvo de anos de disputas judiciais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:37 pm

Philip Morris dobra aposta em sachês de nicotina para contornar pressão de custos


A Philip Morris International pretende manter os esforços para expandir a Zyn, sua marca de sachês de nicotina, mesmo em um momento em que tensões geopolíticas afetam suas operações e pressionam as projeções de lucro da companhia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:30 pm

Compradora estatal chinesa de minério de ferro fecha contrato anual com Rio Tinto, dizem fontes


A empresa estatal chinesa responsável pela compra de minério de ferro fechou um novo acordo de fornecimento desse importante insumo para a produção de aço com a Rio Tinto, segundo fontes a par do assunto. A China Mineral Resources Group (CMRG) notificou verbalmente algumas siderúrgicas sobre o acordo nesta quarta-feira, sem fornecer mais detalhes, afirmaram as fontes. Bloomberg O CMRG começará nesta quinta-feira a coletar informações sobre os volumes que cada siderúrgica precisa comprar da mineradora, disseram duas das fontes. A CMRG e a Rio Tinto não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. Não ficou claro de imediato qual seria a quantidade de minério de ferro da Rio Tinto a ser alocada no âmbito do contrato. A Reuters informou no início de agosto que a CMRG havia orientado algumas siderúrgicas a suspender as negociações com a Rio Tinto para remessas a partir de setembro. Pequim criou a CMRG em 2022 como parte dos esforços da China para fortalecer seu poder de barganha com as principais mineradoras, centralizando a aquisição de minério de ferro. A medida visava garantir melhores condições para as siderúrgicas chinesas, que têm enfrentado margens reduzidas e fraca demanda interna.
em 21/10/26 05:26 pm

99Food chega a Teresina e amplia a concorrência no delivery


A 99Food, plataforma de delivery da 99, inicia oficialmente suas operações em Teresina e na sua região metropolitana, Timon, com uma base inicial de 1,3 mil restaurantes cadastrados e mil entregadores parceiros, oferecendo uma grande variedade de comida e bebida e ampliando a concorrência no mercado local de entregas com foco em taxas de comissão acessíveis para os comerciantes e preços competitivos para os usuários. A expansão da 99Food ocorre em um momento em que o delivery se consolidou como uma importante ferramenta para restaurantes ampliarem o alcance de seus negócios e a plataforma conecta os usuários a diferentes tipos de estabelecimentos locais e grandes redes através do superapp da 99. A plataforma oferece taxas competitivas com as praticadas pelo mercado, permitindo que pequenos, médios e grandes restaurantes aumentem sua margem de lucro e expandam seu raio de vendas. "Em Teresina, encontramos uma população conectada, economia dinâmica e ambiente aberto à inovação. Com a chegada da 99Food queremos abrir espaço para estabelecimentos e consumidores que atualmente não participam do mercado de delivery de comida devido aos preços e taxas altos praticados pela concorrência, e oferecer uma melhor experiência, preços justos e novas oportunidades de ganhos para quem vive e trabalha na região", explica Bruno Rossini, diretor sênior de comunicação da 99. A empresa segue crescendo por todo o território nacional e já está presente em mais de 120 cidades, incluindo praças recentes como Belém (PA) e João Pessoa (PB), além de Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas. A proposta da 99Food é que todos os envolvidos na plataforma se beneficiem. Para os clientes, a chegada do serviço traz incentivos como cupons exclusivos de até R$99 e entregas gratuitas nos primeiros pedidos. Já os entregadores parceiros contam com um incentivo durante o período de lançamento de ganho mínimo diário de R$250 ao realizarem 20 corridas pela 99, sendo ao menos cinco destinadas a pedidos de comida. O modelo reforça a sinergia entre mobilidade urbana e delivery de alimentação em um só ambiente digital, multiplicando as oportunidades de renda para quem está nas ruas. Com a chegada à capital piauiense, a 99 passa a oferecer aos usuários locais um ecossistema que reúne diferentes serviços no mesmo aplicativo, incluindo mobilidade, entrega de objetos, soluções financeiras por meio da 99Pay e, agora, delivery de comida. Sobre a 99 A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing ("DiDi") e no Brasil conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas.
em 21/10/26 05:25 pm

Flávio Bolsonaro diz aceitar desafio de quebra de sigilo, se Lula abrir informações de familiares e Marcola


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que aceitará o desafio de abrir os sigilos bancário e fiscal dele, proposto pelo oponente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se o presidente da República abrir as informações dos familiares e do ex-assessor da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola. O senador também colocou como condição a derrubada do sigilo do cartão corporativo do petista e da esposa dele. Flávio encerrou, nesta quarta-feira (21), as agendas de campanha no Estado de São Paulo, com um comício em Guarulhos, que é o segundo maior colégio eleitoral e a segunda maior cidade do Estado, governada por um prefeito do PL. Flávio esteve acompanhado por seus aliados na região: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), os senadores eleitos André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP) e o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP). “Ele fez um desafio fake para mim. O Lula nem tem celular, como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola. Sabe quem atende as ligações para ele? O Marcola. Era ele que abria as portas para o Lulinha. O Marcola tem que abrir o sigilo do telefone dele”, declarou o presidencial do PL aos presentes. O comício, organizado pelo prefeito de Guarulhos, Lucas Sanches (PL), foi realizado em uma grande estrutura de eventos no município e contou com clima de festa. Os apoiadores da chapa bolsonarista hastearam bandeiras com o número de Flávio e cantaram jingles do candidato à Presidência e de Tarcísio em ritmos de funk e sertanejo, além de músicas gospel. A campanha de Flávio está focada em ampliar a vantagem do bolsonarista no Sudeste e em ganhar votos no Nordeste, tradicional reduto eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estimulando que os eleitores saiam de casa para votar. O candidato do PL deve realizar sua última agenda na região Nordeste nesta quarta-feira (21) à noite, em Fortaleza, no Ceará, e depois, ir para Estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro, território político do grupo político da família Bolsonaro. Nas redes sociais, a orientação da campanha do PL é para que influenciadores e apoiadores no Nordeste publiquem vídeos demonstrando uma suposta piora na qualidade de vida e possíveis promessas aos nordestinos não cumpridas nas gestões petistas. Na terça-feira (20), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) postou um vídeo com pessoas representando nordestinos descontentes com o governo de Lula.
em 21/10/26 05:24 pm

FT: Netanyahu planejou retomar ataques contra o Irã no início de outubro


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está pressionando pela retomada de ataques de grande escala contra o Irã e chegou a instruir as Forças Armadas israelenses a planejar uma nova ofensiva no início de outubro, em um movimento que ameaça mergulhar a região novamente em uma guerra de grandes proporções. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:24 pm

Cuba acusa EUA de ameaçar países que votarem na ONU contra embargo


O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou os Estados Unidos de ameaçar países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU) com sanções caso votem em favor de Havana na resolução da Assembleia Geral que propõe, sem caráter vinculativo, o fim do embargo americano à ilha. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:17 pm

Anthropic apresenta argumentos em processo movido por editoras musicais sobre treinamento de IA


A juíza federal Eumi Lee, de San Jose, na Califórnia, Estados Unidos, ouvirá nesta quarta-feira (21) os argumentos relativos a uma defesa fundamental da Anthropic em uma ação judicial por direitos autorais movida por editoras musicais, incluindo a Universal Music Group, sobre o uso de letras de músicas para treinar seu chatbot Claude. O processo das editoras e outros semelhantes giram em torno da questão de saber se os sistemas de IA fazem “uso justo” de material protegido por direitos autorais ao utilizá-lo para criar novos conteúdos. A forma como juízes como Lee se pronunciarão sobre a defesa do uso justo provavelmente determinará o destino de dezenas de ações judiciais de alto risco movidas por autores, veículos de notícias, artistas visuais e outros contra gigantes da tecnologia — incluindo Anthropic, OpenAI e Meta — em relação ao treinamento de suas IAs. Dois outros juízes do norte da Califórnia que já se pronunciaram sobre a questão, que é acompanhada de perto, apresentaram opiniões divergentes sobre se o treinamento de IA generativa, de modo geral, constitui uso justo de material protegido por direitos autorais — o que isentaria as empresas de tecnologia de responsabilidade pelo uso, sem permissão, de milhões de obras protegidas por direitos autorais para treinar seus sistemas. O juiz federal aposentado William Alsup apoiou a Anthropic no ano passado em seu argumento de que o treinamento de IA da empresa constituía uso justo de livros. Dois dias depois, o juiz federal Vince Chhabria decidiu a favor da Meta em um processo semelhante, mas alertou que o treinamento de IA “em muitas circunstâncias” não seria considerado uso justo. No caso que está sendo julgado por Lee, as editoras musicais UMG, Concord e ABKCO processaram a Anthropic em 2023, alegando que o uso de suas letras para treinar o Claude a responder a comandos humanos infringiu seus direitos autorais em centenas de canções de artistas como Beyoncé, Rolling Stones e Beach Boys. A Anthropic argumentou que o treinamento de sua IA faz uso transformativo das letras das músicas para “ajudar o Claude a compreender a linguagem humana e possibilitar o progresso e a produtividade na ciência, nos negócios e na educação”. “Permitir que os detentores de direitos autorais vetem uma tecnologia tão transformadora seria ignorar o mandato da Suprema Corte de que o objetivo principal dos direitos autorais não é recompensar o autor, mas servir ao público”, afirmou a Anthropic. As editoras argumentaram perante o tribunal que o uso de suas letras pela Anthropic não é justo, pois permite que o Claude gere novas letras que diluem o mercado para suas obras. “O Claude está sendo usado para proliferar letras de músicas geradas por IA em grande quantidade, e essas músicas criadas com ferramentas como o Claude estão saturando as plataformas de streaming e até mesmo subindo nas paradas da Billboard”, afirmaram as editoras em um documento judicial apresentado em março. Anthropic Patrick Sison/AP/File Photo
em 21/10/26 05:16 pm

Visto americano: abrir redes sociais é indicado no turismo


Quem pede o visto americano de turismo e negócios (B1/B2) precisa informar, no formulário DS-160, os nomes de usuário que usou nos últimos cinco anos nas redes sociais listadas no próprio formulário. A pergunta existe desde 31 de maio de 2019, quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a pedir identificadores de redes sociais à maioria dos solicitantes. Informar os perfis, porém, não é o mesmo que deixá-los abertos ao público, e, até o momento, essa abertura não é um requisito oficial do visto de turismo. O comunicado do Departamento de Estado atualizado em 18 de setembro de 2026 enumera as categorias cujos solicitantes devem configurar todos os perfis como públicos ou abertos, entre elas estudante, intercâmbio e alguns vistos de trabalho temporário. A relação foi ampliada em etapas, e o B1/B2 não constava dela. O mesmo texto afirma que o órgão usa todas as fontes de informação disponíveis na triagem dos pedidos e aplica o mesmo padrão rigoroso de verificação a todos os solicitantes de visto. Nas perguntas e respostas que publicou em 2019, o Departamento de Estado informou que os oficiais consulares não pedem senhas e não tentam contornar as configurações de privacidade dos perfis. O documento também diz que quem nunca usou redes sociais não é recusado por esse motivo e que o formulário aceita a resposta "None". Segundo o mesmo texto, respostas imprecisas ou falsas podem levar à negativa do visto. A Viaggi Vistos, assessoria de vistos com sede em Goiânia (GO), acompanhou um pedido de visto de turismo que entrou em processo administrativo pela seção 221(g) da lei de imigração americana. Na ocasião, o Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife entregou ao solicitante uma carta que pedia a configuração das redes sociais como "público". Segundo o documento, o ajuste serviria "para facilitar a revisão necessária para determinar sua admissão para os Estados Unidos", e o não fornecimento das informações solicitadas pode resultar na recusa do visto e afetar futuras solicitações. "Ainda não é exigência oficial no visto de turismo, mas é extremamente importante manter as redes sociais no modo público, pelo menos na semana da entrevista", afirma Gianluca Ferro, especialista em visto americano e proprietário da Viaggi Vistos. Segundo ele, as redes sociais costumam revelar muito sobre o estilo de vida, as ideologias e os hobbies de uma pessoa e podem ajudar o entrevistador a analisar melhor o perfil do solicitante. Ferro acredita que a abertura dos perfis vai se tornar obrigatória também no visto de turismo em pouco tempo, como já ocorre em outras categorias de visto americano. Para quem é dono de negócio, a assessoria recomenda informar no DS-160, além dos perfis pessoais, as redes profissionais da empresa, que podem demonstrar ao consulado que ela existe de fato e tem fluxo regular de clientes. A orientação se limita aos proprietários e não inclui as contas da empresa em que um empregado trabalha. Num pedido de visto de turismo acompanhado pela assessoria, o oficial consular comentou na entrevista, por iniciativa própria, a costela no bafo que a dona de um pequeno restaurante montado na garagem de casa tinha postado dias antes, o que indica que o perfil do negócio foi consultado. Já declarar os perfis usados nas plataformas da lista é obrigatório, como detalha o guia sobre redes sociais no DS-160, e a omissão pode ser tratada como informação falsa. Mais informações em www.viaggivistos.com.br/noticias/33029-redes-sociais-no-ds-160.
em 21/10/26 05:05 pm

Riza Sec compra Casa de Pedra e amplia carteira de operações


A Riza Sec fechou um acordo para a compra da securitizadora Casa de Pedra. Os termos financeiros da transação não foram informados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 05:02 pm

99Food inicia operações de delivery em João Pessoa


A 99Food, plataforma de delivery da 99, inicia oficialmente sua operação em João Pessoa, com uma base inicial de mais de 1,7 mil restaurantes cadastrados e 2 mil entregadores parceiros. Além da capital paraibana, a plataforma também atenderá os municípios de Bayeux, Cabedelo e Santa Rita. A chegada da plataforma amplia as opções disponíveis para consumidores, restaurantes e entregadores que utilizam serviços de entrega de comida e bebida por aplicativo e marca mais uma etapa da expansão da empresa pelo país. A expansão da 99Food ocorre em um momento em que o delivery se consolidou como uma importante ferramenta para restaurantes ampliarem o alcance de seus negócios. A plataforma conecta os usuários a diferentes tipos de estabelecimentos locais e grandes redes por meio do superapp da 99 e oferece taxas competitivas com as praticadas pelo mercado, permitindo que restaurantes de diferentes portes aumentem sua margem de lucro e expandam seu raio de atuação. "João Pessoa é uma cidade com um setor gastronômico extremamente vivo, que vai de restaurantes tradicionais da orla a estabelecimentos de bairro. Chegamos à capital paraibana para ser um parceiro real destes comércios, oferecendo uma alternativa de delivery com taxas competitivas para os donos de restaurantes. Da mesma forma, entregamos preços mais acessíveis e cupons para tornar a rotina de pedir comida mais viável", explica Bruno Rossini, diretor sênior de comunicação da 99. A proposta da 99Food é beneficiar todos os públicos envolvidos na plataforma. Para os clientes, a chegada do serviço traz incentivos como cupons exclusivos de até R$99 e entregas gratuitas nos primeiros pedidos. Já os entregadores parceiros contam com um incentivo durante o período de lançamento, com ganho diário mínimo diário de R$250 ao realizarem 20 corridas pela 99, sendo ao menos cinco destinadas a pedidos de comida. O modelo reúne serviços de mobilidade urbana e delivery de alimentação em um só ambiente digital, multiplicando as oportunidades de renda para quem está nas ruas. Com a chegada à capital paraibana, a 99 passa a oferecer aos usuários locais um ecossistema que reúne diferentes serviços no mesmo aplicativo, incluindo mobilidade, entrega de objetos, soluções financeiras por meio da 99Pay e, agora, delivery de comida. Sobre a 99 A 99 é uma empresa de tecnologia que oferece conveniência e soluções para as necessidades dos brasileiros. O aplicativo faz parte da companhia global Didi Chuxing ("DiDi") e, no Brasil, conecta pessoas a serviços de mobilidade, pagamentos e entregas.
em 21/10/26 04:55 pm

BNDES e Prefeitura do Rio preveem R$ 23 mi para Distrito Cultural Pequena África


O BNDES e a Prefeitura do Rio anunciaram nesta quarta-feira (21) quatro ações para a implantação do Distrito Cultural Pequena África, na região portuária da cidade, com investimentos iniciais previstos de R$ 23 milhões. Do total, R$ 2 milhões serão aplicados pela Prefeitura na requalificação da Praça dos Estivadores. Os outros R$ 21 milhões, destinados à criação de três equipamentos culturais, ainda dependem de captação de recursos públicos e privados. “Precisávamos ter esses acordos assinados e o projeto na mão para poder iniciar o processo de captação”, afirmou Tereza Campello, diretora socioambiental do banco. Segundo ela, já há investidores interessados, mas os nomes não foram divulgados. A Pequena África é um território histórico e cultural associado à presença da população negra, à memória da escravidão e à formação da cultura afro-brasileira na cidade. O nome é atribuído ao sambista Heitor dos Prazeres e abrange principalmente os bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. A região reúne locais como o Cais do Valongo, por onde desembarcaram africanos escravizados, a Pedra do Sal, ligada à história do samba, e o Cemitério dos Pretos Novos. As quatro frentes anunciadas integram a Iniciativa Valongo, desenvolvida pelo BNDES com apoio técnico do Consórcio Valongo Patrimônio Vivo. Além da reforma da praça, o plano prevê a Biblioteca Machado de Assis, o Conservatório da Música Preta Brasileira e a Fábrica, espaço voltado à capacitação e à comercialização de produtos de empreendedores locais. A requalificação da Praça dos Estivadores será a primeira intervenção. O projeto prevê novos canteiros, bancos, áreas de sombra, melhorias na iluminação e prioridade para pedestres, além de espaços para feiras, apresentações e atividades culturais. A Biblioteca Machado de Assis será instalada em um imóvel da Fundação Biblioteca Nacional, por meio de acordo de cooperação técnica com o BNDES. O investimento previsto é de R$ 8 milhões, ainda a captar. O espaço deverá reunir acervo, auditório, sala de exposições, terraço com jardim e café. Também com orçamento estimado em R$ 8 milhões, o Conservatório da Música Preta Brasileira será implantado em terreno cedido pela Prefeitura, na região do Largo da Prainha. O projeto será desenvolvido em parceria entre o BNDES e o Instituto Cultne e prevê atividades de formação, ensaios, produção e registro musical. A quarta ação é a Fábrica, que terá parceria entre o BNDES e a Fundação Darcy Vargas e investimento previsto de R$ 5 milhões, também sujeito à captação. A proposta é oferecer capacitação, apoio técnico e canais de comercialização para produtores e empreendedores locais, com foco na economia solidária negra e em produtos afrocentrados. Segundo Campello, a assinatura dos acordos e a conclusão dos projetos permitem iniciar a busca por financiadores. A construção da praça deve começar imediatamente, enquanto a implantação dos outros três equipamentos depende da obtenção dos recursos. O Distrito Cultural Pequena África busca articular a preservação do patrimônio afro-brasileiro com a requalificação urbana e o desenvolvimento econômico da região, que abrange áreas como Saúde, Gamboa e Santo Cristo e reúne referências históricas ligadas à diáspora africana, ao samba e à cultura negra no Rio. Reprodução/Riotur
em 21/10/26 04:50 pm

Finep libera R$ 1,5 bi extras para financiar inovação nas empresas


O texto original divulgado pela Finep continha o número de R$ 1,95 bilhão. Após correção do número pela Finep, o texto a seguir foi atualizado considerando o valor de R$ 1,5 bilhão A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aprovou uma complementação de R$ 1,5 bilhão para ampliar o limite de crédito descentralizado destinado a projetos de inovação em empresas de todo o país. Com a medida, o volume potencial de contratações pelo programa Inovacred pode chegar a R$ 6,8 bilhões em 2026. Do total adicional, 70% serão destinados às regiões Sul e Sudeste e 30%, ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo a Finep, a ampliação busca garantir a continuidade das operações, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde os recursos disponíveis estavam próximos do limite. As aprovações de projetos já contratados ou em fase de contratação somam cerca de R$ 4,5 bilhões, acima do recorde anual de R$ 3,4 bilhões registrado em 2024. Com a nova complementação, o limite para Sul e Sudeste pode chegar a R$ 4,55 bilhões, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste contam com limite de R$ 1,95 bilhão. Criado em 2013, o Inovacred opera por meio de agentes financeiros credenciados e tem como foco ampliar o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os valores aprovados desde o início do programa até o ano passado somavam R$ 880 milhões. Atualmente, essas regiões já têm R$ 778 milhões em operações aprovadas. A expectativa da Finep é superar mil operações contratadas em 2026. Até agora, mais de 800 projetos foram aprovados, apoiando 3.064 empresas desde o início da modalidade. Os recursos podem ser usados para compra de equipamentos, desenvolvimento tecnológico, implantação ou modernização de processos e outras despesas vinculadas aos projetos de inovação. Adriano Machado/Bloomberg
em 21/10/26 04:48 pm

Ministro defende blindagem institucional da Previdência e critica desvinculação do salário mínimo


O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, defendeu nesta quarta-feira (21), na abertura do 47º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, a continuidade de uma estrutura de Estado dedicada à proteção de aposentadorias e pensões seja quem for eleito à Presidência da República no próximo domingo. Para ele, a ideia de desvincular os pagamentos do INSS dos ganhos reais do salário mínimo, que vem sendo discutida na campanha da oposição, empobreceria a população idosa e elevaria os índices de pobreza do país, a exemplo do que se viu no Chile e na Argentina. "Nós defendemos a blindagem institucional e a continuidade dos avanços", afirmou ao participar do evento organizado pela Abrapp, nesta quarta-feira. "A previdência precisa de compromisso social para dar garantia de proteção na velhice." Ele argumentou que os benefícios são a principal fonte de renda de 73% dos benefíciários brasileiros, com impacto direto na coesão social e no consumo dessa população. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a pasta da Previdência foi extinta, passando a ser um braço do superministério da Economia conduzido por Paulo Guedes. Leia também: Micropensões são alternativa para complementar previdência pública, diz autor de projeto de lei Brasil cai para 44º em ranking de previdência e tem 5ª pior nota de sustentabilidade Como desafios, Queiroz apontou a cobertura ainda insuficiente, acrescentando que a previdência complementar precisa ser expandida para milhões de brasileiros, com a necessidade de alcançar novos patrocinadores e instituidores. "Não há competição, há complementaridade. Fortalecer o INSS fortalece a base para a previdência complementar", disse. A tese político-operacional é que a pasta da Previdência consolide a sua “centralidade institucional”, com continuidade da agenda, ancorando sua credibilidade em algumas frentes: o saneamento de "crise herdada do governo anterior" com a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes associadas à cobrança de taxas sem anuência dos participantes, com o reembolso dos valores. O ministro afirmou que a gestão atual ajudou a desbaratar o esquema de descontos indevidos e fez a devolução de cerca de R$ 3 bilhões a 5 milhões aos beneficiários, além de ter conseguido o bloqueio de R$ 6 bilhões em ativos. As auditorias alimentaram as investigações da Polícia Federal, incluindo a do caso Master, que descobriu o envolvimento dos regimes próprios de previdência social (RPPS), com prejuízos bilionários a servidores de alguns Estados e municípios. "Nós assumimos que previdência é a infraestrutura social e fiscal de primeira ordem. Não podemos permitir regressão institucional nem fragmentação regulatória que rebaixe a proteção e a governança", afirmou Queiroz. Longevidade e trabalho precário As mudanças nas relações de trabalho, o avanço de novas tecnologia e a expectativa de aumento da longevidade e da inclusão de novas gerações impõem desafios para os sistemas público e privado de previdência, comentou o presidente da Abrapp, Devanir Silva, no encontro. "Se a sociedade está em movimento, a previdência também precisa estar, mas movimento não significa abandonar nossos princípios, mas preservar aquilo que nos trouxe até aqui", afirmou. "A previdência social não é o problema, é a coisa mais engenhosa que a humanidade descobriu, ela é a solução." O representante sustentou que o maior desafio não é apenas aperfeiçoar a proteção de quem já participa do sistema, mas incluir os “invisíveis do atual modelo previdenciário”, os milhões de trabalhadores informais que envelhecem sem a proteção adequada, os autônomos e microempreendedores que formam uma parcela crescente da força de trabalho, o profissionais liberais, que precisam de opções compatíveis com a sua trajetória, e aqueles que ganham o seu sutento com uso de plataformas digitais de entrega e de transporte. Segundo Silva, o país precisa de um projeto previdenciário que vá além da ótica financeira. "O equilíbrio atuarial e financeiro é indispensável, mas é uma condição de sustentabilidade, não a finalidade da previdência." O objetivo, disse, é proteger a dignidade, reduzir vulnerabilidades e ajudar a construir uma sociedade mais justa. "Em vez de apenas calcular quanto custa a previdência, o país deve medir o custo social e econômico de deixar milhões de pessoas envelhecerem sem proteção", afirmou. "O modelo moderno deve combinar responsabilidade financeira, sustentabilidade e inclusão social." Silva apontou a regulação das micropensões como uma iniciativa central para ampliar a cobertura previdenciária. "São uma porta de entrada para milhões de brasileiros, sobretudo os trabalhadores de aplicativos", disse. "A previdência complementar pode liderar um movimento amplo de inclusão social." E defendeu que a longevidade é uma conquista, mas exige planejamento, não é apenas um tema atuarial e econômico, é uma questão social e humana. Ricardo Pena, diretor-presidente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) afirmou que o setor sabe acumular e pagar benefícios. "Ele lembrou que o sistema atravessou períodos de pressão e crises, incluindo a cada década pelo menos uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar desvios. Mas citou que na quebra do Banco Master, em 2025, o setor "passou ileso pelo episódio", o que, em sua avaliação, reforçou sua reputação e credibilidade. Paulo Roberto dos Santos Pinto, secretário do regime de previdência complementar, afirmou que nos últimos anos houve uma agenda de avanços no setor, com 100% das decisões do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) aprovadas por unanimidade. Entre as medidas adotadas, ele defendeu a resolução nº 59, que veda a apropriação de recursos pelo patrocinador, e de medidas como a inscrição automática de participantes. Uma das evoluções do novo marco regulatório, disse, foi a possibilidade de marcação na curva - a apropriação de juros no tempo - de títulos do Tesouro Nacional nas carteiras dos fundos de previdência. A atualização dos papéis a preços de mercado trazia volatilide para os portfólios que têm a característica de formação de poupança para o longo prazo. "A decisão protegeu o setor." O ministro Wolney Queiroz: "Fortalecer o INSS fortalece a base para a previdência complementar" Marcelo Camargo/Agência Brasil
em 21/10/26 04:46 pm

Fachin diz que 'meios aparentemente legais' corroem democracias


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta quarta-feira (21) que as democracias “raramente morrem por golpes abruptos”, mas são “corroídas por meios aparentemente legais”. Em discurso a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, o ministro também defendeu o respeito às regras democráticas, inclusive por parte de quem perde, e alertou para o risco de tribunais constitucionais substituírem o debate político por sua própria vontade. “Corroem-se, muitas vezes, por dentro, e, não raro, por meios aparentemente legais: pela captura gradual das instituições, pelo enfraquecimento dos controles, pela erosão da confiança pública”, afirmou Fachin durante o evento acadêmico “Diálogos com o Supremo: Tribunais Constitucionais e o Estado de Direito”, realizado na sede da Corte, em Brasília, com a participação do professor italiano Luca Mezzetti, da Universidade de Bolonha. A declaração também ocorre em meio à crise institucional enfrentada pelo STF, que se tornou tema de debate na campanha eleitoral, com críticas à atuação dos ministros e propostas de mudanças no funcionamento da Corte. O desgaste se intensificou com as suspeitas envolvendo integrantes do tribunal e o caso do Banco Master. No discurso, Fachin afirmou que a preservação da democracia depende de instituições capazes de resistir à captura e de uma sociedade comprometida com as regras do jogo. “A consolidação democrática nunca é um ponto de chegada que, uma vez ultrapassado, está definitivamente conquistado; é uma tarefa permanente”, disse. O presidente do STF também abordou os limites da atuação do Judiciário. Segundo ele, tribunais que deixam de agir diante de violações de direitos fundamentais falham em sua missão, mas aqueles que tentam impor sua própria vontade sobre o debate político também se desviam de seu papel. “Um tribunal que se retrai diante de violações de direitos fundamentais trai a sua missão. Mas um tribunal que pretende substituir o debate político por sua própria vontade também a trai, pois transforma a guarda da Constituição em governo dos juízes”, afirmou. Fachin defendeu ainda que as decisões judiciais sejam explicadas com clareza à sociedade, em um cenário de polarização e instrumentalização política. “A transparência não é concessão, mas uma condição de legitimidade da Justiça”, declarou.
em 21/10/26 04:45 pm

eBay planeja cortar 9% dos funcionários em nova rodada de demissões


O eBay planeja cortar aproximadamente 9% de seu quadro de funcionários, marcando a segunda rodada de demissões na plataforma de comércio eletrônico ao longo deste ano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 04:40 pm

Vou de Busão amplia compra digital de passagens no Nordeste


A compra de passagens rodoviárias no Nordeste começa a percorrer o mesmo caminho já trilhado pelos serviços bancários e pelo comércio eletrônico na região. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 88,5% da população de 10 anos ou mais dos nove estados nordestinos utilizou a internet no período de referência da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de 2025. É nesse cenário que a Vou de Busão, marketplace digital de passagens rodoviárias, busca ampliar o acesso à compra digital de passagens no Nordeste, por meio de uma plataforma em que o passageiro pesquisa, compara, compra e gerencia bilhetes pelo celular. O mesmo estudo indica que comprar ou encomendar bens e serviços pela internet foi uma das finalidades que mais avançaram no país, com crescimento de 4,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior. A atividade foi relatada por 52,7% dos usuários de internet em 2025, a primeira vez na série histórica em que mais da metade do grupo declara realizar compras on-line. O acesso a bancos e a outras instituições financeiras, citado por 74,2% dos usuários, também registrou expansão no período. Na leitura da empresa, a digitalização não altera a forma como o nordestino viaja, e sim como ele organiza e adquire essa viagem. Em vez de depender do deslocamento até a rodoviária ou de uma negociação presencial no guichê, o passageiro consegue consultar trechos, horários e companhias de onde estiver. A companhia descreve o processo em etapas curtas: informar origem, destino e data, verificar as opções disponíveis e concluir a compra pelo celular. Celular concentra decisões do cotidiano De acordo com a Vou de Busão, o telefone móvel passou a integrar diversas escolhas do dia a dia, e a aquisição de passagens acompanha esse movimento. A empresa observa que o público busca mais autonomia para pesquisar horários, comparar alternativas e organizar o deslocamento sem depender exclusivamente de um ponto físico de venda. Entre as dificuldades que permanecem, a marca relaciona identificar as opções disponíveis para determinado trecho, comparar horários e viações e entender qual alternativa atende melhor à necessidade de cada viagem. No ambiente digital, segundo a companhia, essas informações podem ficar reunidas em um único lugar, o que tende a simplificar a pesquisa, a comparação e a conclusão do pedido. A relevância do modal para a região aparece nos números do setor. Conforme os dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reunidos na publicação TRIIP 2025, o serviço regular de transporte rodoviário interestadual movimentou aproximadamente 36,7 milhões de passageiros em 2025. O Nordeste respondeu por cerca de 18,5% dos embarques por origem das viagens, a segunda maior participação do país, atrás apenas do Sudeste. O mesmo documento da ANTT posiciona Maranhão e Bahia entre os estados com mais da metade dos municípios contemplados pelos mercados autorizados, indicador de capilaridade do serviço em áreas fora dos grandes centros. Atendimento humano complementa a jornada digital Um dos pontos destacados pela empresa está no suporte por WhatsApp, conduzido por atendentes humanos, canal mantido em paralelo à plataforma. A companhia afirma que o recurso atende principalmente quem tem dúvidas, precisa de orientação durante a compra ou busca apoio após a conclusão do pedido. A proposta, segundo a marca, é oferecer a praticidade da tecnologia sem eliminar a possibilidade de conversar com uma pessoa quando houver necessidade, mantendo o atendimento humano como parte da experiência de compra. A plataforma opera em âmbito nacional e reúne mais de 300 viações, informação divulgada pela própria Vou de Busão. O alcance da operação inclui trechos entre capitais, cidades do interior e demais destinos atendidos em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A empresa informa que trabalha com viações parceiras que operam conforme as exigências regulatórias aplicáveis, incluindo a autorização da ANTT para os serviços interestaduais. A companhia avalia que a viagem de ônibus no Nordeste atende necessidades bastante distintas, que vão de trabalho e estudo a visitas familiares e turismo, conectando capitais e municípios do interior. Nessa leitura, a jornada digital tende a acompanhar a diversidade desses deslocamentos, ampliando a autonomia de quem pesquisa, compara e compra conforme a própria demanda. O propósito declarado pela marca consiste em estender essa facilidade sem perder a proximidade com o passageiro e o suporte ao longo do processo. O avanço da conectividade no Nordeste, o peso do transporte rodoviário na mobilidade regional e a expansão das compras on-line compõem o pano de fundo dessa transformação. A combinação entre plataforma digital e canais de atendimento humano, conforme a estratégia apresentada pela empresa, busca responder a um público que já resolve parte da rotina pelo celular, mas que ainda encontra obstáculos para comparar trechos e horários de forma centralizada. O desafio seguinte, nesse recorte, está em tornar a jornada compreensível também para quem tem menor familiaridade com ferramentas digitais. Para mais informações, basta acessar: https://voudebusao.com/
em 21/10/26 04:32 pm

O papel do advogado nas decisões que definem o futuro de uma empresa


As decisões que definem o futuro de uma empresa não se limitam às áreas financeira, comercial ou operacional. A estrutura societária, a relação entre os sócios, a avaliação de riscos e o planejamento de longo prazo também influenciam a trajetória de um negócio. Ainda assim, em muitas organizações, a assessoria jurídica é acionada principalmente quando surge um problema, um conflito ou uma necessidade contratual. É contra essa visão reativa da advocacia que Charles Luís Ferreira constrói a proposta de "Sócio Estratégico: Como o advogado de negócios gera resultados e impulsiona o crescimento sustentável da sua empresa". Advogado empresarial e fundador da CLF Advogados, o autor defende uma atuação em que o profissional do Direito esteja próximo do empresário e participe das decisões que orientam os rumos da organização. Charles define essa relação como a de um advogado pessoal: um conselheiro de confiança que conhece o negócio, compreende os objetivos de quem o conduz e está disponível para contribuir nas decisões relevantes. A proposta não é substituir o conhecimento técnico pela proximidade, mas combinar experiência jurídica, compreensão empresarial e acompanhamento contínuo para que as escolhas sejam feitas com maior clareza sobre suas implicações e seus riscos. Da resposta ao problema à participação nas decisões A visão apresentada no livro parte de uma mudança na maneira de compreender a função do jurídico dentro das empresas. Em vez de se limitar à elaboração de contratos, à emissão de pareceres ou à condução de processos, o advogado pode participar da construção de soluções, das negociações e do planejamento que antecedem decisões importantes. Essa atuação exige compreender não apenas a legislação aplicável, mas também o contexto econômico e operacional em que a empresa está inserida. Uma decisão de expansão, uma negociação com um parceiro, uma alteração societária ou uma operação que envolva o patrimônio dos sócios pode produzir consequências que ultrapassam o aspecto estritamente jurídico. Com formação em Direito e Contabilidade, Charles desenvolve essa perspectiva a partir da integração entre conhecimento jurídico e compreensão dos negócios. No livro, aborda mecanismos de blindagem jurídica, sistemas de inteligência de risco e estratégias de prevenção de conflitos, defendendo que a segurança jurídica pode criar condições para que a empresa avance com mais estrutura, sem que a cautela se transforme em um obstáculo à expansão. A proposta é antecipar questões e avaliar alternativas enquanto ainda existe espaço para estruturar soluções. Nesse sentido, o trabalho jurídico deixa de se concentrar apenas nas consequências de uma decisão e passa a contribuir também para a maneira como ela é construída. Governança e prevenção de conflitos empresariais A participação do jurídico nas decisões também se relaciona à forma como uma empresa organiza suas relações societárias e seus processos de governança. O livro dedica uma parte à atuação jurídica na governança empresarial e outra à antecipação de potenciais conflitos, explorando a importância de identificar situações que podem comprometer relações entre sócios e a continuidade dos negócios. A prevenção, nessa perspectiva, não significa eliminar todas as possibilidades de divergência, mas reconhecer riscos, estruturar relações e buscar alternativas antes que um impasse se transforme em uma disputa formal. A engenharia pré-contenciosa, conceito desenvolvido na obra, integra essa abordagem. O planejamento patrimonial e sucessório também faz parte do universo de atuação apresentado por Charles, especialmente na relação entre empresas, patrimônio e família. São dimensões que podem se entrelaçar ao longo da trajetória de um empresário e que exigem atenção às decisões tomadas no presente e aos seus possíveis efeitos futuros. Ao aproximar esses temas da realidade empresarial, a obra procura mostrar como o Direito pode participar da organização e da continuidade dos negócios, em vez de ser percebido exclusivamente como uma estrutura acionada diante de dificuldades. Uma visão construída na prática Natural de Taquara, no Rio Grande do Sul, Charles Luís Ferreira construiu sua trajetória profissional no Direito Empresarial e fundou a CLF Advogados em 2010. Sua experiência combina a formação jurídica com o conhecimento contábil, além da atuação em estruturação societária, negociações, proteção patrimonial e prevenção de riscos. A relação próxima com os clientes é parte da concepção de advocacia que apresenta no livro. Para o autor, compreender o que está em jogo para o empresário (seus objetivos, seu patrimônio e a continuidade do negócio) é fundamental para transformar o conhecimento jurídico em orientação aplicável à tomada de decisão. Em "Sócio Estratégico", Charles reúne essa visão em uma reflexão sobre o lugar da advocacia na gestão empresarial. A obra é direcionada a empresários e gestores que precisam tomar decisões em cenários complexos e propõe uma mudança de perspectiva: considerar o jurídico não apenas como suporte para resolver problemas, mas como parte da estrutura que permite planejar, negociar e crescer com segurança. O livro "Sócio Estratégico: Como o advogado de negócios gera resultados e impulsiona o crescimento sustentável da sua empresa" está disponível para compra no site oficial do autor: https://charlesluisferreira.com.br/socio-estrategico/
em 21/10/26 04:32 pm

Justiça de SP aprova recuperação judicial do Grupo Casas Bahia


A Justiça de São Paulo aprovou a recuperação judicial do Grupo Casas Bahia. Na decisão, publicada nesta quarta-feira (21), a juíza Taina Maria Leonardo De Oliveira reconheceu o preenchimento dos requisitos legais pela varejista, mas indicou pendências documentais a serem complementadas em 30 dias. “O procedimento deve ser orientado pela preservação da empresa viável e pelo tratamento paritário dos credores. Tais princípios são particularmente relevantes em processos de elevada complexidade documental e econômica”, afirmou a magistrada no despacho. O chamado “stay period” — —proteção da empresa contra credores por 180 dias —— foi mantido pela juíza, e a empresa AJ Ruiz Consultoria Empresarial foi nomeada administradora judicial do caso. Com o deferimento da recuperação, a Casas Bahia deverá apresentar contas à Justiça todos os meses, sob pena de afastamento de controladores e substituição de administradores. Deverá ainda enviar extratos bancários e documentos relativos ao recolhimento de impostos e verbas trabalhistas à administradora. A juíza também determinou a adoção imediata, pela companhia, de medidas para regularização do passivo fiscal, uma vez que a concessão da recuperação judicial está condicionada a ela. A decisão favorável à varejista veio menos de uma semana depois que o Ministério Público de São Paulo se posicionou a favor da recuperação judicial do grupo Casas Bahia. No documento enviado à Justiça paulista em 15 de outubro, o órgão afirmou que a empresa cumpriu os requisitos legais para a aprovação do pedido, além de ter demonstrado atividade e viabilidade econômica para a reestruturação. Segundo a promotoria, a perícia feita pela ACFB Administração Judicial comprovou a regularidade das atividades empresariais e atestou a razoabilidade da narrativa apresentada pela varejista. O MP citou como elementos comprobatórios a verificação do funcionamento em 735 das 744 lojas físicas cadastradas e 25 dos 29 centros de distribuição, além da fábrica da Bartira, empresa de móveis do grupo. Sobre os requisitos legais, o órgão diz ter verificado o cumprimento integral, pelas dez empresas do grupo, do artigo 48 da Lei de Falências e Recuperações. Pela legislação, só podem entrar em recuperação judicial empresas com ao menos dois anos de atividade que não sejam falidas e tampouco tenham passado por recuperação judicial nos últimos cinco anos. Companhias condenadas por crimes como fraude contra credores ou prestação de informações falsas à Justiça também estão proibidas de pedir a recuperação. Outro pressuposto legal para a recuperação é o cumprimento do artigo 51 da lei, que trata da apresentação dos documentos e informações necessárias ao procedimento. Segundo o MP, a perícia demonstrou que as Casas Bahia cumpriram o requisito de forma substancial, mas devem corrigir “pendências sanáveis”, como a apresentação de certidões e de projeções contábeis individualizadas. Assim como a juíza, o MP limitou a avaliação do pedido à verificação dos requisitos formais e documentais. A análise das condições econômicas do plano de recuperação deverá ocorrer durante o processo de discussão com os credores. Na decisão desta quarta, a magistrada pediu que credores apresentem habilitações ou divergências quanto aos créditos à administradora judicial em até 15 dias da publicação do edital da recuperação, cuja minuta deverá ser enviada pelas Casas Bahia em cinco dias. Casas Bahia Divulgação
em 21/10/26 04:30 pm

Samsung e SK Hynix modernizam fábricas na China para produzir chips mais avançados, dizem fontes


A Samsung Electronics e a SK Hynix estão modernizando suas fábricas na China para produzir chips de memória mais avançados, segundo quatro pessoas a par dos planos, com o objetivo de se defender da concorrência de um rival chinês em rápido crescimento e atender à enorme demanda por inteligência artificial. O montante a ser investido em suas operações na China tornou-se uma questão delicada para as gigantes sul-coreanas do setor de chips desde que os Estados Unidos começaram a impor controles de exportação sobre alguns equipamentos de fabricação de chips em 2022, em um esforço para desacelerar o progresso tecnológico chinês. Ambas as empresas agora são obrigadas a solicitar licenças dos EUA anualmente caso queiram instalar na China equipamentos fabricados nos EUA. O Departamento de Comércio dos EUA, por meio do Escritório de Indústria e Segurança, também afirmou em 2025 que não pretendia conceder licenças para atualizar a tecnologia e expandir a capacidade das fabricantes estrangeiras de chips na China. Essas dificuldades regulatórias limitaram a capacidade dessas empresas de modernizar suas fábricas e contribuíram para a perda de participação de mercado em favor da Yangtze Memory Technologies Co (YMTC). Executivos das fabricantes sul-coreanas de chips alertaram publicamente que as tensões geopolíticas estão prejudicando suas operações na China. A Samsung confirmou em comunicado à Reuters que as atualizações estão em andamento e sendo realizadas em diálogo estreito com Washington. A SK Hynix afirmou que vem instalando equipamentos em sua fábrica de Dalian, no nordeste da China, em consulta com o governo dos EUA. Nenhuma das empresas divulgou detalhes dos planos de produção que estão sendo relatados aqui pela primeira vez. A Reuters não conseguiu, no entanto, determinar até que ponto as autoridades americanas concederam licenças de exportação para os equipamentos de que a Samsung e a SK Hynix precisam para as atualizações planejadas. De acordo com as fontes, as duas empresas estão trabalhando para fabricar chips de memória flash NAND com mais de 200 camadas em suas fábricas na China, cujos produtos atualmente não são tão avançados quanto os chips produzidos na Coreia do Sul. O NAND, um tipo de chip de memória que retém dados mesmo sem energia, é amplamente utilizado em smartphones, computadores pessoais e data centers de IA. Mais camadas por chip significam maior densidade de armazenamento e custos mais baixos. As ações da Samsung e da SK Hynix fecharam com alta de 6% nesta quarta-feira (21), após a publicação desta reportagem. Bloomberg
em 21/10/26 04:30 pm

Daniel Lancaster leva lições da montanha à rotina no Endurance Brasil!


A experiência de quatro dias nas montanhas durante o Legendários TOP 700 levou Daniel Lancaster, piloto do Endurance Brasil pela equipe Autlog Racing, a rever a relação entre desempenho, responsabilidade e vida pessoal. Longe dos autódromos e dos compromissos profissionais, ele participou de desafios físicos e momentos de reflexão ao lado de Bruno Avelar. O encontro, segundo o competidor, reforçou a importância da fé e da convivência familiar em uma rotina marcada por exigências constantes. Também concluíram o TOP 700 André Fernandes e Kaká Diniz. Para Daniel Lancaster, a proposta de interromper temporariamente a agenda habitual foi parte fundamental da experiência. "Resolvi me desligar e viver quatro dias na montanha, onde o tempo pareceu ser interminável, mas pude ser mais uma vez levado a testar todos os meus limites", relatou Daniel Lancaster ao recordar a participação no encontro. A vivência apresentou ao piloto um tipo de resistência diferente daquela exigida nas competições automobilísticas. Nas provas de endurance, a regularidade, a concentração e a capacidade de lidar com imprevistos integram a preparação de quem busca completar percursos prolongados. Na montanha, porém, o desafio também envolveu afastar-se das referências habituais e dedicar tempo a questões pessoais. O paralelo entre os dois ambientes ajuda a compreender a leitura que Daniel Lancaster faz do episódio. Tanto nas pistas quanto fora delas, enfrentar dificuldades requer persistência. Mas, na avaliação do piloto, os resultados mais importantes dos quatro dias não podem ser medidos por posições, tempos ou classificações. Estão ligados à maneira como ele pretende conduzir suas relações após o retorno. Ao falar dos momentos compartilhados com Bruno Avelar, Daniel Lancaster destacou três valores que passaram a representar a experiência: amor, honra e unidade. As palavras, em seu relato, não se restringem à superação individual. Elas expressam uma preocupação com os vínculos construídos no cotidiano e com o compromisso de estar presente na vida das pessoas próximas. "Voltei, com certeza, sendo um melhor pai, melhor marido, melhor filho, melhor irmão e melhor amigo", afirmou. A declaração resume a mudança de perspectiva que Daniel Lancaster associa à passagem pela montanha. Em vez de apresentar a conclusão dos desafios como uma conquista isolada, ele enfatiza os efeitos que espera levar para a convivência familiar e para as relações de amizade. A espiritualidade ocupou posição central nessa interpretação. Daniel Lancaster atribui à fé cristã o principal significado do período e descreve os quatro dias como uma oportunidade de aprofundar convicções pessoais. "O mais importante foi ter um encontro profundo com Deus e, mais uma vez, entender que quem tem o controle da minha vida é Jesus", declarou o piloto. Para Daniel Lancaster, essa compreensão foi mais marcante do que o esforço necessário para concluir as atividades propostas. O retorno à rotina da Autlog Racing e do Endurance Brasil coloca essas reflexões em contato com um ambiente de decisões rápidas, preparação contínua e trabalho em equipe. Embora a experiência na montanha tenha natureza distinta, Daniel Lancaster identifica nela uma oportunidade de repensar a forma como distribui tempo e energia entre compromissos profissionais e pessoais. A pausa também chama atenção para um tema presente no cotidiano de profissionais submetidos a agendas intensas: a dificuldade de reservar períodos de desconexão. No caso do piloto, afastar-se por quatro dias não significou abandonar responsabilidades, mas criar uma ocasião específica para examiná-las sob outro ponto de vista. Daniel Lancaster considera que outros homens poderiam se beneficiar de uma experiência semelhante de reflexão sobre fé, escolhas e família. Entre a montanha e o autódromo, a principal continuidade apontada por Daniel Lancaster está na disposição de reconhecer limites e agir com consciência. O piloto afirma que pretende preservar os aprendizados do encontro na relação com familiares, amigos e colegas, enquanto segue sua trajetória no Endurance Brasil. Para ele, a lembrança dos quatro dias permanece associada menos à dificuldade do percurso e mais à possibilidade de retornar à rotina com um olhar renovado sobre aquilo que considera essencial. A experiência não altera as exigências do calendário esportivo, mas traz a visão pessoal à maneira como o piloto descreve sua preparação e seu papel fora das pistas, em casa e na sociedade.
em 21/10/26 04:28 pm

Nvidia quer acelerar implantação de fábricas de IA


A Nvidia apresentou nesta quarta-feira (21) um projeto de referência para um centro de dados de IA acondicionado numa estrutura do tamanho de um contêiner de transporte padrão. O Nvidia DSX POD promete acelerar a implantação de fábricas de inteligência artificial. As ações da Nvidia subiram com a notícia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
em 21/10/26 04:24 pm

Colômbia aprovará Orçamento de 2027 por decreto após impasse no Congresso


O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira (21) que colocará em vigor por decreto o Orçamento de 2027, de 634,9 trilhões de pesos (US$ 198,83 bilhões), depois que um erro processual no Congresso inviabilizou a aprovação final do projeto de lei. O episódio coloca à prova a capacidade do novo governo de Abelardo de La Espriella de administrar as finanças públicas e de tranquilizar os investidores. Leia também: Em meio a crise fiscal, Colômbia aprova orçamento para 2027 FMI alerta para situação fiscal ‘insustentável’ na Colômbia O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram versões diferentes do projeto de lei orçamentária no início desta semana, sem conciliar as alterações, levando parlamentares e especialistas jurídicos a questionar a validade do processo. O vice-presidente José Manuel Restrepo afirmou que a proposta original do governo, juntamente com as emendas anteriormente aprovadas pelos parlamentares, entrará agora em vigor. O Senado aprovou o projeto na noite de segunda-feira, e a Câmara dos Deputados o aprovou na madrugada de terça-feira. No entanto, um artigo controverso foi aprovado com redações diferentes em cada Casa e não passou pelo processo obrigatório de conciliação. A Colômbia enfrenta pressões fiscais crescentes. O plano de gastos para 2027 é maior que o Orçamento de 2026, de 555,8 trilhões de pesos, e projeta um déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
em 21/10/26 04:19 pm

Nunes Marques diz que proposta de barrar canais de WhatsApp é 'esboço' e cogita submeter ao plenário


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, disse nesta quarta-feira (21) ao Valor que a proposta que pode barrar canais de WhatsApp 48 horas antes da eleição de domingo (25) é um “esboço” pendente de deliberação. O ministro não descarta submeter à votação do plenário da corte um texto consolidado sobre o tema na sessão presencial de quinta-feira (22). “O esboço feito pelo ministro André Mendonça foi feito a partir de conversas com ministros. Mas não chegamos a deliberar”, afirmou. Ele também disse que ainda não há pedido de pauta para discutir o tema e que a última sessão colegiada do TSE antes do segundo turno ocorrerá amanhã, às 10h. A proposta que pode barrar canais de WhatsApp com mais de 200 mil membros nas 48 horas anteriores à eleição é de Mendonça. O texto equipara as listas de transmissão de WhatsApp à propaganda eleitoral impulsionada. Se aprovada, a medida atingiria o “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que já conta com mais de 7 milhões de integrantes. A lista de transmissão é considerada um trunfo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma eventual virada na disputa presidencial. A campanha de Flávio também mantém um recurso semelhante, a "Tropa do Flávio", atualmente com 2 milhões de seguidores. A manutenção desses canais motivou um embate recente no TSE, com decisões de Nunes Marques consideradas conflitantes por integrantes da corte. Em nota, o gabinete de Mendonça disse que cabe ao vice-presidente redigir atos normativos, mas que a minuta não seria uma “iniciativa individual”, já que a elaboração partiu de um “entendimento construído em conjunto” com os demais integrantes do TSE. A legislação atual já veda a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral nas 48 horas antes e 24 horas depois dos turnos. Não há, no entanto, qualquer equiparação entre canais e conteúdos impulsionados. Uma minuta com a possível alteração circula no TSE. Segundo o texto, “canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores têm potencial de interferir no alcance da propaganda, da mesma forma que conteúdos impulsionados”. Ainda de acordo com o documento, o período que compreende entre 48 horas antes e 24 horas depois da disputa “concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”. O texto também fala que há “alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos ilícitos” e que ferramentas digitais “que alteram o teor ou a repercussão de propaganda eleitoral merecem tratamento normativo equiparado ao do impulsionamento de conteúdos”.
em 21/10/26 04:17 pm

Bolsas da Europa sobem com foco em balanços positivos, apesar de estresse nos juros


Os principais índices de ações da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira (21), com reação positiva dos investidores à temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre superando a continuidade do estresse no mercado europeu de renda fixa. Na França, onde há uma série de protestos populares enquanto o governo tenta aprovar um Orçamento que prevê corte de gastos, os rendimentos dos títulos superaram o nível de 5% no vencimento de dez anos pela primeira vez desde 2002. Assim, no fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,91%, aos 644,47 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, subiu 0,19%, aos 10.752,88 pontos, o DAX, de Frankfurt, avançou 1,35%, aos 25.645,04 pontos, e o CAC 40, de Paris, teve valorização de 1,06%, aos 7.921,68 pontos. Entre os destaques do Stoxx 600, as ações da EssilorLuxottica subiram 15,48%, após seus resultados financeiros agradarem os investidores, impulsionando o setor de luxo para uma alta de 1,79% no fim do dia. A Randstad teve valorização de 20,16% e a DSV avançou 15,13%, ambas também na sequência de informar seus balanços trimestrais. Por outro lado, o Carrefour caiu 13,80%, com operadores reagindo negativamente à diminuição da projeção de lucro da rede de supermercados. A Michelin recuou 7,16%, depois de divulgar uma redução nas vendas dos primeiros nove meses. Apesar das bolsas europeias terminarem o dia no positivo, esta quarta-feira foi marcada pela continuidade do estresse no mercado de renda fixa francês, diante dos protestos generalizados, que ampliaram as preocupações com a fragilidade das contas públicas e a incerteza política. Os rendimentos dos OATs franceses de 10 anos subiam para 5,001% no fim do dia, de 4,916% no fechamento anterior, sendo negociados em seus maiores níveis desde 2002. O mau-humor também contaminou os juros em outros países da Europa, com os Bunds alemães de 10 anos avançando para 3,430%, de 3,417%, e os títulos italianos subindo para 4,566%, de 4,511%, no mesmo vencimento. Natalia Gurushina, economista-chefe da VanEck, estima que, se o rendimento médio permanecer acima desse nível, os gastos líquidos da França com juros da dívida poderão superar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em cinco anos. "Isso obrigaria o país a fazer uma escolha difícil: aprofundar os cortes de gastos em outras áreas do Orçamento ou aceitar déficits ainda maiores, uma vez que a arrecadação do governo geral já supera 52% do PIB, o que, praticamente, elimina a margem para aumentar as alíquotas de impostos", ela afirma.
em 21/10/26 04:12 pm

Na Carolina do Norte, Trump desafia pesquisas eleitorais e aposta em vitória republicana


Com seu índice de aprovação nos níveis mais baixos já registrados, o presidente Donald Trump tentou desafiar a lógica política durante um comício de mobilização na Carolina do Norte, na terça-feira (20), pedindo aos eleitores que apoiassem seu candidato preferido ao Senado em uma disputa da qual alguns grupos republicanos já desistiram. Leia também: Maioria dos americanos não acredita que Trump aceitará derrota republicana nas eleições Republicanos apostam em milhões de Musk para salvar candidato ao Senado no Texas Trump promete gastar US$ 400 mi em campanha eleitoral republicana Trump iniciou uma intensa agenda de campanha antes das eleições legislativas de 3 de novembro, percorrendo mais de 46,6 mil quilômetros desde o fim de setembro para impulsionar candidatos republicanos. Sua segunda visita à Carolina do Norte em dois meses sinalizou o quanto está em jogo nesse Estado do sul do país. As pesquisas mostram o ex-governador democrata Roy Cooper com uma ampla vantagem sobre o republicano Michael Whatley, ex-dirigente de alto escalão do partido, em uma disputa pelo Senado que poderá ajudar a definir o equilíbrio de poder em Washington. Os dois concorrem à vaga deixada pelo senador republicano Thom Tillis, que se aposentará. Antigo aliado de Trump, Tillis rompeu com o presidente por divergências sobre seu principal projeto de lei tributária e a política de defesa. Em entrevista ao Politico na terça-feira, Tillis afirmou que seus colegas republicanos caminhavam para um "desastre" e uma "surra" nas eleições de novembro. Mas Trump, discursando na noite de terça-feira na cidade de Greenville, no leste do Estado, previu que Whatley contrariaria os céticos. "Acho que vocês verão resultados incríveis", disse a centenas de apoiadores reunidos nas instalações do aeroporto local. "Eles nunca acertam nas pesquisas sobre nós. Temos mais entusiasmo." Trump venceu na Carolina do Norte nas três eleições presidenciais que disputou, mas os democratas apostam em um desempenho excepcional neste ano, com pesquisas mostrando que uma clara maioria dos americanos está insatisfeita com a alta dos preços e a guerra no Irã. O índice de aprovação do presidente caiu para 31%, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos mais recente, o menor patamar registrado em qualquer momento de seus dois mandatos. Na votação antecipada na Carolina do Norte, os democratas depositaram o dobro de votos dos republicanos, mostram dados estaduais. Os candidatos republicanos presentes na noite de terça-feira pediram insistentemente aos eleitores que comparecessem às urnas antecipadamente. "Este é um distrito de maioria republicana", disse Laurie Buckhout, candidata apoiada por Trump que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados em um distrito predominantemente rural no leste do Estado. "Temos o impulso. Temos a mensagem. Agora precisamos de vocês." Os republicanos ocupam dez das 14 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados, mas alguns distritos são considerados competitivos neste ciclo eleitoral e têm atraído gastos expressivos. A disputa de Buckhout contra o deputado democrata Don Davis atraiu US$ 21 milhões em recursos de grupos externos desde 1º de setembro, tornando-se a terceira corrida eleitoral mais cara do país, de acordo com uma análise da Reuters de documentos de financiamento de campanha. Na região montanhosa do oeste do Estado, grupos externos gastaram US$ 14,5 milhões na disputa entre o democrata Jamie Ager e a republicana Jennifer Balkcom. Whatley, por outro lado, foi praticamente abandonado pela estrutura nacional do partido. O Senate Leadership Fund, principal comitê de ação política (PAC) de apoio aos candidatos republicanos ao Senado, interrompeu os gastos na Carolina do Norte no início deste mês, depois que Cooper registrou vantagens de dois dígitos em sucessivas pesquisas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interage com Michael Whatley, candidato republicano ao Senado pela Carolina do Norte REUTERS/Evan Vucci ‘Colocar a casa em ordem’ A popularidade de Trump despencou desde que ele ordenou ataques militares contra o Irã em fevereiro, ao lado de Israel, aliado dos Estados Unidos, provocando uma disparada nos preços da gasolina e do diesel. Cerca de 68% dos americanos desaprovam a maneira como Trump conduz a economia, segundo a Reuters/Ipsos, incluindo 37% dos que se identificam como republicanos. Taylor Smith, que se descreveu como dona de casa em Greenville, disse à Reuters que sempre votou nos republicanos, mas que a turbulência do governo Trump a estava fazendo reconsiderar seu apoio. Segundo ela, a desorganização dentro da Casa Branca estava afetando as políticas do governo, revelando a falta de foco de Trump. "Qualquer coisa boa que poderia estar acontecendo acaba sendo prejudicada por toda essa palhaçada", disse Smith. "Detesto esses preços da gasolina", acrescentou, pedindo ao presidente que "coloque a casa em ordem". Como tem feito em eventos pelo país, Trump destacou na noite de terça-feira o que descreveu como novos investimentos locais. A Sibelco, empresa de mineração e processamento de minerais industriais, está expandindo suas operações na Carolina do Norte, anunciou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, no palco, sem fornecer detalhes. A Sibelco não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Trump também afirmou que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos investiria US$ 1,5 bilhão na produção de chips semicondutores na Carolina do Norte, mas não informou onde nem como os recursos seriam aplicados. Perto do fim do discurso, o presidente repetiu sua promessa de conceder US$ 5 mil a cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso. "Se perdermos", disse ele, "vocês não receberão nada". Adesivos de votação ficam sobre uma mesa em um local de votação no dia das eleições primárias, em Minneapolis, Minnesota, EUA, em 11 de agosto de 2026 REUTERS/Tim Evans
em 21/10/26 03:52 pm